Reunião vai definir ocupação de comunidades no Rio

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Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

Uma reunião nesta segunda-feira (24), às 10h, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) definirá as ações que serão implementadas pela segurança pública do Rio no combate ao crime organizado, com a ocupação por tempo indeterminado, de várias comunidades do Rio, dominadas por facção criminosa que tem orquestrado os ataques às bases de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

No encontro, será definido o esquema de ocupação das comunidades. Vão participar da reunião o governador Sérgio Cabral; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi; o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, além do comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Luís Castro de Menezes, e o chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso. Continue lendo “Reunião vai definir ocupação de comunidades no Rio”

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DF lança campanha contra assédio sexual em ônibus

Aline Valcarenghi – Repórter da Agência Brasil

O Distrito Federal (DF) vai lançar hoje (24) uma campanha para encorajar mulheres a denunciar abusos sexuais em transporte público. “Assédio sexual no ônibus é crime” será o tema da campanha, que também pretende sensibilizar passageiros a defender a vítima.

A campanha vai mostrar que o assédio é crime e pode ser enquadrado como “importunação ofensiva ao pudor” e até “estupro”, que podem levar o autor à prisão. Há alguns dias repercutiram na imprensa  casos de abuso sexual e também de criminosos que fizeram fotos e filmagens íntimas de mulheres em transportes públicos sem que elas soubessem. Os números desse tipo de crime no DF serão divulgados no lançamento da campanha, mas, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Mulher, poucos casos são denunciados à polícia.

Em depoimentos colhidos pelo DF é possível ver que muitas das mulheres assediadas não sabem exatamente o que é crime. Eles também mostram que as testemunhas se omitem. “Viajo sempre no horário em que os ônibus circulam lotados, no sentido Cidade Ocidental-Brasília. Certa vez, o homem ficou atrás de mim e, a todo momento, encostava seu corpo no meu. Tentava me afastar, mas não encontrava mais espaço. Sofri esse assédio até chegar à Rodoviária do Plano Piloto, onde trabalho numa loja. Não denunciei porque não sabia que se tratava de crime ou algo assim”, disse uma operadora de caixa que não quis se identificar. Continue lendo “DF lança campanha contra assédio sexual em ônibus”

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Moradores fazem aniversário para filhos de Claudia e cobram providências

Júlio Cesar Ferreira, irmão de Claudia Ferreira da Silva, mostra marcas de tiro no local onde a auxiliar de serviços gerais foi baleada no Morro da Congonha. Fernando Frazão/Agência Brasil
Júlio Cesar Ferreira, irmão de Claudia Ferreira da Silva, mostra marcas de tiro no local onde a auxiliar de serviços gerais foi baleada no Morro da Congonha. Fernando Frazão/Agência Brasil

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

Ao completar sete dias sem a mãe, os filhos gêmeos de Claudia Silva Ferreira ganharam ontem (23) uma festa de aniversário. No alto da comunidade Congonha, em Madureira, voluntários e moradores organizaram a comemoração na praça batizada com o apelido de Claudia, Cacau. A auxiliar de serviços gerais morreu depois de ter sido baleada durante operação policial no morro, quando saia para comprar pão. A vítima chegou a ser socorrida e colocada no camburão de viatura da polícia, de onde caiu e foi arrastada no chão por cerca de 300 metros.

O aniversário de dois dos oito filhos de Claudia, sendo quatro adotados, foi organizado com a ajuda da vizinhança e de voluntários. A comemoração teve doces, salgados, refrigerantes e presentes para garotada. “Ela [Claudia] já queria fazer a festa. Todo mundo se reuniu para realizar essa vontade”, disse um dos filhos, Angelo Gabriel Ferreira, de 14 anos. Continue lendo “Moradores fazem aniversário para filhos de Claudia e cobram providências”

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Violência aumentou com fim da lei contra a homofobia, dizem especialistas

marcha_contra_homofobia_-_fernando_frazaoAkemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

A derrubada da Lei Estadual 3.406/2000, que define penalidades a estabelecimentos que discriminem pessoas por causa da orientação sexual, pode estar relacionada ao aumento da violência sofrida por lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros. O tema foi discutido em audiência pública na última quinta-feira (20), promovida pela Comissão de Combate às Discriminações e aos Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

De acordo com o presidente da comissão, deputado Carlos Minc, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro revogou a lei em outubro de 2012 por vício de iniciativa, depois de ela “funcionar muito bem” por 12 anos.

