Entidades da sociedade civil defensoras do direito à comunicação e da democratização da mídia entregarão na manhã desta segunda-feira (23/11), ao Ministério Publico Federal (MPF), uma representação denunciando 32 deputados federais e oito senadores por serem concessionários de rádio e TV. A expectativa é de que o MPF, por meio de suas sedes estaduais, entre com ações para cancelar as licenças. Continue lendo “MPF receberá representação contra políticos donos de rádio e TV”

Mariana: A culpa da política que acha que Vale “progresso” a qualquer preço, por Leonardo Sakamoto
Há tanta groselha política sendo postada sobre a questão do caos ambiental provocado pela Samarco (=Vale + BHP) a partir do rompimento de uma barragem de resíduos da exploração de minério de ferro em Mariana (MG), que resolvi resgatar algumas reflexões. Enquanto governo federal e oposição vomitam discursos pré-fabricados e hipócritas de choque diante de uma realidade de Casa da Mãe Joana que ambos ajudaram a instalar no meio ambiente brasileiro, a onda de lama mudou completamente a vida em Minas Gerais, no Espírito Santo e, agora, segue livre para criar problemas para a costa do Atlântico. Continue lendo “Mariana: A culpa da política que acha que Vale “progresso” a qualquer preço, por Leonardo Sakamoto”

Índio calou, tá calado? Simpósio de Glotopolítica, por José Ribamar Bessa Freire
“Uma língua é um dialeto que tem Exército, Marinha e Aeronáutica”. (R.A.Hall)
Em Taqui Pra Ti
1. Oaxaca, México. Uma mulher de 28 anos, Irma López Aurélio, cuja língua materna é o mazateca, sentindo dores de parto, procurou um hospital, que se recusou atendê-la. Ela saiu e teve o filho ali mesmo no meio da rua, em frente da Maternidade. A cena foi filmada. Médicos e enfermeiras juram que só lhe negaram o atendimento porque não entenderam a língua que ela falou. Isso foi em 2013. Agora Sabino, seu filho, completou dois anos e provavelmente, devido ao trauma, não herdará a língua da mãe. Está aprendendo espanhol. Na rua. Continue lendo “Índio calou, tá calado? Simpósio de Glotopolítica, por José Ribamar Bessa Freire”

Iburi – Trompete dos Ticuna (vídeo + tese para baixar)
Este documentário registra o processo de construção e execução do trompete Iburi, dos índios Ticuna, instrumento que é tocado durante a Festa da Moça Nova, ritual de iniciação feminina dos Ticuna. A moça que menstruou pela primeira vez ficará reclusa até que seja aprontada sua Festa, ao final da qual ela sairá da reclusão. Atrás do local de reclusão ficarão os instrumentos que aconselharão a moça. Tais instrumentos não podem ser vistos por mulheres, crianças e principalmente pela moça que está sendo iniciada. Paralelamente à construção do Iburi, o filme mostra a história de To’oena, a “primeira moça nova” que, no tempo do mito, quebrou este tabu e pagou com a própria vida.
A tese de Edson Tosta Matarezio Filho relacionada ao filme, pode ser baixada AQUI. Continue lendo “Iburi – Trompete dos Ticuna (vídeo + tese para baixar)”

Dandaras: a força da mulher quilombola
‘Dandaras – a força da mulher quilombola’ é um vídeo que tem o objetivo de apresentar as trajetórias e o engajamento de mulheres quilombolas que atuam como lideranças políticas de suas comunidades e do movimento quilombola como um todo.
Quais serão os discursos destas mulheres sobre suas trajetórias?
Busca-se a partir dos pontos de vista de algumas destas lideranças conhecer os motivos que as levaram a ocupar estas posições e aqueles que as fazem permanecer na luta. Continue lendo “Dandaras: a força da mulher quilombola”
Paris: dupla moral diante do terror
Com um braço, governo francês lança bombas contra o ISIS. Com outro, vende armas à Arábia Saudita, que promove guerra suja contra Iêmen e é o principal inspirador dos fundamentalistas
Por Robert Fisk, com tradução de Victor Farinelli, em Carta Maior
O país que ofereceu o credo sunita wahhabista aos autores dos atentados de Paris não dará a mínima importância ao fato de o presidente francês, François Hollande soprar e ares de guerra no Médio Oriente. A Arábia Saudita já conhece essa ladainha, desde que ela surgiu na forma do discurso da Nova Ordem Mundial – em 1991, quando George Bush pai sonhava com uma expressão subhitleriana do Golfo Pérsico, onde poderia existir um oásis de paz, um lugar sem armas, onde as espadas se transformavam em enxadas, e a riqueza que provém dessas terras deixasse de partir em navios petroleiros para passar por oleodutos mais longos. Continue lendo “Paris: dupla moral diante do terror”

