OPAN: Nota pública sobre acontecimentos ocorridos em Humaitá

OpanÉ inadmissível que o cerceamento do direito de ir e vir, racismo contra indígenas e ameaças de morte sejam aceitos como instrumentos legítimos.

A Operação Amazônia Nativa (OPAN) vem por meio desta nota pública externar a sua preocupação com os fatos ocorridos em Humaitá, no sul do Amazonas, nos últimos dias e cobrar das autoridades competentes o restabelecimento da ordem e a garantia de segurança para todos os cidadãos da região. Não obstante a importância de se conseguir uma resposta para a angústia das famílias das três pessoas desaparecidas, fatos ainda não apurados passaram a ser tratados como verídicos causando uma onda de ódio contra os indígenas da etnia Tenharin, fortemente incentivada pelas redes sociais na internet e pela imprensa local, que passou a acusá-los pelo desaparecimento.

Reconhecemos a importância de que essas famílias obtenham uma resposta, da mesma forma que entendemos que não são essas famílias as responsáveis pela onda de ataques ao patrimônio público da União. Os financiadores e líderes do movimento são madeireiros da região do distrito de Santo Antônio do Matupi, que se aproveitaram da dor alheia em favor próprio. O maior alvo dos ataques foi a Funai, coincidentemente principal responsável por provocar operações conjuntas com Ibama e  Polícia Federal, que culminaram no fechamento de madeireiras ilegais naquela localidade.

No dia de ontem (27/12), um grupo de aproximadamente 300 pessoas invadiu aldeias Tenharin, que em sua maioria estão ocupadas apenas por crianças e mulheres. Outro grupo de cerca de 160 pessoas, fundamentalmente composto pelas lideranças desse povo, encontra-se isolado no quartel do Exército, em Humaitá. Os “manifestantes” atearam fogo em algumas casas e nas barreiras que os indígenas Tenharin e Jiahui utilizam para a cobrança de pedágio a título de compensação ambiental pela estrada que corta seu território (BR 230 – Transamazônica). Continue lendo “OPAN: Nota pública sobre acontecimentos ocorridos em Humaitá”

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MPF quer que Exército brasileiro identifique assassinos de ex-militante da ALN

No enterro dos restos mortais no Parque da Colina, familiares e amigos de Arnaldo Cardoso Rocha fizeram homenagem a mortos na ditadura
No enterro dos restos mortais no Parque da Colina, familiares e amigos de Arnaldo Cardoso Rocha fizeram homenagem a mortos na ditadura

Depois de comprovadas por laudo pericial a tortura e execução do militante da Ação Libertadora Nacional Arnaldo Cardoso Rocha, Ministério Público saber quem foram os carrascos

Por Bertha Maakaroun, em EM.com

O Ministério Público Federal vai entrar na Justiça para que o Exército brasileiro identifique os autores do assassinato de Arnaldo Cardoso Rocha, ex-militante da Ação Libertadora Nacional (ALN). Ele foi torturado e morto entre 15 e 16 de março de 1973 pelo DOI-Codi do 2º Exército em São Paulo. A informação é de familiares de Arnaldo e das entidades ligadas aos direitos humanos, depois da exumação do corpo em 12 de agosto e da confirmação, em laudo pericial, de que diferentemente da versão oficial na época da ditadura, o militante não foi morto em combate, mas  torturado antes de executado. “Vamos encaminhar os laudos ao Ministério Público Federal em São Paulo, que já abriu processo de investigação. A tortura é crime de lesa-humanidade e não pode prescrever”, disse ontem a viúva Iara Xavier Pereira, de 62 anos, que estava grávida quando Arnaldo foi capturado. Continue lendo “MPF quer que Exército brasileiro identifique assassinos de ex-militante da ALN”

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Governo publica 92 decretos de desapropriação para reforma agrária

MST-trabalhandoValor/UOL

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27) os 92 decretos de desapropriação de terras para a reforma agrária. Além das áreas, foi publicada a “MP da Reforma Agrária”, que trata de crédito para assentados. Os decretos completam os cem prometidos pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, em outubro durante o lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Dias depois do evento, foram publicados oito decretos.

