Márcia Short: quando a grandeza é ofuscada pelo racismo

Marlon Marcos*

De fato, existem várias teorias da comunicação, além dos movimentadores cotidianos que fazem isso que chamamos mídia, que analisam e ratificam o estar ou não de vozes no cenário do show business, atuando como artistas e, ao mesmo tempo, como produtos vendáveis comercialmente.

Muito se fala que a Bahia é um celeiro produtor e exportador de talentos musicais, desde ícones eternos como Dorival Caymmi e João Gilberto, até fenômenos de massa como Ivete Sangalo, a Bahia pautou e ainda pauta produtos comercializáveis em todo o Brasil.

Assim como existem critérios de noticiabilidade para a prática jornalística, que nem sempre estão coadunados com os princípios desta profissão, existem também, às vezes de modo ainda mais perverso e dissonante com o estar co-existencial dos indivíduos, os critérios que agendam vozes, rostos, corpos, os possíveis “talentos” que nos são vendidos cotidianamente.

Para além da necessidade de uma constante novidade no mercado, da exigida descartabilidade, do facilmente digerível e do que “acontece” como fenômeno e espontaneidade, existem substratos históricos e sociais que conduzem o mercado a oprimir e alijar membros, por vezes talentosíssimos, por não representarem o padrão hegemônico e não possuírem poder de barganha com as forças que instituem as leis e criam as brechas que trazem à luz algumas exceções desta terrível regra brasileira. Continue lendo “Márcia Short: quando a grandeza é ofuscada pelo racismo”

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Vale é multada em R$1,5 milhões por poluíção ambiental em Itabira

A mineradora Vale foi notificada por duas vezes em uma semana por estourar os níveis de poluição ambiental, e além da autuação foi multada em 1,5 milhão de reais.

No dia 4 de agosto a mineradora foi autuada em 500 mil (quinhentos mil) reais por ultrapassar os índices permitidos pela legislação ambiental, que mede a poluição de partículas suspensas no ar, por diversas estações de monitoramento instaladas pela cidade e fiscalizada pela Secretaria de Meio Ambiente e pelo Codema (Conselho de Defesa do Meio Ambiente).

Cerca de sete dias após a primeira notificação de multa, no dia 11 de agosto, a mineradora foi novamente notificada e multada pela segunda vez, sendo que desta vez em um (1) milhão de reais, devido à reincidência na infração cometida anteriormente. Continue lendo “Vale é multada em R$1,5 milhões por poluíção ambiental em Itabira”

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Técnicos da Funai de MS dizem que índios se escondem da PF por medo de fazendeiros

Vanda Escalante

Uma equipe da Delegacia de Polícia Federal em Naviraí esteve nesta terça-feira (16) pela manhã em Iguatemi para averiguar as denúncias de violência contra o grupo de índios que está desde o dia 9 numa área da divisa entre as fazendas Maringá e Santa Rita.

Por meio da assessoria de imprensa, a PF informou que “não existe nada lá”, ou seja, não foi encontrado qualquer sinal da permanência dos índios ou do acampamento destruído, conforme denúncias, na madrugada do último domingo (14) por homens a cavalo que seriam “capangas” dos fazendeiros.

A equipe da PF iniciou as diligências em Iguatemi com uma visita às residências dos proprietários das fazendas. Depois, acompanhados pelos fazendeiros, os policiais seguiram para a área de divisa das fazendas. Eles não permitiram que a equipe da Funai acompanhasse as buscas. Continue lendo “Técnicos da Funai de MS dizem que índios se escondem da PF por medo de fazendeiros”

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Proposta de Iniciativa Popular de Reforma Política é lançada durante Marcha das Margaridas

A Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político Brasileiro e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral lançaram, ontem, 16 de agosto, a Proposta de Iniciativa Popular de Reforma Política e iniciaram a coleta de assinaturas para envio da proposta ao Congresso Nacional, durante a abertura da Marcha das Margaridas.

