Ifes Linhares e Coletivo Negrada (Ufes) realizam o I Seminário de Combate ao Racismo do Ifes Linhares: “Formar para Superar”

cartaz_racismoNos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2014 será realizado o I Seminário de Combate ao Racismo do Ifes Linhares: “Formar para Superar”, que tem como objetivo colocar em pauta a discussão acerca dos efeitos da discriminação de raça e etnia nas relações escolares, assim como possibilitar um diálogo entre as comunidades interna e externa, atendendo a necessidade urgente de uma formação anti-racista que busque livrar nossa sociedade de preconceitos e discriminações em razão de raça / cor / etnia ou origem.

A realização do evento faz parte da atividades do Ifes Linhares referentes ao mês da Consciência Negra, numa homenagem ao herói Zumbi do Palmares, morto em 20 de novembro de 1965, data denominada como o “Dia da Consciência Negra”. O Seminário é uma oportunidade para a comunidade em geral debater politicamente a conjuntura das opressões vividas atualmente no Brasil. Após 126 anos da assinatura da lei áurea, ainda se efetivam formas modernas de escravidão: a população de negros e negras, os povos indígenas e demais etnias distintas do “padrão europeu” continuam sendo subjugados, tratados como seres desprovidos de direitos, segregados e submetidos à pobreza, à marginalização, à criminalização e à invisibilidade social e econômica brasileira. Continue lendo “Ifes Linhares e Coletivo Negrada (Ufes) realizam o I Seminário de Combate ao Racismo do Ifes Linhares: “Formar para Superar””

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Ministério da Saúde suspende campanha de Combate ao Racismo no SUS

SUS sem racismo

Por Ana Flavia Magalhães Pinto, em População Negra e Saúde

Estava previsto para hoje o lançamento oficial da campanha “SUS sem Racismo”, a se realizar durante a reunião da Comissão de Intergestores Tripartite (CIT). A despeito da seriedade da ação, convites foram enviados apenas ontem por volta das 17h30. Esses, todavia, foram pouco depois cancelados.

A razão para tanto é que o Ministério da Saúde decidiu pela suspensão da Campanha. As peças produzidas previam intervenção nos jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol, comerciais de TV (até mesmo no intervalo do Jornal Nacional), inclusão do item nos espaços de comunicação do Ministério da Saúde, entre outras.

Uma vez que vários ministros já reconheceram a arraigada presença do racismo no SUS, a Campanha SUS sem Racismo viria como uma estratégia para estimular os usuários a denunciarem as práticas discriminatórias, uma vez que a solução do problema passa pela identificação detalhada de como ele acontece e pelo desenvolvimento de medidas voltadas à transformação de atitudes e comportamentos. Nas últimas semanas, houve até mesmo uma capacitação de atendentes do Disque Saúde (136), a fim de que a equipe estivesse minimamente preparada para receber e encaminhar corretamente as queixas.

Todo esse esforço, porém, corre o risco de se perder. Afinal, não é a primeira vez que uma campanha de combate ao racismo no âmbito do SUS é organizada e depois engavetada pelo Ministério. Após questionamentos feitos ao longo do dia, recebemos a resposta de que o lançamento da Campanha foi apenas adiado. Mas o fato de não indicarem a previsão de uma nova data só reforça a apreensão criada em torno da resolução. Quem acompanha os sucessivos entraves postos à Política Nacional de Saúde da População Negra sabe muito bem aonde isso pode levar: ao nada.

Convidamos, pois, que visitem as páginas no Ministério da Saúde e a fanpage SUS sem Racismo e manifeste sua opinião.

O SUS é de todos @s brasileir@s e o racismo tem impedido que isso se torne uma realidade.

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Violência, ilegalidade e impunidade sem limites na fronteira de Melilla

Sos Racismo

Este vídeo foi filmado nas fronteiras da cidade espanhola de Melilla, no norte de África, onde se pode observar a violência dos militares marroquinos sobre um conjunto de pessoas que tentavam passar a fronteira. Os militares marroquinos, que entraram em território espanhol fardados e armados, sob a passividade da Guarda Civil de Espanha, agrediram violentamente os imigrantes e, segundo a Associação Pro.De.In Melilla, foram levados novamente para Marrocos onde sofreram atos de tortura e roubo.

