Pataxó retomam quarta área em Cumuruxatiba (BA)

CUMURUXATIBA_pousadaPatrícia Bonilha, de Brasília, Cimi

Aproximadamente 200 indígenas Pataxó realizaram na madrugada do último dia 28 uma ação de retomada nas proximidades do distrito de Cumuruxatiba, em Prado (BA), localizado a cerca de 800 km de Salvador. A área de 50 hectares é reivindicada como de ocupação tradicional pelos Pataxó e fica localizada nas proximidades do Parque Nacional do Descobrimento. Esta ação tem como objetivo a publicação do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação do Território Cahy-Pequi (Comexatibá), cujo prazo para publicação venceu em setembro. Com esta, já são quatro áreas de retomada nesta região.

Segundo a liderança Indé Pataxó, esta área pertence ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e atualmente as três posses dentro dela estão ocupadas por estrangeiros, uma por um holandês, que tem uma pousada de luxo, e as outras duas por dois suíços. Segundo ele, o posseiro holandês reagiu com violência e chegou a atirar contra os indígenas no momento da retomada, mas a pedido deles a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a polícia acompanharam a retomada e o clima no local é de relativa tranquilidade. Continue lendo “Pataxó retomam quarta área em Cumuruxatiba (BA)”

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MS – Cacique da aldeia Guariroká é assassinado em Caarapó

Caso está sendo investigado. Fotos: Dourados Agora
Caso está sendo investigado. Fotos: Dourados Agora

Dourados Agora

O indígena Ambrósio Vilhalba, de 52 anos, cacique da aldeia Guariroká, em Caarapó, foi assassinado a facadas durante a madrugada desta segunda-feira. Informações levantadas pela polícia apontam que na noite de ontem, ele estava com um grupo de pessoas em uma confraternização dentro da aldeia; horas depois voltou para a casa sangrando, caiu no quarto e morreu.

Ele apresentava dois ferimentos provocados por um objeto pontiagudo, sendo um no pescoço e outro no peito. As autoridades e o socorro foram acionados, porém, já era tarde. De acordo com o pai, Tito Vilhalba, o cacique vinha recebendo ameaças de morte. Continue lendo “MS – Cacique da aldeia Guariroká é assassinado em Caarapó”

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Racismo explica 80% das causas de morte de negros no país. Entrevista especial com Rodrigo Leandro de Moura

racismo-mão“O racismo está influenciando esse diferencial de taxa de homicídios. Não conseguimos uma metodologia que seja capaz de quantificar exatamente qual é este percentual, mas cremos, com certeza, que boa parte desse diferencial seja devido ao racismo”, afirma o pesquisador

IHU On-Line – O percentual de negros assassinados no Brasil é 132% maior do que o de brancos, revela pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, intitulada Vidas Perdidas e Racismo no Brasil. Embora as razões para explicar esses dados não estejam totalmente claras, “20% da causa da morte de negros” pode ser atribuída a “questões socioeconômicas”, como diferenças em relação a emprego, moradia, estudo e renda do trabalhador, diz Rodrigo Leandro de Moura, um dos autores do estudo realizado pelo Ipea, em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail.

Os outros 80%, esclarece, podem ser explicados por uma “variável socioeconômica que não observamos, mas, apesar de não conseguirmos imaginar qual seja, pensamos que um componente importante para explicar esse dado seja o racismo”. E acrescenta: “O que reforça a tese de racismo é que as características socioeconômicas podem ser afetadas por ele. Então, por exemplo, o negro sofre discriminação no mercado de trabalho, pode ter mais dificuldade de ter acesso a postos de trabalho qualificados, pode sofrer bloqueio de oportunidades de seu crescimento profissional e também pode ter o que chamamos de desigualdade de oportunidades e, por causa disso, sofrer tratamento desigual no que se refere às oportunidades no mercado de trabalho”. Continue lendo “Racismo explica 80% das causas de morte de negros no país. Entrevista especial com Rodrigo Leandro de Moura”

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Meus heróis morreram de Aids

cazuza

O poeta e cantor Cazuza (1958-1990). Foto: Flavio Colker

Cynara Menezes – Socialista Morena

Em uma de suas canções mais conhecidas, Ideologia (1988), o cantor Cazuza dizia que seus heróis tinham morrido de overdose. Referia-se a ídolos como Jimi Hendrix, Janis Joplin ou Jim Morrison, todos mortos precocemente pelo uso excessivo de drogas. “Meus heróis morreram de overdose” é uma frase muito forte e verdadeira, mas não para mim. Muitos dos meus “heróis”, pessoas que admirei na vida, que foram modelos de rebeldia, coragem e inteligência, não morreram de overdose. Morreram de Aids. E Cazuza foi um deles. Continue lendo “Meus heróis morreram de Aids”

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Desamparo social estimula migração indígena para Belo Horizonte

Wesley Rodrigues/Hoje em Dia
Wesley Rodrigues/Hoje em Dia

Rosildo Mendes – Hoje em Dia

São diversas as motivações para que famílias indígenas inteiras deixem a terra de origem e venham tentar a sorte em Belo Horizonte. O jovem Raiocoã (nome de “branco” Wender Lima de Souza) abandonou há seis meses a aldeia Coroa Vermelha, no Sul da Bahia, para morar na capital mineira.

Segundo ele, falta de tudo na comunidade. “Não tem médico, emprego nem energia elétrica. E a disputa pelas terras indígenas nos impede de plantar e caçar”. “Não sei até quando vou ficar em BH, mas outros jovens, filhos dos parentes que ficaram na aldeia, já planejam se mudar para a cidade, também em busca de uma vida melhor”, diz outro rapaz, Aripochê, agora chamado João Vitor.

