Humaitá em chamas! – sobre o atual conflito em curso e a posição do Estado brasileiro [Por favor, divulguem!]

Constituição 1988Por Djalma Nery

Neste exato instante, a cidade de Humaitá – AM, vive um intenso conflito. Como de costume, praticamente toda a informação a respeito desta situação disponível na internet e nos meios de comunicação não dão conta de sua complexidade e tampouco explicitam o pano de fundo e as motivações dos fatos que se desenrolam. Primeiro acompanhe uma breve cronologia dos fatos que levaram a conflagração de um conflito de imensas proporções:

http://racismoambiental.net.br/2013/12/am-violencia-anti-indigena-em-humaita-multidao-incendeia-funai-barcos-e-carros-e-indigenas-estao-abrigados-no-batalhao-do-exercito/

Nos últimos dias os Tenharim foram surpreendidos com a controversa morte de seu cacique Ivan Tenharim. Ele foi encontrado desacordado e ferido próximo à Transamazônica, foi levado ao hospital e não resistiu. As causas de sua morte ainda não foram averiguadas o que tem gerado profunda indignação entre os indígenas, já acostumados com o descaso do governo brasileiro em relação às suas questões. Após esta fatalidade, uma sucessão de fatos igualmente estranhos levaram a um conflito sem precedentes na cidade de Humaitá.

Correm rumores do desaparecimento, desde o dia 16.12.2013, de 03 homens no KM 123 no trecho da BR – Transamazônica, que atravessa a Terra Indígena Tenharim. Um servidor da FUNAI conversou com as lideranças indígenas repassando a eles o que estava acontecendo na cidade e as acusações que pesavam contra eles. Nas duas vezes os índios negaram qualquer envolvimento sobre os desaparecidos e ainda disseram que as aldeias estavam abertas para averiguação, buscas e investigação por parte da Policia Federal ou do Exercito.

A população saiu às ruas exigindo maior participação da PF para a busca e localização dos desaparecidos que, segundo eles, encontram-se na TI dos Tenharins. Porém, ao invés de um protesto legítimo, o que de fato está ocorrendo é um estado de terror, possivelmente financiado pelos madeireiros, uma vez que muitas vezes, órgãos como a FUNAI e FUNASA se colocam como empecilhos aos interesses escusos desses. Continue lendo “Humaitá em chamas! – sobre o atual conflito em curso e a posição do Estado brasileiro [Por favor, divulguem!]”

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Nota da Funai sobre os acontecimentos em Humaitá, Amazonas

FUNAI-logoA Funai vem a público repudiar a violência ocorrida na noite da última quarta-feira (25), onde manifestantes do município de Humaitá incendiaram o prédio da Fundação Nacional do IÍdio em Humaitá, município localizado a 675 quilômetros de Manaus, destruindo também veículos e barcos oficiais. Atos de vandalismo contra o patrimônio público são injustificáveis e configuram ilícitos.

Os manifestantes reivindicam a busca de três pessoas desaparecidas desde o último dia 16. Nesse sentido, informamos que não compete à Funai promover ações de investigação, apuração, ou buscas de pessoas desaparecidas. Essas ações constituem atribuições das Forças de Segurança Pública.

Vale ressaltar que a Funai se colocou sempre à disposição para apoiar e colaborar com as autoridades em apurações e no acompanhamento do diálogo com os indígenas.

A Fundação Nacional do Índio é um órgão público que integra a estrutura do Governo Federal, e atua no estrito cumprimento de seu dever de proteger e promover os direitos dos Povos Indígenas.

