Portal Palmares registra grande número de ações contra racismo

Divulgação/Vírgula.uol.com
O atacante Emmanuel Adebayor mostra as chuteiras da campanha contra o racismo

Por Fernanda Lopes

No Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, são notáveis as conquistas da população negra. E a Palmares, além de noticiar esses avanços, difunde o que é publicado em outros veículos de comunicação, funcionando com um termômetro da luta contra a discriminação. Na seção Outras notíciasdos últimos dias, por exemplo, o portal da Fundação registrou um número considerável de iniciativas de combate ao racismo.

Na seção, é possível acompanhar notícias sobre cultura negra, comunidades quilombolas, religiões de matriz africana, além dos avanços e conquistas do movimento negro. Entre os avanços, as práticas de racismo que estão sendo denunciadas e punidas, demonstrando que a luta contra o preconceito tem surtido efeitos positivos no Brasil, apesar de ainda não ter a força que se espera para combater o mal. Continue lendo “Portal Palmares registra grande número de ações contra racismo”

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RACISMO: Tottenham adota esquema de denúncias via mensagem de texto

Adebayor fez os dois primeiros gols da vitória merengue

LONDRES, INGLATERRA (O REPÓRTER) – Se dentro de campo, o Tottenham fez feio e foi goleado pelo Real Madrid por 4×0, na partida de ida das quartas-de-final da Liga dos Campeões, fora dele parte dos seus torcedores fez vergonha. O atacante togolês Adebayor, que marcou dois gols no confronto, sofreu ofensas racistas por parte de torcedores do time inglês, em pleno Santiago Bernabéu.

A diretoria dos Spurs resolveu tomar providências para evitar a repetição das ofensas na partida de volta. Os torcedores que comparecerem ao White Hart Lane, na próxima quarta-feira (13), terão à disposição um número de telefone pra denunciar ofensas racistas via mensagem de texto.

O clube se manifestou quanto ao episódio através de nota oficial publicada em seu site: “Não toleramos discriminação de nenhum tipo no clube, no campo ou nas arquibancadas. Se presenciarem algum ato de discriminação ajude-nos a eliminá-lo do futebol nos informando sobre isso”, diz a mensagem.

http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=45804

 

 

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Tintin vai a tribunal acusado de racismo contra congoleses

Por Redacção

O Tribunal de Primeira Instância de Bruxelas aceitou a queixa de um cidadão congolês contra o livro Tintin no Congo, que reclama contra o retrato racista dos habitantes locais.

Conta o Jornal de Notícias que uma queixa apresentada em 2007 por Bienvenu Mbutu Mondondo foi finalmente aceite em tribunal.

Mondondo reclama que Tintin no Congo, publicado por Herge entre 1930 e 1931, quando o Congo era ainda uma colónia belga, deve seja interdito ou pelo menos deve incluir um prefácio que explique «o contexto colonial e histórico da época da concepção do álbum», assinalando que algumas personagens têm propósitos racistas.

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=257400

 

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Seminário e exibição de filme marcam lançamento em Belo Horizonte de coleção sobre história da África

Amanhã, dia 13, a Faculdade de Educação (FaE) recebe seminário de lançamento da Coleção História Geral da África em língua portuguesa. O evento reunirá pesquisadores de todo o país para discutir temas como educação das relações étnico-raciais, interculturalidade, intolerância religiosa e relações entre o Brasil e o continente africano.

Antes do lançamento oficial, será exibido o filme Terra Deu Terra Come, às 19h30 de hoje, 12, no Palácio das Artes, seguido de debate com o diretor Rodrigo Siqueira e a com professora Sônia Queiroz, da FaE. O filme aborda temas da cultura afrobrasileira, como a presença da tradição dos povos de origem banto na cultura mineira e aspectos da historia da mineração na região de Diamantina, tendo como cenário a comunidade quilombola Quartel do Indaiá. A participação nos dois eventos é gratuita. Não é necessário fazer inscrições.

