Fala-se ianomâmi

Davi Kopenawa Yanomami, em Roraima. / BRUNO TORTURRA (DIVULGAÇÃO)
Davi Kopenawa Yanomami, em Roraima. / BRUNO TORTURRA (DIVULGAÇÃO)

Em mais uma estreia histórica da Flip, Davi Kopenawa, líder do povo indígena ianomâmi, sobe ao palco da principal festa literária brasileira para falar de livros, mas também de ameaças de morte

Camila Moraes – El País

Paraty – No Brasil fala-se português. Mas na sexta-feira foi possível escutar, pela primeira vez na Festa Literária de Paraty, outro idioma brasileiro que remete a uma nação muito anterior à chegada de uma língua oficial. A voz era de Davi Kopenawa, o líder espiritual e representante do povo ianomâmi, que subiu ao palco da tenda principal e abriu sua fala se apresentando e cumprimentando o público em seu próprio idioma.

Esse foi mais um momento histórico da 12ª Flip. O primeiro, na quinta-feira, foi a presença do primeiro autor russo a participar da festa, Vladímir Sorókin. Mas que pouco se compara à importância desse resgate tardio, em que um autêntico representante do povo brasileiro se sentou para falar ao lado da fotógrafa Claudia Andujar, que registra e apoia essa comunidade de Roraima e do Amazonas, na fronteira com a Venezuela, desde os anos 70. Continue lendo “Fala-se ianomâmi”

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Perdemos uma grande amiga, missionária e militante da causa indígena!

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CIMI – Faleceu na noite de sexta-feira – 01 de agosto – a Irmã Beatriz Catarina Maestri, 49 anos. Ela era Ministra Provincial da Província Imaculado Coração de Maria das Irmãs Catequistas Franciscanas, Blumenau/SC e também da Coordenação Colegiada do Cimi Sul. Irmã Beatriz morreu de traumatismo craniano em virtude de uma queda sofrida em sua casa.

Irmã Beatriz, a Bia, como era conhecida no Cimi, foi no decorrer de sua vida uma mulher de profundo engajamento nas causas sociais. Ela, na simplicidade, servia a Jesus Cristo vivendo no meio dos povos indígenas. Atuou durante anos junto às comunidades e famílias das periferias das cidades, especialmente da região da Grande São Paulo. Continue lendo “Perdemos uma grande amiga, missionária e militante da causa indígena!”

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Jornalismo que investiga abusos do poder do Estado é destaque na Flip

Flávia Villela – Enviada Especial – Agência Brasil

O jornalismo combativo e investigativo na luta contra os abusos do poder do Estado é destaque da Feira Internacional de Literatura de Paraty (Flip) neste sábado (2). A mesa que abre o quarto dia do evento, “Liberdade, liberdade”, terá os jornalistas norte-americanos Charles Ferguson e Glenn Greenwald.

Ferguson fez um documentário sobre crise financeira de 2008, que virou livro (Trabalho Interno), e Greenwald ficou famoso mundialmente após revelar as denúncias feitas pelo ex-agente da CIA Edward Snowden sobre a espionagem de cidadãos e países feita pelos Estados Unidos por meio da internet.

Às 21h, os jornalistas David Carr e Graciela Mochkofsky falam do trabalho que desenvolveram sobre as relações entre a imprensa e interesses privados. Carr fez o documentário Page One – Inside the New York Times, sobre os bastidores do jornal nova-iorquino. Graciela escreveu um livro sobre o embate entre o casal Kirshner e o grupo Clarín, dono de jornais e revistas na Argentina, seu país de origem.

A partir das 17h, o segundo encontro sobre questão indígena do evento reúne o antropólogo Beto Ricardo e um ativista da causa yanomami e o antropólogo Eduardo Viveiro de Castro, indigenista e autor de vários livros sobre o pensamento ameríndio. A presença sobre a presença e o futuro dos índios no Brasil será destaque da mesa. Continue lendo “Jornalismo que investiga abusos do poder do Estado é destaque na Flip”

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“Há almoços grátis desde que os saibamos cozinhar” [Davi Kopenawa, Cláudia Andujar e Michael Pollan]

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O norte-americano Michael Pollan foi aplaudido de pé na Festa Literária Internacional de Paraty, onde lembrou que a nossa relação com a natureza não é de custo-zero. Também o índio yanomami Davi Kopenawa alertou para os erros do homem

Isabel Coutinho (em Paraty) – Público

“Somos a nação Yanomami, moramos há muito tempo na fronteira do Brasil e da Venezuela. Eu agradeço que vocês me deixem entrar aqui, na vossa casa.”

