Curso para jornalistas vai preparar profissionais para a cobertura de gênero, raça e etnia

Inscrições são gratuitas e começam no dia 20/7. Curso vai acontecer em oito cidades: Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

De 20 de julho a 3 de agosto, profissionais e estudantes de Jornalismo podem se inscrever no Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, promovido pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM. O curso é gratuito, tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres e vai acontecer em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Segundo a coordenação do curso, profissionais e estudantes de regiões metropolitanas, do interior e de regiões próximas aos oito estados podem fazer a inscrição diretamente no sindicato local de jornalistas ou solicitar informação por e-mail. Cada localidade terá o total de 50 vagas a serem preenchidas por jornalistas, repórteres, produtores, pauteiros, redatores, editores, fotógrafos, repórteres cinematográficos de veículos impresso, on-line e eletrônicos e estudantes de Jornalismo a partir do 6º período. Continue lendo “Curso para jornalistas vai preparar profissionais para a cobertura de gênero, raça e etnia”

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SBPC debate direitos de populações tradicionais impactadas por construção de barragens

Reunião da Sociedade Brasileira para o Progesso da Ciência (SBPC) discute impactos da construçãod de barragens sobre as populações tradicionais.

Os professores Carlos Vainer, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Alfredo Wagner, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), participaram da mesa “Água, energia e populações tradicionais: barragens”, ontem à tarde, 14 de julho, dentro da programação da 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece em Goiânia (GO) desde o dia 10.

O professor Carlos focou sua explanação na apresentação do relatório final produzido por uma Comissão Especial convocada pelo Conselho da Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, sobre a situação em que se encontram os impactados pela construção de barragens no Brasil. O relatório identificou, inclusive, os direitos dos atingidos que não foram respeitados no processo de negociação das desapropriações. Seria necessário, segundo o professor, reparar e reconstruir fielmente toda a vida e o cenário social dessas pessoas que foram retiradas de suas habitações. Necessitando, com isso, a inclusão nesse processo de todos aqueles e aquelas que participavam do núcleo socioeconômico dessas famílias, afinal um indivíduo não vive isolado na sociedade, e em torno dele há fluxos de relações interpessoais, além de fluxos econômicos, que compõem a sua dinâmica social. As ações do governo e das empresas responsáveis pelas obras de grandes barragens, acabam sendo estritamente racionais e não levam em conta todos esses elementos. Há uma impressão superficial de que estão fazendo tudo ao seu alcance para “recompensar” essas pessoas pelo seu deslocamento, mas tal mudança não se reduz ao simples pagamento de indenizações ou à construção de novas casas para alojarem essas pessoas. Continue lendo “SBPC debate direitos de populações tradicionais impactadas por construção de barragens”

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Manifestantes protestam em frente à casa de Murdoch contra racismo e corrupção

AFP – NOVA YORK, EUA — Em torno de 20 pessoas protestaram nesta quinta-feira em frente à casa do presidente da News Corp., Rupert Murdoch, em Nova York, para entregar uma petição denunciando o “racismo” do canal Fox News e exigir uma investigação nos Estados Unidos sobre as atividades do grupo.

O protesto, convocado pela organização afro-americana Color of Change, foi mais midiática do que concorrida, e um de seus responsáveis tentou entregar sem êxito as petições no edifício da Quinta Avenida, em frente ao Central Park, onde Murdoch mora.

“Isso não é apenas sobre escutas telefônicas, mas também por uma agenda focada em separar os Estados Unidos”, disse o diretor-executivo da Color of Change, Rashad Robinson, ao se referir ao protesto, que ocorre em pleno escândalo pelas escutas ilegais em veículos da News International, a filial britânica do grupo News Corp.

“Mais de 110.000 membros da Color of Chance pediram à Fox News para acabar com sua provocação racial. E (o diretor da Fox News), Roger Ailes e Rupert Murdoch permaneceram em silêncio, demonstrando que estão dispostos a fazer qualquer coisa para obter lucro”, explicou. A Color of Change acusa o canal de notícias americano de recorrer a “esteriótipos raciais” em certas referências ao presidente Barack Obama. Continue lendo “Manifestantes protestam em frente à casa de Murdoch contra racismo e corrupção”

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Ator mineiro é vítima de racismo em Blumenau, Santa Catarina

Ator, DJ e Designer, Alexandre de Sena, que faz parte do elenco de Congresso Internacional do Medo, do Grupo mineiro Espanca!, está em Blumenau participando do 24º Festival Internacional de Teatro Universitário – FITUB, promovido pela Universidade de Blumenau. O ator chegou a ser fortemente agredido por policiais militares que o chamaram de “negão”. Em seguida partiram para uma sessão de socos e pontapés.

Na noite desta terça-feira, depois de acompanhar a programação do festival, decidiu seguir com mais dois amigos para um posto de conveniência da cidade. Ao chegarem lá, perceberam que o local estava bastante movimentado e decidiram ficar. Cerca de 60 pessoas(entre artistas, professores e estudantes de teatro) compartilhavam desse espaço em perfeita harmonia, sem prejudicar a ordem local. A surpresa de todos veio com a chegada de uma viatura policial ao local. Os policiais ordenaram aos berros que todos deixassem aquele lugar imediatamente.

