Povos indígenas de Porto Velho reivindicam acordos com Funai

CIMI – Povos indígenas de Porto Velho (RO) exigem criação de uma Unidade Gestora da Fundação Nacional do Índio (Funai) no município, depois que  os acordos celebrados em maio foram descumpridos pela instituição. Uma carta com as reivindicações foi entregue ao Ministério Público Federal (MPF), Estadual e à Funai.

Leia o documento na íntegra:

Nós, povos indígenas do Município de Porto Velho, Karitiana, Kassupá e Karipuna, na manhã do dia 27 de maio de 2014, ocupamos a sede da CTL/Porto Velho/RO, tendo em vista o não cumprimento do acordo feito com a equipe da Funai/Brasília, (Assessoria da Presidência, Coordenação de Gestão Pessoal, Setor de Promoção Social), na data de 08 de abril, na sede da CTL/PVH.

Neste encontro com a equipe Funai/Brasília, foram discutidos os seguintes pontos:

A precariedade dos serviços da Funai/PVH: não há fiscalização dos nossos Territórios; o Posto de fiscalização na linha 61 sentido Jaci – Paraná se encontra abandonado; não há repasse de informações sobre a compensação do Santo Antonio Energia, ausência de projetos autosustentáveis, etc.

Ficou decidida nesta reunião a demolição de todo os prédios que ocupam espaço como sede da Funai/PVH e alojamentos, pois se encontram em total estado de insalubridade.

Ficou acertado também que, durante o período de construção do novo prédio, a Funai daria suporte aos povos indígenas com relação a transporte para fazer o deslocamento dos indígenas de retorno até as suas respectivas, também ficou acordado que viabilizariam um local em Porto Velho para os estudantes indígenas, uma vez que os mesmos após a demolição não teriam aonde residirem. Com relação aos indígenas que trabalham na cidade de Porto Velho e residem nos alojamentos da Funai, foi acordado que dariam um prazo até o dia 22.05.2014, tempo suficiente para encontrarem uma casa. Também foi tratada a questão dos indígenas em trânsito que se deslocam da aldeia até a cidade para venderem artesanatos, os mesmos informaram que teriam um lugar para eles. Continue lendo “Povos indígenas de Porto Velho reivindicam acordos com Funai”

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Projeto ‘Urumari Vivo’ inicia suas atividades em defesa de Igarapé em Santarém

urumari vivo
Mística provoca reflexões sobre a importância da preservação dos recursos hídricos

Por Ascom Fundo Dema

No último dia 9 de maio, uma audiência pública realizada na quadra esportiva Braga Arena, em Santarém, recebeu denúncias dos crimes ambientais identificados pelo Comitê em Defesa do Urumari. Na ocasião foram colocadas sérias questões ao Ministério Público, que estipulou um prazo de 10 dias para que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente fizesse uma vistoria ao longo do igarapé e apresentasse medidas a serem tomadas. Além do Comitê e Secretaria do Meio Ambiente, estiveram presentes representantes da Câmara Municipal de Santarém, Ministério Público Estadual e Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

De acordo com Sara Pereira, integrante do Comitê em Defesa do Urumari, esta foi uma ação prévia e necessária para dar início às atividades propostas no projeto socioambiental encaminhado ao Fundo Dema. Enquanto aguarda as decisões do Ministério Público, o Comitê iniciou um levantamento, juntamente com pesquisadores da UFOPA, de estudo de solo, da fauna e flora, bem como suas espécies vegetais e animais, e da qualidade da água. Continue lendo “Projeto ‘Urumari Vivo’ inicia suas atividades em defesa de Igarapé em Santarém”

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Secretário-geral da OEA alerta sobre riscos da desigualdade nas democracias

Insulza diz que América avançou, mas desigualdades continuam. Valter Campanato / Agência Brasil/ABr
Insulza diz que América avançou, mas desigualdades continuam. Valter Campanato / Agência Brasil/ABr

Da Télam

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, advertiu ontem (1º) que a desigualdade existente na América do Sul “prejudica a democracia”.

Ao participar de um dos eventos que antecedem a assembleia geral do organismo, que vai de terça (3) a quinta-feira (5) em Assunção, Insulza disse que a região mudou muito “para melhor” nos últimos anos, em termos de  crescimento democrático e econômico, mas ressaltou que o progresso não foi completo.

