Coletivos do Complexo do Alemão Criam Manifesto pela Paz

alemao-plenaro-joao-lima-1Rio On Watch – Coletivos e indivíduos, grupos comunitários, ONGs, meios de comunicação alternativos, ativistas, jovens, crianças e adultos; moradores do Complexo de Alemão, outras favelas e a cidade formal se reuniram na Praça do Terço, uma praça em Nova Brasília no Complexo do Alemão, no dia 17 de março, última segunda-feira à noite, para a segunda reunião pública após o protesto da semana anterior e as intensas operações policiais.

Os membros do Ocupa Alemão, que presidiram a reunião pública, distribuíram e leram um manifesto, “Queremos ser feliz e andar tranquilamente na favela em que nascemos”. O manifesto foi escrito coletivamente pelo Ocupa AlemãoRaízes em MovimentoEDUCAPJornal Voz das Comunidades e outros representantes da comunidade e colaboradores. Ele expressa a demanda para que suas vozes sejam ouvidas e para que os direitos humanos dos moradores do Complexo do Alemão e de outras favelas sejam respeitados. Ele destaca que “as propostas de ‘paz’ devem ser elaboradas em conjunto com toda a favela. Uma política para a paz não se constrói com um pé na porta, atacando livremente moradores, a paz não se constrói com um caveirão”. Esta voz coletiva demonstra o crescente movimento denunciando as falhas da política da UPP e a construção de alternativas frente a militarização, durante este momento crítico no programa UPP. Continue lendo “Coletivos do Complexo do Alemão Criam Manifesto pela Paz”

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Casa da Morte: depoimento de coronel choca ativistas e parentes de vítimas

Ministra Maria do Rosário Givaldo Barbosa / O Globo
Ministra Maria do Rosário Givaldo Barbosa / O Globo

‘Ditadura usou psicopatas’, diz ministra Maria do Rosário

Chico Otávio, Tatiana Farah e Carolina Benevides – O Globo

RIO E SÃO PAULO — Revelado com exclusividade pelo GLOBO, o depoimento do coronel reformado Paulo Malhães é uma mostra do nível de perversidade a que chegaram militares e outros agentes da repressão não só ao torturar, mas ao desaparecer com os corpos. Essa é a opinião dos presidentes das comissões da Verdade de São Paulo, acostumados a ouvir trágicos e violentos depoimentos de vítimas e operadores do regime militar. Para a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, “o depoimento do coronel mostrou que a ditadura valeu-se de psicopatas”:

— Porém, há outros que participaram e até hoje não falaram por vergonha. Ainda há tempo para que eles mudem de ideia, sobretudo se tiverem um lampejo de dignidade.

Malhães prestou um depoimento de 20 horas à Comissão Estadual da Verdade do Rio, ao qual O GLOBO teve acesso. Ele contou como desaparecia com os corpos das vítimas da Casa da Morte, centro de tortura localizado em Petrópolis que deixou apenas uma sobrevivente. Dedos das mãos e arcadas dentárias eram arrancadas para evitar identificação. Os corpos eram enrolados em plásticos e jogados no fundo do rio, não sem antes ter o abdômen aberto para que, inchados, não boiassem. Continue lendo “Casa da Morte: depoimento de coronel choca ativistas e parentes de vítimas”

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Comin lança Dicionário Apurinã-Português, organizado por Ana Patrícia (Patira) Ferreira

dicionário apurinãPor Ana Patrícia Ferreira

O COMIN -Assessoria Acre/sul do Amazonas tem atuado juntamente com o povo Apurinã no processo de revitalização da língua, através da formação dos professores da etnia, com Oficinas Linguístico -Pedagógicas e Oficinas de Cestaria e de Cerâmica Tradicional Apurinã, que aconteceram em 2011, 2012 e 2013, nos municípios de Boca do Acre e Pauini. Na medida em que os professores Apurinã são conhecedores da sua cultura e língua originária, o processo de alfabetização de suas crianças na língua materna se torna muito mais fácil, garantindo assim a manutenção do idioma para as gerações futuras.

Os resultados alcançados até o momento mostram que para os Apurinã uma das formas mais eficazes de fortalecimento da língua materna é por meio da escola. Os professores são agentes mediadores e dinamizadores que articulam a tradição oral, representada pelos falantes tradicionais, com a incorporação de um produto cultural da sociedade dominante – a escrita. Nesse processo, busca-se construir na e pela escola um outro espaço de uso da língua e, ainda que de forma tímida, esse esforço coletivo junto às comunidades tem como protagonistas seus próprios falantes. Eles são os detentores de uma tradição oral e, com a ajuda de linguistas e de professores Apurinã, dão vida à língua, agora através do seu registro escrito.

Espero que este dicionário ajude ao povo Apurinã na sua luta por ser reconhecido como um povo indígena com uma rica cultura e ser respeitado nas suas diferenças culturais. Espero também que este dicionário ajude aos não indígenas a conhecer melhor o povo Apurinã e a beleza de sua língua.