Neste momento, o ator Alexandre de Sena aguardava em frente ao posto de gasolina dois amigos que teriam entrado na loja para comprar cervejas. Alexandre foi abordado por um dos policiais com os seguintes dizeres: “Vaza Negão! Vaza Negão!”. Alexandre apenas respondeu aos militares que estava aguardando dois amigos que teriam ido até a loja e argumentou que aquele não era o tratamento adequado a um cidadão do bem. Não satisfeitos com a resposta do ator, os policiais passaram a agredí-lo com uma sequência de tapas na cabeça, socos e pontapés. Um dos policiais ainda voltou ao carro para pegar uma arma. Alexandre chegou a ser agredido com várias coronhadas de escopeta. Logo em seguida, os policiais foram embora, como se nada tivesse acontecido. Continue lendo “Ator mineiro é vítima de racismo em Blumenau, Santa Catarina”

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MT – 5ª Romaria dos Mártires da Caminhada

Encontro, que acontece na cidade matogrossense de Ribeiro Cascalheira, celebra diversas causas: de indígena, negros e negras, mulheres marginalizadas, meninos e meninas em situação de rua, dos operários

Entre 16 e 17, Ribeirão Cascalheira, em Mato Grosso, se encherá de gentes. Gentes vindas de diversos recantos do país. Entre eles indígenas, ribeirinhos, quilombolas, homens e mulheres do campo, da cidade. Todos, unidos pela esperança de um outro mundo possível, celebrarão pela quinta vez a Romaria dos Mártires da Caminhada. O encontro, que nesta edição tem como tema “Testemunhas do Reino”, é realizado de cinco em cinco anos e dedicado àqueles que morreram defendendo a vida. A Romaria também celebra causas: a indígena, a de negros e negras, mulheres marginalizadas, meninos e meninas em situação de rua, dos operários. Os participantes da caminhada renovam seu compromisso com as lutas pela Vida e pela Justiça.

No sábado haverá uma caminhada martirial até o Santuário dos Mártires da Caminhada, localizado na Prelazia de São Félix do Araguaia, e que é a memória daqueles que viveram e que deram sua vida lutando pelo direito à Vida, à Justiça e à Liberdade. Entre eles, muitos indígenas e missionários indigenistas, assassinados na luta, como Simão Cristino Bororo, Xikão Xukuru, Dorvalino Rocha (Guarani Kaiowá), Ângelo Kretã, Galdino Pataxó Hã Hã Hãe, Marcos Verón, entre tantos outros. Continue lendo “MT – 5ª Romaria dos Mártires da Caminhada”

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‘Não existem fontes renováveis de energia’, diz Oswaldo Sevá, professor da Unicamp

O professor de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Arsênio Oswaldo Sevá Filho, especialista em energias e combustíveis, disse nesta quarta-feira (13), em palestra na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia, que não existe fonte de energia renovável.

“A ideia de que a hidroeletricidade se renova, sem dissipação ou desperdício, é uma aberração. Mesmo que uma forma se converta em outra, sempre há perda. Nenhum processo garante eficiência de 100%”, afirmou. Segundo o especialista, deveria haver um esforço geral da população para economizar energia, obras de menor porte e uma mistura maior de tecnologias. A reportagem é de Luna D’Alama e publicada por G1, 13-07-2011.

Na visão de Sevá Filho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) “não representa a interface entre o governo e a sociedade, apenas os negócios das empresas”. Mais que um projeto ambiental e de engenharia, as usinas são vistas como unidades de negócios, que precisam ser gerenciadas para ser cada vez mais lucrativas, argumentou o professor. Continue lendo “‘Não existem fontes renováveis de energia’, diz Oswaldo Sevá, professor da Unicamp”

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Fome e seca: assim a África morre

A fome. A fome tem uma força tremenda, sacode, destrói, deforma, aniquila homens, regiões, povos. É metódica, trabalha com paciência, não tem pressa. Presenteia, entre todos, a morte mais humilde e tranquila.

A reportagem é de Domenico Quirico, publicada no jornal La Stampa, 14-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nos olhos desses moribundos, não se lê sinais de vida ou de expressão. Molécula após molécula, a fome espreme as gorduras e seca as albuminas das células humanas. Torna os ossos tão frágeis que se quebram ao toque, faz encurvar as pernas das crianças, dilui o sangue que flui sem força e sem peso, faz girar a cabeça, disseca os músculos, corrói por fim o tecido nervoso.

Esse é o primeiro passo: depois, a fome esvazia a alma, afugenta a alegria e a esperança, tira a força de pensar e provoca resignação, egoísmo, crueldade, indiferença.

