
Caso chileno sobre o uso de agentes provocadores para causar uma reação repressora “legal” das autoridades serve de reflexo para o momento atual do Brasil, onde se discute a criminalização de protestos por meio da lei antiterrorismo
Por Vinicius Gomes – Revista Fórum
Nessa semana, o Tribunal Oral Penal de Angol absolveu, por unanimidade, Luis Marileo e Patrcio Queipul, jovens mapuches que foram presos e acusados, segundo a Lei Antiterrorista do Chile, por atos de violência na zona de Araucanía, no que ficou conhecido como o “Peaje Quino”. Os dois rapazes eram menores de idade na época e foram os únicos que continuaram presos, após outros sete envolvidos – todos maiores de idade – serem absolvidos, em 2012.
A virada no caso, que se arrasta por longos anos, se deu após Raúl Castro Antipán confessar ter realizado quatro atentados incendiários e outros atos classificados como “terroristas”, agindo como um agente provocador infiltrado e pago pelos Carabineros, com o objetivo de incriminar dirigentes mapuche. Continue lendo “Chile: confissão de agente infiltrado inocenta manifestantes”







