AM: Profissionais de saúde entram em greve e indígenas ficam sem atendimento

Funasa não repassa recursos para ong conveniada e esta deixa de pagar funcionários que atendem 30 mil indígenas

Elaíze Farias

Há dois meses sem receber seus salários, profissionais de saúde indígena que atendem comunidades indígenas do município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus) entraram em greve nesta sexta-feira (26) por tempo indeterminado. Entre os funcionários estão enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliar indígena, médicos e odontólogos.

Com a paralisação, aproximadamente 30 mil indígenas das comunidades do município (onde 90% da população é indígena) estão desassistidos.

Segundo o assessor da Associação dos Trabalhadores de Enfermagem de São Gabriel da Cachoeira (Atesg), Cláudio Pontes, conveniada responsável pelo pagamento dos profissionais, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) não repassou os recursos necessário para o pagamento dos salários.

A Funasa continua como gestora da saúde indígena desde que o Ministério da Saúde decidiu prorrogar, em abril passado, esta atribuição. Havia uma promessa do governo federal de, ao criar a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), promover a transição para o novo órgão, o que acabou não acontecendo. Continue lendo “AM: Profissionais de saúde entram em greve e indígenas ficam sem atendimento”

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Povos indígenas se mobilizam para garantir assistência básica de saúde, em Alagoas

MPF/AL vai agendar reunião, em Brasília, e acompanhar uma comissão integrada por representantes de aldeias alagoanas

Sem médico nos postos das aldeias, sem atendimento nos postos municipais, sem transporte para levar os doentes mais graves aos hospitais mais próximos e com dificuldades para obter medicamentos, lideranças indígenas participaram na quinta-feira, em Arapiraca, de audiência pública, convocada pelo Ministério Público Federal, em busca de soluções emergenciais para garantir a assistência as suas comunidades.

A audiência prosseguiu ontem à tarde, na sede da Federação das Associações Comunitárias de Moradores de Arapiraca,  com a discussão sobre supostas irregularidades no fornecimento de medicamentos.

Após ouvir os relatos das lideranças Wassú-cocal, Xucuru-kariri, Karapotó, Geripankó, Karuazú e Katoquim; profissionais de saúde, gestores municipais e representantes do Ministério da Sáúde (DSEI), Conselho Distrital de saúde Indígena, Funasa e Funai, o procurador da República José Godoy, propôs o agendamento de reunião, em Brasília, nos Ministérios da Saúde e do Planejamento, para garantir a realização de concurso público e, de imediato, contratação temporária prevista na Lei 8745/93.

“Vamos agendar as reuniões, em Brasília, e acompanhar as lideranças indígenas, juntamente com o procurador do Trabalho, Gustavo Acioly. Se o Ministério da Saúde se mantiver irredutível, o Ministério Público não deixará de tomar as medidas necessárias e cabíveis à resolução da questão pelas vias judiciais”, adianta José Godoy. Continue lendo “Povos indígenas se mobilizam para garantir assistência básica de saúde, em Alagoas”

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PA: Agricultor assassinado vinha recebendo ameaças de morte desde o início do ano, diz CPT

Priscilla Mazenotti, Repórter da Agência Brasil

Brasília – O agricultor Valdemar Oliveira Barbosa, morto a tiros em Marabá (Pará), na quinta-feira de manhã, estava recebendo ameaças de morte desde o início do ano. Em maio, ele chegou a registrar ocorrência na Polícia Civil do estado pedindo investigação. A informação é do advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) José Batista, que acompanha as investigações.

“Por enquanto, não vamos pedir intervenção da Polícia Federal [PF]. Como a Polícia Civil instaurou o inquérito e iniciou as investigações, vamos aguardar. Mas, caso não haja avanços, certamente vamos pedir à PF que entre no caso”, disse Batista à Agência Brasil.

Valdemar Oliveira Barbosa, conhecido como Piauí, foi morto a tiros na Avenida Belém-Brasília, no bairro São Félix, periferia de Marabá. Ele foi abordado enquanto andava de bicicleta por dois homens que estavam em uma moto. Os assassinos atiraram no rosto e no pescoço do agricultor. Continue lendo “PA: Agricultor assassinado vinha recebendo ameaças de morte desde o início do ano, diz CPT”

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MST desocupa terras da União invadidas pela Cutrale, mas continuará a luta

Da Página do MST

Os 400 trabalhadores Sem Terra, que ocupam área da União invadida pela Cutrale desde segunda-feira (22/8), começaram a sair ao meio-dia de ontem da fazenda, que fica no município de Iaras, no interior de São Paulo.

