Mais de mil mulheres marcham no Ceará contra os agrotóxicos

Mais de 1.000 mulheres dos movimentos sociais do Ceará, como o MST, o Movimento dos Conselhos Populares e a Central dos Movimentos Populares, fazem duas marchas para denunciar os impactos negativos para a saúde humana e para o ambiente com uso excessivo de agrotóxicos no Brasil.

Em Fortaleza, mais de 600 mulheres marcharam em direção ao Palácio da Abolição, do governo do Estado. Em Santa Quitéria, 500 mulheres protestam contra a instalação da mina de Itataia. As atividades fazem parte da Jornada de Lutas das Mulheres da Via Campesina, que já realizou ações em seis estados.  Abaixo, leia a nota do MST, do Movimento dos Conselhos Populares e da Central dos Movimentos Populares sobre as mobilizações no Ceará.

MULHERES DO CAMPO E DA CIDADE NA LUTA POR DIREITOS

Em todo o Brasil, as mulheres da Via Campesina em conjunto com outros movimentos urbanos, deflagraram a Jornada de Lutas das Mulheres para denunciar a utilização excessiva de agrotóxicos nas lavouras brasileiras, responsabilidade do modelo de produção do agronegócio. Continue lendo “Mais de mil mulheres marcham no Ceará contra os agrotóxicos”

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Mulheres camponesas ocupam BNDES no Rio de Janeiro

MST – Nesta quarta (02/03), cerca de 300 mulheres trabalhadoras do campo e da cidade ocuparam a sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no centro do Rio de Janeiro, para denunciar os efeitos negativos à vida humana e à natureza da utilização excessiva de agrotóxicos pelo agronegócio. Durante o dia, está previsto um ato político com a participação de várias entidades, sindicatos, partidos e movimentos sociais.

O objetivo da mobilização é denunciar os altos investimentos e empréstimos do BNDES aos grandes latifundiários e às transnacionais, que hoje dominam a agricultura no Brasil e se apropriam da natureza e da riqueza produzida no campo.

Os recursos públicos administrados pelo BNDES não podem ser utilizados sem critérios técnicos e legais e desrespeitando a legislação ambiental em vigor, em favor de uma irresponsável e destruidora expansão dos monocultivos. Continue lendo “Mulheres camponesas ocupam BNDES no Rio de Janeiro”

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Organizações e Movimentos lançam Nota sobre o INCRA/MA

 Autor: divulgação/internet

Movimentos sociais e outras organizações do Maranhão enviaram a carta abaixo aos Ministros Antonio Palocci, da Casa Civil, e Afonso Florence, do Desenvolvimento Agrário, e a Rolf Hackbart, Presidente do INCRA:

“Os movimentos sociais e organizações que lutam por reforma agrária no Maranhão vêm posicionar-se sobre a atual situação do INCRA, pois sendo ele o lugar do planejamento e execução das ações de reforma agrária do governo Federal nos preocupa a sua situação atual e perspectiva que se desenha.

Considerando, que a SR (12) do INCRA no Maranhão responde por cerca de 960 assentamentos, e um universo mais de 130 mil famílias;

Considerando, que a capacidade operacional da unidade no Maranhão é infinitamente menor do que o que necessita para atender a demanda dos assentamentos, principalmente em obtenção de terras, infra-estrutura, Assistência técnica, agroindústria, educação do campo,crédito de apoio e consolidação; Continue lendo “Organizações e Movimentos lançam Nota sobre o INCRA/MA”

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Perú: Educación de niños y adolescentes indígenas afronta graves deficiencias

Por Jahve Mescco

Servindi, 2 de marzo, 2011.- En el Perú se vulnera el derecho fundamental de acceso a una educación intercultural bilingüe de calidad de más de un millón de niños, niñas y adolescentes indígenas, debido a la deficiente contratación de docentes, a la carente formación y capacitación de maestros especializados, y a la ineficaz gestión de muchas de las entidades vinculadas.

A pocos días de iniciar el proceso de contratación docente –con un retraso que implicaría la demora en el comienzo de las clases en algunos colegios – la Defensoría del Pueblo evidenció que existen graves deficiencias en la contratación de profesores bilingües y especializados en Educación Intercultural Bilingüe (EIB). Continue lendo “Perú: Educación de niños y adolescentes indígenas afronta graves deficiencias”

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BA – Acampamento na ocupação da Veracel já tem nome: “Irmã Dorothy Stang”

O acampamento montado anteontem, dia 28, por 1.500 mulheres do MST, nas imediações de Eunápolis, Bahia, já tem nome: chama-se Irmã Dorothy Stang, numa bela homenagem à “freira guerreira” assassinada no Pará. E na terra antes ocupada pelos eucaliptos da Veracel, já estão sendo plantados alimentos.

Segundo Ivonete Gonçalves, do CEPEDES e nossa companheira do GT Combate, “a situação é de muita pressão, tanto por parte  da polícia quanto da empresa, o que não está impedindo que o trabalho continue. Todos os dias estamos fazendo uma ação no local”.

Depois da derrubada dos eucaliptos, elas se dedicaram à limpeza do solo, antes de dar início ao plantio desta tarde. Um grupo se dedica a cuidar das 280 crianças que também participam da ocupação. E há também uma equipe se dedicando à organização – na qual Ivonete se integrou, dando o seu apoio.

“Para o dia 8, estamos programando uma comemoração do dia da mulher. E isso numa temperatura de 33 a 35 graus, debaixo da lona! Mas está muito bonito, com as crianças e tudo o mais”, diz ela. ( TP).

