Conferência do clima e o tufão Haiyan, artigo de Roberto Malvezzi* (Gogó)

Danos no centro do Arquipélago das Filipinas após a passagem do Tufão Haiyan, que assola o país com ventos médios de 235 quilômetros por hora (km/h) e rajadas de 275 km/h. Foto: Agência Lusa / ABr
Danos no centro do Arquipélago das Filipinas após a passagem do Tufão Haiyan, que assola o país com ventos médios de 235 quilômetros por hora (km/h) e rajadas de 275 km/h. Foto: Agência Lusa / ABr

[EcoDebate] Uma tragédia social e climática marca o início da 19ª conferência do clima da ONU: o tufão Haiyan que varreu as Filipinas, como que reduzindo a pó um país inteiro. Pior, com cálculo ainda estimativo de dez mil mortos.

É comum em muitas análises da realidade contemporânea, inclusive vindo de certas esquerdas, o menosprezo pelas mudanças climáticas em processo. Embora o mundo da ciência nos alerte todos os dias sobre as consequências praticamente imprevisíveis de mudanças tão brutais, embora os fatos nos evidenciem de forma trágica o que já acontece, os responsáveis pela condução das políticas globais e dos países em particular parecem olhar a realidade como se ela ainda fosse um delírio. Mas, um tufão como esse nos mostra que a realidade pode ser pior que qualquer delírio.

As ideologias são importantes porque nos permitem ver qual lugar ocupamos na sociedade e como os agrupamentos humanos, a partir de seus interesses, se organizam para disputar a sociedade. Mas, quando as ideologias – senso comum, religiões e filosofias, como estipulou Gramsci – perdem o senso do humanitário, então elas nos cegam e se tornam obstáculos para vermos o tal “óbvio ululante” que saltita diante de nossos olhos. Continue lendo “Conferência do clima e o tufão Haiyan, artigo de Roberto Malvezzi* (Gogó)”

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Ganância, impunidade e pobreza.Tripé que sustenta o trabalho escravo. Entrevista especial com Leonardo Sakamoto

Foto: http://bit.ly/1i20TB6
Foto: http://bit.ly/1i20TB6

“A manutenção do trabalho escravo é consequência de um tripé: ganância, impunidade e pobreza”, diz o jornalista e cientista político

IHU On-Line – A possível aprovação do Projeto de Lei 432/2013, que regulará a PEC57A, conhecida como a PEC do trabalho escravo, prevista para quarta-feira, tem gerado polêmica entre as entidades que defendem a Proposta de Emenda à Constituição. De acordo com o jornalista Leonardo Sakamoto, há um equívoco no PL 432/2013, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR).

“Segundo tal proposta, o confisco de terras se daria simplesmente por conta de parte dos elementos que constituem o trabalho escravo, ou seja, cerceamento de liberdade e trabalho forçado. Mas a proposta ignoraria outros elementos que estão previstos na definição de trabalho escravo no Brasil: a dignidade do trabalhador, as condições degradantes de trabalho e a jornada exaustiva”, explica, em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

Sakamoto esclarece que “a bancada ruralista nunca gostou do conceito de trabalho escravo, especialmente no que se refere à questão da dignidade do trabalhador. Uma vez mudando a regulamentação para este PL, a bancada irá utilizar esse conceito aprovado para a regulamentação como justificativa para mudar o conceito geral do trabalho escravo no Brasil. Por isso ela é preocupante: pelo que causa num primeiro momento e pelo que pode vir a causar em um segundo momento”. E acrescenta: “A grande discussão é como fazer a aprovação da regulamentação sem voltar atrás nesse conceito, utilizando um conceito que já está previsto na legislação”. Continue lendo “Ganância, impunidade e pobreza.Tripé que sustenta o trabalho escravo. Entrevista especial com Leonardo Sakamoto”

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Congresso ameaça afastar crianças com deficiência do ensino regular, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Há um lobby em curso no Congresso Nacional que pode levar à segregação de estudantes com deficiência nas chamadas escolas especiais. Pesquisas científicas e a experiência mostram que os alunos com deficiência podem aprender mais em ambientes inclusivos. Ganham eles e ganha a sociedade com a redução da discriminação devido ao convívio.

Para tratar do assunto, pedi um artigo para a jornalista Patricia Almeida, coordenadora da agência de notícias Inclusive/Inclusão e Cidadania e membro do Conselho da Down Syndrome International. Ela participou dos esforços que levaram à ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência pelo Brasil. E, mais importante, é mãe de Amanda, de 9 anos, que nasceu com síndrome de Down:

O Plano Nacional de Educação (PNE), que norteará a política do setor nos próximos dez anos, está sendo debatido no Congresso Nacional. Para um grupo de brasileiros, aqueles com algum tipo de limitação, o plano pode não cumprir a meta de aprimorar a educação. Ao contrário, poderá ser visto como um grande retrocesso nas políticas de inclusão social e capacitação de pessoas com deficiência.

Com “as melhores intenções”, um grupo de deputados federais e senadores lidera campanha para segregar estudantes com deficiência nas chamadas escolas especiais. Utilizam o argumento falacioso de que nesses estabelecimentos as crianças e adolescentes recebem atendimento exclusivo em ambiente protegido. Talvez pudessem dizer que sua ausência no ensino regular também beneficia o rendimento dos alunos “comuns”. Continue lendo “Congresso ameaça afastar crianças com deficiência do ensino regular, por Leonardo Sakamoto”

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O trabalho escravo foi um dos pilares de nossa economia, por isso nos custa tanto erradicá-lo

José Armando Fraga Diniz Guerra
José Armando Fraga Diniz Guerra

Gerardo Iglesias* entrevista José Armando Fraga Diniz Guerra, para Rel-UITA

Coordenador Geral da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE), José Guerra foi entrevistado pela A Rel sobre o problema e a dimensão do trabalho escravo no Brasil. Um flagelo que nunca acaba

-Como o senhor contextualiza o problema do trabalho escravo no Brasil atualmente?

