

Seguranças de banco serão indenizados após ofensas de cliente
Cliente de banco foi condenado por xingar os funcionários apóso ter ficado preso em porta giratória
João Henrique do Vale
Um aposentado terá de indenizar dois seguranças da Caixa Econômica Federal por danos morais. Segundo consta no processo, o homem ficou preso em uma porta giratória e começou a xingar e ameaçar os funcionários, usando palavras racistas. Cada um vai receber R$ 20 mil.
De acordo com Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em maio de 2009, os seguranças, J.D.O.C.G e L.H.A.S, foram agredidos com palavras e gestos por um cliente que ficou irritado quando o dispositivo de segurança travou. Ele teria se recusado a retirar os objetos de metal que portava.
O aposentado teria se dirigido a um dos seguranças chamando-o de “king kong, macaco, gorila, preto africano, incompetente”. E para a outra funcionária teria sido tratada pelo adjetivo “vagabunda”, sofrendo ameaças de receber “um tiro na cara”.
Os seguranças alegam que sofreram constrangimento, já que o fato aconteceu na frente de outros cliente. Eles ainda afirmaram que a reputação deles foi “destruída publicamente”. Em ação ajuizada em 2010, J., à época com 32 anos, e L., com 48, pediram indenização de R$ 40 mil para cada pelos danos morais. Continue lendo “Seguranças de banco serão indenizados após ofensas de cliente”
Grupo de trabalho vai estudar dívida da Vale com DNPM por não pagamento de royalties
Sabrina Craide
Um grupo de trabalho composto por especialistas em arrecadação e membros da Procuradoria Federal foi formado para avaliar as pendências da mineradora Vale relativas ao pagamento de royalties a municípios e ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O grupo, que terá também representantes da companhia mineradora e do DNPM, terá 60 dias para apresentar uma solução pactuada.
De acordo com o DNPM, os valores que a Vale deve em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que é o royalty que incide sobre os minérios, já foram cobrados e boa parte está em fase de execução fiscal. A Vale tem uma dívida estimada de R$ 4 bilhões por royalties referentes à extração de minério de ferro, valor que é contestado pela mineradora.
O DNPM também informou que uma decisão judicial liminar determinou a suspensão da aplicação de penalidades à Vale.
http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=391492
Os Estados Unidos em decadência, por Noam Chosmky

A supremacia do poder corporativo sobre a política e a sociedade nos EUA chegou ao grau de que as formações políticas, que nesta etapa apenas se parecem com os partidos tradicionais, estão muito mais à direita da população nos principais temas em debate. Para o povo, a principal preocupação interna é o desemprego. Mas, para as instituições financeiras, a principal preocupação é o déficit. Ao triturar os restos da democracia política, as instituições financeiras estão lançando as bases para fazer avançar ainda mais este processo letal, enquanto suas vítimas parecem dispostas a sofrer em silêncio. O artigo é de Noam Chomsky, publicado originalmente em La Jornada.
É um tema comum que os Estados Unidos, que há apenas alguns anos era visto como um colosso que percorreria o mundo com um poder sem paralelo e um atrativo sem igual (…) estão em decadência, enfrentando atualmente a perspectiva de uma deterioração definitiva, assinala Giacomo Chiozza, no número atual de Political Science Quaterly.
A crença neste tema, efetivamente, está muito difundida. Em com certa razão, se bem que seja o caso de fazer algumas precisões. Para começar, a decadência tem sido constante desde o ponto culminante do poderio dos EUA, logo após a Segunda Guerra Mundial, e o notável triunfalismo dos anos 90, depois da Guerra do Golfo, foi basicamente um autoengano.
Outro temam comum, ao menos entre aqueles que não ficaram cegos deliberadamente, é que a decadência dos EUA, em grande medida, é auto-inflingida. A ópera bufa que vimos este verão em Washington, que desgostou o país e deixou o mundo perplexo, pode não ter comparação nos anais da democracia parlamentar. O espetáculo inclusive está chegando a assustar aos patrocinadores desta paródia. Agora, preocupa ao poder corporativo que os extremistas que ajudou a por no Congresso de fato derrubem o edifício do qual depende sua própria riqueza e seus privilégios, o poderoso estado-babá que atende a seus interesses. Continue lendo “Os Estados Unidos em decadência, por Noam Chosmky”
MS: Acadêmicos participam de ato público em defesa dos povos indígenas
Sábado, dia 13 de agosto, a partir das 9h, o Ato Público em Defesa dos Povos Indígenas de MS, reunirá pessoas, movimentos e entidades na rua Barão do Rio Branco, esquina com a rua 14 de Julho. A manifestação é realizada por não indígenas e contará com a presença de acadêmicos índios e não índios dos cursos de História e Direito da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), que convidam os demais estudantes a participar, tendo em vista um ato de solidariedade para com as populações indígenas.
A idéia do ato não é só reagir contra a violência praticada sistematicamente contra os índios. É para chamar a atenção da sociedade sul-mato-grossense que a violência já não pode ser aceita e que há setores não indígenas que se sentem atingidos igualmente em sua dignidade de pessoas de bem que não aceitam nem vão se acostumar a testemunhar passivamente os ataques sistemáticos praticados contra os índios.
Despejados, sem teto de Belo Monte acampam em frente à prefeitura