As áreas destinadas à reforma agrária por meio dessas desapropriações somam 193,5 mil hectares em 16 Estados e beneficiarão 4.670 famílias. Os Estados serão Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Sergipe, São Paulo, Santa Catarina, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Tocantins. Continue lendo “Governo publica 92 decretos de desapropriação para reforma agrária”

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SciELO Brasil lança blog de Ciências Humanas

scielo humanas

Por Elton Alisson, em Adital

Agência FAPESP – Os pesquisadores e editores de revistas de Ciências Humanas no Brasil têm agora um espaço na internet para divulgar notícias, press releases, entrevistas, resumos e comentários sobre artigos publicados em periódicos científicos da área, indexados na SciELO Brasil. Trata-se doBlog SciELO em Perspectiva – Humanas.

Criado por iniciativa da Rede SciELO – Scientific Eletronic Library Online –, o blog foi lançado durante a conferência de comemoração dos 15 anos do programa, criado pela FAPESP e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

O objetivo do blog é disseminar os resultados de pesquisas publicadas nos periódicos da coleção da SciELO Brasil na internet, incluindo redes sociais, ressaltam os idealizadores.

“A ideia é que ele seja um espaço não só para dar visibilidade às produções e periódicos em Ciências Humanas indexados na coleção da SciELO Brasil, mas também compartilhar nossos trabalhos e possibilitar uma interação maior dos pesquisadores da área”, disse Teresa Cristina Rego, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e representante titular dos editores da área de Ciências Humanas do comitê consultivo da SciELO, durante a apresentação do blog. Continue lendo “SciELO Brasil lança blog de Ciências Humanas”

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COIAB: Nota de Apoio aos povos indígenas Tenharin e Parintintin, dos municípios de Humaitá, Apuí e Manicoré

LOGO COIABA Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), principal entidade de articulação dos Povos Indígenas da Amazônia Brasileira, vem a público manifestar seu apoio aos povos indígenas Tenharin e Parintintin dos municípios de Humaitá, Apuí e Manicoré face aos recentes acontecimentos de incitação a violência física, preconceitos de toda ordem e de restrição aos direitos de ir e vir destes cidadãos indígenas brasileiros. A COIAB repudia publicamente toda e qualquer manifestação indígena ou não indígena que venha a diminuir ou afetar os direitos de qualquer cidadão brasileiro em ter sua integridade física ameaçada por situações que poderiam ter sido evitados pelo Poder Público em geral.

O não esclarecimento em tempo devido e de forma adequada ao povo Tenharim que ainda procura uma resposta digna e oficial sobre o contexto da morte do cacique Ivan Tenharín, ocorrida no dia 2 de dezembro, entre o distrito de Santo Antônio do Matupi e a aldeia Campinhu vem a reforçar mais ainda o clima de insegurança que estes povos indígenas sofrem há anos nesta região.

Por conta dos protestos e do clima de terror que também chegaram a Apuí, provocados por vários moradores nos dias 24 e 25 de dezembro de 2013 e que culminaram com o “incêndio provocado” em prédios públicos e embarcações, a COIAB vem solicitar da FUNAI e de órgãos como o Ministério Público Federal, Ministério da Justiça e a Secretaria Geral da Presidência da República, providências no sentido de que seja evitada uma nova tragédia, visto que, segundo lideranças indígenas, as aldeias já começaram a ser saqueadas e incendiadas por manifestantes ligados e bancados por madeireiros e ao esquema de grilagem existente no distrito de Santo Antônio do Matupi (Manicoré) e de Humaitá, acompanhados da policia militar local.  Continue lendo “COIAB: Nota de Apoio aos povos indígenas Tenharin e Parintintin, dos municípios de Humaitá, Apuí e Manicoré”

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Madeireiros e fazendeiros incendeiam aldeia indígena em Manicoré, Sul do AM, diz PM

Aldeias indígenas foram incendiadas nesta sexta. Foto: Reprodução/TV Amazonas
Aldeias indígenas foram incendiadas nesta sexta.
Foto: Reprodução/TV Amazonas

Moradores queimaram barreiras de pedágio e cortaram energia da aldeia. 143 índios Tenharim estão recebendo segurança do Exército após ataques.