É fundamental reafirmar, nesse momento, os princípios que regem o Estado Democrático de Direito, no âmbito do qual são reprováveis a prática de ameaças, de violência física e moral contra indígenas e contra servidores públicos, e a depredação do patrimônio público, causadora de enorme prejuízo ao erário. Continue lendo “Nota da Funai sobre os acontecimentos em Humaitá, Amazonas”

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Força-Tarefa investigará desaparecidos na área da Reserva Tenharim (AM)

Manifestantes atearam fogo em carros da Funai de Humaitá. Foto: Divulgação
Manifestantes atearam fogo em carros da Funai de Humaitá. Foto: Divulgação

Por Kátia Brasil e Elaíze Farias, em Amazônia Real

Após 24 horas de conflitos em Humaitá, no sul do Amazonas, a Polícia Federal de Rondônia anunciou nesta quinta-feira (26) que enviará uma força-tarefa, com apoio da Força Nacional de Segurança e da Polícia Militar do Amazonas, nas próximas horas para investigar dentro da reserva dos índios Tenharim o paradeiro de três pessoas desaparecidas há 11 dias.

Como consequência dos desaparecimentos, manifestantes ameaçaram de morte 140 índios das etnias tenharim, parintintin e juma. Eles estão refugiados dentro do quartel do 54° Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) do Exército desde a madrugada de quarta-feira (25) na cidade Humaitá, da qual o único acesso é  a rodovia Transamazônica, a  591 quilômetros de Manaus. Continue lendo “Força-Tarefa investigará desaparecidos na área da Reserva Tenharim (AM)”

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La reinvención de Latinoamérica

la reinvencionPor Luis Hernández Navarro *

ALAI, 26 de diciembre, 2013.- Hace 75 años, en 1958, el historiador mexicano Edmundo O’Gorman publicó un libro titulado La invención de América, con el que sacudió la historiografía dedicada a documentar y explicar el descubrimiento y la conquista americana. Inventar, significa, de acuerdo con el diccionario de la Real Academia de la Lengua, hallar o descubrir algo nuevo o no conocido. En su texto, O’Gorman explica, de manera novedosa para su tiempo, la forma en la que el relato sobre la historia y el devenir del “nuevo continente” fue construido. Hoy, retomando esa imagen, podemos decir que América Latina se está reinventando.

El concepto América Latina tiene tras de sí una larga historia. Muchos años antes de que O’Gorman publicara su obra, en 1857, el escritor colombiano José María Torres escribió en su poema Las dos Américas las claves del nuevo imaginario regional: “Mas aisladosse encuentran, desunidos/Esos pueblos nacidos para aliarse:/La unión es su deber, su ley amarse:/Igual origen tienen y misión;/ La raza de la América latina,/ Al frente tiene la sajona raza,/ Enemiga mortal que ya amenaza”. Poco antes, en 1856, el filósofo chileno Francisco Bilbao, había usado durante una conferencia, el mismo término.

La región está en un proceso de reinvención porque su visión de sí misma, su destino como territorio y su relación con las grandes potencias, especialmente con Estados Unidos, se está transformando radicalmente. Si, hasta ahora, su inserción con el resto del mundo ha estado condicionada por la presencia de las potencias imperiales (España, Portugal, Inglaterra, Francia y Estados Unidos), con el nuevo siglo ha comenzado a construirse como un conglomerado de naciones con procesos de integración crecientemente soberanos. Continue lendo “La reinvención de Latinoamérica”

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Carta final do Encontro dos Pescadores Artesanais do Paraná

pescadores art

Encontro sobre a violação de direitos humanos provocados pelos Parques Nacionais em territórios de comunidades Caiçaras e pescadores e pescadoras artesanais do Paraná.

Carta aberta à sociedade brasileira 

Somos comunidades tradicionais caiçaras, Ilhéus do Rio Paraná, Pescadores e Pescadoras Artesanais atingidos por Parques Nacionais no Estado do Paraná. Estivemos reunidos na Vila de Superagui no dia 06 de dezembro de 2013 para denunciar injustiças praticadas pelo ICMBio contra os DIREITOS de nossos povos, em especial nesse encontro, as comunidades caiçaras, pescadores e pescadoras artesanais atingidos pelo Parque Nacional de Superagui, em Guaraqueçaba, PR.