A União Europeia, a mesma que ganhou o prémio Nobel da Paz em 2012, é a principal responsável por estes crimes contra a Humanidade através da implementação de políticas violentas de controlo de fronteiras como o Frontex/Eurosur.

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O colonialismo nunca existiu?

africanas em fila na estrada

Por Miguel Cardina, em Buala

O colonialismo continua a ser um tema incómodo em Portugal. Se é verdade que tem vindo a crescer a literatura sobre o Império e a guerra colonial – muitas vezes a partir de uma memorialística com alguns traços saudosistas – também é verdade que as feridas do colonialismo continuam por sarar. A rasura do colonial surge frequentemente através de um duplo mecanismo de revelação e ocultação. Por um lado, retomam-se narrativas associadas à “grandeza pátria” e à excepcionalidade da gesta expansionista lusitana. Por outro lado, este discurso celebratório conduz necessariamente a reconfigurações semânticas, desvios interpretativos e silenciamentos historiográficos. Observe-se brevemente como isto ocorre num domínio particular, mas ainda assim publicamente relevante: os discursos proferidos pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, entre 2006 e 2014, nas sessões comemorativas do 25 de Abril e do 10 de Junho.

Um olhar sobre estes discursos permite identificar a presença de cinco tópicos fundamentais relativos à questão colonial. O primeiro tópico reside na imaginação da colonização como tendo consistido essencialmente num encontro de culturas. No discurso do 10 de Junho de 2008, Cavaco Silva afirma: “Portugal não se limitou a andar pelo mundo e a conhecer vagamente outros povos com quem se defrontou ou negociou. Portugal entendeu-se e misturou-se realmente com os outros, criou raízes fora de casa, lançou as bases para novas nações e pontes para o diálogo internacional que hoje tanto reivindicamos.”  Continue lendo “O colonialismo nunca existiu?”

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Dez anos depois, impunidade continua em Felisburgo

FelisburgoJoana Tavares, do Brasil de Fato – MG, na Página do MST

Na quinta-feira, 20 de novembro, completaram-se dez anos de um dos maiores massacres da história recente de Minas Gerais. Nesse mesmo dia, em 2004, um fazendeiro, acompanhado de dezenas de pistoleiros, invadiu um acampamento onde viviam 230 famílias, na cidade de Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha, e comandou um massacre que vitimou cinco trabalhadores. Além disso, feriram 17 pessoas, atearam fogo aos barracos, plantação e escola.

Nove anos depois, em outubrode 2013, o fazendeiro Adriano Chafik Luedy foi condenado a 115 anos de prisão por ter participado e planejado o ataque. Assim como o capataz Washington Agostinho da Silva, no entanto, Chafik pôde sair caminhando do Fórum, pois ainda pode recorrer da sentença em liberdade. Outros dois pistoleiros também foram condenados pelo crime. Continue lendo “Dez anos depois, impunidade continua em Felisburgo”

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Folha de São Paulo: “Kátia Abreu será a nova ministra da Agricultura”

Kátia-Abreu-petição

Por Vera Magalhães, Editora do Painel da Folha

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, será a ministra da área no próximo governo de Dilma Rousseff.

O convite foi feito na última quarta-feira (19), e a senadora aceitou, segundo a Folha apurou com pessoas próximas a ambas.

Principal símbolo do agronegócio no país, Kátia Abreu se elegeu pelo antigo PFL e fez oposição aos governos de Lula, mas sempre teve uma relação mais amistosa com Dilma.

Com sua nomeação, o PMDB mantém o controle da pasta da Agricultura, que detém desde o início do primeiro mandato de Dilma.

Nesta sexta-feira, a presidente também bateu o martelo na troca dos titulares dos ministérios da Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento.

A vaga na Fazenda ficou com Joaquim Levy, que foi secretário do Tesouro. Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo da Fazenda, será o novo titular do Planejamento.

Senador pelo PTB e candidato derrotado ao governo de Pernambuco, Armando Monteiro assumirá o Ministério do Desenvolvimento e Indústria, segundo a Folha apurou.

