Argentina: Derecho humano al territorio

Foto: Alejandra Bartoliche. La comunidad Paichil Antriao sufrió en 2009 un desalojo y la destrucción de sus viviendas.

La Comisión Interamericana de Derechos Humanos le pidió al Gobierno que adopte medidas para garantizar “la vida y la identidad” de una comunidad que viene siendo hostigada y despojada de sus territorios desde hace años.

Por Darío Aranda*

Página 12.- “Garantizar la vida y la integridad personal de la comunidad Paichil Antriao.” Es la orden de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) para el gobierno nacional luego de aceptar la medida cautelar solicitada por el Observatorio de Derechos Humanos de Pueblos Indígenas (ODHPI). La comunidad mapuche vive en la localidad de Villa La Angostura desde el siglo XIX, reconocida por documentos del propio Estado nacional.

La ciudad creció sobre territorio indígena, en un lento pero sostenido proceso de apropiación territorial. En noviembre de 2009, parte de la comunidad sufrió un nuevo desalojo y la destrucción de viviendas. Desde hace dos años denuncia el hostigamiento y violencia por parte del gobierno provincial, el Poder Judicial local, la policía y guardias privados. La decisión de la CIDH, que instó a tomar “medidas urgentes”, se da en un contexto provincial en el que existen 40 causas penales que mantienen imputados a 200 miembros de comunidades mapuches, siempre por defender su territorio. Continue lendo “Argentina: Derecho humano al territorio”

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Perú: Hoy se realiza conversatorio sobre cómo proteger a los pueblos en aislamiento

Servindi, 12 de abril, 2011.- El martes 12 de abril se realizará el conversatorio: “Por una protección efectiva de los pueblos en aislamiento”. La cita es en el Pasaje Santa Rosa, en la Plaza de Armas de Lima a partir de las 6:30 p.m.

El evento es abierto al público y abordará la problemática actual de los pueblos indígenas en aislamiento, su extrema vulnerabilidad y la urgente necesidad de protegerlos de las actividades de agricultores, madereros, mineros, petroleros y narcotraficantes.

La jornada de reflexión se realiza en el marco de la exposición “¿Expulsados en el Paraíso?” y es organizada por el Instituto del Bien Común (IBC) y la Galería Municipal de Arte Pancho Fierro de la subgerencia de Cultura de la Municipalidad Metropolitana de Lima. Continue lendo “Perú: Hoy se realiza conversatorio sobre cómo proteger a los pueblos en aislamiento”

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Pressão do agronegócio ignora alimentação da população, dizem ativistas

Pressão do agronegócio ignora alimentação da população, dizem ativistas
Grãos de soja transportados para caminhão em Rondonópolis (MT) (Foto: ©Roosewelt Pinheir/ABr)

Mudanças no Código Florestal, que permitiriam expandir a área de cultivo, reforçaria apenas modelo agrícola voltado para exportação. Grãos como soja não compõem dieta do brasileiro

Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual

São Paulo – As estimativas de recorde na safra de grãos no país em 2011 aumentam a pressão de representantes do agronegócio sobre a legislação ambiental. As mudanças no Código Florestal Brasileiro, em discussão na Câmara dos Deputados, pode reduzir áreas de preservação e anistiar desmatadores. Para ativistas e pesquisadores ouvidos pela Rede Brasil Atual, o terreno extra para o plantio, nas grandes propriedades, apenas reforçaria o modelo agrícola voltado à exportação sem preocupações com a segurança alimentar.