*Pedagoga e Linguista do COMIN – Assessoria Acre Sul do Amazonas 

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Advogados Ativistas: ‘Vivemos em uma democracia agonizante’

image004Raphael Sanz – Correio da Cidadania

O grupo Advogados Ativistas anda em evidência nas últimas semanas. Não por uma causa ganha, ou algo do tipo – ainda que eles estejam presentes em todas as manifestações de rua e fiquem até a alta madrugada nas delegacias. O que trouxe novamente os holofotes para esses jovens que vestem ternos e peitam uma justiça tendenciosa ao defenderem manifestantes foi a maneira com que quebraram as regras do bom jornalismo, para desta vez se defenderem de uma publicação que tem na sua linha editorial um tesão incontrolável em desqualificar qualquer grupo ou indivíduo que defenda idéias diferentes das suas.

Até porque, advogados marchando ao lado de manifestações populares e movimentos sociais não é novidade alguma. Eles mesmos reconhecem isso e, ao mesmo tempo que sabem se dar o valor que merecem, também sabem que ainda têm muito o que aprender com as ruas. Mesmo assim receberam, por e-mail, pedidos de entrevista vindos direto da redação da revista Veja. E negaram o pedido, afirmando que o panfleto da editora abril não tinha a confiança deles. Durante a manifestação contra a realização da Copa da Mundo da FIFA, no último dia 13 de março, ficaram sabendo através de contatos seus na imprensa que a revista faria a matéria com ou sem suas respostas. Continue lendo “Advogados Ativistas: ‘Vivemos em uma democracia agonizante’”

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‘Se a direita pode ir à rua com sua bandeira suja, temos muito mais gente que apoia as liberdades’

image003Gabriel Brito e Paulo Silva Junior – Correio da Cidadania

Pouco afeito a exercícios de memória histórica, o Brasil vive dias de inevitável reencontro com o passado. Às vésperas de se completarem os 50 anos do golpe militar que tirou João Goulart da presidência da República e instalou 21 anos de terrorismo de Estado, ainda vivo em nosso cotidiano, movimentações à esquerda e à direita se insinuam. Resta conferir quais delas, de fato, pautarão as ruas.

“Eu não vejo clima para golpe, como alguma parte da direita tenta aventar. Fazem isso de graça, por pura provocação. É uma afronta à memória das vítimas da ditadura militar, às vítimas dos desaparecimentos e das torturas. É uma afronta à memória do povo brasileiro, uma vergonha. Por isso organizamos a Marcha Antifascista, para mostrar que, enquanto existe gente que comemora tortura e morte, tem gente que é contra”, disse “Strife” (codinome), em entrevista ao Correio da Cidadania.

Dessa forma, o entrevistado, que falou em nome do coletivo organizador da marcha, desmistifica as ameaças da direita, que a seu ver se resumem à internet e representam apenas o rancor de classe. Em sua opinião, a transição democrática brasileira registra avanços, como a Comissão da Verdade, mas ainda carece de um governo “claramente de esquerda, dos trabalhadores para os trabalhadores”. Continue lendo “‘Se a direita pode ir à rua com sua bandeira suja, temos muito mais gente que apoia as liberdades’”

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Em Minas Gerais, empreendimento coloca quilombo em risco

Noronha Rosa
Noronha Rosa

Disputados por diversos movimentos, local é território de resistência negra

Maíra Gomes – Brasil de Fato

Belo Horizonte (MG) – São mais de 900 hectares de terra, a última área verde preservada dentro de Belo Horizonte. Localizada na divisa com Santa Luzia, o local é conhecido como Mata dos Werneck. Mas não pertence apenas à família Werneck. No terreno moram famílias quilombolas (como são chamados os descendentes dos trabalhadores escravizados que construíram territórios livres) há pelo menos 150 anos.

“A gente não sabe explicitar quanto tempo tem o quilombo, mas o jatobá ali no quintal tem 175 anos”, conta Maurício Moreira dos Santos, presidente da Associação do Quilombo Mangueiras. Lá vivem hoje 22 famílias, cerca de 60 pessoas, todas descendentes do casal Vicência e Cassiano, primeiros a chegar no quilombo.

Atualmente, o terreno é palco de guerra imobiliária. A implantação da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves e a transformação do aeroporto de Confins em terminal industrial mudaram o perfil da região, conhecida como Vetor Norte.  Continue lendo “Em Minas Gerais, empreendimento coloca quilombo em risco”

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Plebiscito popular pretende mudar sistema político brasileiro

reforma política!_0Por Leonardo Ferreira
Da Radioagência BdF

Cresce em todo o Brasil e ganha força nas ruas a construção do plebiscito popular pela reforma política. Organizado por diversas entidades e movimentos sociais, o Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político será realizado em setembro.

Um dos principais objetivos da campanha é debater um dos temas centrais que surgiram nas mobilizações de rua que agitaram o país em junho do ano passado.