Os Sem Terra fizeram uma marcha no centro do município de Bauru e participaram de uma audiência pública na Câmara Municipal, às 14h, sobre a grilagem de terras e a necessidade da realização da Reforma Agrária na região.

“A ocupação da área cumpriu o objetivo de pautar o debate sobre o uso de terras públicas para fins privados e denunciar os crimes cometidos pela Cutrale “, afirma Judite Santos, da Coordenação Estadual do MST. Continue lendo “MST desocupa terras da União invadidas pela Cutrale, mas continuará a luta”

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Vogue Itália é acusada de racismo ao descrever brincos como “de escrava”

Slave earrings - Vogue Itália (Reprodução
Slave earrings - Vogue Itália (Reprodução)

A Vogue Itália publicou um editorial de moda em seu site que causou bastante alvoroço e ganhou repercussão nas redes sociais por conter alegadas alusões racistas.  Com o título “Slave Earrings” (Brincos de escrava) apresentada em sua seção Trend, o artigo, a respeito de brincos de argola, foram descritos como uma influência do vestuário das mulheres africanas levadas a força para o sul dos EUA durante o período escravista.

“Jóias sempre flertaram com formas circulares, especialmente para a fabricação de brincos. Os modelos mais clássicos são o modelo escravo e o crioulo feitos em aros de ouro. Se o nome traz à mente as tradições decorativas das mulheres de cor que foram trazidos para o sul Estados Unidos durante o tráfico de escravos, a última interpretação é pura liberdade. Pedras coloridas, pingentes simbólicas e múltiplas esferas. E a evolução continua”, disse a publicação. Continue lendo “Vogue Itália é acusada de racismo ao descrever brincos como “de escrava””

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Jornada de Lutas da Via Campesina arranca conquistas para a Reforma Agrária

Presidente do Incra, Celso Lacerda, secretária executiva do MDA, Márcia Quadrado, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho e o representante do MST João Paulo

Por Vinicius Mansur

Após uma semana de lutas, o Acampamento Nacional da Via Campesina, instalado em Brasília, chegou ao seu final nesta sexta-feira (28/8), com o retorno positivo do governo às reivindicações da organização.

Em um dia de intensas negociações dentro do Palácio do Planalto, os 4.000 acampados permaneceram, desde 10h, às portas do Ministério da Fazenda. No fim da tarde, a mobilização retornou ao acampamento. Continue lendo “Jornada de Lutas da Via Campesina arranca conquistas para a Reforma Agrária”

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Bolsa Verde começa a pagar R$ 300 por trimestre para 18,7 mil famílias

Não é a imagem de uma família de braços cruzados diante da floresta intocada o perfil traçado para os primeiros beneficiários do Programa Bolsa Verde, que começam a receber o benefício de R$ 300 por trimestre em setembro. A reportagem é de Marta Salomon e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 27-08-2011.

São contempladas famílias em situação de extrema pobreza, que recebam o Bolsa-Família e, sobretudo, façam uso sustentável da floresta, por meio da exploração do látex, das castanhas, de óleos vegetais, do açaí ou até da madeira, segundo critérios fixados por planos de manejo.

Anunciada no conjunto de medidas de combate à extrema pobreza, em junho, a Bolsa Verde atenderá, a partir do mês que vem, 18.772 famílias, de acordo com cadastramento feito pelo Ministério do Meio Ambiente, a que o Estado teve acesso. A maior parte das famílias (11.113) vive em assentamentos “diferenciados” de reforma agrária na Amazônia, dedicados ao extrativismo. Nessa primeira etapa, foram selecionados 74 assentamentos, concentrados no Estado do Pará. Continue lendo “Bolsa Verde começa a pagar R$ 300 por trimestre para 18,7 mil famílias”

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Farmácia no Amapá é condenada por racismo contra funcionária

Jean-Philip Struck

Uma rede de farmácias que atua nas regiões Norte e Nordeste foi condenada pela Justiça a pagar R$ 30 mil de indenização por danos morais a uma ex-funcionária por discriminação racial.

Segundo a vítima, em uma unidade de Macapá (AP), a escala era feita de acordo com a cor da pele.

No processo, Marianne Guimarães, que é negra, afirma que, em 2010, a gerente a escalou para trabalhar à noite porque ela “combinava com a escuridão”.

