‘Queremos água ou mineração? Vida ou degradação?’ Entrevista especial com Ruben Siqueira

“É preciso mineração? Claro que sim. Mas a expansão da mineração a esse custo para atender uma demanda que vem de outros países é um desrespeito”, afirma o militante social.

Além de sofrer grandes consequências em função da transposição do seu curso de água, o rio São Francisco também está sendo condenado pela contaminação dos rejeitos de chumbo, cádmio e cobre resultantes da exploração minerária no sudoeste da Bahia e Minas Gerais. Em entrevista à IHU On-Line, por telefone, o representante da Comissão Pastoral da Terra – CPT-Bahia, Ruben Siqueira, analisou a situação do rio e denunciou as agressões que o Velho Chico vem sofrendo. “A transposição é, talvez, o caso mais contundente. Não basta esses sobreusos; estão querendo que as águas do São Francisco sejam suficientes para o abuso fora da bacia em nome do crescimento econômico”, disse ele.

O governo defende a transposição do São Francisco com a justificativa de acabar com a sede na região Nordeste, mas, segundo Ruben, o rio está com tamanho sobreuso que a qualidade dessa água é muito ruim. “A água que será transposta é de má qualidade, classe 4. Os estudos mostram que há classes de água de 1 a 5, sendo 5 a pior qualidade. Vão levar água ruim para o povo beber, então?”, questionou. Confira a entrevista. Continue lendo “‘Queremos água ou mineração? Vida ou degradação?’ Entrevista especial com Ruben Siqueira”

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Declaración final del II Encuentro de la Nación Guaraní

COMUNIDAD INDÍGENA PAÏ TAVYTERÄ, JAGUATI

DEPARTAMENTO DE AMAMBAY – PARAGUAY, 24 AL 26 MARZO DE 2011

Los representantes de diferentes comunidades y organizaciones de la Nación Guaraní de Argentina, Paraguay, Bolivia y Brasil reunidos en la comunidad indígena Paî Tavyterâ de Jaguatí del departamento de Amambay, República del Paraguay, y siguiendo los lineamientos y propuestas del I Encuentro de los Pueblos Guaraní de América del Sur realizado en Tekoha Añetete, municipio de Diamante D’Oeste, estado de Paraná, realizamos la siguiente declaración bajo el lema Yvy maraê’y tetã Guarani mbareteverã, y en el espíritu de nuestros ancestros y nuestros innumerables hermanos que murieron a lo largo de estos siglos, en la resistencia, por mantener su identidad, dignidad como pueblo y sus tradiciones, su modo de ser, su cultura.

Considerando

o Que la Nación Guaraní siempre se desarrolló y transitó en un espacio territorial sin fronteras y bajo el estricto dominio de sus reglas de convivencia y sus costumbres.

o Que para el Guaraní su territorio es el lugar donde vivían sus ancestros y donde se articulan la biodiversidad, la cultura y la espiritualidad. Continue lendo “Declaración final del II Encuentro de la Nación Guaraní”

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Guaranis concluem encontro no Paraguai com demandas ancestrais

Imagen activaAmambay, Paraguai, 26 mar (Prensa Latina) – Os mais de mil 200 participantes ao II Encontro da Nação Guarani concluem hoje aqui com uma declaração final uma reunião de três dias na que reivindicaram seus direitos ancestrais. O  encontro começou na útima quinta-feira, e participam originários guaranis da Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai.

Nos dois primeiros dias do encontro foram debatidos temas como a Territorialidade, Autonomia e Autodeterminação e o livre trânsito da Nação guarani dentro do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Abordaram também a criação de uma instância permanente da Nação guarani dentro desse bloco subregional.

Os representantes dos diferentes povos guaranis concluíram sobre o primeiro tema que o território “é o lugar onde viviam nossos avôs e não lhes faltava nada”, o espaço onde se articulam a biodiversidade, a cultura e espiritualidade. O território, disseram, “é a selva, a que amamos e nos sentimos protegidos, sem medo. É onde vivemos. É a América”, refere o documento ainda em discussão. Continue lendo “Guaranis concluem encontro no Paraguai com demandas ancestrais”

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MG – Colóquio: Conversa sobre Quilombos e Educação

O Programa Ações Afirmativas na UFMG,  o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação – NEPER/UEMG e o Núcleo de Estudos AfroBrasileiros NEAB/CEFET promovem o Colóquio: Conversa sobre Quilombos e Educação, 8 de abril, sexta feira, das 19 às 22 horas.