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Argentina: ‘A incidência de violência sexual entre indígenas é baixíssima’

A antropóloga social Silvia Hirsch trabalha há 20 anos sobre identidade, gênero e organização política em diversos povos originários. E se converteu em especialista de um aspecto pouco conhecido das comunidades indígenas atuais: sua vida cotidiana. A gravidez, a maternidade, as posturas sobre o aborto, os métodos anticoncepcionais. A organização familiar, os papéis do homem e da mulher. A educação e a relação com as novas tecnologias. A entrevista é de Natalia Aruguete e Bárbara Schijman e está publicada no jornal Página/12, 28-02-2011. A tradução é do Cepat. Eis a entrevista.

Em Mulheres Indígenas na Argentina: corpo, trabalho e poder, você examina o modo como se constroem e compatibilizam as práticas ligadas à maternidade, o trabalho e o papel da mulher na tomada de decisões. Que peculiaridades você encontrou na mulher indígena?

Trabalho com o grupo chirigua – ainda que eles se autodenominem guarani –, nas terras baixas do nordeste argentino, em salta e Jujuy. Por um lado, nota-se que a mulher tem um enorme protagonismo dentro de sua sociedade, em todos os níveis: na tomada de decisões, na agricultura, na economia doméstica. O que não tem, ainda que isto esteja mudando gradativamente, é uma posição na esfera política da comunidade. Há uma diferença entre o poder, assim como nós o concebemos, relacionado com a função pública e o estar fora, e o doméstico, o comunitário e o familiar, onde se vive um maior protagonismo da mulher.
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Mulheres defendem direitos em favelas pacificadas

A paz forçada em que vivem mais de 200 mil habitantes do conjunto de favelas do Complexo do Alemão, ocupado pelas forças armadas no Rio de Janeiro, abre caminho para reconhecer os direitos mais básicos. Enquanto o tráfico de drogas e os grupos armados são o problema com o qual mais se identificam essas comunidades, a violência contra as mulheres se mantinha até agora velada, embora muito frequente, e pouco atendida pelas autoridades. A reportagem é de Fabíola Ortiz, da IPS e publicada pela Agência Envolverde, 01-03-2011.

“As mulheres não podiam abrir a boca e não tinham a quem recorrer. Era muita agressão. Maridos violentos existem em qualquer sociedade, mas por ser uma comunidade fechada às leis e à proteção, tudo se torna mais vulnerável”, disse à IPS Sheila Santos de Andrade, de 34 anos.

A delegada de polícia Célia Silva Rosa, encarregada de atender as mulheres vítimas de agressão ou abusos, disse à IPS que “antes da pacificação eram poucas as queixas de vítimas das comunidades pobres. Muitas tinham medo de sofrer represálias do tráfico de drogas. Os autores dos crimes ameaçavam denunciá-las ao chefe local do tráfico”. Em dezembro, uma equipe policial permaneceu uma semana no Complexo para registrar denúncias.
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Longo, mas imperdível: “OBSOLESCENCIA PROGRAMADA – (COMPRAR, TIRAR, COMPRAR)”

Baterías que se ‘mueren’ a los 18 meses de ser estrenadas, impresoras que se bloquean al llegar a un número determinado de impresiones, bombillas que se funden a las mil horas… ¿Por qué, pese a los avances tecnológicos, los productos de consumo duran cada vez menos?

Rodado en Cataluña (Catalunya) , Francia, Alemania, Estados Unidos y Ghana, Comprar, tirar, comprar, hace un recorrido por la historia de una práctica empresarial que consiste en la reducción deliberada de la vida de un producto para incrementar su consumo porque, como ya publicaba en 1928 una influyente revista de publicidad norteamericana, “un artículo que no se desgasta es una tragedia para los negocios”. Continue lendo “Longo, mas imperdível: “OBSOLESCENCIA PROGRAMADA – (COMPRAR, TIRAR, COMPRAR)””

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Carta denúncia do uso abusivo de agrotóxicos na fumicultura

Carta às Autoridades – Coletivo Triunfo

Nós, agricultores familiares organizados por meio do Coletivo Triunfo, sujeito coletivo do qual fazem parte famílias dos municípios de São João do Triunfo, São Mateus do Sul, Fernandes Pinheiro, Palmeira, Rio Azul, esses no Paraná, e Bela Vista do Toldo e Irineópolis, no estado de Santa Catarina, reunimo-nos no dia 24 (vinte e quatro) de fevereiro do ano de 2011 para expor, denunciar e pedir providências quanto às violações a diversos direitos, dentre eles o de livre escolha do nosso sistema de produção, e também quanto aos danos gerados à nossa saúde e ao meio ambiente, em decorrência do uso abusivo de agrotóxicos nas lavouras de fumo existentes na nossa região que engloba o centro-sul do Paraná e Planalto Norte Catarinense.

O Paraná é o terceiro maior produtor de fumo do país, perdendo apenas para Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que ocupam primeiro e segundo lugares, respectivamente. A região centro-sul do Paraná é responsável pela maior produção do estado, sendo Rio Azul, Ipiranga e São João do Triunfo os municípios que detêm a maiores produções. O grande número de plantações de fumo e da constante utilização de agrotóxicos em todo o ciclo da cultura origina um cercamento que ameaça nossa produção, seja ela convencional, em transição ou agroecológica, o que pode ser exemplificado a partir da Comunidade Barra Bonita, em São João do Triunfo, onde há 140 agricultores que lá vivem e produzem, mas apenas 4 não plantam fumo. Continue lendo “Carta denúncia do uso abusivo de agrotóxicos na fumicultura”

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