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Abobrinha lidera lista de alimentos com agrotóxicos acima do limite

abobrinhaAlém da abobrinha, entre os alimentos sob avaliação estão o feijão, fubá de milho, tomate, alface e uva. Do total de amostras coletadas em supermercados e feiras, 25% apresentaram irregularidades

Jorge Américo, Radioagência BdF

Amostras de abobrinha analisadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontaram que o alimento é campeão em quantidade de agrotóxicos acima do limite permitido. A situação é preocupante, já que em 45% das unidades foram encontrados resíduos de ingredientes ativos não autorizados.

Além da abobrinha, entre os alimentos sob avaliação estão o feijão, fubá de milho, tomate, alface e uva. Do total de amostras coletadas em supermercados e feiras, 25% apresentaram irregularidades. Os testes abrangeram todos os estados brasileiros.

Os técnicos da Anvisa descobriram que 1,9% dos alimentos têm uma quantidade de agrotóxico acima do limite. Em 23% foram encontrados resíduos de produtos não autorizados para o cultivo da variedade.

Os dados divulgados pela Anvisa, no último dia 14, compõem a segunda parte de um levantamento iniciado em 2012. Na primeira fase, o morango apareceu com 59% de irregularidades, e o pepino com 42%.

O Brasil é considerado o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Diferentes pesquisas apontam a relação desses produtos com a saúde reprodutiva e o surgimento de diversos tipos de câncer.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos.

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Aracruz planta eucalipto em córregos dentro de terras quilombolas

eucaliptoEmpresa já havia realizado plantios anteriormente no mesmo local onde, após a retirada dos eucaliptais, nasceram acácias e pequenas matas

Any Cometti, Século Diário

A Aracruz Celulose (Fibria) está plantando eucalipto em áreas a menos de três metros de distância de córregos, em Conceição da Barra (norte do Estado), localizados nas proximidades dos territórios quilombolas de Roda D’água e São Jorge. Os plantios ocorrem em lugares onde, anos atrás, já haviam sido plantados eucaliptais, que foram retirados para uma tentativa de reflorestamento que não chegou a ser concretizada. Neste meio tempo, cresceram no local diversos exemplares de acácias e outras espécies nativas, que agora estão sendo retiradas para dar lugar à monocultura.

A retirada das acácias e o plantio dos eucaliptais são feitos por maquinário pesado, em cerca de sete hectares ao redor e, em alguns trechos até mesmo dentro de brejos, sem sequer respeitar a área de proteção obrigatória por lei. Como consta no atual Código Florestal, a Lei nº12.651/12, as Áreas de Preservação Permanente (APPs) são faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, que vão desde a borda da calha do leito regular, em larguras que variam entre 30 metros e 500 metros, dependendo da largura do curso em questão. Continue lendo “Aracruz planta eucalipto em córregos dentro de terras quilombolas”

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Votação do Código da Mineração é adiada para a próxima quarta

131105-mineracao02Câmara informou que tanto o relator, Leonardo Quintão, como o presidente da comissão, Gabriel Guimarães (PT-MG), não estão em Brasília

Any Cometti, Século Diário

A comissão especial que analisa o novo Código de Mineração (PL 5807/13) adiou para a próxima quarta-feira (26) a votação do parecer do relator das propostas, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), como informou a Agência Câmara. A votação aconteceria nesta quarta-feira (19), mas foi adiada porque tanto o relator como o presidente da comissão, deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), não estão em Brasília. Além disso, o relator ainda não emitiu parecer sobre um último projeto apensado ao código na última sexta-feira (14), relacionado à extração de potássio e fosfato.

O PL que apresenta o novo marco regulatório do setor foi enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional, onde foi acrescido de outros seis Projetos de Lei (PL 37/11 e apensados) sobre o mesmo assunto que já tramitavam na Câmara desde 2011. Quintão, que apresentou um substitutivo às matérias, foi financiado por empresas de mineração e defende publicamente o setor. O parecer do relator está pronto desde o fim do ano passado, sendo que o deputado está sob suspeição, tendo sobre si um pedido de afastamento da relatoria, com liminar, tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF). Continue lendo “Votação do Código da Mineração é adiada para a próxima quarta”

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