E se fosse a lama da Petrobras na Praia de Ipanema?, por Alceu Luís Castilho
Impacto da barragem destruída gera uma Escola Base às avessas; imprensa brasileira perde ímpeto acusatório quando casos emblemáticos envolvem as elites econômicas
A maior catástrofe ambiental do século 21 no Brasil ganha novo ícone com a chegada da lama da Samarco (Vale, BHP) no Oceano Atlântico. Mas quem se importa com a avalanche gosmenta de resíduos na Praia de Regência, no Espírito Santo? Em um litoral que o biólogo André Ruschi define como “a Amazônia marinha do planeta“? Pouco após a barragem da mineradora se romper, no dia 5, houve quem perguntasse, diante da desatenção inicial da grande imprensa: “E se fosse com a Petrobras?” Cabe agora atualizar a pergunta: “E se essa lama estivesse chegando na Praia de Copacabana? Ou Ipanema, Leblon, Barra? Ganharia a capa de Veja?” Continue lendo “E se fosse a lama da Petrobras na Praia de Ipanema?, por Alceu Luís Castilho”

Lideranças indígenas Guarani Kaiowá e Ñandeva discutem os direitos humanos em Salvador, BA
Por Ricardo S. Freire*
O Mato Grosso do Sul é hoje o estado mais violento em relação aos povos indígenas no Brasil. Segue-o neste sinistro ranking o estado da Bahia. Os fatos que apontam para esta constatação do indigenista Haroldo Heleno do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), estão discriminados no relatório desta instituição sobre a “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil” para o ano de 2014. Esta triste realidade revela a pertinência dos debates realizados na última quinta-feira (19), em ocasião da “I Semana Internacional dos Direitos Humanos”, organizada pelo Ministério Público Estadual da Bahia, em Salvador. Continue lendo “Lideranças indígenas Guarani Kaiowá e Ñandeva discutem os direitos humanos em Salvador, BA”

Brasil tem 16 barragens de alto risco, que ameaçam 540 mil pessoas
País tem 16 represas definidas como de alto risco, que podem repetir tragédia mineira
Por Mariana Sanches, em O Globo
SÃO PAULO – A análise de documentos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão responsável pela fiscalização de barragens de mineração em todo o Brasil, revela que a tragédia que atingiu Mariana (MG) pode se repetir em pelo menos 16 outras barragens de quatro estados do país. O drama que matou 11 pessoas, desapareceu com outras 12 e atravessou Minas Gerais e Espírito Santo em direção ao mar ameaça mais meio milhão de pessoas. O Cadastro Nacional de Barragens de Mineração de abril de 2014 mostra que 16 reservatórios e uma cava de garimpo possuem categoria de risco alto — quando a estrutura não oferece condições ideais de segurança e pode colapsar — e alto dano potencial associado — quando pode afetar e matar populações, contaminar rios, destruir biomas e causar graves danos socioeconômicos. Continue lendo “Brasil tem 16 barragens de alto risco, que ameaçam 540 mil pessoas”
Outro lado: Centro de Trabalho Indigenista
Resposta do Centro de Trabalho Indigenista à reportagem “Omissão da Funai pode ter levado a conflito violento no Vale do Javari”
Por Centro de Trabalho Indigenista, na CartaCapital
Em resposta à matéria intitulada Omissão da Funai pode ter levado a conflito violento no Vale do Javari, publicada em 19 de novembro de 2015, apresentamos os seguintes esclarecimentos e informações: Continue lendo “Outro lado: Centro de Trabalho Indigenista”
