MPF/AP ajuíza ação em defesa das comunidades quilombolas

QuadroQuilombolasObjetivo da instituição é assegurar a integridade territorial e étnica dos remanescentes

Áreas objeto de regularização fundiária quilombola devem ser averbadas e inscritas no Cartório de Registro de Imóveis. A providência deve ser tomada pelo Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) e Instituto do Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap) em relação a processos que tramitem nos órgãos. Esse é um dos pedidos em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) em trâmite na 2ª Vara da Justiça Federal. O objetivo da instituição é assegurar a integridade territorial e étnica dessas comunidades.

O MPF/AP pede também que a União Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário, abstenha-se de promover demarcação, por meio do Programa Terra Legal, em território ocupado por remanescentes de quilombo no Estado. Os órgãos devem emitir relatórios de inspeção acerca da precária situação a que estão submetidas as comunidades quilombolas. É pedida ainda a realização de oficinas nas comunidades com o objetivo de promover a identidade étnica e cultural, bem como a reafirmação de direitos da comunidade quilombola. Continue lendo “MPF/AP ajuíza ação em defesa das comunidades quilombolas”

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Articulação das CPT’s do cerrado se reúnem com deputados para discutir a PEC do Cerrado

encontro_cpts_cerrado_site2CPT Nacional

A articulação das CPT’s do cerrado, reunida em Luziânia (GO) nos dias 2 e 3 de junho, irá realizar amanhã (3), a partir das 10h00, na Câmara dos Deputados na sala 143, uma reunião para discutir a mobilização em torno da aprovação da PEC 504/2010, que inclui o Cerrado e a Caatinga como Patrimônio Nacional.

Esta PEC foi apresentada com o número 115/95 pelo Deputado Federal Pedro Wilson, PT/GO. Várias iniciativas foram feitas: coleta de assinaturas, atividades na Câmara dos Deputados. Em 2013 a PEC foi colocada na Pauta de votação pelo Deputado Amauri Teixeira PT/BA.

Segundo a coordenadora nacional da CPT, Isolete Wichinieski, “a última atividade em relação à PEC foi a sua aprovação pela Comissão de Constituição Justiça e Cidadania. Mas como bem sabemos até entrar na pauta de votação é um processo relativamente longo. Por isso decidimos organizar essa reunião com deputados e entidades parceiras, com objetivo de discutir a viabilidade e as estratégias para que a PEC entre na pauta de votação”.

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MPF/ES investiga desapropriação de terra em São Domingos do Norte

Reunião aconteceu no acampamento Tião Mauro
Reunião aconteceu no acampamento Tião Mauro

Processo aberto pelo Incra para análise de produtividade de uma fazenda teria acontecido mediante fraude, segundo os sem-terra

Ministério Público Federal no Espírito Santo

O Ministério Público Federal em Colatina (MPF/ES) instaurou procedimento para apurar se houve fraude em um processo administrativo aberto pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para analisar se uma fazenda na região de São Domingos do Norte é ou não produtiva. O Incra concluiu que o terreno é produtivo, mas um grupo de 100 famílias sem-terra – que pleiteia o terreno visando à reforma agrária –, já fez denúncias ao MPF dizendo o contrário.

Por conta dessa situação e de outras demandas dos assentados, o MPF/ES promoveu uma reunião no acampamento Tião Mauro, em Córrego da Saúde, município de São Domingos do Norte, Noroeste do Estado, na terça-feira, 27 de maio. O encontro teve dois objetivos: prestar esclarecimentos aos acampados sobre as regras de recebimento e distribuição de cestas básicas fornecidas pelo Incra; e sobre o procedimento de desapropriação para fins de reformam agrária da fazenda pleiteada. Continue lendo “MPF/ES investiga desapropriação de terra em São Domingos do Norte”

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Atingidos protestam em defesa das águas e contra o mineroduto em Minas Gerais

salinas siteMAB – Desde às 9 horas desta manhã(2) acontece em Salinas-MG, desde às 09:00 horas um ato público com cerca de 300 atingidos pelo mineroduto do Projeto Vale do Rio Pardo da Sul Americana de Metais/Votorantim (SAM) no  Centro de Convenções, próximo à Rodoviária  (1° Trevo sentido BH-Salinas).

O ato tem objetivo de pressionar o Ministério Público e o Governo de Minas Gerais pela revogação do decreto n° 30, anunciado em 22/01/2014 pelo ex-governador Antônio Anastasia, e contará com a visita técnica da Comissão das Águas da ALMG. O decreto declara como utilidade pública terrenos de 09 municípios do estado, para a passagem do mineroduto, permitindo assim a desapropriação das áreas sem indenização aos atingidos. O Ministério Público Federal já encaminhou pedido de suspensão do licenciamento devido a uma série de irregularidades da empresa SAM.