Cerca de 300 famílias sem teto despejadas pela Polícia Militar nesta terça (11) e quarta-feira (12 de agosto) estão acampadas na frente da sede da prefeitura de Altamira, no Pará.
Elas reivindicam a intervenção do poder público na questão da moradia – problema que se alastrou com a concessão Licença de Instalação (LI) da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Este é o terceiro protesto consecutivo.
“Aqui ninguém sabe pra onde vai”, diz M. L., uma das despejadas. Na frente da prefeitura, junto com os moradores, caixas d’água, paus, armários antigos, roupas, panelas, fogões, garrafas térmicas, móveis e roupas – ou seja, a mobília e pertences dos despejados – completavam o cenário. O Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) isolou a quadra da prefeitura. A Guarda Municipal também permanece na area. Continue lendo “Despejados, sem teto de Belo Monte acampam em frente à prefeitura”
Movimentos sociais organizam ato mundial contra Belo Monte, no dia 20 de agosto

A luta contra Belo Monte e o modelo de desenvolvimento do consumo e do mercado, exterminadores de sonhos e vidas, chega a uma etapa decisiva.
Os monstros de ferro já chegaram ao Xingu. Máquinas que devoram árvores e aniquilam friamente pássaros e pequenos animais. Gritos e gemidos ecoam na floresta.
Governos e políticos corruptos, empreiteiras e mineradoras, o capital, querem matar o rio Xingu para gerar energia para indústrias que poluem, superaquecem e destroem o planeta.
Contra este projeto de morte, milhares, milhões de mulheres e homens já estão organizados. Defendendo a vida, darão, sem hesitar, suas próprias vidas.
EM DEFESA DOS POVOS, DA FLORESTA E DOS RIOS DA AMAZÔNIA!
ATO MUNDIAL CONTRA BELO MONTE – 20 DE AGOSTO DE 2011 – EM CADA CIDADE, EM CADA PAÍS.
Mais informações no site http://xingu-vivo.blogspot.com/
Soja valorizada e expectativa de anistia incentivam o desmatamento em diversas áreas do país
Lavoura da soja tem incentivado o desmatamento em diversas áreas do país, aponta pesquisa. Aumento do preço (30% superior à média histórica) e perspectiva de mudança no Código Florestal ajudam a explicar escalada
Por Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis (CMA)