Por Eliena Monteiro, do G1 A

Um grupo de madeireiros e fazendeiros ateou fogo em casas localizadas em uma aldeia indígena situada na área do município de Manicoré, no Sul do Amazonas, no início da tarde desta sexta-feira (27), segundo a Polícia Militar (PM). A informação é de que moradores da cidade de Apuí e do distrito de Santo Antônio de Matupi invadiram a área e depredaram barreiras de pedágio na BR-230 (Rodovia Transamazônica). O conflito na área se agravou na terça-feira (24), quando moradores de Apuí e de Humaitá queimaram bens da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O grupo acusa índios da etnia Tenharim de manterem reféns homens que desapareceram na rodovia.

De acordo com o tenente-coronel Everton Cruz, da PM, as aldeias localizadas na altura do km 130 da Rodovia Transamazônica foram invadidas por volta de 12h. Segundo a PM, naquela região, há pelo menos quatro etnias indígenas, entre elas a Tenharim. Mais de 800 indígenas habitam a área invadida.

Cruz informou ainda que o grupo que invadiu o local é formado por madeireiros, fazendeiros e moradores de Apuí e do Distrito de Santo Antonio do Matupi, situado no quilômetro 180 da Rodovia Transamazônica, em Manicoré. Continue lendo “Madeireiros e fazendeiros incendeiam aldeia indígena em Manicoré, Sul do AM, diz PM”

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As águas de São Bernardo

BacuizeiroPor Mayron Borges

Difícil arrancar algo dela, um sorriso que seja. Ela pouco falava de si. Pretendia se formar em jornalismo pela universidade pública. A sua região era desprovida de ensino publico de terceiro grau. Ela mudou-se para a capital a fim de morar com a tia, irmã de seu pai. As duas se assemelhavam. A sua tia nunca abandonara o povoado onde nascera e nem o povoado a abandonara. Preferia o peixe da água doce, pescado nas águas do rio Parnaiba, ao peixe da água salgada, pescado no oceano. A família enviava vários quilos durante o mês para ela matar as saudades de Magalhães de Almeida.

Mede-se a distância entre São Luis e Magalhães de Almeida em mais de quatrocentos quilômetros. A saudade se mede pelos peixes e pelos parentes que chegam. As pessoas se deslocam quilômetros com muitos propósitos, uns bem claros e outros bem obscuros, “a obscuridade do instante vivido” (Ernst Bloch), e um desses propósitos é descobrir parte de sua existência ou fazer com que ela adquira outra coloração.

Um pouco depois de desembarcar na casa da sua tia, alguém pediu que ela escrevesse a respeito de sua cidade. A menina se mantinha soturna. A escrita talvez conseguisse traze-la para mais perto. A cidade grande exige que você seja esperto para sobreviver. Ela viu no pedido algo extraordinário que não fazia parte de sua natureza contemplativa. As cidades pequenas foram criadas para a contemplação. Dava para afirmar que ela era a própria cidade de São Bernardo. Distante, calada, familiar. Contando com a boa sorte, ela rememorou os povoados onde presenciara igarapés de grande e intenso volume de água. Por muitas vezes, ela se banhou no povoado São Raimundo. A nascente desse banho firma-se na Chapada de propriedade do Junior Esperança. Ele impede a retirada de madeira. Caso consentisse com a retirada, isso danificaria gravemente a Chapada porque nela se acentuam os bacurizeiros. Continue lendo “As águas de São Bernardo”

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Perseguição étnica em Humaitá: depoimento exclusivo de liderança indígena a Ninja explica crescente onda de violência na região amazônica

Funai incendiada Humaitá

Por Cley Medeiros na Midia NINJA

Foto: Raolin Magalhães

“Já são muitos anos de convivência com os brancos, não nos interessa criar inimigos.. Agora depois destes incidentes todos, nós indígenas estamos preocupados com nosso futuro. A dificuldade dos órgãos para investigar o caso gerou esta revolta contra nosso povo, e nos colocou numa situação de culpados por algo que ninguém sabe o que de fato aconteceu.”