O projeto de mineração Vale do Rio Pardo, pretende construir uma mina para extração do minério de ferro no município de Grão Mogol e Padre Carvalho, local onde o minério será também beneficiado, e construir um mineroduto de 482 Km de extensão, para o transporte até o porto de Ilhéus (BA). Continue lendo “Atingidos protestam em defesa das águas e contra o mineroduto em Minas Gerais”

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Ministro do Supremo anula decreto de desapropriação da Refinaria de Manguinhos

Foto: Pablo Jacob/O Globo
Foto: Pablo Jacob/O Globo

Da Agência Brasil 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou hoje (2) o decreto de desapropriação da área ocupada pela Refinaria de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro. Mendes entendeu que o estado do Rio não tem poderes para desapropriar imóvel da União. A desocupação foi suspensa em setembro do ano passado, por meio de uma liminar concedida pelo ministro.

A polêmica envolvendo a desocupação da área começou em outubro de 2012, quando um decreto de desapropriação da área foi publicado pelo governo estadual.

Segundo o governo, o imóvel apresenta características ideais para a implantação de um projeto habitacional destinado à população de baixa renda. Técnicos do Executivo estadual consideram possível construir um bairro planejado, com apartamentos, escolas, áreas de lazer, postos de saúde e biblioteca, entre outros equipamentos públicos.

No entanto, apesar da intenção do governo fluminense, especialistas defendem que a ocupação pode comprometer a saúde dos futuros moradores da área. Criada nos anos 1950, Manguinhos é a única refinaria privada do país.

Edição: Nádia Franco

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Nota da Rede MagueMar em defesa das comunidades de Cumbe e Capim-Açú, Ceará, e de suas lideranças, ameaçadas por jagunços da carcinicultura

comunidade cumbe

A Rede MangueMar, representada por seus membros (comunidades, movimentos sociais, pastorais sociais, organizações não governamentais e cientistas de 15 Estados da federação), presentes no seu V Encontro Nacional, vem a público manifestar apoio às comunidades do Cumbe (município de Aracati) e Capim Açú (município de Paraipaba), no Estado do Ceará. Tais comunidades estão prejudicadas pela carcinicultura, atividade internacionalmente reconhecida por causar graves impactos ambientais e sociais nos territórios de pesca artesanal.

Essa atividade, além de privatizar os territórios coletivos, violenta a população e, desmatando e poluindo os manguezais e corpos d’água, destrói os ambientes e os meios necessários para a reprodução material dos pescadores e pescadoras, ameaçando sua existência social, cultural, econômica, religiosa e espiritual.

Por sua vez, essas comunidades também têm sido vitimizadas pelo racismo ambiental e a violência institucional do Estado, concretizados na criminalização das lideranças, impunidade dos agressores e negligência com a política ambiental.

É nesse contexto de violências que os militantes João Joventino (Cumbe) e o Pescador Betão (Capim-Açú) estão sendo ameaçados em seu direito à vida. Continue lendo “Nota da Rede MagueMar em defesa das comunidades de Cumbe e Capim-Açú, Ceará, e de suas lideranças, ameaçadas por jagunços da carcinicultura”

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MPF/AM entra com ação para garantir serviços de educação ao povo da terra indígena Apurinã em Boca do Acre

mpf amAção tem pedido de liminar para que sejam providenciadas a adequação dos processos próprios de aprendizagem, a contratação de professores e a elaboração de material didático

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) entrou com ação civil pública na Justiça Federal, com pedido de liminar, para que a União, o Estado do Amazonas e o município de Boca do Acre (distante 1.028 quilômetros de Manaus), providenciem a correta prestação de serviços de educação ao povo da terra indígena Apurinã em Boca do Acre, com a adequação dos processos próprios de aprendizagem, a contratação de professores e a elaboração de material didático com conteúdos relacionados aos conhecimentos do povo indígena.

A ação foi proposta após realização da 6ª edição do Projeto MPF na Comunidade, onde foi realizada reunião com a Secretaria de Educação do Município de Boca do Acre, em janeiro de 2014.  Na ocasião, a secretária reconheceu que há problemas na estruturação das escolas e afirmou que vem tentando dar atenção à reforma daquelas existentes.

Na mesma oportunidade, o MPF/AM também realizou reunião com a Organização dos Povos Indígenas Apurinã e Jamamadi de Boca do Acre/AM (OPIAJBAM), a qual relatou, por meio de ofício, que a situação da educação indígena ainda enfrenta graves problemas, entre eles o da precariedade da infraestrutura das escolas, carência na merenda escolar fornecida pela prefeitura e a falta de professores de língua indígena. Continue lendo “MPF/AM entra com ação para garantir serviços de educação ao povo da terra indígena Apurinã em Boca do Acre”

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MA – Maior projeto da Vale é paralisado por população atingida

Vale s11d paralisadoEcos de Carajás

O projeto Ferro Carajás S11D está paralisado por moradores da Vila Racha Placa. A paralisação iniciou hoje (02/06) pela manhã com o fechamento da estrada que dá acesso às obras do projeto. A população, que será deslocada com a implantação do projeto, reivindica cumprimento de acordo feito com a empresa referente a indenizações que não foram feitas pela mineradora a algumas famílias residentes na Vila.

