Felipe Felix
Na última matéria do Blog Vira Mundo, discutimos sobre o CTR Santa Rosa em Seropédica no contexto da prática do racismo ambiental na Baixada Fluminense. Também denunciamos que sua construção sobre o Aquífero Piranema era um fator agravante deste projeto na medida em que, além de reforçar um modelo ambientalmente racista, também comprometia um dos mais importantes recursos hídricos da região.
Nesta semana, decidimos prosseguir o debate sobre o racismo ambiental praticado nas áreas consideradas “periféricas” através de outro exemplo: a atuação da CSA – Companhia Siderúrgica do Atlântico – no bairro de Santa Cruz, localizado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.
A noção de racismo ambiental, cunhada por acadêmicos e militantes dos movimentos sociais, foi apresentada na matéria da semana passada como sendo relacionada “às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e outras comunidades, discriminadas por sua origem ou cor” (GRUPO DE TRABALHO DE COMBATE AO RACISMO AMBIENTAL). Continue lendo “A CSA e o racismo ambiental na Zona Oeste do Rio de Janeiro”