“[Os avanços] não converteram nossos países em sociedades mais igualitárias. Pelo contrário, ainda prevalece um alto grau de injustiça na distribuição da riqueza e no acesso aos bens sociais, uma desigualdade que é de tal dimensão que inclusive danifica nosso tecido democrático.”

O tema da assembleia geral, que reunirá 28 chanceleres e altos dirigentes de todos os países do continente, à exceção de Cuba), é Desenvolvimento com Inclusão Social. Continue lendo “Secretário-geral da OEA alerta sobre riscos da desigualdade nas democracias”

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Série de assassinatos deixa em alerta assentamento do MST no RJ

assentamento zumbi

No último ano e meio, o assentamento Zumbi dos Palmares, de 8,5 mil hectares, onde vivem 510 famílias, parece ter se tornado um lugar assombrado

Maurício Thuswohl – Carta Maior

Rio de Janeiro – Fundado em 1997 após a desapropriação da Fazenda São José no município de Campos dos Goytacazes, o Assentamento Zumbi dos Palmares foi a primeira conquista do MST na região Norte do Rio de Janeiro. No último ano e meio, no entanto, o assentamento de 8,5 mil hectares, onde vivem 510 famílias, parece ter se tornado um lugar assombrado. Desde janeiro de 2013, quando foi assassinado Cícero Guedes dos Santos, coordenador do MST na região, quatro outros moradores locais já foram mortos em crimes que, em sua maior parte, restam sem punição. Alguns casos podem não ter ligação direta com a disputa de terra, mas ainda assim a situação deixa polícia, governo, ativistas dos direitos humanos e militantes do movimento sem-terra em estado de alerta frente à possibilidade de uma retomada do conflito agrário em uma região até recentemente marcada pelo mandonismo dos grandes criadores de gado e usineiros de açúcar. Continue lendo “Série de assassinatos deixa em alerta assentamento do MST no RJ”

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Mulheres à frente da agroecologia

feminismoPor Camila Nobrega, do Canal Ibase e FBSSAN

Em vez de sino, um batuque em galões de plástico e latas deu o primeiro chamado. O coro forte seguiu. No lugar de água benta, banho de cheiro da Amazônia. Nada de filas, a hora era de roda. Assim começou a plenária de Mulheres no III Encontro Nacional de Agroecologia, na tarde de 17/5. Em pauta a desigualdade de gênero e o machismo que está entranhado em cada relação, dentro e fora de casa, uma das principais lutas da agroecologia, que conta com centenas de grupos de mulheres em todo o Brasil.

Uma a uma, participantes de diferentes delegações falaram para uma plateia de cerca de 700 pessoas – mais de 80% de mulheres – em declarações que conectaram os conflitos vividos, trazendo à tona desde a dificuldade de acesso às políticas públicas até as relações com maridos e filhos. Por outro lado, as falas trouxeram a força da luta feminista dentro do movimento de agroecologia.

Eles não entendem

“Mexo com leite e gado. Trabalho duro, mais do que muito homem. Não estou aqui para falar mal do meu marido, mas, quando eu falei que vinha para o encontro, ele e meu filho disseram ‘você vai fazer o que lá?’ Eles não entendem, nós ainda somos muito desvalorizadas. Olhar a carinha de cada uma de vocês está me fazendo muito feliz. Eu vim mostrar que as mulheres têm valor, e é muito”, disse Ione Noronha, de Unaí, Minas Gerais. Continue lendo “Mulheres à frente da agroecologia”

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Copa: o futebol mudou e nós também, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*

Charge no Humor Político
Charge no Humor Político

[EcoDebate] O futebol mudou. Tornou-se empresa e um dos negócios mais rentáveis do mercado. Muitos opinam que também tornou-se um espaço de lavagem de dinheiro.

Não temos mais os ídolos do passado. Os atuais buscam ganhar o máximo de dinheiro no tempo mínimo. Alguns jogadores, rapidamente milionários, aos 25 ou 26 anos já não são a sombra de arte e empenho que tinham aos 17 ou 18 anos.

Eles raramente jogam em clubes brasileiros. Alguns, em suas opções, até preferem jogar por outras seleções. Continue lendo “Copa: o futebol mudou e nós também, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*”

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Bolivia: “Sin autonomía indígena no hay Estado Plurinacional”

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Erbol –  El Director de la Fundación Tierra, Alcides Badillo, dijo a Radio Alternativa de Erbol que si en Bolivia no se implementa ni se aplica la autonomía indígena, no se puede hablar de un estado plurinacional.