Convidados: Lilian Gomes – Doutora em Ciência Política – FAFICH/UFMG, integrante do Centro de Estudos Sociais da América Latina – CESAL; Nádia Cardoso – Mestre em Educação/UNEB e Coordenadora de Educação para as Relações Étnico-raciais e Diversidade da Secretaria da Educação da Bahia; e  Ricardo Álvares – Mestre em Antropologia – FAFICH/UFMG, integrante do Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – CEDEFES e da Coordenação Colegiada do GT Combate ao Racismo Ambiental.

O evento será realizado na Faculdade de Educação da UFMG, Auditório Luiz Pompeu, na Av. Antônio Carlos 6627, Pampulha. Serão emitidos certificados de participação.

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Abertas inscrições para o III ENUNE (Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE)

O III ENUNE sera realizado entre os dias 20 a 22 de maio de 2011 na Escola de Arquitetura no Campus Federação da UFBA na cidade de Salvador.

A programação concebida está estruturada a partir de três eixos fundamentais: o eixo político, o eixo acadêmico e o eixo
artístico-cultural

No que se refere ao eixo político, a proposta está assentada na realização dos grupos de debates (GD) como forma de promover a atualização e a consolidação das bandeiras que são estratégicas ao conjunto da juventude negra brasileira.

Temáticas: Saúde da População Negra; Mulheres Negras; Mídia e Racismo; Livre orientação sexual; Ancestralidade africana e conhecimentos tradicionais; Racismo Ambiental; Racismo e o mundo do trabalho. Continue lendo “Abertas inscrições para o III ENUNE (Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE)”

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ES – “Santinha do pau oco” (e MPE/ES inova em termos de Racismo Ambiental)

Uma observação interessante: desde que nos apropriamos antropofagicamente do conceito de Racismo Ambiental, adaptando o termo criado por Benjamin Chavis à realidade brasileira, uma das inovações que defendemos foi o que chamamos de “racismo de origem”, grosseiramente exemplificado pela discriminação que sofrem nordestinos e nordestinas por parte de muitos habitantes do Sul/Sudeste. Na matéria abaixo, o Ministério Público Estadual do Espírito Santo vai bem mais longe: acusa uma empresa de racismo ambiental por não utilizar entre nós as mesmas  técnicas avançadas que protegem os habitantes dos países mais desenvolvidos onde também atua. Se recordarmos a afirmativa de um Promotor alemão, publicada neste Blog, de que se a planta da Thyssen Krupp em Sepetiba estivesse na Alemanha já teria sido fechada, só podemos reconhecer a pertinência da acusação. E pensar que ela é válida provavelmente para a maioria absoluta das indústrias que aqui atuam – estrangeiras e nacionais. Aliás, não só aqui, mas na maioria dos países do Sul e, em nível bem pior, na África. TP.

Manaira Medeiros

Finalmente, o Ministério Público Estadual (MPES) resolveu enquadrar a ArcellorMital, para que use tecnologias adequadas de minimização dos poluentes que lança na atmosfera da Grande Vitória, dia e noite. A Ação Civil Pública contra a empresa, que inclui devidamente o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Iema), vem com atraso, considerando o tempo que a transnacional se recusa a instalar equipamentos modernos, apesar das inúmeras tentativas. Porém, é mais do que necessária. E urgente.

O MPES acusa a poluidora de prática de racismo ambiental, por usar tecnologias inferiores às de outros países. É que a Arcellor se nega veementemente em implantar as telas Wind Fences, no Estado, em processo de implantação pela Vale. Muitos foram os encontros nesse sentido, reivindicados pelas associações dos bairros atingidos pelo incômodo pó preto, que acionaram o Ministério Público, todos com recusa da empresa, que sempre se valeu de inúmeros argumentos para não firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com compromissos para reduzir os impactos à saúde da população. Continue lendo “ES – “Santinha do pau oco” (e MPE/ES inova em termos de Racismo Ambiental)”

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Japão – AIEA confirma presença de água radioativa também no reator 1 de usina

Detectada a presença de iodo 131, césio 137 e césio 134 a níveis comparáveis aos da área do reator 3

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou neste domingo que no reator 1 da usina de Fukushima foi detectada a presença de iodo 131, césio 137 e césio 134 a níveis comparáveis aos da área do reator 3 onde três trabalhadores ficaram feridos na quinta-feira passada.