Na semana passada, tanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicaram aumento da produção para a safra deste ano. Como 2010 foi marcado por um recorde de produção, o aumento significaria novo rompimento da maior marca registrada na série histórica. Continue lendo “Pressão do agronegócio ignora alimentação da população, dizem ativistas”

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Após supostos insultos racistas a Adebayor, Uefa vigia torcida inglesa

Vice do comitê disciplinar afirma que juiz não relatou incidentes na súmula do jogo de ida, mas entidade poderá agir se registrar insultos nesta quarta

Após as acusações de Adebayor de ter sofrido insultos racistas por parte da torcida adversária no jogo de ida das quartas de final da Champions entre Real e Tottenham, o vice presidente do comitê de disciplina da Uefa, o suíço Jacques Antenen, estará presente na partida desta quarta-feira entre as duas equipes, no estádio White Hart Lane. Segundo o representante da entidade, não havia como tomar medidas, já que os incidentes não foram relatados nas súmulas do jogo, mas caso sejam registrados novos casos, a Uefa estará de olho e poderá agir.

O atacante togolês, autor de dois gols na goleada por 4 a 0, afirmou que ficou magoado com uma canção que teria sido entoada por torcedores dos Spurs durante 90 minutos, com a seguinte letra: ‘Seu pai lava elefantes, sua mãe é uma prostituta’. O atleta afirmou que outros jogadores, como Samuel Eto’o, queriam dar um cartão vermelho para o racismo, mas infelizmente, os atos continuam. Continue lendo “Após supostos insultos racistas a Adebayor, Uefa vigia torcida inglesa”

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‘A intelectualidade de massas é o futuro’. Entrevista especial com Ivana Bentes

Duas questões atuais e que se atravessam: o futuro do jornalismo e a questão dos direitos autoraisno Brasil. Para a professora Ivana Bentes, que concedeu a entrevista a seguir pessoalmente e por telefone à IHU On-Line, esses dois pontos ainda precisam encontrar uma forma de se desvincular do corporativismo que, até então, os domina. No caso do jornalismo, ela diz que o futuro da profissão “tem que se construído a partir dessa atual mudança de mentalidade em relação às corporações e ao tipo de democracia que queremos. O futuro do jornalismo é uma construção coletiva”.

Ao falar sobre a questão dos direitos autorais, Ivana volta à polêmica em torno da retirada do selo da licença Creative Commons do sítio do Ministério da Cultura e explica que o que está em jogo com esse símbolo é uma disputa por modelos de cultura a serem adotados. “O que nós exigimos é que a ministra da cultura se posicione sobre qual modelo que o MinC vai levar adiante daqui para a frente. Que economia criativa é essa? É a da rede horizontalizada da produção cultural ou é a da indústria cultural de poucos?”, criticou e questionou.

Ivana Bentes é graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição em que fez mestrado e doutorado na área da Comunicação e, atualmente, é professora e Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ. Confira a entrevista. Continue lendo “‘A intelectualidade de massas é o futuro’. Entrevista especial com Ivana Bentes”

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Revista Brasileiros de Raiz abre novo canal de voz para as comunidades indígenas

O mercado editorial brasileiro contará a partir do próximo dia 19 de abril, Dia do Índio, com uma publicação pioneira: Brasileiros de Raiz, revista concebida para ser um canal de voz das comunidades indígenas do País. Embora ocupem 12,64% do território nacional, tenham quase um milhão de habitantes distribuídos por 220 etnias que falam 180 línguas diferentes, têm seus direitos sob permanente ameaça e pouco espaço para defendê-los.

“É pena que hoje o imaginário de boa parte da população brasileira, perpetuado pela própria escola, é de um índio folclórico que na realidade não existe. A revista pretende colaborar para corrigir esta distorção”, diz o jornalista Cid Furtado Filho, diretor de conteúdo e idealizador da publicação editada pela RRCK Comunicação e Marketing, com o apoio das ONG’s Sociedade Nheengatu de Documentação, Preservação e Divulgação de Cultura e Esporte Indígena e Portal do Xingu.