“A lei [definia] discriminação [e estabelecia] que agentes públicos que se omitissem [sobre o assunto] seriam punidos. Houve recurso por vício de iniciativa, porque deputado não pode legislar sobre funcionário público. O Tribunal de Justiça acatou a representação, mas não anulou só o artigo que falava de funcionário público. Aproveitaram um pouco de desinformação, e também conservadorismo da nossa Justiça, e passaram o cerol [mistura de cola com vidro moído que é aplicado em linhas de papagaios ou pipas] em toda a lei”. Continue lendo “Violência aumentou com fim da lei contra a homofobia, dizem especialistas”

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Marcha da Família: O dia em que encontrei os comentaristas deste blog, por Leonardo Sakamoto

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Leonardo Sakamoto

Participei do jubileu de ouro da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, nesta tarde de sábado (22), entre as Praças da República e da Sé, no Centro de São Paulo.

Agradeço, portanto, à organização do ato, pois ele foi histórico. Afinal de contas, nunca imaginei que os brasileiros teriam coragem de fazer isso de novo. Continue lendo “Marcha da Família: O dia em que encontrei os comentaristas deste blog, por Leonardo Sakamoto”

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Pueblos indígenas en Chiapas, ante el reto de mantener su organización

Desinformémonos – En el sureste mexicano, las estrategias del gobierno para el despojo territorial adquieren diversos rostros, advierten pobladores y especialistas durante aniversario 25 del Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de las Casas.

Mientras se profundiza la política neoliberal -que provoca desintegración del tejido social-, en Chiapas y en el resto de México sigue la organización de los pueblos y “una búsqueda de reconstituirse como tales y de revalorar su cultura e identidad, con base en la defensa del territorio”, afirma Magdalena Gómez, abogada y especialista en derechos de los pueblos indígenas.

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¿Por qué una mayor “seguridad” trae mayor violencia contra las mujeres en América Latina?

rolling_bar_0-391x260Las mujeres están en la primera línea de la defensa de territorios, derechos humanos y equidad, lo que las convierte en los blancos preferidos de los grupos económicos y políticos que operan en las sombras del poder

Laura Carlsen* – Desinformémonos

Pese a los esfuerzos por comercializarlo, el 8 de Marzo, Día Internacional de la Mujer Trabajadora, es el día en que reconocemos los movimientos de las mujeres que buscan la equidad de género. Se remonta a los inicios del siglo XX, a los movimientos de las trabajadoras estadunidenses por trato justo en los talleres de costura. No es coincidencia que los Estados Unidos sea uno de los pocos países que no reconoce la fecha, emanada de su propia historia, pero del lado que es reprimido.

La abogada feminista Alda Facio apunta que la equidad es un derecho humano. Señala que eso no quiere decir ser exactamente iguales, sino que implica eliminar todas las formas de discriminación y, sobre todo, el sistema patriarcal por el que los hombres ejercen control sobre las mujeres –su trabajo, su sexualidad y reproducción, incluso su movilidad y sus posibilidades de desarrollo humano. La equidad de género conlleva obligaciones legales específicas para el Estado. Después de más de un siglo de presión en busca de la igualdad, la mayor parte de los gobiernos no cumplen con estas obligaciones. Continue lendo “¿Por qué una mayor “seguridad” trae mayor violencia contra las mujeres en América Latina?”

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El asesinato de dos pescadores indios desnuda la ignorancia de los políticos italianos

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Entre Italia e India existe una bizarra crisis diplomática que se debate entre dos absurdos: la pena capital exigida para los marinos italianos por los sectores duros del gobierno indio, y la impunidad que, se cree, es derecho natural de las potencias occidentales en la administración de las rutas comerciales en el “Tercer Mundo”

Alberto Prunetti* – Desinformémonos

Italia. Los medios de comunicación y los políticos en Italia utilizan una tragedia –en la que resultaron muertos dos pescadores indios, y acusados de terrorismo los dos infante de marina italianos responsables- para exaltar sentimientos nacionalistas, sin atender a lo que viven las familias de los trabajadores del mar asesinados.