Esses três operários entraram em contato com água radioativa a um nível dez mil vezes superior ao normal, e dois deles tiveram que ser hospitalizados. Em seus últimos comunicados sobre a situação em Fukushima, a AIEA indicou que nos dois trabalhadores internados “foi confirmada uma grande contaminação da pele nas pernas”. Os dois operários receberam dose de entre 2 e 6 sieverts, níveis que podem ser fatais. No entanto, a AIEA indica que “embora os pacientes não precisem de tratamento médico, os médicos decidiram mantê-los no hospital para acompanhar sua evolução durante os próximos dias”.

A Agência teme que a radioatividade no reator 3 provenha de uma ruptura na câmara de contenção do reator, embora não se descarte que a origem possa estar na piscina que armazena o combustível usado. Continue lendo “Japão – AIEA confirma presença de água radioativa também no reator 1 de usina”

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‘A questão não é tomar o poder, mas romper com a lógica do capital’

Unisinos – Inspirado no movimento zapatista, John Holloway, o autor do livro Mudar o mundo sem tomar o poder considera que a mudança não passa por partidos e nem deve objetivar o Estado. Publicado em 2002, o livro Mudar o mundo sem tomar o poder é uma das obras que mais causou polêmica na esquerda mundial recentemente. Como o título aponta, sua proposição incendiária – fundamentada no marxismo – é a da construção de uma nova sociedade a partir da destruição do poder e não da tomada do Estado.

Fortemente inspirado pelo movimento zapatista, que desde 1994 se consolida de forma autônoma ao Estado mexicano no sul do país, o irlandês radicado no México John Holloway passou a ser referência no circuito anticapitalista, questionando formulações altamente solidificadas na esquerda tradicional, como a necessidade de partidos, da unidade, da retórica de classe e da categoria de totalidade.

Às portas de lançar em espanhol – no México, Argentina, Espanha e Peru – o seu novo livro Crack Capitalism, Holloway concedeu uma entrevista a Gabriela Moncau e Júlio Delmanto da revista Caros Amigos no final de janeiro nas dependências da Benemérita Universidade Autônoma de Puebla (BUAP), a duas horas da capital mexicana, onde leciona há mais de vinte anos. A íntegra da entrevista encontra na edição 168 da revista Caros Amigos nas bancas. Eis trecho da entrevista. Continue lendo “‘A questão não é tomar o poder, mas romper com a lógica do capital’”

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PT do Pará não se acerta e Dilma escolhe o paranaense Celso Lacerda novo presidente nacional do INCRA

Celso Lacerda

Desacertos entre as tendências internas do partido no Pará e uma forte pressão do MST fizeram com que a presidente Dilma Rousseff decidisse por nomear o paranaense Celso Lacerda, 48 anos, para a presidência nacional do INCRA em detrimento a Cassio Pereira, indicado pelo do PT paraense.

Celso Lacerda é agrônomo, nasceu em Tupã-SP e se formou na Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR), onde se licenciou em matemática. Antes de chegar ao Incra, passou 23 anos trabalhando com cooperativas de pequenos agricultores do Paraná

É esperada uma aceleração da reforma agrária com a chegada de Lacerda, cujos resultados durante os oito anos de governo Lula foram criticados por movimentos sociais agrários. Ele terá de lidar com o clima de instabilidade criado pelos planos do governo de fazer mudanças na estrutura administrativa do Incra.

O jornalista Evandro Éboli, do Extra, ouviu Celso Lacerda com exclusividade. Acompanhe: Continue lendo “PT do Pará não se acerta e Dilma escolhe o paranaense Celso Lacerda novo presidente nacional do INCRA”

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Estudante é perseguido após denunciar policiais por racismo no RS

Universitário recebeu cartas anônimas e passou a ser constantemente abordado

Do R7.

Um estudante da Unipampa (Universidade Federal dos Pampas), no Rio Grande do Sul, começou a ser perseguido por policiais depois de denunciar agressões e racismo durante uma abordagem da Brigada Militar.

Natural da Bahia, o aluno do curso de história recebeu duas cartas anônimas e passou a ser constantemente averiguado por oficiais. Ele registrou o caso na Polícia Civil, na Promotoria de Justiça e na Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Apesar das denúncias, as ameaças continuaram. O estudante teve que sair às pressas de Jaguarão, cidade onde a Unipampa fica localizada, e foi levado a Porto Alegre. Nos próximos dias, ele deve retornar para a Bahia. Continue lendo “Estudante é perseguido após denunciar policiais por racismo no RS”

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