Inscrições para os 83 Grupos de Trabalho da 29ª Reunião Brasileira de Antropologia terminam dia 10

29 reunião da ABATania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Termina segunda-feira, 10 de março, o prazo de inscrição e submissão de resumos para os 83 Grupos de Trabalho da 29ª Reunião Brasileira de Antropologia, que será realizada pela ABA de 3 a 6 de agosto em Natal, Rio Grande do Norte. Dentre eles, o GT 14 tem por tema “Antropologia, arqueologia, colonialismo e licenciamento ambiental”. Coordenado por Jorge Eremites de Oliveira (Universidade Federal de Pelotas) e, Carlos Xavier de Azevedo Netto (Universidade Federal da Paraíba), ele vai discutir questão atual e urgente:

A partir dos anos 1990 houve um expressivo aumento da participação de antropólogos, arqueólogos e outros cientistas sociais na realização de trabalhos “de contrato” no Brasil e em outros países da América do Sul. Esta situação é verificada após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Saíamos de um regime de exceção (1964-1985) e testemunhávamos o gradual reordenamento do papel do Estado Brasileiro, a retomada do crescimento econômico no âmbito da mundialização do capital, a expansão do ensino superior e a mudança na legislação nacional e internacional ligada, por exemplo, ao licenciamento ambiental, à preservação do patrimônio cultural e aos direitos dos povos indígenas e tribais. A situação é observada na produção de laudos voltados para o licenciamento ambiental de empreendimentos como usinas hidrelétricas, PCH’s, linhas de transmissão de energia, rodovias, mineradoras etc.

Neste sentido, a proposta deste GT é a de oportunizar o debate sobre o papel da antropologia, arqueologia e campos afins para o licenciamento de projetos desenvolvimentistas que afetam a vida de povos e comunidades culturalmente diferenciados. Um dos desafios em comum tem sido refletir criticamente sobre a relação entre licenciamento ambiental, colonialismo e ciências sociais, incluindo o papel das agências reguladoras desses licenciamentos, tais como IPHAN, IBAMA e agências ambientais e patrimoniais estaduais.

No dia 10 se encerra também o prazo para a proposta de minicursos e oficinas. As temáticas e as ementas dos GTs, assim como diversas outras informações, estão disponíveis na página da 29ª RBA (clique).

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Pedido de carta de apoio ao trabalho agroecológico de José Ferreira, ameaçado por processo a ser julgado em 19 de março, em Angra dos Reis

sitio São José Angra

Por Cristhiane da Graça Amancio

É com urgência que peço a todos que conhecem a realidade do Sítio São José, em Paraty, que façam uma carta de protesto, apoio ou moção pelo fato da posse conferida ao Senhor José Ferreira estar em xeque na Justiça Federal, para serem utilizadas na audiência que se dará no dia 19 de março de 2014, às 13:15h, na 1ª Vara Federal, em Angra dos Reis. Quem quiser e puder comparecer, será muito válido. Mas reiteramos a urgência e importância para que autarquias, civis, instituições públicas e privadas, ONGs e demais organizações nos encaminhem suas cartas, ajudando a comprovar que um mundo sustentado pela agricultura agroecológica é possível.

Está sendo alegado, entre outras coisas, que há interferência antropológica nos limites do Parque Nacional Serra da Bocaina (PNSB), danificando a Mata Atlântica, sendo que no mesmo laudo há provas concretas de recuperação e manutenção de área degradada realizada pelas mãos do agricultor e da sua família, ao longo dos anos de posse da terra.  Continue lendo “Pedido de carta de apoio ao trabalho agroecológico de José Ferreira, ameaçado por processo a ser julgado em 19 de março, em Angra dos Reis”

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PR – Vila de mil habitantes sumirá para ampliação do aeroporto

Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo
Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo

Por Diego Antonelli, Gazeta do Povo

Uma vila inteira prestes a desaparecer. Todas as 350 famílias, que somam perto de mil pessoas, já têm como certa a saída da Vila Nova Costeira, em São José dos Pinhais. Mas ainda não sabem quando. Alocados na região no início da década de 1990, por incentivo da própria prefeitura, eles tiveram a saída adiada por pelo menos quatro anos.

Isso porque em 2011 o governo de estado tentou incluir a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena como parte do pacote de obras para a Copa do Mundo. O fato só não foi concretizado porque a obra exige a desapropriação dos terrenos da Vila, o que tem gerado impasse entre a Infraero e o governo do estado.