Os pataxós não perderam o contato com a aldeia. “A cada 15 dias, vamos lá buscar mais produtos artesanais para vender”, explica Sucupira ou Willian Lima de Souza.

Segundo os índios, a falta de apoio do poder público às tribos vai provocar uma migração ainda maior para a capital, esvaziando as comunidades. Continue lendo “Desamparo social estimula migração indígena para Belo Horizonte”

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João Cândido: Herói injustiçado!

jg-rua1CENPAH – Nos livros de história do Brasil, o marinheiro João Cândido aparece como o herói da Revolta da Chibata. Corajoso, ele liderou em 1910 o motim no qual dois mil marinheiros negros obrigaram a Marinha a extinguir punições desumanas contra os soldados, como ofensas, comida estragada e chicotadas. Os revoltosos conseguiram seu objetivo, mas foram expulsos dos quadros militares ou presos e mortos. Só recentemente João Cândido saiu da condição de personagem esquecido da historiografia oficial para o papel de protagonista. Em 2008, uma lei finalmente concedeu anistia póstuma a ele e a outros marinheiros. A reparação, porém, foi incompleta. No ano do centenário da Revolta da Chibata, João Cândido e os outros revoltosos continuam sem as devidas promoções e seus familiares sem receber indenização – como aconteceu com os que resistiram à ditadura militar, por exemplo. Os prejuízos com a expulsão da Marinha não foram compensados. “Sinto como se meu pai ainda fosse um renegado e não um herói”, diz Adalberto Cândido, o Candinho, 71 anos, filho de João Cândido. As comemorações pelos 100 anos da Revolta da Chibata não o animam. “Homenagens são bonitas, mas não enchem barriga”, desabafa Candinho.

Para negar indenização aos anistiados, há dois anos, o governo alegou que, se todos os descendentes recebessem, haveria um rombo no orçamento. O tempo derrubou o álibi: apenas dois grupos de parentes pediram anistia. A verdade é que, por trás do argumento, estava também a resistência da Marinha. Agora, a família de João Cândido torna a reivindicar seus direitos. Por causa da exclusão da Marinha, ele não pôde mais conseguir emprego formal. Mudou-se para São João de Meriti, o mais pobre dos municípios da Baixada Fluminense, onde parte de sua família vive até hoje. Por décadas, sustentou a mulher e os sete filhos com o que ganhava como pescador. Uma imagem nada condizente com o personagem épico que o jornal “O Paiz” descreveu como “o árbitro de uma Nação de 20 milhões de almas”. O filho recorda-se das dificuldades: “Usávamos tamancos em vez de sapatos, vestíamos roupas velhas, não tínhamos eletricidade”, relata. João Cândido morreu na miséria em 1969, em Meriti. Continue lendo “João Cândido: Herói injustiçado!”

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Mineração no Xingu, a batalha entre a canadense Belo Sun e os garimpeiros da Ressaca, por Rogério Almeida

Mapa: ISA / Amazonia.org
Mapa: ISA / Amazonia.org

Rogério Almeida* – EcoDebate

Há seis meses perto de 600 garimpeiros da Vila da Ressaca, no município de Senador José Porfirio, estão sem fonte de renda. Eles fazem parte do universo de pessoas e categorias que serão atingidas pelos grandes projetos da região do Xingu, a sudoeste do Pará, mais precisamente na Volta Grande do Xingu, a 50 km a sítio Pimental, que integra a engenharia do projeto da Hidrelétrica de Belo Monte. Cerca de duas horas de barco separam a Volta Grande do município de Altamira, cidade polo da região. Continue lendo “Mineração no Xingu, a batalha entre a canadense Belo Sun e os garimpeiros da Ressaca, por Rogério Almeida”

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ProSavana – Projeto agrário apoiado pelo Brasil é alvo de críticas em Moçambique

Andrea Fama Cecilia Anesi* – Folha Online

Um projeto de produção de alimentos em Moçambique, com financiamento do Brasil, vem recebendo críticas de pequenos agricultores e entidades do país do leste africano, ex-colônia portuguesa.

Com a ambição de ser um celeiro de alimentos para um dos países mais pobres do mundo, o ProSavana planeja revolucionar a produção agrícola no Corredor Nacala, uma área fértil no norte de Moçambique com 14,5 milhões de hectares de terras (área equivalente ao Ceará).

As características da região, parecidas às do cerrado, facilitaram o envolvimento do governo brasileiro.

O objetivo é aumentar a produção de alimentos para o mercado interno e exportar o excedente, mas Brasil e Japão (outro financiador do ProSavana) vêm recebendo criticas por estarem interessados apenas em promover o cultivo de produtos para exportação e biocombustíveis –o que os dois países negam. Continue lendo “ProSavana – Projeto agrário apoiado pelo Brasil é alvo de críticas em Moçambique”

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Rio dos Índios e a luta pela Terra (completo)

Gapin LutaOriginária – O que a mídia mascara é que o conflito instaurado em Vicente Dutra, na verdade, passa muito longe de ser uma briga “entre pequenos”. Trata-se de uma luta dos Kaingang contra a expropriação indevida de parte de seu território feita pelo ex-prefeito da cidade, Osmar José da Silva, que conta com o apoio de parceiros políticos.

Enquanto morrem indígenas em atentados em todo o país e muitos outros poderão ocorrer devido às ameaças anunciadas e às promessas de que os ruralistas irão “resolver” por eles mesmos a questão dos conflitos agrários no Mato Grosso do Sul, esta grande rede federal-local vai ganhando tempo, protegendo micro e macro interesses e renovando a esperança de conseguir finalmente alterar a Constituição Federal para poder, de uma vez por todas, retirar os indígenas do caminho do “progresso e do desenvolvimento”.

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