O interesse pela questão indígena surgiu quando Cid atuou como assessor de imprensa da Fundação Nacional do Índio (Funai), onde permaneceu entre os anos 2000 e 2002. “Quando se tem a oportunidade de conhecer como realmente é o índio brasileiro, sua cultura, história e atualidade, a gente se apaixona”, diz o jornalista. Continue lendo “Revista Brasileiros de Raiz abre novo canal de voz para as comunidades indígenas”

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Bolsonaro tem até amanhã para se defender da acusação de racismo

Corregedoria da Câmara recebeu quatro representações contra deputado

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) deverá apresentar até esta quarta-feira (14) sua defesa na corregedoria da Câmara. Acusado de racismo, o deputado terá de se defender de quatro representações que poderão culminar em perda de mandato.

A partir de quarta-feira, o corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), terá 90 dias prorrogáveis por mais 90 para elaborar um parecer em que se posicionará quanto ao encaminhamento ou não do caso ao Conselho de Ética.

Caso o corregedor, em decisão conjunta com a Mesa Diretora, decida submeter o colega à investigação do Conselho, um processo de quebra de decoro parlamentar será aberto. A pena mais grave que o carioca poderá receber é a perda de mandato. Continue lendo “Bolsonaro tem até amanhã para se defender da acusação de racismo”

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CE – Comunidade negra luta para receber o título de quilombola

José Gomes dos Santos é o morador mais antigo da comunidade, com 83 anos de idade (FOTO: RAFAEL CAVALCANTE

Plínio Bortolotti

Moradores do Cercadão , em Caucaia, esperam que o reconhecimento como comunidade quilombola lhes permita acesso a serviços públicos e programas do Governo Federal, destinados aos remanescentes dos quilombos

Os moradores do Cercadão iniciaram uma luta para serem reconhecidos como comunidade quilombola. É uma das várias pelejas que a comunidade enfrentou no decorrer de sua existência. Uma das mais duras foi para garantir a posse da terra, na década de 1970.

O Cercadão, uma gleba com 20 hectares, onde moram 530 pessoas de 156 famílias, fica na praia do Icaraí, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Desde o princípio, vivem em sistema comunitário, em que a posse da terra é coletiva. Continue lendo “CE – Comunidade negra luta para receber o título de quilombola”

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Fábrica de Wellingtons

Por Bruno Cava, do Outras Palavras e Universidade Nômade

No começo do ano, escrevi sobre como a cobertura da grande imprensa em horas de comoção costuma ser pusilânime. Reproduz a morte à exaustão, explora a comiseração humana, estimula a cultura do medo. Tudo para fortalecer a agenda de segurança pública: mais vigilância, mais controle, mais punição. Se o luto consiste na esconjuração do que o morto tem de morto, para fazer valer a sua potência de vida, no (eterno) retorno do diferente que persevera em viver; a mídia da impotência fecha o zoom e pergunta aos entrevistados: e agora, como sobreviver na falta, como conviver com a morte?

O jornalismo brasileiro agonizou de vez. Cada vez mais se impõe o desejo por um mundo pós-jornais que nos livre desse horror editorial.

Enquanto isso, na surrada narrativa cristã da Queda, fala-se em falência de valores. Como se o Brasil não fosse, desde o ovo, um país profundamente desigual, semicolonial, escravagista, ultra-violento, cuja cordialidade não passa de hipocrisia letrada, da condescendência humanistóide cevada nas mais chiques vernissages de seus salões acadêmicos.

Nunca houve impunidade por aqui, mas excesso de punição. Quem crê no sistema penal para mitigar mazelas sociais desconhece a via dolorosa que vai da ação policial às prisões, passando por autuações, inquéritos, varas criminais, tribunais de justiça, recursos, varas de execução etc. Em suma, pelos mil filtros e desvios e atalhos que tornam o sistema penal uma máquina de triturar pobres e negros. Sem qualquer serventia para uma pauta de esquerda, senão uma idealista, pois está idealizando o poder punitivo. A bem da verdade, dar vivas a um estado mais forte e repressor, sob qualquer pretexto imaginável, não tem como configurar uma posição emancipadora. Continue lendo “Fábrica de Wellingtons”

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