“Não teve um acordo sobre a desapropriação e por isso a obra saiu do pacote da Copa”, explica o secretário estadual para Assuntos da Copa do Mundo, Mário Celso Cunha. Com isso, a obra deve ter início em 2018. Mas, antes é necessário retirar toda população do entorno. Continue lendo “PR – Vila de mil habitantes sumirá para ampliação do aeroporto”

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Mulheres Guarani participam de oficina sobre práticas alimentares

Imagem Comissão Pró-Índio de São Paulo
Imagem Comissão Pró-Índio de São Paulo

A atividade aconteceu na aldeia de Tenondé Porã, em São Paulo, e contou com a participação de mulheres de diferentes idades

Por Bianca Pyl, Comissão Pró-Índio de São Paulo

A Comissão Pró-Índio de São Paulo promoveu no último dia 22 de fevereiro a oficina Mulheres Guarani: refletindo sobre práticas alimentares na Terra Indígena Tenondé Porã, em Parelheiros, São Paulo. O principal objetivo dessa primeira atividade foi a promoção de reflexões sobre as práticas alimentares dos Guarani.  A ideia é realizar outras oficinas sobre o tema em Tenondé e em outras aldeias no estado de São Paulo.

Ao todo participaram 16 mulheres de diferentes idades que cozinharam pratos tradicionais – à base de milho, mandioca, farinha de trigo e fubá. Enquanto preparavam os alimentos, as mulheres debatiam diversos temas que estão relacionados com alimentação. Continue lendo “Mulheres Guarani participam de oficina sobre práticas alimentares”

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TCU confirma transferência de imóveis ao patrimônio do Jardim Botânico do Rio

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil

Isabela Vieira- Repórter da Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou hoje (6) que, a partir desta semana, as áreas ocupadas por imóveis alheios ao Jardim Botânico passam a integrar a unidade. A desocupação da área, que passará por uma política de remoção de 520 famílias, foi definida ouvindo órgãos do governo federal. Os moradores se reúnem durante a noite para discutir a decisão.

Criado há 200 anos, o Jardim Botânico está instalados em terras da União que também foram ocupadas por famílias pobres ou doadas a pessoas que trabalharam na criação do parque. Provocado por um grupo de ambientalistas que questionava a ocupação da região, o Ministério do Meio Ambiente foi obrigado a definir a área do Jardim Botânico, com base em marcos históricos.

Sob muita polêmica, a decisão do TCU determinou que a regularização da área fosse feita em três etapas. A primeira obrigava a delimitação do terreno de interesse e essencial às atividades do Jardim Botânico. A segunda etapa previa a transferência ao parque de todos os bens imóveis da União, o que se cumpre este mês. A terceira é o registro oficial do parque em cartório. Continue lendo “TCU confirma transferência de imóveis ao patrimônio do Jardim Botânico do Rio”

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150 milhões de meninas sofreram agressão sexual no mundo

meninasPor Comissão de Cidadania e Reprodução, em  População Negra e Saúde

A saúde e a vida de milhões de pessoas em todo o mundo estão sendo ameaçadas por falhas de governos para garantir os direitos sexuais e reprodutivos da população, mostra a Anistia Internacional, que lançou uma campanha global sobre o assunto. “É inacreditável que no século 21 alguns países ainda tolerem casamento infantil e o estupro marital, enquanto outros proíbem aborto, sexo fora do casamento e a união entre pessoas do mesmo sexo, que são até puníveis com pena de morte”, disse Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional.

Um estudo publicado pela organização destaca o aumento da repressão dos direitos sexuais e reprodutivos em muitos países que priorizam políticas repressivas sobre os direitos humanos e liberdades básicas. Alguns apontam que 150 milhões de garotas com menos de 18 anos já foram agredidas sexualmente e 142 milhões de meninas correm o risco de ser obrigadas a casar, de 2011 a 2020. Continue lendo “150 milhões de meninas sofreram agressão sexual no mundo”

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MPF esclarece proibição judicial à abertura da estrada no Parque Estadual de Guajará-Mirim

Rondonia-araras_brDecisão judicial que proíbe a abertura de estrada dentro do Parque Estadual de Guajará-Mirim deve ser cumprida, alerta MPF/RO