Indicó que en este momento se pretende reducir el concepto de lo plurinacional a la implementación de las autonomías departamentales y municipales, lo que es equivocado.

“Si el estado se denomina estado plurinacional está recogiendo un conjunto de naciones. Estas naciones tienen el derecho a elegir un gobierno propio, eso es autonomía. Mientras no haya autonomía indígena en este país estamos negando la esencia misma de ser un estado plurinacional”, sostuvo.

El investigador recordó que el concepto de autonomía se plantea en cualquier país monocultural y que para ello no se requiere mayores ajustes o avances en su constitución. Continue lendo “Bolivia: “Sin autonomía indígena no hay Estado Plurinacional””

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¿Una conferencia mundial sobre pueblos indígenas sin indígenas?

A una Conferencia Mundial sobre Pueblos Indígenas vacía de representación indígena está conduciendo el proceder del presidente de la Asamblea General John W. Ashe
A una Conferencia Mundial sobre Pueblos Indígenas vacía de representación indígena está conduciendo el proceder del presidente de la Asamblea General John W. Ashe

Todo iba bien, pero ahora parece ser que siempre no quieren en la ONU que participen en serio los representantes de los pueblos indígenas en la Conferencia Mundial… sobre Pueblos Indígenas. En la 13ª sesión del Foro Permanente para Cuestiones Indígenas, que concluyó el viernes pasado en Nueva York, se dedicó mucho tiempo a la discusión del tema y al final el asunto quedó en el limbo

Por La Tacluila*

2 de junio, 2014.- En diciembre de 2010 la Asamblea General de Naciones Unidas resolvió realizar una reunión plenaria de alto nivel en septiembre de 2014, para tratar el tema de los derechos de los pueblos indígenas, a la que llamaron Conferencia Mundial sobre los Pueblos Indígenas (CMPI). Continue lendo “¿Una conferencia mundial sobre pueblos indígenas sin indígenas?”

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Vida longa à poluição do ar! Uma das poucas coisas democráticas de SP, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Cansei de criticar a poluição do ar em São Paulo. Percebi o quanto estava sendo injusto. Afinal de contas, ela é uma das únicas coisas realmente democráticas da minha querida cidade. Pois vai matando todo mundo, lentamente.

Já que ninguém se importou muito, até agora, com nosso modo de vida e as consequências de nosso modelo de desenvolvimento, por que vou insistir nisso neste blog miserável? Devemos, sim, comemorar a ampliação de políticas para fomentar a produção e comercialização de automóveis como forma de manter a economia aquecida e os empregos garantidos. Carbono, enxofre, chumbo? Besteira! É invenção do governo/oposição/estrangeiros/aliens para nos manter subdesenvolvidos.

Qualquer ameba em coma saber que somos reféns de um modelo de transporte atrasado. Seja porque o poder público (com nossa anuência e apoio de montadoras e empreiteiras) manteve, por muito tempo, o foco no transporte individual em detrimento a investimentos pesados no coletivo, criando uma massa que acha que civilidade é ter um carro bom e não uma boa rede de trens, trams e ônibus. Seja porque criamos um sistema econômico que se tornou deles dependente.

“Direitos de quem anda de ônibus, trem e metrô devem ser os mesmos de quem anda de carro, japonês comunista!” Continue lendo “Vida longa à poluição do ar! Uma das poucas coisas democráticas de SP, por Leonardo Sakamoto”

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A Polícia da Guatemala Expulsou de Forma Violenta a Resistência Pacífica à Mineração em La Puya

unnamedJames Rodríguez*

Desde março de 2012, centenas de pessoas das comunidades de San José del Golfo e San Pedro Ayampuc, Guatemala, vinham bloqueando de modo pacífico a entrada da mina de ouro El Tambor da Kappes, Cassiday & Associates, uma empresa com sede nos EUA. Os locais acreditam que o projeto industrial vai consumir seu já escasso suprimento de água e afirmam que não houve um processo de consulta sobre a instalação da mina envolvendo os moradores.

No começo do ano, a resistência ganhou uma vitória parcial quando a P&F Contratistas, uma empresa local de maquinário pesado, quebrou seu contato com a KCA por falta de pagamento. Mas depois de várias tentativas frustradas da companhia mineradora de trazer mais máquinas para o local, a polícia expulsou de forma violenta os manifestantes no dia 23 de maio de 2014. Continue lendo “A Polícia da Guatemala Expulsou de Forma Violenta a Resistência Pacífica à Mineração em La Puya”

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