Seca obriga famílias do semiárido mineiro a recorrer até a rios e córregos contaminados por esgoto

Paulo busca água no minadouro todos os dias. A que vem do reservatório da comunidade não é tratada ( Luiz Ribeiro/DA Press)
Paulo busca água no minadouro todos os dias. A que vem do reservatório da comunidade não é tratada

O trabalhador rural Manoel Messias dos Santos encara dura rotina para quem já tem 80 anos, a maior parte deles vividos à beira do Rio Gravatá. Quando o sistema de abastecimento da localidade onde mora é paralisado, e isso ocorre quase todos os dias, ele é obrigado a buscar água no rio. O problema não para por aí. O leito de onde ele tira água é o mesmo no qual a comunidade despeja todo o esgoto do povoado de Alfredo Graça, na zona rural de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, a 678 quilômetros de Belo Horizonte. A realidade de seu Manoel é comum a muitas comunidades rurais do semiárido mineiro. Ali, boa parte da água disponível ou é salobra ou está contaminada por resíduos despejados nas bacias hidrográficas da região.

Durante uma semana, a reportagem do Estado de Minas percorreu 23 comunidades rurais em nove cidades da região mais seca de Minas, o Norte e os vales do Jequitinhonha e Mucuri. Em nenhuma delas havia água tratada. Para nada: beber, cozinhar, dar banho nas crianças ou lavar roupa. Nada também para dar aos animais ou irrigar a plantação, essencial para garantir comida no prato das famílias ou dinheiro no bolso para a sobrevivência. O drama, histórico no país, é agravado pela grande quantidade de rios afetados pela seca. Continue lendo “Seca obriga famílias do semiárido mineiro a recorrer até a rios e córregos contaminados por esgoto”

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Relatório aponta discriminação jurídica contra mulheres e faz recomendações

Camila Queiroz, Jornalista da ADITAL

O relatório O Progresso das mulheres no mundo (2011-2012): em busca da Justiça, lançado recentemente pela ONU Mulheres, aponta discriminação jurídica contra mulheres em todos os continentes, com leis discriminatórias relacionadas à família, propriedade, trabalho e cidadania. Para erradicar a injustiça, o texto traz dez recomendações e mostra exemplos em que as violações foram vencidas e abriram caminho para a garantia de direitos.”Em muitos contextos, tanto em países ricos como pobres, a infraestrutura judiciária, incluindo a polícia, os tribunais e o judiciário, tem fracassado no respeito aos direitos da mulher, fracasso que se manifesta na prestação inadequada de serviços e na atitude hostil de quem tem o dever de satisfazer as necessidades das mulheres”, aponta.

Em todo o mundo, há mais de 603 milhões de mulheres cujos países não proíbem por lei a violência doméstica. O documento lembra que o século passado trouxe muitas conquistas às mulheres, com leis que garantem seus direitos. Contudo, “não se traduziram em maior igualdade e justiça”, aponta. Continue lendo “Relatório aponta discriminação jurídica contra mulheres e faz recomendações”

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Movimento denuncia problemas habitacionais causados pela construção da Usina Belo Monte

Karol Assunção, Jornalista da Adital

As obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, estado do Pará, já começaram e, com elas, o problema habitacional na região. Em Altamira (Pará), centenas de famílias já deixaram as casas onde moravam por conta da insegurança e da especulação imobiliária ocasionadas pela construção da usina.

Dion Monteiro, integrante do Movimento Xingu Vivo – Comitê Metropolitano, explica que a problemática dos sem-teto se intensificou a partir de maio deste ano. De acordo com ele, o grupo dos sem-teto é formado por famílias atingidas pela especulação imobiliária e por imigrantes que chegam à cidade em busca de emprego. “O grupo de sem-teto tem várias famílias que não conseguiram mais pagar o aluguel e àqueles que chegaram em Altamira e não têm onde morar”, comenta.

De acordo com o integrante do Movimento, existem proprietários que aumentaram em 300% o valor do aluguel por conta da especulação imobiliária provocada pela construção de Belo Monte. “Há caso de o proprietário cancelar o contrato, chegar a pagar multa pelo cancelamento, para poder alugar por preço maior para a Norte Energia [consórcio formado por diversas empresas que atuam na construção da hidrelétrica]”, conta. Continue lendo “Movimento denuncia problemas habitacionais causados pela construção da Usina Belo Monte”

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PA: ICMBio passará a titulação a comunidades tradicionais de cinco reservas extrativistas da Amazônia

Carlos Américo, do MMA

As populações de cinco reservas extrativistas (Resex) da Amazônia receberão a concessão de uso de suas áreas. No último sábado (06/08), na Resex Terra Grande-Pracuúba, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a secretária do Patrimônio da União, Paula Lara, assinaram a transferência dessas áreas para o Instituto Chico Mendes, que passará a titulação aos extrativistas nos dias 4 e 5 de outubro.