Em Ogaden, na Etiópia, mães, cegas pela fome, jogaram seus filhos nos poços secos, deixaram-nos na beira da estrada, apoiados em um arbusto. Sem se voltarem para trás, recomeçaram a caminhar, passo a passo. Alimento, comida, comer alguma coisa, qualquer coisa: grama seca, dejetos, arbustos, raízes, animais mortos. Por causa da fome, o homem perde o que o torna humano. Continue lendo “Fome e seca: assim a África morre”

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Testemunha de assassinato de sem terra é ameaçada no Paraná

juei eduardo anghinoni

Uma das principais testemunhas do assassinato de Eduardo Anghinoni recebeu uma ligação anônima para ameaçá-lo. A ligação aconteceu no dia 28 de junho, e “aconselhava” a testemunha a não comparecer ao júri a fim de “garantir sua integridade física”.

O júri acontecerá no dia 27 de julho, após 13 anos do assassinato. Eduardo foi morto por engano, em Querência do Norte, quando visita seu irmão, Celso, uma das principais lideranças do MST no Paraná. O acusado do crime é Jair Fermino Borracha, que chegou a ser preso durante as investigações do caso. No momento de sua prisão, Borracha empunhava uma arma contra os policiais e um exame de balística comprovou que desta arma saíram os tiros que mataram o Eduardo.

Para os advogados que trabalham na acusação do assassino, o telefonema foi uma clara intimidação para impedir a realização do júri. A denúncia do fato foi encaminhada a diversos órgãos públicos. Também foi realizado um pedido de prisão preventiva para Jair Fermino Borracha, a fim de que o andamento do júri não seja prejudicado. Continue lendo “Testemunha de assassinato de sem terra é ameaçada no Paraná”

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Sob as lonas pretas, mais uma criança Guarani Mbya morre sem ter vivido em sua terra

Finda a tarde do dia 13 de julho de 2011, RS-040, Km 60, município de Capivari, RS. Os Guarani Mbya, que vivem às margens daquela rodovia, recebem o corpo sem vida deAmilta, de apenas quatro anos de idade. A pequena Mbya não resistiu a uma pneumonia e faleceu às 11 horas da manhã do dia 12. O relato é de Roberto Antonio Liebgott, vice-Presidente do Cimi e integrante da Equipe Porto Alegre, 15-07-2011.

Os pais de Amilta, Rafael e Yolanda, não tendo uma Opy (casa de reza) para realizar os rituais sagrados do povo, levaram o corpo da filha para ser velado em um barraco improvisado, coberto com lona preta. Lá passaram toda a noite. O frio e a chuva foram companhias permanentes. As lonas, em estado precário, deixavam passar o vento e alguns pingos de chuva.

Não havia no acampamento velas e nem pety (fumo) para o petynguá (cachimbo) que são fundamentais em rituais fúnebres. Na manhã do dia 14, um carro funerário deveria fazer o translado do corpo da menina para a aldeia da Estiva, área do povo Guarani, com apenas sete hectares, que apesar de diminuta possui um cemitério.

Mas como fazer o enterro se os rituais não foram realizados? A comunidade decidiu que o enterro somente aconteceria no dia seguinte. Através da doação de pessoas solidárias, o fumo e as velas foram levados até o acampamento e a comunidade pôde iniciar os rituais para a pequena Amilta. Continue lendo “Sob as lonas pretas, mais uma criança Guarani Mbya morre sem ter vivido em sua terra”

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Cultura nas grandes cidades: Globalização e periferia

Uma das grandes riquezas das metrópoles se apresenta na periferia, com suas expressões culturais comunitárias. Apesar de serem estigmatizadas pela mídia que constrói estereótipos desse mundo, esse imaginário está mudando. Já há estudos que apontam p/ uma “estética da periferia”, c/ interações com a chamada grande arte

por Valmir de Souza

Uma anedota contada por Slavoj Zizek em Bem vindo ao deserto do real! nos diz: “Um operário alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que toda correspondência será lida pelos censores, ele combina com os amigos: ‘Vamos combinar um código: se uma carta estiver escrita em tinta azul, o que ela diz é verdade; se estiver escrita em tinta vermelha, tudo é mentira’. Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul: ‘Tudo aqui é maravilhoso: as lojas vivem cheias, a comida é abundante, os apartamentos são grandes e bem aquecidos, os cinemas exibem filmes do Ocidente, há muitas garotas, sempre prontas para um programa – o único senão é que não se consegue encontrar tinta vermelha’”.1

Ao circular pelas bordas da cidade de São Paulo, constata-se uma imensa variedade de culturas: praticantes de aulas de expressão teatral e dança, poetas fazendo intervenção, ativistas promovendo músicas populares mixadas, grupos em aula de computação, artistas produzindo seus vídeos, rappers da “perifa”, feiras culturais, performances das mais diversas linguagens, enfim fazedores de culturas vivas na cena urbana brasileira. São movimentos que reivindicam e fazem mais cultura, grupos que se organizam com temáticas gerais ou específicas (meio ambiente, moradia, economia da cultura etc.). Em lugares deteriorados por falta de investimento público, surgem grupos, artistas, atores, movimentos que promovem atividades inovadoras e dão vida ao caos. Tudo isso compõe um cenário efervescente e dinâmico de políticas e gestões culturais independentes e audaciosas. Continue lendo “Cultura nas grandes cidades: Globalização e periferia”

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