Com apoio e presença de diversas instituições e movimentos, dentre eles: comunidades Faxinalenses, Indígenas, Benzedeiras, Cipozeiros, Ilhéus do Rio Paraná, Caiçaras, grupos de fandango, além de representantes de Universidades/Instituto Federal, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná, Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado do Paraná, Ministério Público Estadual – CAOPDH, Secretaria Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais, além de diversos movimentos sociais do Paraná. Continue lendo “Carta final do Encontro dos Pescadores Artesanais do Paraná”

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“O capitalismo sustentável é uma contradição em seus termos” diz Eduardo Viveiros de Castro

Fonte: http://goo.gl/p4a01c
Fonte: http://goo.gl/p4a01c

Crítico feroz do neoliberalismo, de seus ícones e verdades, de suas políticas de “crescimento” que destroem a natureza, do consumo que empobrece as vidas, do Estado que as administra (não sem constrangimentos) e da esquerda (conservadora e antropocêntrica). “A felicidade, diz, tem muitos outros caminhos”.

Enquanto esperamos que a Tinta Limón Ediciones termine a edição (mais ou menos alterada) do livro de entrevistas com Eduardo Viveiros de Castro, o sítio Lobo Suelto! convida  à leitura da última – muito transcendental – conversa com o antropólogo brasileiro.

A entrevista é de Julia Magalhães, publicada por Lobo Suelto!  Eis a entrevista:

Qual é a sua percepção acerca da participação política da sociedade brasileira?

Prefiro começar com uma “des-generalização”: vejo a sociedade brasileira profundamente dividida em relação à visão sobre o país e seu futuro. A ideia de que existe “um” Brasil – no sentido de que as ideias de “unidade” e “brasilidade” não são triviais – parece uma ilusão politicamente conveniente (para os setores dominantes), mas antropologicamente equivocada. Há, pelo menos, dois ou muito mais “Brasis”. Continue lendo ““O capitalismo sustentável é uma contradição em seus termos” diz Eduardo Viveiros de Castro”

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AM – Caravanas partem de Apuí e de Humaitá em direção à Reserva Indígena. Ideia seria fechar BR e realizar busca por conta própria. Matupí lança manifesto anti-indígena

caravana matupi
Foto: Apuí Online

Informações veiculadas na internet por pessoas que teriam participado de reuniões marcada para o fim desta manhã e o início da tarde dão conta de que pelo menos 16 camionetes e um caminhão, todos lotados, teriam saído de Apuí às 15:25h, horário de Brasília, em direção ao km 180 da BR que liga a cidade a Humaitá,  passando pela Reserva Indígena.

Também de Humaitá estariam saindo veículos lotados em direção a Santo Antonio de Matupi, local próximo à Aldeia onde os três não indígenas teriam “desaparecido”, com o carro no qual viajavam.  A previsão é que se juntem à caravana que saiu de Apuí por volta das 18 horas no km 180. Segundo uma postagem, a decisão dos diferentes grupos é fechar a BR para os povos indígenas em dois pontos: nos kms 230 e 180.  Segundo outra, haveria a intenção de penetrar no território indígena, para uma busca. Continue lendo “AM – Caravanas partem de Apuí e de Humaitá em direção à Reserva Indígena. Ideia seria fechar BR e realizar busca por conta própria. Matupí lança manifesto anti-indígena”

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MS – Mulher indígena morre atropelada no anel viário em Dourados e condutor foge

Samu chegou a tentar reanimar a mulher, mas ela veio a óbito
Samu chegou a tentar reanimar a mulher, mas ela veio a óbito
Mulher identificada por populares como Rita, moradora na aldeia Bororó, em Dourados (MS), morreu na tarde de ontem (25), após ser atropelada por um veículo no Anel Viário.

Ela seguia pelo Anel Viário, a pé, quando nas proximidades do bairro Monte Carlo foi colhida pelo veículo, cujo motorista não foi identificado.

Indígenas estão revoltados com a morte. Este seria o terceiro atropelamento com morte em 40 dias no anel viário.
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