O depoimento de Ivanildo Tenharim, líder indígena da aldeia Tenharim no Amazonas, relata os acontecimentos dos últimos dias na cidade de Humaitá, nos quais cerca de 3.000 não-indígenas incendiaram o prédio da Funai e Funasa, além de 11 carros da instituição e embarcações. Continue lendo “Perseguição étnica em Humaitá: depoimento exclusivo de liderança indígena a Ninja explica crescente onda de violência na região amazônica”

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Áreas acompanhadas pela SMDH e Diocese de Brejo obtêm decretos para fins de desapropriação

Foto: mst.org.br
Foto: mst.org.br

Por Igor Almeida, em Outros Olhares

Foram publicados no Diário Oficial da União de hoje (27/12), 92 decretos de desapropriação de imóveis rurais destinados à reforma agrária. Assim, o Governo Federal fecha o ano de 2013 com a emissão de 100 (cem) decretos de desapropriação para a Reforma Agrária.

Segundo informações levantadas pelo site do INCRA, tais decretos totalizam uma área de mais de 193 mil hectares (espalhados por 17 Estados), beneficiando cerca de 4.638 famílias.

No Maranhão, foram publicados 15 decretos de desapropriação de imóveis rurais para serem destinados à reforma agrária. Todos esses imóveis totalizam cerca de 32 mil hectares, contemplando, aproximadamente, 702 famílias. A relação dos imóveis desapropriados nos municípios maranhenses podem ser vistos no quadro abaixo: Continue lendo “Áreas acompanhadas pela SMDH e Diocese de Brejo obtêm decretos para fins de desapropriação”

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Desaparecido há 12 anos, biólogo paulista morre como andarilho em Canudos

Coralov: desapareceu em 2001
Coralov: desapareceu em 2001

Desaparecido há 12 anos, influente biólogo paulista Afonso Constantino Coralov teria vagado pelo interior da Bahia durante muito tempo. Ainda não se sabe a causa exata da morte

Por Alexandre Lyrio no Correio 24 horas

A polícia de Canudos acredita que finalmente encontrou um influente biólogo paulista que estava desaparecido há 12 anos. Descendente de russos, Afonso Constantino Coralov, 56 anos, viveu há pelo menos três como andarilho na cidade do sertão da Bahia. Só agora, após a sua morte na última segunda-feira, antevéspera de Natal, o delegado titular de Euclides da Cunha, Paulo Jason — que responde também por Canudos — está certo de que se trata do biólogo.

“Resta apenas fazer a identificação das digitais. Mas tudo indicar ser ele”, afirmou. Coralov, que  morava em um sítio em Mogi das Cruzes quando desapareceu, foi diretor da Sociedade Paulista de Zoológicos. A partir de janeiro de 2002, seu nome e foto passaram a constar no cadastro da Polícia Civil paulista como desaparecido.

À época, o caso chegou a ser tratado como sequestro. Coralov teria vagado pelo interior da Bahia durante muito tempo. Há dois anos e oito meses, encontrou abrigo no prédio do Memorial Antônio Conselheiro, em Canudos. Depois, uma moradora da rua Belo Monte, a comerciante Izaltina Vera Cruz, 56, permitiu que ele fosse morar em uma casa de sua propriedade. Foi uma informação de Izaltina que fez a polícia descobrir a história que estava por trás daquele andarilho. Continue lendo “Desaparecido há 12 anos, biólogo paulista morre como andarilho em Canudos”

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