Serão beneficiadas as comunidades tradicionais que moram nas Resex Tapajós-Arapiuns, Gurupá-Melgaço, Terra Grande-Pracuúba, Riozinho do Anfrísio e Caeté-Taperaçu, todas do Pará. A ministra Izabella disse aos mais de 200 extrativistas presentes no Encontro de Marajó (PA) que esse é um momento único para o país. “É uma nova base para uma política que vai avançar com os povos tradicionais e com a conservação da biodiversidade”, destacou a ministra, que apresentou uma série de ações do Governo Federal para as comunidades tradicionais.

O extrativista Ermínio Masques Tenório, 53 anos, será um dos beneficiados pela titulação de sua propriedade. Presidente da associação que representa a Resex Gurupá-Melgaço, ele acredita que a concessão para as 700 famílias que ele representa leva esperança para a população. “Vamos poder acessar recursos que vão beneficiar as famílias e com certeza a condição de vida dessas famílias vai melhorar”, comemorou Tenório, que vê a participação de ministros no encontro dos extrativistas como uma maior aproximação dos Governo Federal com as comunidades tradicionais. Continue lendo “PA: ICMBio passará a titulação a comunidades tradicionais de cinco reservas extrativistas da Amazônia”

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A Via Campesina em movimento… Soberania Alimentar JÁ!

El movimiento internacional campesino La Vía Campesina presenta su nuevo vídeo en defensa de la agricultura campesina y la soberanía alimentaria en todo el mundo: La Vía Campesina en movimiento… ¡Soberanía Alimentaria YA! Vean este documental de 20 minutos de duración y difúndalo entre sus vecinos, amigos, comunidades, organizaciones locales, encentros culturales, festivales de cine, manifestaciones… Pueden incluso organizar una proyección seguida de un debate al que puedan invitar a campesinos y campesinas, autoridades locales o a quien esté interesado. Para descargar el documental: http://www.vimeo.com/viacampesina.

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Jacy-Paraná: Comércio do sexo não tem hora

A equipe do Diário da Amazônia chegou a Jacy-Paraná às 8h da última sexta-feira. As ruas do distrito, que até então estavam desertas e silenciosas, começavam a despertar. Pouco tempo depois já era possível ouvir a música em alto volume e observar os bares começarem a receber seus primeiros clientes. Muitos leitores podem considerar a cena inusitada para uma manhã de um dia comum da semana, mas faz parte do cotidiano do lugar, desde que sua população começou a aumentar, consideravelmente, há três anos, com a construção das usinas. Durante todo o dia, enquanto a equipe conversava com autoridades e moradores da cidade, todos os entrevistados citaram um mesmo problema que agrava a rotina do local: a prostituição.

“A gente tem tentando combater [a prostituição], orientado, principalmente o envolvimento de menores”, afirma Nilton Barbosa, administrador do distrito. Nilton diz saber que o consumo de entorpecentes agrava a situação. “Quem poderia agir mais seria a Polícia Civil, mas como já estamos carentes dessas autoridades, fica mais difícil”.

Segundo o administrador, apesar de presenciar a situação durante todo o dia, é na parte da noite que o distrito fica “pesado”. “É muita gente. Os trabalhadores da usina [Jirau] passam a semana inteira trancados, quando chega o fim de semana eles vêm pra cá. São 10, 12, 15 ônibus. Vem muita gente”. Continue lendo “Jacy-Paraná: Comércio do sexo não tem hora”

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RJ – II Seminário Educação Popular, Movimentos Sociais e Formação de Professores

O Seminário Educação Popular, Movimentos Sociais e Formação de professores – Diálogos entre saberes e experiências brasileiras, é focado nas reflexões e ações dos Movimentos Sociais, do Campo, da Cidade, Indígena e Negro em relação à educação popular e formação de professores.

Local: FFP/UERJ – São Gonçalo/RJ

Organização:

  • Núcleo de Pesquisa e Extensão Vozes da Educação: Memória e História das Escolas de São Gonçalo
  • Grupo de Pesquisa Práticas de Ensino e Formação de Professores
  • Grupo de Pesquisa GEOAGRARIA
  • Projeto de Pesquisa “A Lei no. 10.639 e o Ensino da Geografia”

Para se inscrever, envie um e-mail para [email protected], informando Nome Completo, Município, Instituição e Cargo/ Vínculo. A inscrição no Evento é gratuita! Serão conferidos certificados para os participantes do evento.

