Novo blog da Fase ecoa vozes por um Brasil sustentável

O blog Vozes do Clima Brasil é uma iniciativa do Núcleo Justiça Ambiental e Direitos da Fase. Neste espaço virtual estão reunidos documentos sobre os debates em torno das mudanças do clima, além de notícias e relatos para valorizar as ações por justiça ambiental e climática.

O Vozes do Clima Brasil foi construído para fortalecer a resistência à mercantilização da vida e às falsas soluções de mercado para a crise climática. Acesse http://vozesdoclimabrasil.org/.

 

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Vozes do Clima – Parte 01

Produção da ONG FASE. Os biomas brasileiros estão impactados pelas monoculturas e as mudanças climáticas já verificáveis. Neste documentário, populações tradicionais, camponeses e ribeirinhos da Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal têm a voz. E mandam um recado à Conferência do Clima em Copenhague.

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Praias de Fortaleza não têm placas que avisam sobre poluição

Foto: Daniel Aderaldo/iG. Praia do Mucuripe, em Fortaleza: cinco dos dez pontos em que são coletadas amostras de água do mar estão poluídos

Governo diz que placas são arrancadas pela população e pelos donos de barracas. Hoje, 60% do litoral da cidade está impróprio para banho

Daniel Aderaldo, iG Ceará

Fortaleza tem 27 quilômetros de orla marítima. A cor esverdeada e a temperatura agradável das águas do mar são um convite para o banho. O clima aprazível e tanta beleza, contudo, podem esconder perigos para a saúde dos banhistas. Um estudo mostra que 60% das praias de Fortaleza estão poluídas. Como não há nenhum tipo de sinalização informando sobre a balneabilidade das águas, como acontece em São Paulo, por exemplo, a população não tem como saber se pode ou não entrar na água.

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace) monitora a balneabilidade das águas da capital cearense e divulga boletins semanais informando quais pontos estão próprios para o banho e quais não estão. Analisando os boletins do primeiro semestre de 2011, os técnicos concluíram que 19 dos 31 pontos avaliados ao longo de toda a extensão do litoral da cidade estão poluídos. Continue lendo “Praias de Fortaleza não têm placas que avisam sobre poluição”

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Mais um ataque ilegal da Prefeitura do Rio!

RJ: Durante um fim de semana, demolições na Vila Recreio 2, sem base legal e sem a presença dos responsáveis.

Jorge Borges*

Acabamos de receber a notícia de que pessoas a serviço da Prefeitura do Rio chegaram neste sábado, 13/08, na comunidade Vila Recreio 2 e já começaram a derrubar as últimas casas que só permaneciam de pé graças a liminares da Justiça. Das duas uma: ou derrubaram a decisão favorável aos moradores durante o plantão do judiciário, ou estão passando por cima, mais uma vez, da ordem constitucional.

Em qualquer dos casos, trata-se de mais um ataque ao Estado Democrático de Direito, uma vez que é nítido que a ação surpresa, no meio de um fim de semana, é uma tática muito clara para evitar qualquer tentativa de resistência por parte dos moradores ou de seus aliados. Mesmo no plano institucional.

Ações como essa põem em cheque tentativas de negociação, comissões e outras tratativas já iniciadas por diversas instituições sérias desse país, numa tentativa de parar o fascismo travestido de “eficiência administrativa” engendrado pelo Prefeito Eduardo Paes com apoio direto e explícito do PT, do PDT, do PCdoB e de outros câncros políticos que se autoproclamam “partidos populares” ou “a favor dos trabalhadores”. Continue lendo “Mais um ataque ilegal da Prefeitura do Rio!”

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Muquém recebe água encanada, mas moradores ainda carregam latas d’água na cabeça

As casas do povoado de Muquém, em Mirabela, município do Norte de Minas a 483 quilômetros de Belo Horizonte, recebem água encanada, mas os moradores ainda carregam latas d’água na cabeça. O contraste ocorre porque a água que abastece a localidade, retirada de um córrego e armazenada em poço tubular, é distribuída sem tratamento, é salobra e “tem gosto ruim”, segundo os moradores. Muitos deles recorrem a um minadouro que fica em terreno particular, cujo proprietário liberou o acesso à comunidade.

O movimento de moradores, munidos de latas e garrafas, é intenso na área durante quase todo o dia. Mãe de três filhos, Juvieli Pereira Nunes mora a apenas 100 metros do reservatório de onde sai a água encanada que chega às casas, mas, de dois em dois dias, ela caminha cerca de 600 metros de sua casa até o minadouro para apanhar água. “A água que chega à torneira não dá para a gente tomar. Vem cheia de calcário e tem gosto ruim”, justifica Juvieli. Assim como boa parte da comunidade, ela não se importa com o fato de a água da mina não ser tratada.