El 15 de febrero del 2012, dos infantes de la marina italiana que custodiaban la nave petrolera Enrica Lexie, dispararon contra una embarcación pesquera creyendo que se trataba de una ataque pirata. Los hechos ocurrieron cerca de las costas de Cochín, en el estado suroccidental de Kerala, en India. En lo que, sostienen, fue acto de autodefensa, los marinos Salvatore Girone y Massimiliano Latorre asesinaron a los pescadores Valentine Celestine y Ajees Binki. Desde entonces, el tema de “i  marò”(los infantes de marina), como se le conoce en Italia, produjo una crisis diplomática entre el gobierno de la India, y el gobierno de la península y la Unión Europea. El gobierno indio sostiene que los marinos -actualmente detenidos en ese país- deben ser procesados por la justicia hindú, bajo el cargo de terrorismo, lo que significaría, en el peor de los casos, la aplicación de la pena de muerte contra Girone y Latorre. Por su parte, el gobierno italiano y la Unión Europea sostienen que los hechos se dieron en aguas internacionales, y que los infantes de marina simplemente deben regresar a casa. Continue lendo “El asesinato de dos pescadores indios desnuda la ignorancia de los políticos italianos”

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‘Não adianta brigar com empresa grande’

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Os moradores de Água Quente tiveram que incluir na rotina uma caminhada de 3 km até o córrego Teodoro para tomar banho e buscar água para as atividades cotidianas

Ana Paula Pedrosa e Queila Ariadne – O Tempo

Desde que as obras do projeto Minas-Rio, complexo que está sendo construído pela Anglo American entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro, começaram nas imediações da comunidade de Água Quente, na zona rural de Conceição do Mato Dentro, região Central de Minas, a água sumiu. As 46 famílias que vivem no local habitam casinhas muito simples e, desde que as nascentes começaram a secar, aprenderam que a vida podia ser ainda mais dura do que era antes. Acostumados a acordar com o sol e se dedicar ao trabalho na roça, os moradores tiveram que incluir na rotina uma caminhada de 3 km até o córrego Teodoro para tomar banho e buscar água para as atividades cotidianas. Continue lendo “‘Não adianta brigar com empresa grande’”

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Relatos de tortura durante a ditadura militar são variações de um roteiro macabro

Prédio do antigo Dops, em Belo Horizonte, cenário de horror para os presos polítcos mineiros
Prédio do antigo Dops, em Belo Horizonte, cenário de horror para os presos polítcos mineiros

Alessandra Mello – Estado de Minas

Mineira de Uberaba, Maria Madalena Prata Soares, uma das 1.843 vítimas de tortura no país durante a ditadura militar, lembra perfeitamente do dia em que foi presa. Era 23 de outubro de 1973. Ela foi levada, grávida, junto de um dos filhos, na época com 3 anos, para o Colégio Militar, em Belo Horizonte, e depois para o Dops de São Paulo. Durante os cinco dias em que seu filho esteve com ela, foi poupada das torturas físicas, mas não das psicológicas. “Diziam que iriam agredi-lo. Um dia penduraram ele na janela e ameaçaram jogar lá em baixo. Era um terror. Ele não entendia o que acontecia e achava que se a gente mudasse a cama da cela de local os guardas não iam nos achar e a gente podia fugir”, conta. Assim que ele saiu da prisão, entregue aos avós, começaram os suplícios, conta Madá, como é conhecida a ex-militante , que foi casada com José Carlos da Matta Machado. O companheiro de Madá foi morto em 1973 pelo regime militar, hoje nome de rua em Belo Horizonte, que antes se chamava chamava Dan Mitrione, torturador norte-americano que veio para o Brasil ensinar “métodos modernos de interrogatório” para os militares.

De detalhes da tortura ela diz não se recordar. Anos de terapia, segundo ela, ajudaram a não ficar remoendo tudo que passou e a tentar esquecer a violência. “Não fico pensando muito, nem tentando lembrar dos detalhes. Mas quem passa por isso que eu e tantos outros passamos não consegue apagar tudo. Mesmo quando estamos rindo tem sempre uma dor por trás”, disse Madá, que conversou com a reportagem no dia em que José Carlos faria 68 anos, se não tivesse sido assassinado.  Continue lendo “Relatos de tortura durante a ditadura militar são variações de um roteiro macabro”

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