Abaixo, veja a Programação, com os Temas e Participantes: Continue lendo “RJ – II Seminário Educação Popular, Movimentos Sociais e Formação de Professores”

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AGU e PFE/Incra mediam acordo entre ICMBio e quilombolas em Rondônia

Audiência pública termina em acordo entre ICMBio e quilombolas

Está próximo do fim o impasse entre a comunidade remanescente de quilombo de Santo Antônio do Guaporé, em Rondônia, e o Instituto Chico Mendes (ICMBio) sobre a área efetiva do território quilombola, que abriga 13 famílias. Em audiência pública mediada pela Câmara de Conciliação e Arbitragem da Advocacia Geral da União (AGU), no último dia 30 de julho, na própria comunidade, as duas partes sinalizaram um acordo em relação à dimensão do território, que se sobrepõe à área da Reserva Biológica do Guaporé.

A proposta, que partiu dos líderes quilombolas, deve estender o território ao sul, no rio Guaporé, até a antiga “colocação” de um dos membros da comunidade, às margens do rio São Miguel, seguindo até o antigo seringal, traçando-se uma linha reta que una cada um dos pontos.

Em uma segunda reunião em Brasília, no último dia 2 de agosto para acertar os detalhes do acordo, o ICMBio apresentou um cálculo preliminar da área proposta pela comunidade, que deve ficar entre 6.500 e 7 mil hectares.  Até então, os quilombolas reivindicavam uma área de 41.600 hectares, que constam no Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) elaborado pelo Incra, enquanto o ICMBio defendia que a área deveria ser de 3.495 hectares. Continue lendo “AGU e PFE/Incra mediam acordo entre ICMBio e quilombolas em Rondônia”

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PA: Iterpa devolve título de terra a duas comunidades quilombolas

Divulgação

O Instituto de Terras do Pará (Iterpa) devolveu mais um título de reconhecimento de domínio coletivo às comunidades quilombolas de Santa Quitéria e Itacõazinho, localizadas no município de Acará, no nordeste paraense. As duas já foram reconhecidas como remanescentes de quilombos, por meio de estudos antropológicos, e possui um histórico de conflitos agrários na região.

Desde 2007, a associação dos moradores e agricultores das duas comunidades quilombolas aguardavam a entrega do título de reconhecimento de domínio coletivo. O presidente do Iterpa, Carlos Lamarão, e a direção do órgão, fizeram questão de devolver o documento de regularização fundiária pessoalmente ao representante das duas comunidades. O documento já havia sido entregue às famílias em dezembro do ano passado, mas precisou retornar ao órgão para a área ser matriculada no instituto e, posteriormente, o título definitivo ser registrado em cartório imobiliário em nome da comunidade quilombola. Continue lendo “PA: Iterpa devolve título de terra a duas comunidades quilombolas”

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Cerco de pistoleiros ameaça grupo Guarani Kaiowá

Grupo guarani kaiowá que ocupou área em MS relata medo e ameaças

Spensy Pimentel, de São Paulo

Grupo guarani kaiowá que ocupou a área reivindicada como terra indígena, conhecida como Pyelito Kue – Mbarakay, foi localizado por uma equipe da Funai (Fundação ONacional do Índio) e teme sofrer nova ação de despejo violento, como em dezembro de 2009, quando mais de 50 pessoas, inclusive idosos, foram espancadas, e um adolescente desapareceu.

A área, hoje transformada em fazenda, fica entre os municípios de Iguatemi e Tacuru, em Mato Grosso do Sul. Segundo o relato da equipe da Funai de Ponta Porã, os indígenas estão escondidos numa mata, em local pouco acessível e reafirmaram que não sairão voluntariamente. Ao antropólogo kaiowá Tonico Benites, uma das lideranças do grupo afirmou por telefone: “Estamos  aqui na área antiga nossa, retornamos aqui pra morrer, não vamos sair daqui vivos mesmo que  já estamos aqui sem nenhum alimento, aqui vamos permanecer”.

Segundo as informações de Benites, indígenas da reserva Sassoró, próxima ao local, estão se organizando para defender o grupo de Pyelito Kue, mas temem pela segurança. O antropólogo, que é também indígena guarani kaiowá conversou com a esposa de uma das lideranças do grupo por telefone. “Ela falou que muitos membros-parentes da aldeia Sassoró confirmaram e estarão indo protegê-los das ameaças dos pistoleiros das fazendas que começaram a cercar desde ontem à noite o acampamento. Os parentes chegarão mais hoje a noite ao local e região de Pyelito kue”. Continue lendo “Cerco de pistoleiros ameaça grupo Guarani Kaiowá”

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