Regina Bandeira e Gilson Luiz Euzébio, Agência CNJ de Notícias
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instalou nesta segunda-feira (15/08) a Comissão Especial sobre a Questão Indígena em Mato Grosso do Sul, que tem por objetivo pacificar as relações entre indígenas e produtores rurais da região. Os conflitos entre os dois grupos, acirrado em pelo menos 26 municípios, tem pouco mais de duas décadas e já resultou em inúmeras vítimas. Só nos últimos anos, oito líderes indígenas foram assassinados por causa dos conflitos fundiários. “Precisamos de uma solução que pacifique os índios, os fazendeiros e a sociedade”, afirmou Antonio Carlos Alves Braga Júnior, juiz auxiliar da Presidência do CNJ.
Ainda na década de 30, para promover a ocupação populacional naquela região, centenas de produtores rurais foram estimulados a ocupar as terras do Mato Grosso do Sul, habitada basicamente por indígenas que se moviam entre as terras brasileiras e paraguaias. Após a Constituição de 88, movimentos indígenas e a própria Fundação Nacional do Índio (Funai) consideraram essas terras tradicionais dos indígenas. A demarcação não foi feita, o que gerou imensa instabilidade jurídica. Continue lendo “Conflitos indígenas do MS serão discutidos no CNJ”