O vídeo acima é com Carmen Silva, de Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), que participou ontem de uma oficina sobre Participação, Poder e Democracia, dentro da programação da Marcha. Continue lendo “Proposta de Iniciativa Popular de Reforma Política é lançada durante Marcha das Margaridas”

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Marcha das Margaridas se encontra hoje com Dilma

Começou ontem, dia 16, a Marcha das Margaridas, reunindo milhares de trabalhadoras rurais em Brasília, para apresentar suas reivindicações ao governo federal. O tema de 2011 é “Desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”. Hoje o dia será marcado por uma marcha pela Esplanada dos Ministérios, que terá como ponto alto um encontro com a Presidenta Dilma Roussef. O nome da Marcha é uma homenagem à líder sindical paraibana Margarida Alves, assassinada há 28 anos. O vídeo acima, na verdade uma convocatória, tem a importância de fazer um resumo e informar sobre as Marchas, desde as suas origens. TP.

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Vida e morte nos caminhos Guarani

Egon Dionísio Heck, Assessor do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) Mato Grosso do Sul

Foram mais de mil quilômetros andados pelas aldeias e acampamento Kaiowá-Guarani, na fronteira com o Paraguai. Ali a vida anda de vagar, e a morte espreita nas esquinas da estrada.

Em todos os lugares em que chegávamos entregávamos uns papeis muito singelos. Eram os convites para a Aty Guasu no Passo Piraju. Oportunidade ímpar para rever os amigos, sentir o pulsar forte do coração Kaiowá-Guarani em suas diversas circunstâncias. Momento de ouvir palavras sábias do Nhanderu Atanásio, de sentir a alegria do grupo do Ypo’i, para os quais levamos material escolar, pois estavam dando aula “apenas com papel sulfite” como nos confidenciou uma liderança. Para eles também entregamos exemplar da revista Mensageiro que traz na capa foto de duas crianças do Ypo’i. À equipe da revista queremos externar, em nome dos Kaiowá Guarani a gratidão por todo o apoio que deram, e dizer que valeu e muito, a divulgação da realidade desse povo através do vídeo Semente de Sonhos, que foi distribuído em vários países da América do Sul.

A lua nos guiou até Kurusu Ambá. Lá chegamos ao entardecer. A comunidade estava reunida, celebrando a importante vitória que conseguiram na Justiça Federal, 3ª. Região, em São Paulo. Por unanimidade os juízes entenderam que a comunidade poderia ficar no local em que estão desde novembro de 2009, quando retornaram a uma pequena mata, do seu tekohá Kurusu Ambá. Foi maravilhoso poder passar a noite marcada pelo ritual e depois o silêncio total, apenas rompido pelos ruídos de alguns animais e aves. A lua cheia à beira do riacho foi um espetáculo à parte. São esses raros momentos de oásis, na turbulência e violência em que se encontram a maioria das aldeias e acampamentos. Eliseu, liderança que representa a Aty Guasu e movimento Kaiowá-Guarani, na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB construiu, na aldeia, uma casa para receber os visitantes. Passamos aí uma noite maravilhosa. Andar nas trilhas da mata e sentir um pouco do bem viver que procuram aí construir, é um privilégio. Continue lendo “Vida e morte nos caminhos Guarani”

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“Não estamos extintos e não somos bichos”

Reduzido, povo Avá-Canoeiro do Araguaia em luta por sua sobrevivência

Renato Santana, de Brasília

Tapwri é uma jovem magra, de longos cabelos negros, lisos, e olhar corajoso. Tapwri é índia Avá-Canoeiro do Araguaia e vive em terras Karajá no sudeste de Tocantins (TO) – o restante de sua família vive em aldeias na Ilha do Bananal, território Javaé, no mesmo estado. Tapwri fala a língua originária, conhece a história e cultura dos Avá e luta por um futuro no território de onde seu povo foi expulso de forma cruel e violenta. Tapwri não está extinta. Os Avá-Canoeiro do Araguaia não estão extintos e em julho quebraram o silêncio que há décadas os mantinham em completo esquecimento para a burocracia dos escritórios de Brasília (DF). “Não estamos extintos e não somos bichos”, disse Tapwri durante a sessão plenária da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), em Sobradinho (DF).

Quase um mês depois, no último dia 11 de agosto, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) portaria da Fundação Nacional do Índio (Funai) que constitui Grupo Técnico (GT) “com o objetivo de realizar estudos” para a identificação e delimitação da Terra Indígena Avá-Canoeiro do Araguaia, no município de Formoso do Araguaia (TO). A coordenadora do GT será a antropóloga Patrícia de Mendonça Rodrigues, a principal responsável pelo ressurgimento da questão dos Avá. Por intermédio de um estudo dela é que a Funai definiu a criação do GT. Enquanto estudava os Javaé, com quem conviveu em períodos intercalados durante 20 anos, a antropóloga descobriu os Avá e o interesse deles pela Mata Azul, terra próxima a Ilha do Bananal. Continue lendo ““Não estamos extintos e não somos bichos””

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O ódio ao imigrante é um dos produtos de um jornalismo sórdido que alimenta a direita

RACISMPor: Mauro Santayana

O ódio ao imigrante é um dos produtos de um jornalismo sórdido que alimenta a direita, da Alemanha à Inglaterra, dos EUA ao Brasil.