MPF/RO

O Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) reafirma que não há possibilidade da abertura da estrada dentro do Parque Estadual de Guajará-Mirim, conforme nota divulgada no dia 26 de fevereiro. O órgão ressalta que este assunto foi amplamente debatido em processo judicial por entidades públicas e privadas, dentre eles o Estado de Rondônia e o Município de Nova Mamoré, bem como o próprio Ministério Público, tanto pelo Federal como pelo Estadual. No processo judicial foi emitida ordem para proibir qualquer ação no sentido de abrir estradas dentro do parque. A ordem está vigente, conforme alertou o MPF/RO, e foi confirmada e reiterada pelo desembargador presidente do TRF da 1ª Região. Continue lendo “MPF esclarece proibição judicial à abertura da estrada no Parque Estadual de Guajará-Mirim”
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13ª Jornada de Agroecologia acontecerá de 14 a 17 de maio em Maringá

Foto: Joka Madruga
Foto: Joka Madruga

Por Riquieli Capitani, da Página do MST

A data da 13ª Jornada de Agroecologia, que ocorre pelo segundo ano consecutivo na Escola Milton Santos (EMS), em Paiçandu, região metropolitana de Maringá, já está definida: será de 14 a 17 de maio.

A expectativa é de reunir aproximadamente 2500 participantes de diversos movimentos sociais que integram a Via Campesina, organizações populares, técnicos, acadêmicos, pesquisadores, profissionais da saúde, e da educação.

Como o lema “Terra Livre de Transgênicos e Sem Agrotóxicos”, a Jornada tem como objetivo construir de forma coletiva um Projeto Popular e Soberano para a agricultura, contra as empresas transnacionais do agronegócio.

As jornadas são processos de formação e articulação das organizações que promovem a Agroecologia e a luta permanente contra empresas transnacionais do agronegócio, configurando-se como um espaço de estudo, mobilização e troca de experiências.

Durante os quatro dias do encontro ocorrem conferências, oficinas, seminários, marcha, o túnel do tempo – espaço que expõe os processos de lutas e organizações do povo camponês -, a feira de produtos da Reforma Agrária e apresentações artísticas que valorizam a cultura camponesa. Continue lendo “13ª Jornada de Agroecologia acontecerá de 14 a 17 de maio em Maringá”

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PR – Fazenda do Grupo Atalla ocupada pelo MST é improdutiva, afirma Incra

Foto: G1 PR
Foto: G1 PR

Do Incra-PR, na Página do MST

Cerca de 500 famílias de agricultores ligadas ao MST ocuparam o imóvel conhecido por “Porta do Céu”, em Florestópolis, na região Norte Central do Paraná no último sábado (01/03). A área, com 1.661 hectares, pertence ao Grupo Atalla. O grupo mantém usinas de açucar e álcool no Paraná e em São Paulo.

A Fazenda foi fiscalizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e classificada como improdutiva em 2008. Desde então, advogados do grupo vem arrolando o processo na justiça contestando o laudo feito pelo Instituto.

Para o superintendente do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, a área além de ser improdutiva, não cumpre com a legislação vigente. Continue lendo “PR – Fazenda do Grupo Atalla ocupada pelo MST é improdutiva, afirma Incra”

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Sem Terra ocupam fazenda de 16 mil hectares em Tocantins

Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Da Página do MST

Mais de 300 famílias do acampamento Olga Benário, localizado às margens da BR 153, no município de Fortaleza do Tabocão, ocuparam a Fazenda Araguarina nesta terça-feira (3).

A fazenda, de propriedade da empresa Transbrasiliana, possui mais de 16 mil hectares de terras e não cumpre com sua função social, já que sua única atividade produtiva, segundo os Sem Terra, é a criação de poucos gados de corte e o plantio de poucas áreas de eucalipto.

Pressionado pelo MST, O Incra vistoriou a fazenda em novembro de 2013, mas não deu retorno aos Sem Terra sobre o processo de aquisição da área para a criação do assentamento.

O gerente da fazenda já comunicou às famílias que acionará a justiça para desocupar a área, porém elas se mostram indignadas com a paralisia da Reforma Agrária e o descaso do Incra, e não colocam previsão de sair da área.

“Não vamos embora, pois queremos a terra para produzir e viver com dignidade”, afirma a camponesa Maria das Graças.

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