-Vamos fazer um resumo histórico: No Brasil, a primeira denúncia de trabalho escravo data da década de 1970, quando o país passava por uma etapa ditatorial e tinha uma política de expansão colonizadora para a região amazônica e, nesse processo, surgiram várias denúncias sobre trabalho escravo.

 O Estado brasileiro demorou duas décadas para dar solução a esta situação. Somente em 1990 é que o então presidente Fernando Henrique Cardoso começou a gerar algumas estruturas estatais para combatê-lo.

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Pelo fim do genocídio da juventude, artistas e movimentos se unem para ato em SP

Campanha é lançada contra a violência policial, principalmente contra jovens negros; manifestação será realizada nesta quarta-feira (13), na zona norte da capital
Campanha é lançada contra a violência policial, principalmente contra jovens negros; manifestação será realizada nesta quarta-feira (13), na zona norte da capital

José Francisco Neto – Brasil de Fato

Desde a morte do garoto Douglas Rodrigues, de 17 anos, que levou um tiro no peito efetuado por um policial militar, no dia 27 de outubro, a desmilitarização da polícia e o fim do genocídio da juventude negra e periférica estão entre os assuntos mais repercutidos nas redes e nas ruas. Um ato que reivindicará essas demandas está marcado para esta quarta-feira (13), na Vila Sabrina, zona norte da capital, às 18h (confira aqui mais detalhes).

O assassinato de Douglas ganhou holofote na mídia e nas redes sociais, principalmente pelo fato de o garoto não esboçar nenhuma reação durante a abordagem policial. “Por que o senhor atirou em mim?”, foi a última pergunta feita pelo jovem, logo após ser atingido por um tiro fatal no tórax, segundo relatou seu próprio irmão que presenciou a cena.

Para o integrante da UNEafro Brasil e um dos organizadores do ato, Douglas Belchior, esse será um momento de reafirmação dos movimentos. Ele explica que o ‘fim da violência estatal’ é uma reivindicação antiga das organizações que lutam por esse objetivo. Continue lendo “Pelo fim do genocídio da juventude, artistas e movimentos se unem para ato em SP”

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Romaria à Foz celebra 20 anos da peregrinação pelo Rio São Francisco

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Articulação Popular São Francisco Vivo – A Articulação Popular São Francisco Vivo realiza na próxima sexta-feira (15.11), em Penedo (AL) uma celebração que comemora os 20 anos da peregrinação da nascente à foz do Rio São Francisco. A programação começa às 9 horas na Praça da Igreja Nossa Senhora da Corrente, e se estende até as 13 horas, quando os romeiros seguem até Piaçabuçu, de onde partem em barcos para a bênção da Foz do Velho Chico.

Ações em defesa do São Francisco também acontecem dia 14 às 16 horas, no município de Floresta (PE), onde será realizada a bênção da Adutora do Pajeú, que leva água do São Francisco até a Serra Talhada, beneficiando mais de 80mil pessoas. De acordo com Ruben Siqueira, da São Francisco Vivo, o ato é uma crítica à transposição e apoio às obras de pequeno e médio porte propostas pela Agência Nacional de Águas, que realmente atendem às necessidades da população do semiárido. Continue lendo “Romaria à Foz celebra 20 anos da peregrinação pelo Rio São Francisco”

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RS – Mentira dos eucaliptos como redenção econômica chega ao fim

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Dos três projetos de papeleiras no Estado, resta apenas um. De eldorado à decepção, o investimento da indústria do eucalipto no Estado caiu a menos da metade em uma década

Nilson Mariano – Jornal Zero Hora

Gaúchos que acreditaram prosperar com o eucalipto embarcaram num vertiginoso tobogã, experimentando os extremos da euforia e da frustração em menos de 10 anos. No princípio, três projetos prometiam investir R$ 12,9 bilhões (em valores de hoje) no Estado, entre florestas e indústrias. Votorantim Celulose Papel (VCP) e Stora Enso recuaram. Quando tudo parecia perdido, a chilena CMPC apareceu no cenário, comprou a Aracruz, em Guaíba, a rebatizou de Celulose Riograndense e aplicará R$ 5 bilhões até 2015. Continue lendo “RS – Mentira dos eucaliptos como redenção econômica chega ao fim”

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Fórum Mundial de Direitos Humanos acontecerá em Brasília, de 10 a 13 de dezembro de 2013

FMDH Conferência 1O Fórum Mundial de Direitos Humanos – FMDH acontecerá em Brasília, no período de 10 a 13 de dezembro de 2013, promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Será um espaço de debate público no qual serão discutidos os principais avanços e desafios na área dos Direitos Humanos, com foco no respeito às diferenças, na participação social, na redução das desigualdades e no enfrentamento a todas as violações de direitos humanos. Continue lendo “Fórum Mundial de Direitos Humanos acontecerá em Brasília, de 10 a 13 de dezembro de 2013”

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Indígena Guarani Ñandeva faz discurso indignado e emocionante para Comissão da Verdade (Maria Rita Kehl), em defesa de sua terra

Na presença da Comissão Nacional da Verdade [Maria Rita Kehl], do Ministério Público Federal [Procurador da República Marco Antônio Delfino] e diversas organizações de direitos humanos, e às portas de uma possível reintegração de posse, uma jovem liderança Guarani Ñandeva da terra indígena Yvy Katu, fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, faz um dos discursos sobre defesa do território mais contundentes e emocionantes já ouvidos.

Fonte: Agência Porantim.

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