Entre as explicações para a grande tragédia de Oslo – anúncio sangrento de que o nazismo, com outros nomes, está de volta –, uma não mereceu maior atenção dos analistas: a influência dos grandes meios de comunicação, como os controlados por Rupert Murdoch, xenófobos, anti-islâmicos, defensores de uma “Europa limpa e pura”.

Não é difícil associar o processo de homogeneização dos meios de comunicação do mundo inteiro – na defesa de ideias como as de que há uma guerra de civilizações, entre o Islã e o Ocidente Cristão – e o crescimento global de organizações de extrema direita. Melanie Phillips, no Daily Mail, resumiu a situação: “Brejvik talvez seja um psicopata desequilibrado, mas o que emerge agora de seu ato atroz é o delírio de uma cultura ocidental que perdeu sua razão”. Continue lendo “O ódio ao imigrante é um dos produtos de um jornalismo sórdido que alimenta a direita”

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Perú: Colonos invasores asesinan comunero cacataibo por defender territorio comunal

Servindi, 15 de agosto, 2011.- Colonos invasores asesinaron al comunero cacataibo Segundo Reátegui por defender territorios de la comunidad nativa Puerto Nuevo II, en la provincia de Puerto Inca. Durante el ataque, falleció el hijo del indígena de dos años. Debido a las invasiones, en la que están involucradas autoridades, numerosas hectáreas de bosques han sido deforestadas.“El pueblo cacataibo ya no tolera más estas invasiones. Se ha encarcelado dirigentes indígenas injustamente; el 19 de julio asesinaron a ese comunero, cuya esposa ha sido amenazada por colonos, y se está depredando bosques que la comunidad conservaba hace mucho tiempo”, dice Francisco Ruiz, presidente de la Federación Nativa de Comunidades Cacataibo (Fenacoca).

A través de un pronunciamiento, esta organización se solidarizó con la lucha del Pueblo Cacataibo. Pidió a las autoridades competentes que investiguen el homicidio. E instó a la Dirección Regional Agraria de Ucayali y Huánuco a no entregar constancias y certificados de posesiones a los colonos.

“Respaldamos la lucha de nuestros hermanos indígenas, puesto que somos conocedores de la terrible violencia que vienen sufriendo y la consecuente vulneración de sus derechos como seres humanos y pueblo. Sentimos su dolor, rabia e impotencia, porque son los mismos sentimientos que nos invaden al escuchar el terrible crimen que sucedió en nuestro territorio”. Continue lendo “Perú: Colonos invasores asesinan comunero cacataibo por defender territorio comunal”

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Ministra do Meio Ambiente nega que parques nacionais foram reduzidos para dar lugar à mineração

Thais Leitão, Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, negou hoje (16) que a alteração nos limites dos parques nacionais da Amazônia, de Campos Amazônicos e Mapinguari, todos na região amazônica, tenha como objetivo permitir a exploração mineral no entorno dessas áreas.

“Não tem mineração, até onde eu sei”, afirmou a ministra, ao participar, no Rio de Janeiro, da assinatura de um acordo de cooperação ambiental entre os governos brasileiro e norte-americano. Segundo ela, já estava previsto que algumas dessas áreas, que estavam sob administração do estado de Rondônia, fossem “desafetadas”.

“Uma das alterações é um acordo feito com o estado de Rondônia. E, pelo acordo, o parque já estaria desafetado. Então, o governo federal está fazendo isso”, explicou. “Qual é a dificuldade de poder desafetar uma área que já era de desafetação quando estava na esfera estadual? A área estadual veio para a área federal e ainda tivemos outros ganhos em outras áreas que foram incorporadas. Nós ampliamos a área de proteção e estamos desafetando menos de 1% do parque, o que já estava previsto e o governo de Rondônia não fez”, completou a ministra. Continue lendo “Ministra do Meio Ambiente nega que parques nacionais foram reduzidos para dar lugar à mineração”

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