Indígenas do Amazonas terão financiamento para produção de castanha

Castanha será carro-chefe, mas haverá incentivo de produtos secundários, como mandioca, tucumã e camu-camu

Indígenas do município de Alvarães (a 538 quilômetros de Manaus) terão acesso a financiamentos para a produção de castanha e de produtos secundários como mandioca, banana, açaí, cupuaçu, tucumã, maracujá e camu-camu, por meio do Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS).

A inclusão no programa foi definida em um encontro entre técnicos da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) e representantes de instituições como Banco do Brasil, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Câmara Municipal de Alvarães, além de lideranças das comunidades indígenas Marajaí, Laranjal, Assunção e Nova Macedônia.

Um grupo de trabalho (GT) foi formado para discutir as metodologias e a implantação do DRS em Alvarães.
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Raquel Rigotto: A herança maldita do agronegócio

por Manuela Azenha

“O uso dos agrotóxicos não significa produção de alimentos, significa concentração de terra, contaminação do meio ambiente e do ser humano”

Raquel Rigotto é professora e pesquisadora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Coordenadora do Núcleo Tramas – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, Raquel contesta o modelo de desenvolvimento agrícola adotado pelo Brasil e prevê que para as populações locais restará a “herança maldita” do agronegócio: doenças e terra degradada.

Desde 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos para se tornar o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, é também o principal destino de agrotóxicos proibidos em outros países.

Na primeira parte da entrevista, Raquel fala sobre o “paradigma do uso seguro” dos agrotóxicos, que a indústria chama de “defensivos” agrícolas. De um lado todo mundo sabe que eles são nocivos. De outro se presume que haja um “modo seguro” de utilizá-los. O aparato legislativo existe. Mas, na prática… Raquel dá um exemplo: o estado do Ceará, que é onde ela atua, não dispõe de um laboratório para fazer exames sobre a presença de  agrotóxicos na água consumida pela população. Ela começa dizendo que em 2008 e 2009 o Brasil foi campeão mundial no uso de venenos na agricultura. Continue lendo “Raquel Rigotto: A herança maldita do agronegócio”

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UFRRJ – Seminário Educação do Campo: Povos Tradicionais e Movimentos Sociais

cartaz lecampo

O curso de Licenciatura em Educação do Campo da UFRRJ, iniciado em 2010, tem por objetivo a formação de professores para as escolas do campo do Rio de Janeiro, habilitando-os em duas áreas: ciências humanas e agroecologia. O seminário faz parte das atividades relativas ao tempo-comunidade do curso, que opera segundo a pedagogia da alternância.

A regional sul fluminense conta exclusivamente com educandos quilombolas, indígenas e caiçaras, o que torna o presente seminário um espaço privilegiado para discutir as especificidades da educação do campo voltada para povos e comunidades tradicionais.

O seminário acontecerá no dia 01 de março, terça-feira, na sede da Associação de Remanescentes do Quilombo de Santa Rita do Bracuí. Continue lendo “UFRRJ – Seminário Educação do Campo: Povos Tradicionais e Movimentos Sociais”

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Começa segunda etapa de inscrições para o ProUni

Brasília – Começa hoje (21) e vai até quinta-feira (24) a segunda etapa de inscrições para as bolsas do primeiro semestre de 2011 do Programa Universidade para Todos (ProUni). São oferecidas bolsas de estudo integrais e parciais de 50% do valor da mensalidade.

Os candidatos que se inscreveram na primeira etapa e não foram pré-selecionados, ou aqueles que foram pré-selecionados para cursos em que não houve formação de turma, poderão candidatar-se novamente às bolsas.

Os estudantes que não se inscreveram na primeira etapa também terão nova oportunidade de inscrever-se. Os candidatos que foram pré-selecionados e conseguiram a bolsa na primeira etapa não poderão inscrever-se nesta etapa. Ao fazer sua inscrição, o estudante poderá escolher até três opções de curso e instituição.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site do programa (http://siteprouni.mec.gov.br/). Para inscrever-se, os candidatos deverão informar o número de inscrição e senha no Enem 2010 e o CPF. Continue lendo “Começa segunda etapa de inscrições para o ProUni”

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Wikileaks se une a blogues brasileiros para divulgar conteúdo

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – No domingo, 19, começou a funcionar uma nova estratégia de divulgação dos telegramas diplomáticos dos Estados Unidos vazados pelo Wikileaks. Agora, um conjunto de blogues recebe os documentos e os divulga diariamente. A escolha dos temas é decidida pelos comentários da jornalista Natália Viana, a voz do Wikileaks no Brasil.

No primeiro dia das novas revelações, os telegramas centraram foco no banqueiro Daniel Dantas. Primeiro, no famoso caso dos grampos telefônicos no STF, em 2008 e mostra que a diplomacia americana se preocupou mais em classificar o governo brasileiro de incapaz de lidar com ameaças terroristas, do que com o papel do empresário na espionagem.

Também no domingo, o MST, que invadiu uma fazenda de Dantas no Pará, em 2009 e a cena política brasileira vivida em 2005, estiveram entre os temas, sempre com o banqueiro aparecendo de alguma forma. Continue lendo “Wikileaks se une a blogues brasileiros para divulgar conteúdo”

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MST ocupa a sede da Fazenda da ex-Usina Ariadinópolis, no município de Campo do Meio, no Sul de Minas, MG.