Foi primeiro na língua do povo yanomami que Davi Kopenawa, presidente da Hutukara Associação Yanomami, agradeceu o convite para estar na plateia da Tenda de Autores da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Só depois falou em português, língua que aprendeu a ler com missionários na Amazónia e com a Bíblia. É o autor do livro A Queda do Céu, juntamente com o antropólogo Bruce Albert, que já foi publicado em França, traduzido para inglês e será publicado em português no próximo ano pela editora brasileira Companhia das Letras. “Eu queria mostrar a sabedoria do povo yanomami, para vocês, os não-índios, não pensarem que a gente não sabe de nada. O povo yanomami é muito rico de História. Não é rico de dinheiro, de carro, de avião. É rico de conhecimento da nossa floresta amazónica.” Continue lendo ““Há almoços grátis desde que os saibamos cozinhar” [Davi Kopenawa, Cláudia Andujar e Michael Pollan]”

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Falta de defensores aflige população em Minas

Comarca de Belo Horizonte atende a uma média de mil pessoas por dia
Comarca de Belo Horizonte atende a uma média de mil pessoas por dia

Hoje em Dia

Em dois terços das 295 comarcas mineiras não há defensores públicos, e em apenas 26 delas o número de profissionais é considerado suficiente. O déficit no serviço afeta diretamente a população. Nesses locais, quem não tem como pagar um advogado deixa de receber atendimento, ou seja, fica sem acesso à Justiça e a seus direitos. “É absolutamente importante a instalação de Defensoria em todas as comarcas”, afirma Christiane Procópio, defensora pública geral do Estado.

Em 2007, o governo de Minas se comprometeu a contratar 1.200 profissionais, mas a meta ainda não foi atingida. Menos da metade (586) atua em ações impetradas por pessoas que não têm condições de contratar um advogado particular.

Quem vive nas comarcas desprovidas de defensores públicos acaba tendo que se virar como pode. E, muitas vezes, deixa de reivindicar um direito por falta de meios para fazê-lo. Um problema que a recepcionista Simone de Oliveira, de 38 anos, sente na pele. Ela e mais de 36 mil moradores de Brumadinho, na região metropolitana, não têm acesso a esse serviço. Continue lendo “Falta de defensores aflige população em Minas”

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Livro de Cura apresenta mais de 100 espécies medicinais da terapêutica dos Huni Kuin

Reunidos para o lançamento do livro no Parque Lage, pajés cheiram rapé, uma mistura de tabaco com cinzas de folhas de árvores. Foto: Gustavo Miranda
Reunidos para o lançamento do livro no Parque Lage, pajés cheiram rapé, uma mistura de tabaco com cinzas de folhas de árvores. Foto: Gustavo Miranda

‘Livro da cura’ reúne textos e fotos de mais de 100 espécies medicinais utilizadas pelo povo indígena

Por Bolívar Torres, em O Globo

RIO — Espalhado pelo estado do Acre, sul do Amazonas e Peru, o povo indígena Huni Kuin sempre encontrou a cura na natureza, graças à sua estreita ligação com a floresta e seu conhecimento milenar das plantas. Cultivadas em seus jardins medicinais, diferentes espécies tratam enfermidades físicas e espirituais. Soluções naturais que servem tanto para acabar com uma dor de dente quanto para ajudar a se concentrar na pesca e na caça, ou ainda dar um fim à má sorte de homens e cachorros.

Mais de 100 espécies desta terapêutica estão agora apresentadas em textos e imagens no recém-lançado Una Isi Kayawa — Livro da cura Huni Kuî do Rio Jordão (Editora Dantes, 260 páginas), organizado pelos pajé Agostinho Manduca Mateus Ika Muru e o etnobotânico Alexandre Quinet, pesquisador do Jardim Botânico do Rio (uma seleção de fotos de Camilla Coutinho feitas para a obras estão na mostra “O sonho que cura”, exibida no Parque Lage).

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Poetas indígenas del mundo: Freddy Chicangana

Freddy ChicanganaWPM

Fredy Chicangana es un poeta indígena del Pueblo Yanakuna de Colombia. Nació en 1964. Con su trabajo literario ha venido participando activamente en el fortalecimiento de la cultura Yanacona, siendo miembro fundador y representante del grupo Yanamauta, que es, conocimiento y saberes yanaconas. Igualmente ha venido acompañando los trabajos que adelanta el Cabildo Mayor de su Pueblo Yanacona para el florecimiento de la palabra. Actualmente, prepara su libro El colibrí de la noche desnuda y otros poemas del fuego. Respecto a la poesía el poeta expresa:

La poesía es compromiso con la esencia de la vida. En la medida que nombramos el mundo, en la forma como creamos o recreamos imágenes, en la manera como nos acercamos a los posibles e imposibles, a los poderes que atan este universo, a las fuerzas que nos permiten volar y hacer volar, en fin, condensamos un destino común con la madre tierra: permanecer , trascender, despertar, tocar, inundar de belleza, brindar agua para refrescar el espíritu, ir a la medula humana para saber que somos sangre de la misma tierra, somos todo y nada, somos aquello que nos permite respirar mucho más hondo”.