O projeto Ferro Carajás S11D está localizado na parte sul da Floresta Nacional de Carajás, situada nos municípios de Paraupebas e Canaã dos Carajás, faz parte do complexo minerário da Serra Sul, formado por uma cadeia de montanhas de 120 Km de extensão, com 47 jazidas a serem exploradas. O S11D é apenas um bloco da 11ª jazida, que foi dividida em quatro blocos: A, B, C e D. É considerado o maior projeto da Vale, nos cinco continentes onde atua. Está previsto a exploração de 90 milhões de toneladas por ano, quase a capacidade do Projeto Ferro Carajás, que deve ter chegar este ano a 100 milhões de toneladas. A projeção é para chegar a extração de até 130 milhões de toneladas por ano. A mina tem vida útil de 39 anos. A produção de 90 milhões de toneladas representa, em relação ao ano de 2008, 24,3% da produção nacional e 4% da produção mundial.

Esse projeto inclui além das infraestruturas para exploração da mina, a construção de um ramal ferroviário que ligará a mina na Serra Sul até a Estrada de Ferro Carajás, que também está em obras, será duplicada em 504km e adaptada em 226km. As comunidades que vivem hoje com os problemas de rachaduras nas casas, barulho do trem, atropelamento e mortes nos trilhos terão a vida perturbada mais ainda. Com este projeto, a cidade de Canaã dos Carajás e região voltarão a viver com o inchaço populacional e grandes problemas sociais e ambientais vividos durante os anos de implantação do Projeto Sossego (2000 a 2004). Continue lendo “MA – Maior projeto da Vale é paralisado por população atingida”

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Aula de violência nas escolas de Minas Gerais

Flávio Tavares/Hoje em Dia
Flávio Tavares/Hoje em Dia

Alessandra Mendes – Hoje em Dia

Setenta casos de violência são registrados por dia, em média, em instituições de ensino de Minas, públicas ou privadas. São quase três ocorrências por hora. De janeiro a abril deste ano, foram 8.513 relatos de lesão corporal, ameaças, agressões, tentativas de homicídio, furtos e outros tipos de crime em colégios no Estado. Situações que refletem as mazelas da sociedade na qual a comunidade escolar está inserida.

Só em Belo Horizonte, houve dez notificações diárias nos quatro primeiros meses de 2014, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Exatas 1.207 no período.  Continue lendo “Aula de violência nas escolas de Minas Gerais”

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Acordos violam o direito dos povos indígenas às suas terras tradicionais, por Cléber Buzatto

Cleber Buzatto: "Há forças políticas que jantam nos salões do Planalto e que defendem a tese segundo a qual os povos indígenas não precisam de terras".
Cleber Buzatto: “Há forças políticas que jantam nos salões do Planalto e que defendem a tese segundo a qual os povos indígenas não precisam de terras”. Foto: Cimi

Por Cleber Buzatto*, Especial para o UOL

No site do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), esta semana, se liam duas manchetes sobre a situação dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul. Na primeira, os Kaiowá e os Guarani exigiam a demarcação imediata das terras. A segunda noticiava o trágico dado de 73 suicídios de indígenas no Estado em 2013, o maior em 28 anos.

A relação entre as duas notícias não é acidental. Kaiowás e Guaranis reafirmam que a raiz do problema se encontra na falta de terras: confinada nas reservas superlotadas, que foram criadas no começo do século XX, o que resta à juventude deste povo?

Há forças políticas que jantam nos salões do Planalto e que defendem a tese segundo a qual os povos indígenas não precisam de terras. No entanto, dizem os jovens Kaiowá e Guarani, “nas reservas não temos mais como caçar e pescar, não se tem mais mata, e isso facilita a entrada de drogas, bebidas alcoólicas e a violência”. E concluem: “Por isso, voltaremos ao território onde temos nossa origem”.

É sob a luz destes dados que se entende a decisão de Dona Damiana Cavanhas, uma liderança de 64 anos, de retomar, pela sexta vez, o território tradicional Apyka”i. Desde 1999, a história do Apyka”i é uma sucessão de despejos e reocupações, sempre carregadas de violência: o acampamento já foi atacado pelo menos três vezes, um senhor de 68 anos foi baleado; dois incêndios queimaram os barracos; e oito pessoas estão sepultadas no local, vítimas de atropelamentos e envenenamento por agrotóxicos. Ninguém foi responsabilizado por qualquer desses crimes. Continue lendo “Acordos violam o direito dos povos indígenas às suas terras tradicionais, por Cléber Buzatto”

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