Segundo Paola Estrada, da Secretaria Operativa do Plebiscito Popular pela Reforma Política, a proposta pretende mudar a composição dos espaços de representatividade da população.

“Mais de 70% do Congresso é representado por empresários, empresários da saúde, da educação. E olha que a maioria da população é composta por trabalhadores; 51% da população é composta por mulheres e o Congresso tem menos de 10% de mulheres; e assim por diante. A gente olha para esse Congresso e vê que ele realmente não representa a população brasileira e principalmente os trabalhadores brasileiros.” Continue lendo “Plebiscito popular pretende mudar sistema político brasileiro”

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A gestão dos recursos hídricos, um problema constante

“A gestão dos recursos hídricos no País é um problema frequente e não pontual. O que pouco se fala é que, apesar de o Brasil ser privilegiado na disponibilidade desses recursos – o volume de água doce representa 12% da disponibilidade do planeta – a distribuição é desigual. Segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente, 68% dela está na região Norte, onde vivem apenas 8,5% da população”, afirma Martim Afonso Penna, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), em artigo publicado por Envolverde. Eis o artigo

IHU On-Line – Diante de uma possível crise no abastecimento, o tema água virou uma constante nas rodas de discussões. Como sempre, a preocupação com o assunto aparece quando o risco do racionamento surge. Talvez por estar ao alcance da mão, basta girar a torneira e ela aparece, na maior parte do tempo, a questão da água é invariavelmente ignorada tanto pela população quanto pelos agentes públicos, e dificilmente notamos que a disponibilidade dela no Brasil é mais crítica do que geralmente aparenta.

A gestão dos recursos hídricos no País é um problema frequente e não pontual. O que pouco se fala é que, apesar de o Brasil ser privilegiado na disponibilidade desses recursos – o volume de água doce representa 12% da disponibilidade do planeta – a distribuição é desigual. Segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente, 68% dela está na região Norte, onde vivem apenas 8,5% da população.

Na outra ponta está o Nordeste, que possui a menor disponibilidade hídrica do País: 3%. O Centro-Oeste possui 16%; o Sul, 7%; e o Sudeste, que concentra 42% da população brasileira, dispõe de apenas 6%. Ou seja, em algumas regiões o potencial hídrico é grande enquanto em outras há falta de água. Continue lendo “A gestão dos recursos hídricos, um problema constante”

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Povo Apinajé: Resgate e Fortalecimento da Agricultura Tradicional

Famílias da aldeia Patizal , realizando atividades de colheita da  mandioca. (foto Oscar  Apinagé. Fev. 2014).
Famílias da aldeia Patizal , realizando atividades de colheita da mandioca. (foto Oscar Apinagé. Fev. 2014).

Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ

Antigamente nossos antepassados praticavam a agricultura de subsistência de forma espontânea, livre e natural. Diversas espécies de mandioca, milho, araruta, inhame, batata, abóbora, amendoim e macaxeira eram cultivados de maneira tradicional e sustentável. As perseguições por causa da terra, as doenças e as guerras de extermínio provocaram a desorganização sociocultural e a inevitável redução da população Apinajé. Como consequências, muitos conhecimentos e saberes sobre agricultura foram perdidos ou esquecidos. Algumas espécies de sementes também foram roubadas, destruídas ou usurpadas. Continue lendo “Povo Apinajé: Resgate e Fortalecimento da Agricultura Tradicional”

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Cabral diz que receberá apoio federal para enfrentar ataques a UPPs no Rio

O governador Sérgio Cabral e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciam que governo federal vai enviar apoio às autoridades de segurança pública do Rio de JaneiroAntonio Cruz/Agência Brasil
O governador Sérgio Cabral e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciam que governo federal vai enviar apoio às autoridades de segurança pública do Rio de JaneiroAntonio Cruz/Agência Brasil

Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil

O governo federal vai enviar apoio às autoridades de segurança pública do Rio de Janeiro para ajudar o estado a enfrentar os ataques às comunidades pacificadas. O anúncio foi feito ontem (21) pelo governador Sérgio Cabral e pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

“Solicitamos à presidenta Dilma e ao governo federal o apoio das Forças Federais no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, que se faz necessário neste momento em que o crime organizado tenta, com o avanço da política de pacificação, desestabilizar a presença da polícia nessas comunidades com ataques covardes, gerando pânico e o distúrbio nas comunidades e fazendo vítimas entre policiais militares e civis”, disse Cabral.

As ações, no entanto, não foram detalhadas. Na segunda-feira (24), comandos da segurança pública estadual e federal vão se reunir no Centro Integrado de Comando e Controle, no Rio de Janeiro, para definir novas medidas. Até lá, Cabral disse que a segurança pública está garantida, com todas as forças policiais do estado de alerta. Continue lendo “Cabral diz que receberá apoio federal para enfrentar ataques a UPPs no Rio”

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