O seminário discutirá os temas Brasil-África: heranças históricas e perspectivas contemporâneas; Diáspora africana: território, identidade negra e educação; e História da África e cultura afro-brasileira: perspectivas educacionais.

O evento, que será realizado no auditório Neidson Rodrigues da FaE, no campus Pampulha, tem início às 8h, com apresentação do Grupo de Choro da Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais, seguida de sessão solene de abertura. Continue lendo “Seminário e exibição de filme marcam lançamento em Belo Horizonte de coleção sobre história da África”

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Busca por urânio em Minas

Marta Vieira

As pesquisas de urânio começam a ser, efetivamente, retomadas no Brasil pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), sucessora da extinta Nuclebrás, com um programa intenso de busca do minério radioativo em Minas Gerais. O mais novo foco de trabalho dos geólogos contratados pela empresa vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia será o Norte de Minas, informou, ontem, o diretor de Recursos Mineiras da INB, Otto Bittencourt Netto. Ainda em terras mineiras, estão previstas pesquisas na região Nordeste e em alguns pontos da área Central, a exemplo de Santa Bárbara e Rio Acima, na Grande Belo Horizonte, onde há ocorrências do mineral associadas ao ouro.

Em meio à polêmica sobre as consequências do acidente na usina nuclear de Fukujima, provocado por terremoto seguido de tsunami no Japão, a INB retomou seu programa de pesquisas depois de duas décadas sem qualquer investimento nas ocorrências do mineral no país. “Minas Gerais é sempre uma prioridade na busca de qualquer mineral. Vamos retomar a pesquisa também em Goiás, Tocantins e na Bahia, com a meta de ampliar as reservas brasileiras para atendermos a demanda futura de energia que será muito grande”, afirmou o diretor do INB.

Segundo Otto Bittencourt, não há porque temer o programa de investigação do subsolo brasileiro, definido no mesmo projeto do governo federal para construção de mais quatro usinas nucleares. “Em termos de geologia, Brasil e Japão têm situações totalmente diferentes”, diz o diretor da INB, ao observar que o Brasil está sobre placas tectônicas que se afastam entre si, diferentemente do choque que levou aos incidentes no Japão. Continue lendo “Busca por urânio em Minas”

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Japão eleva gravidade de crise nuclear para nível máximo

Por Shinichi Saoshiro e Kazunori Takada

TÓQUIO (Reuters) – O governo do Japão elevou na terça-feira o nível de gravidade de sua crise nuclear de 5 para o máximo de 7, se igualando ao desastre de Chernobyl, depois que outro grande tremor atingiu o já devastado leste do país.

Os engenheiros não estavam perto de restabelecer os sistemas de refrigeração dos reatores da usina de Fukushima, fundamentais para reduzir a temperatura das superaquecidas barras de combustível nuclear.

É um sinal de que a batalha para conter os estragos causados pelo recente terremoto seguido de tsunami estava longe de terminar, embora o incêndio da terça-feira nas instalações da usina parecia ter sido extinto. Continue lendo “Japão eleva gravidade de crise nuclear para nível máximo”

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Encontro Nacional das Mulheres do MAB – Direitos Humanos (vídeo)

Vídeo realizado pela equipe de comunicação do Encontro Nacional das Mulheres do MAB, entre 04 e 07 de abril de 2011, em Brasília. O vídeo apresenta um pouco as violações dos Direitos Humanos que acontecem no processo de construção de barragens, especialmente em relação às mulheres, a partir de depoimentos de mulheres atingidas e do relatório da Comissão Especial “Atingidos por Barragens”, que aponta um padrão de violação de direitos humanos em áreas de construção de barragens.