A situação é muito tensa no local do Conflito. Pedimos a presença imediata da Imprensa para evitar massacre, pois os 480 Sem Terra que ocupam a sede da Usina estão dispostos a resistir caso a Polícia chegue com truculência ou jagunços ataquem.

Nesta madrugada de segunda-feira, dia 21/02/2011, no término do 23º Encontro Estadual do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – (de 18 a 21/02/2011), no Assentamento 1º do Sul, no município de Campo do Meio, Sul de Minas, o MST, com 600 Sem Terra (delegados do 23º Encontro e representantes das 280 famílias sem-terra que já estão ocupando e plantando na Fazenda da ex-Usina Ariadnópolis) ocupou a sede da Fazenda da ex-Usina Ariadinópolis, no município de Campo do Meio, Sul de Minas, MG.

A Ocupação da sede da Fazenda da ex-Usina Ariadinópolis tem como objetivo pressionar o Governo Federal para que desaproprie a Fazenda, palco de um dos maiores conflitos agrários do Brasil, conflito que se arrasta e se agrava ao longo dos anos, conflito que só se superará com a desapropriação da Fazenda, que não cumpre sua função social há anos, e destinação da terra para 600 famílias de sem-terra que clamam para ter terra para trabalhar e viver em paz.
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Rhodia demite contaminados

Pelo menos 12 trabalhadores contaminados por produtos a base de cloro na fábrica da indústria francesa Rhodia em Cubatão, no litoral de São Paulo, antes de sua interdição em 1993, foram convocados para assinar a carta de desligamento da empresa. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no entanto, suspendeu temporariamente as demissões. A reportagem é de Márcio Pinho e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 21-02-2011.

Ao todo, 20 trabalhadores receberam cartas nas quais eram informados de que deveriam comparecer à empresa. Eles se dizem revoltados com a chance de desligamento e garantem que os efeitos da contaminação persistem – um deles fez um transplante de fígado. Isso desrespeitaria acordo firmado entre empresa e Ministério Público em 1995, que impede a demissão enquanto os efeitos perdurarem.

A Rhodia afirma que a convocação foi genérica para tratar de assuntos da empresa, mas que a dispensa vale para 12 desses trabalhadores porque não apresentam mais os sintomas relacionados à contaminação segundo exames refeitos entre 2009 e 2010 pelo Hospital Israelita Albert Einstein. A fabricante de produtos químicos afirma ainda que analisará cada caso.
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A cada 2 minutos, 5 mulheres espancadas

Apesar de chocante, nº vem caindo nos últimos anos – eram 8 há uma década; 8% dos homens admitem já ter agredido a companheira

Flávia Tavares – O Estado de S.Paulo

Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil. E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo.

Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica.

“Os dados mostram que a violência contra a mulher não é um problema privado, de casal. É social e exige políticas públicas”, diz Gustavo Venturi, professor da USP e supervisor da pesquisa. Continue lendo “A cada 2 minutos, 5 mulheres espancadas”

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O Fórum Social Mundial 2011 em Dacar: um balanço

Entre outros temas, o FSM 2011 discutiu a crise estrutural do capitalismo global e seus efeitos catastróficos para o meio ambiente. Essa agenda alternativa passa pela realização do Fórum Social Temático em Porto Alegre, em janeiro de 2012, que já conta com o apoio do governo do Rio Grande do Sul e das prefeituras da capital e da região metropolitana.

O texto é de Eduardo Mancuso, membro da Rede do Fórum de Autoridades Locais pela Inclusão Social e a Democracia, e publicado por Carta Maior, 20-02-2011. Eis o artigo.

“Aqueles que pregavam o “fim da história” assistem hoje o movimento inevitável dessa história que acreditavam morta. É o que se vê na América do Sul, na África, mas sobretudo nas ruas de Túnis e do Cairo e de tantas outras cidades africanas onde renasce a esperança de um mundo novo.” (Lula, 7 de fevereiro, FSM 2011 -Dacar)
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Belo Monte e seus impactos sobre os povos indígenas. Entrevista especial com Ricardo Verdum

Além de todos os impactos ambientais apontados por ambientalistas, Belo Monte também poderá acentuar casos de prostituição na região de Altamira, alerta Verdum. Segundo ele, dez mil homens estão assentados, “imobilizados no canteiro de obras, e isso cria uma série de tensões e pressões, principalmente sobre as mulheres, não só nas cidades próximas, mas também mulheres indígenas e agricultoras. Elas são vítimas muito frequentes neste tipo de situação”.

Assessor do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Ricardo Verdum participou do seminário que ocorreu recentemente em Brasília para discutir as obras de Belo Monte e os impactos que a usina causará nas comunidades indígenas que vivem no Xingu. Em entrevista à IHU On-Line, por telefone, ele conta que representantes da Funai e do Ibama, “órgãos do governo federal diretamente envolvidos no processo de licenciamento, que foi emitido no dia 26 de janeiro, não compareceram”.

Na avaliação do pesquisador, a população indígena ainda “é bastante dispersa. Por isso é necessário um trabalho permanente muito forte de discussão, informação, articulação”.
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