Com preços 30% superiores a seus patamares históricos, a soja voltou a atrair grandes investimentos no Brasil na safra 2010/2011. O pessimismo que reinou entre os produtores na fase mais aguda da crise financeira internacional ficou para trás. Nesta safra, a área plantada do grão no país cresceu 2,9%, para 24,1 milhões de hectares, e a produção, diante da alta da produtividade, subiu 9,2%, para 75 milhões de toneladas.
As maiores expansões ocorreram no Centro-oeste, onde a área plantada aumentou 278 mil hectares, puxada pelo Mato Grosso, e no Sul, cuja lavoura cresceu 233 mil hectares, com destaque para o Paraná.
O avanço do grão infla o otimismo dos produtores, mas é motivo de preocupação a outros setores. A lavoura da soja, baseada na grande propriedade monocultora, tem incentivado o desmatamento em áreas do Cerrado e da Amazônia em diversos municípios brasileiros, onde, até então, a área da cultura já era dada como consolidada. Setores do governo federal que monitoram a derrubada da floresta, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), assim como organizações da sociedade civil, entre eles o Greenpeace, o Instituto Centro de Vida (ICV), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a própria Repórter Brasil, têm alertado para as conexões entre os novos desmatamentos e a soja. Continue lendo “Soja valorizada e expectativa de anistia incentivam o desmatamento em diversas áreas do país”
Justiça Federal suspende autorização de desmatamento da Mineração Rio do Norte em Oriximiná (PA)
Empresa pressionou diretores do ICMBio em Brasília e obteve autorização ilegal, contrária a análise dos técnicos que cuidam da Floresta Nacional Saracá-Taquera
A Justiça Federal em Santarém (PA) suspendeu uma autorização de desmatamento da Mineração Rio do Norte em Oriximiná, noroeste do estado, dentro da Floresta Nacional Saracá-Taquera. O desmatamento de 267 hectares havia sido autorizado pela direção do Instituto Chico Mendes (ICMBio), em Brasília, contra a análise dos técnicos que cuidam da Floresta Nacional. O desmatamento faz parte dos planos de expansão da mineradora, numa das maiores áreas de extração de bauxita do mundo.
O MPF sustenta que a autorização é ilegal: a empresa deixou de apresentar o inventário dos produtos não-madeireiros da área, uma exigência para qualquer autorização de desmatamento. Apenas os produtos madeireiros foram inventariados. Isso poderia fazer a empresa economizar cerca de R$ 669 mil em produtos como andiroba, copaíba e outros óleos, além de cascas, frutos e sementes, de acordo com o cálculo dos técnicos responsáveis pela análise. Continue lendo “Justiça Federal suspende autorização de desmatamento da Mineração Rio do Norte em Oriximiná (PA)”
Urbanização brasileira mostra intolerância à pobreza
Por Isabela Palhares
O ininterrupto crescimento da cidade de São Paulo, tanto econômico quanto físico, produz uma perversa desigualdade social. João Ferreira, arquiteto e economista, defende que transformar e tornar esse espaço mais igualitário passa por uma mudança de conduta individual, pressupondo um combate as atitudes que, mesmo de forma velada, reproduzem uma cultura da intolerância aos pobres. Para Ferreira, aquilo o que hoje é celebrado como modernidade é a causa do padrão urbano excludente. Padrão que não se restringe à cidade de São Paulo, que é apenas o caso mais evidente e que infelizmente serve de modelo para o resto do país. As conclusões estão contidas no artigo “São Paulo: cidade da intolerância, ou o urbanismo ‘à Brasileira’”, publicado na revista Estudos Avançados (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142011000100006&script=sci_arttext)
Intolerância que Ferreira define como resultado de uma sociedade em que predomina a indiferença. Ele explica: “a exclusão dos mais pobres produz uma lógica perversa em que as classes dominantes cultivam a sensação de que a cidade funciona sozinha, ignorando que é um contingente populacional importante e pobre que a move, mas que tem que desaparecer findo o serviço”. Não só indiferente, a cidade é também intolerante: “o desprezo, a desconsideração para com as condições de vida dos mais pobres e suas demandas são também motivados por políticas e ações bem determinadas, porém veladas. O que nos remete à sensação de uma espécie de apartheid”. Continue lendo “Urbanização brasileira mostra intolerância à pobreza”