 

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Mbarakay – Violência e Dor , por Egon Heck

“Eu estava trabalhando na fazenda do Rodrigues, quando o grupo Kaiowá Guarani do Mbarakaí, do cacique Alipio Aquino começou a adoecer de sarampo. No começo a gente ia ao velório. Era uma criança enterrada de manhã, depois de tarde já era outra. Depois foram morrendo tanta criança que a gente já não podia mais acompanhar tudo”. (Rosalino – Avá Tupã Xirinó)

Este fato, narrado por Rosalino, ocorreu em 1974, há uns 16 quilômetros da cidade de Iguatemi, no cone sul do Mato Grosso do Sul, região de fronteira com o Paraguai. Os sobreviventes foram levados por pastores da Igreja Evangélica Presbiteriana para a Reserva Indígena de Sassoró. Ará Verá Bydu estava entre eles.

Sentado num banquinho, juntamente com sua esposa Loide, Ará Verá inicia sua narrativa de dor, sofrimentos e mortes. O relato é entrecortado por momentos de muita emoção e lágrimas.  Ao lembrar as duas voltas ao tekohá Mbarakaí, a imediata expulsão por grupos de pistoleiros e fazendeiros, ele relata minuciosamente os ataques sofridos e as drásticas conseqüências para o seu grupo, que apenas retornara à sua terra tradicional na esperança de que possa voltar a viver em paz e com tranqüilidade. Continue lendo “Mbarakay – Violência e Dor , por Egon Heck”

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MS – Assembléia do Povo Terena de Taunay-Ipegue: Organização e Resistência!

ALDEIA ÁGUA BRANCA

Abril indígena: Organização e Resistência!

Nós do povo Terena, da T.I. Taunay-Ipegue, Aldeia Água Branca, município de Aquidauana, Mato Grosso do Sul, reunidos em Assembléia para discutirmos e deliberarmos sobre as questões que envolvem a demarcação de nossa terra tradicional, encerradas as discussões, vimos pelo presente documento nos manifestar sobre a nossa realidade atual e, ao final, fazermos as nossas reivindicações.

Nossa Terra Indígena já foi identificada por meio de Relatório publicado no Diário Oficial da União em 13/08/2004 com superfície de 33.900 ha. Porém, até hoje, ocupamos apenas 6,4 mil hectares para uma população de 7 mil Terenas. Após a identificação de nossa terra, fazendeiros incidentes moveram uma Ação Judicial na Justiça Federal de Campo Grande (Proc. n° 3009-41.2010.403.6000 – Autor: Nilton Lippi e outros) sendo determinado pela Juíza responsável pelo caso a paralisação total do processo de demarcação.

Depois disso, nada avançou e o tempo vem passando sem nenhum posicionamento da Justiça e até a Portaria Declaratória dos limites de nossa terra não foi assinada pelo Ministro da Justiça, o que vem gerando para nosso povo grandes angústias, indignação e muitos problemas internos por toda essa demora.

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Entrevista com Gegê, do Movimento de Moradia: “Não vou descansar enquanto o Estado não for para o banco dos réus”

Patrícia Benvenuti, da redação

O fim de um processo, mas não o fim de uma prisão. Para Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, não há sentença que apague as recordações dos oito anos em que foi acusado de um crime que jamais cometeu.

Um dos líderes do Movimento de Moradia do Centro (MMC), Gegê foi absolvido em um julgamento realizado nos dias 4 e 5 de abril, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Ele era acusado de ser mandante do assassinato de José Alberto dos Santos Pereira Mendes, morto em agosto de 2002 em um acampamento do MMC na capital paulista.

De 2002 até o dia de seu julgamento, Gegê foi preso, enfrentou rebeliões e chegou a ser considerado foragido da Justiça. Para o militante, o período representou um corte em sua vida. “Foram oito anos sem ter o direito de viver”, resume.

A sessão permaneceu lotada durante os dois dias de julgamento. Políticos e representantes de várias entidades prestavam solidariedade ao líder e denunciavam perseguição política contra Gegê e criminalização contra os movimentos sociais. Continue lendo “Entrevista com Gegê, do Movimento de Moradia: “Não vou descansar enquanto o Estado não for para o banco dos réus””

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