A vítima relata o diálogo: “A (…), como é branquinha, ficará pela manhã. O (…), como ele já é um pouco mais clarinho, ele fica à tarde. E tu [Marianne], como já és mais pretinha, fica na escuridão, à noite, que combina contigo”.

A ex-funcionária trabalhou como operadora de caixa durante nove meses na unidade, até junho deste ano.

A advogada da vítima, Cleide Rocha, diz que a gerente discriminou Marianne em outras oportunidades, na frente de colegas de trabalho, até a caixa pedir demissão. Continue lendo “Farmácia no Amapá é condenada por racismo contra funcionária”

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Carta aberta à sociedade sobre a Ocupação na Secretaria de Estado do Ambiente pela comunidade de Santa Cruz/RJ

Esta madrugada, dois moradores de Santa Cruz permaneceram acampados em frente à Secretaria, representando  o coletivo. Esta manhã, o Conselho Distrital de Saúde estará discutindo,  a partir das 9 horas, em Santa Cruz a questão da TKCSA. Estarão presentes também representantes da Fiocruz, do Inea, e da Secretaria de Saúde. Depois da reunião, um grupo expressivo de moradores deverá voltar para o acampamento. É esperada também a presença de movimentos sociais e entidades de apoio. No local, já há faixas, livros e panfletos informativos, além de um abaixo-asssinado. Abaixo, a Carta Aberta dos moradores de Santa Cruz. TP.

 

“Não há utopia verdadeira fora da tensão entre a denúncia de um presente tornando-se cada vez mais intolerável e o anúncio de um futuro a ser criado, construído, política, estética e eticamente por nós, mulheres e homens”. Paulo Freire

Por que estamos acampados?

Nós, representantes de moradores, pescadores, trabalhadores, militantes políticos e acadêmicos, ocupamos pacificamente a frente da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) com intuito de cobrar respostas ao secretário Carlos Minc com relação à situação da comunidade de Santa Cruz, que sofre com a imposição de um projeto danoso e que vem provocando impactos sérios e irreversíveis à saúde dos atingidos, que é a Thyssen Krupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA). A maneira pela qual a TKCSA foi imposta e executada exclui das decisões a maioria das pessoas afetadas, como a comunidade do entorno da siderúrgica, que sofre com a poluição diariamente.

Esse movimento repudia a liberação do altoforno 2 e a concessão da licença de operação mediante a realização de “projetos sociais”. As “chuvas de prata” não são “acidentes” consecutivos, mas constantes, e pioram durante a noite, principalmente após a instalação do altoforno 2. Repudiamos também a irresponsável sinalização e forte tendência para a liberação do altoforno 3 que duplicará a produtividade mesmo diante de tantos acidentes e irregularidades por parte da empresa, e diante de sérios e destrutivos impactos na saúde e na vida das pessoas. Essa é mais uma decisão tratorado pelo governo do estado caracterizando uma ação arbitrária. Continue lendo “Carta aberta à sociedade sobre a Ocupação na Secretaria de Estado do Ambiente pela comunidade de Santa Cruz/RJ”

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Às escondidas, Câmara inocenta Bolsonaro por racismo e estimulo à violência

Ao deputado só resta sorrir da cara do povo brasileiro

Deputados demonstram não se importar com o descrédito crescente do Congresso com a opinião pública e inocentam Jair Bolsonaro de todos as declarações preconceituosas. Tudo feito em silêncio; só que na era da informação a verdade uma hora aparece

Em silêncio, a Mesa Diretora da Câmara livrou o deputado Jair Bolsonaro de responder a processo por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada na última semana do primeiro semestre legislativo, e evitou-se dar qualquer publicidade a ela. Por unanimidade, a Mesa resolveu absolver o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) da acusação de abusar das prerrogativas de parlamentar ao disseminar preconceito e estimular violência com declarações contra negros e homossexuais.

A reunião da Mesa ocorreu em 12 de julho, uma terça-feira. Na oportunidade, o corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou seu parecer sobre o caso. Motivado por oito representações protocoladas na presidência da Casa, o pepista ouviu o parlamentar, requereu perícia em provas e deu seu parecer: para ele Bolsonaro, seu colega de partido, deveria ser absolvido. Continue lendo “Às escondidas, Câmara inocenta Bolsonaro por racismo e estimulo à violência”
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