Marlon Marcos*
De fato, existem várias teorias da comunicação, além dos movimentadores cotidianos que fazem isso que chamamos mídia, que analisam e ratificam o estar ou não de vozes no cenário do show business, atuando como artistas e, ao mesmo tempo, como produtos vendáveis comercialmente.
Muito se fala que a Bahia é um celeiro produtor e exportador de talentos musicais, desde ícones eternos como Dorival Caymmi e João Gilberto, até fenômenos de massa como Ivete Sangalo, a Bahia pautou e ainda pauta produtos comercializáveis em todo o Brasil.
Assim como existem critérios de noticiabilidade para a prática jornalística, que nem sempre estão coadunados com os princípios desta profissão, existem também, às vezes de modo ainda mais perverso e dissonante com o estar co-existencial dos indivíduos, os critérios que agendam vozes, rostos, corpos, os possíveis “talentos” que nos são vendidos cotidianamente.
Para além da necessidade de uma constante novidade no mercado, da exigida descartabilidade, do facilmente digerível e do que “acontece” como fenômeno e espontaneidade, existem substratos históricos e sociais que conduzem o mercado a oprimir e alijar membros, por vezes talentosíssimos, por não representarem o padrão hegemônico e não possuírem poder de barganha com as forças que instituem as leis e criam as brechas que trazem à luz algumas exceções desta terrível regra brasileira. Continue lendo “Márcia Short: quando a grandeza é ofuscada pelo racismo”

A mineradora Vale foi notificada por duas vezes em uma semana por estourar os níveis de poluição ambiental, e além da autuação foi multada em 1,5 milhão de reais.
Foram mais de mil quilômetros andados pelas aldeias e acampamento Kaiowá-Guarani, na fronteira com o Paraguai. Ali a vida anda de vagar, e a morte espreita nas esquinas da estrada.
Por: Mauro Santayana