“A água encanada vem com gosto de lama”, diz o lavrador José Carlos Cardoso, que também recorre ao minadouro. O pedreiro Paulo Nunes da Silva é outro que reclama. “A água que vem para as casas é tão salobra que não serve nem para fazer café.” A agente do Programa de Saúde da Família Marisa Rodrigues Silva, que mora e trabalha em Muquém, alerta que, nas visitas aos domicílios, já percebe consequências do consumo de água sem nenhum tipo de tratamento. “O índice de verminose é muito elevado, principalmente entre as crianças”, afirma. Continue lendo “Muquém recebe água encanada, mas moradores ainda carregam latas d’água na cabeça”

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MG: Comunidades rurais sofrem sem estações de tratamento. Numa delas, água tem gosto de ferro

Alessandra Mello, Luiz Ribeiro e Juliana Cipriani

A água usada pela Escola Municipal Jairo Ferreira Guedes, em Jenipapo de Minas, a 620 quilômetros de Belo Horizonte, no Vale do Jequitinhonha, é tão turva que o arroz servido na merenda das crianças fica escuro. Para melhorar a aparência da comida, as cantineiras adicionam colorau (urucum em pó). A mesma água usada na cozinha da escola é bebida pela meninada, depois de passar pelo filtro e ficar cristalina. Mas o gosto, garantem funcionários da escola, continua ruim. O sabor se parece com o de ferro.

Na segunda parte da série de reportagens sobre a falta de água potável em 23 comunidades rurais do semiárido mineiro, o Estado de Minas mostra como a demora na entrada em funcionamento de estações de tratamento agrava o drama de moradores de localidades como a da Agrovila Monte Alegre – onde fica a Escola Jairo Ferreira Guedes –, criada para abrigar reassentados da Barragem Setúbal, inaugurada em janeiro do ano passado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A construção, de R$ 160 milhões, fez parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a inauguração da obra foi saudada como a redenção do pequeno município, com pouco mais de 7 mil habitantes, que sempre sofreu com o problema de falta de água. Só que, para a zona rural da cidade, a obra ainda não fez diferença porque a estação de tratamento construída na época da transferência da população não funciona. Continue lendo “MG: Comunidades rurais sofrem sem estações de tratamento. Numa delas, água tem gosto de ferro”

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Organização yanomami protesta contra criação de unidade de conservação em sua terra

Chefe da Flona Amazonas diz que UC já foi criada e o que será discutido agora é o conselho gestor da área.

Elaíze Farias

Coordenador da Hutukara, organização yanomami, Dário Kopenawa, que se posiciona contra a Flona Amazonas

A Hutukara Associação Yanomami, com sede em Boa Vista (RR), divulgou nota sexta-feira (12) para protestar contra a criação da Floresta Nacional do Amazonas (Flona) na terra indígena localizada na região dos municípios de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas.

A Flona Amazonas, na realidade, já foi criada. Ela está sobreposta na TI Yanomami e tem uma extensão de 1,5 milhões de hectares.

Ela foi instituída em 1989, mas somente há dois anos, com a criação de um escritório no Amazonas, é que começou a ser debatido o processo de criação gestora.

Já a Terra Indígena Yanomami (TIY) foi homologada em 1991 e abrange áreas no território de Roraima e norte do Amazonas.

O protesto da Hutukara ocorre após o anúncio de uma reunião marcada para o próximo dia 30, em Barcelos, promovida pela chefia da Flona Amazonas, cuja titular é a analista ambiental Keuris Silva, funcionária do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Continue lendo “Organização yanomami protesta contra criação de unidade de conservação em sua terra”

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ONU monta novo campo para 90 mil refugiados no Quênia

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e organizações parceiras estão finalizando os preparativos para a transferência de famílias somalis refugiadas para uma nova área do complexo de campos de refugiados de Dadaab, no norte do Quênia.

Tendas e infraestrutura estão sendo montadas no campo de Kambioos, com capacidade para 90 mil pessoas, enquanto o ACNUR continua transferindo milhares de pessoas para a nova Extensão de Ifo, a qual recebeu mais de 15 mil refugiados desde o dia 25 de julho.

A criação de um espaço extra foi necessária por causa da chegada contínua de refugiados que fogem da seca, da fome e do conflito na Somália. Mais de 70 mil chegaram a Dadaab em junho e julho, aumentando a população local para 440 mil. Aproximadamente 1,5 mil pessoas continuam chegando todos os dias, e muitas se assentaram espontâneamente nos arredores de Ifo, Dagahaley e Hagadera – os três campos centrais que formam o complexo de Dadaab. Continue lendo “ONU monta novo campo para 90 mil refugiados no Quênia”

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Indícios de grupo Awá-Guajá isolado são localizados no Maranhão

Cimi/Regional Maranhão (MA)

Indígenas da aldeia Awá, na Terra Indígena Caru, encontraram tapiris (barracos de palhas) de um acampamento temporário de parentes Awá-Guajá livres – ou em situação de isolamento voluntário. Segundo os Awá-Guajá, “eram seis pequenos tapiris e no entorno uma grande quantidades de cascos de jabutis, caroços de inajás e casca de coco babaçu”.

Pelas investigações dos indígenas, o grupo “não possui nenhuma ferramenta de corte, sendo as palhas, as madeiras e os cipós para a construção dos tapiris realizadas somente com o uso das mãos”. Os Awá-Guajá acreditam que “eles tenham deixado o acampamento poucos dias antes de o encontrarmos”. Os Awá-Guajá recolheram uma flecha e um cesto tradicional, ambos foram entregues ao funcionário regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) local. A primeira preocupação dos Awá-Guajá, ao relatarem a situação, é o contato (da sociedade envolvente) com o grupo: “Os madeireiros vão matá-los!”. Continue lendo “Indícios de grupo Awá-Guajá isolado são localizados no Maranhão”

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