Apanqura

Kausay ñoka tinkuy cutichypas callariyta
Yuyarik ima cay imaymana mana-ima
Ñokanchi siricuy Abril quillapi
Ric-chhayri Marzo-quillapi
Ñoka cay apanqura riyñek huasa
Mana ñoka hark´ay

Cangrejo

La vida nos encuentra y volvemos a empezar,
recordamos que fuimos todo y nada
nos acostamos en Abril y
despertamos en marzo.
Soy cangrejo y voy hacia atrás
no me detengan Continue lendo “Poetas indígenas del mundo: Freddy Chicangana”

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Carta-Tributo aos Povos em Luta pela Vida e seus Territórios (em português e espanhol)

Reunidos no campus da Universidade Federal do Acre, na cidade de Rio Branco, no período de 23 a 25 de julho de 2014, em um tributo à resistência dos povos da Amazônia, os signatários da presente carta manifestam seu mais veemente repúdio ao brutal e insano assassinato de crianças, mulheres e homens palestinos, na Faixa de Gaza. Com a inaceitável omissão da ONU e a cumplicidade do governo dos Estados Unidos da América, o Estado de Israel viola os mais basilares princípios dos direitos humanos, matando ou ferindo de forma brutal, cínica e covarde a população civil palestina.

A grande mídia internacional, que transforma tudo em espetáculo, anuncia guerra de defesa dos israelenses contra grupos terroristas árabes. Com isso produz uma farsa para ocultar o planejado genocídio contra o povo palestino e explicar bombardeios injustificáveis e irracionais contra escolas, universidades, hospitais, prédios públicos e áreas residenciais, atingindo indiscriminadamente a indefesa e fragilizada população palestina.

Com a mesma indignação denunciamos o autoritarismo do Estado brasileiro, em grotescos processos de criminalização dos movimentos sociais e toda sorte de atentados à liberdade de opinião e expressão em todo o país, a exemplo do que acontece com ativistas sociais na cidade do Rio de Janeiro. O que se processa nas grandes cidades brasileiras é a ampliação das violências que há tempos atingem povos indígenas e comunidades campesinas em toda a Amazônia, nordeste e outras localidades mais afastadas.

Vivemos tempos de tentativas de silenciamentos das vozes e movimentos contrários aos interesses dos grandes capitais em todo o mundo. Vivemos tempos de imposição de uma racionalidade que devasta vidas e transforma a natureza em mera mercadoria, indiferente às culturas, valores, conhecimentos e ecossistemas. A totalitária mercantilização de tudo e o apagamento das vozes contrárias orientam-se em sintonia e a serviço dos interesses dos megablocos econômicos em todo o Planeta. Continue lendo “Carta-Tributo aos Povos em Luta pela Vida e seus Territórios (em português e espanhol)”

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Lei que determina mais negros em publicidades é sancionada em Rio Branco

Negros deverão ter espaço proporcional em peças publicitárias do Município. Prefeito diz que lei ratifica trabalho contra racismo na administração

Yuri Marcel – Do G1 AC

A Lei que determina uma maior participação de negros em peças publicitárias veiculadas pelos órgãos da Administração Municipal de Rio Branco foi sancionada, nesta sexta-feira (1), pelo prefeito Marcus Alexandre (PT-AC). A matéria, de autoria da vereadora Eliane Sinhasique (PMDB-AC), havia sido aprovada pela Câmara de Vereadores da capital no dia 10 de julho.

Segundo o prefeito, a nova legislação atua em acordo com as políticas de promoção da igualdade racial que têm sido desenvolvidas pela Prefeitura da capital acreana. Ele diz ainda, que sempre houve, por parte da Administração Pública municipal, a preocupação com esse tipo de representação.

“Criamos a Secretaria de Igualdade Racial e desde que ela foi criada nas medidas e ações que a Prefeitura vem desenvolvendo, sempre temos a preocupação de combate ao racismo. A lei agora vem ratificar o que a gente já vem fazendo na prática”, comenta.

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Chile: Se inicia muestra itinerante de cine indígena en Wallmapu

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La ceremonia de inicio tendrá lugar en el Aula Magna de la Universidad Católica de Temuco

Servindi, 2 de agosto, 2014.- El miércoles 6 de agosto a partir de las 19:30 horas se realizará la ceremonia de lanzamiento de la Muestra Itinerante de Cine Indígena en Wallmapu, actividad que se desarrollará de agosto a diciembre de 2014, y recorrerá diversos puntos del Wallmapu o territorio Mapuche. Continue lendo “Chile: Se inicia muestra itinerante de cine indígena en Wallmapu”

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