José Bezerra da Silva* & Maria Edna Bertoldo**
Resumo: O racismo é descrito no texto como uma forma terrível de apropriação do trabalho humano. Assim, subscreve-se como um subproduto em que a classe dominante explora o trabalhador e dentre estes seleciona a partir da cor e de outros traços morfológicos uma imensa parcela da população para exercer certos trabalhos tidos como trabalhos inferiores. Em todo caso, o texto traz muitas informações históricas sobre o racismo, visualizando seu início nos tempos modernos e que só tem sentido na sociabilidade do capital. Por isso sugere que ao se combater o racismo o faça também à divisão da sociedade em classes, objetivando, desse modo, implementar a emancipação humana. Palavras-chave: racismo; classe social; exploração; capitalismo; emancipação humana.
“Propomo-nos com este artigo analisar sucintamente o racismo sob a perspectiva marxista. Não afirmamos “ipso litteris” que não se tenham escrito muitos textos sobre o racismo numa concepção marxista. O nosso intuito, porém, é apenas focalizar a questão, demonstrar a pujança do marxismo e a sua grandiosa contribuição para pôr fim ao racismo, entendido este como subproduto de uma sociedade de classes.
Afirmamos, de início, que o racismo dá lucro. Posto sob este viés, nos reportamos aos albores do sistema capitalista, cuja iniciativa européia se fortaleceu por ocasião do aprisionamento de negros na África subsaariana, os quais foram capitaneados em navios tumbeiros para as plantagens do Novo Mundo. Continue lendo “O racismo como subproduto da sociedade de classes”


