Amanhã, dia de protestos internacionais contra Belo Monte, ato na porta do BNDES, Rio, a partir das 11h

Antecipando dia Global contra Belo Monte, ameaçados protestam no lugar que deu o nome ao projeto

Midialivre – Movimentos sociais de Altamira e região realizaram nesta sexta (19) um ato contra a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. A manifestação antecipou a programação do Dia de Mobilização Global contra Belo Monte, segunda-feira, dia 22. Pescadores, agricultores, sem teto, professores, indígenas, ribeirinhos e desempregados marcharam, em confluência com a Romaria dos Mártires do Encontro das Comunidades Eclesiásticas de Base (CEBs), que acontecia no município de Vitória do Xingu. Os dois grupos se reuniram na pequena Igreja da comunidade de Belo Monte — bairro que deu nome ao empreendimento que tem balançado o mundo para iniciar o protesto.

Ler maisAmanhã, dia de protestos internacionais contra Belo Monte, ato na porta do BNDES, Rio, a partir das 11h

I Simpósio Internacional “Diálogos Interculturais na Fronteira Pan-amazônica”

A Ufam e a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) promovem I Simpósio Internacional “Diálogos Interculturais na Fronteira Pan-amazônica”, no período de 12 a 15 de setembro, na maloca da FOIRN, no município de São Gabriel da Cachoeira.

O Simpósio é financiado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), e pretende discutir e propor princípios e parâmetros para a construção de uma Universidade Indígena no Alto Rio Negro, bem como constituir um Conselho de Ética Indígena para regularização e acompanhamento de projetos e pesquisas nas terras indígenas do Rio Negro.

O evento envolverá 23 povos indígenas das famílias linguísticas Tukano Oriental, Aruak, Yanomami e Maku (Japurá-uaupés) das Terras indígenas Alto Rio Negro, Médio Rio Negro I e II, Ineuxi, Apaporis, Yanomami e outras T.I em processo demarcação como Balaio e Cué-Cué Marabitanas, além de povos indígenas da Colômbia e Venezuela. Continue lendo “I Simpósio Internacional “Diálogos Interculturais na Fronteira Pan-amazônica””

Ler maisI Simpósio Internacional “Diálogos Interculturais na Fronteira Pan-amazônica”

A Copa do Mundo já tem seus derrotados

Por Guilherme Boulos*

As primeiras reações à escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo 2014 foram de festa. De certo modo justificada: depois de mais de 60 anos, o país que tem o futebol como uma marca de cultura popular, com centenas de milhares de campos de várzea espalhados por todos os cantos, poderia voltar a ver de perto o maior evento futebolístico do planeta.

O menino da favela poderia, quem sabe, ir ao estádio ver seus maiores ídolos, que costumam se exibir apenas nos campos europeus. Um sonho… Que não tardou muito em gerar desilusão.

De início, apareceu o incômodo problema de quem iria pagar a conta. E veio a resposta, ainda mais incômoda, de que 98,5% do gordo orçamento do evento seriam financiados com dinheiro público, segundo estudo do TCU. Boa parte do BNDES, é verdade. Mas o capital do BNDES é alimentado pelo Orçamento Geral da União, portanto, dinheiro público, apesar dos malabarismos explicativos do Ministro dos Esportes. Dinheiro que deveria ser investido no SUS, na educação, em habitação popular e tantos outros gargalos mais urgentes do país. Continue lendo “A Copa do Mundo já tem seus derrotados”

Ler maisA Copa do Mundo já tem seus derrotados

Número de brasileiros assassinados nas ruas cresce 22% em dez anos

Carlos Madeiro, Especial para o UOL Notícias no Recife

O percentual de pessoas assassinadas em vias públicas no Brasil cresceu 22% entre 1999 e 2009. No mesmo período, o índice de vítimas que chegaram a receber algum tipo de atendimento em hospitais e unidades de saúde caiu 12,6%. Em média, de cada 10 brasileiros baleados nas ruas em 2009, apenas três conseguiram chegar com vida a um hospital para receber o socorro. Os números contrastam com a ampliação da oferta de serviços médicos-hospitalares no mesmo período.

Segundo dados do sistema Datasus, do Ministério da Saúde, das 26.902 mortes causadas por agressão de arma de fogo em 1999, 10.858 (ou 40,3% do total) ocorreram em via pública. Em 2009, das 36.624 mortes registradas, 18.009 (49,1% do total) ocorreram em ruas. Por outro lado, em 1999, 8.881 mortes (33%) aconteceram em hospitais ou outros tipos de unidades de saúde. Dez anos depois, esse número passou para 10.567 (28,8%). Continue lendo “Número de brasileiros assassinados nas ruas cresce 22% em dez anos”

Ler maisNúmero de brasileiros assassinados nas ruas cresce 22% em dez anos

AL: Mestra Anézia é considerada uma lenda de Santa Luzia do Norte

Anézia Maria da Conceição é a rezadeira de Santa Luzia do Norte

Se tem uma personalidade que encarna fielmente a honraria de ser um Registro do Patrimônio Vivo das Alagoas, essa pessoa se chama Anézia Maria da Conceição. Do alto dos inacreditáveis 109 anos de idade, já é considerada uma lenda no mais populoso bairro da pequena cidade de Santa Luzia do Norte, a 63 km de Maceió.

O Registro do Patrimônio Vivo é uma iniciativa do governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), destinado ao reconhecimento da produção, preservação de aspectos da cultura tradicional ou popular que atue nas áreas das danças, folguedos, literatura oral, escrita, gastronomia, música, teatro e artesanato, entre outras.

Mesmo sem enxergar e andar, mas absolutamente lúcida e de bom-humor, dona Anézia é a rezadeira mais famosa e a primeira parteira de Santa Luzia do Norte. “A grande maioria do povo acima dos 30 anos aqui do bairro do Quilombo nasceu pelas mãos de mamãe”, atesta a filha da mestra, Maria Anunciada Silvestre. Continue lendo “AL: Mestra Anézia é considerada uma lenda de Santa Luzia do Norte”

Ler maisAL: Mestra Anézia é considerada uma lenda de Santa Luzia do Norte

“Situação era previsível mas mundo ignorou” – veja como ajudar

Enviado especial a Dadaab, no Quênia, relata o início da visita ao maior campo de refugiados do mundo

SÃO PAULO – A divulgação do primeiro relatório sobre o número de mortes provocadas pela crise alimentar na região do Chifre da África revela que mais de 29 mil crianças com menos de 5 anos já morreram de fome nos últimos três meses na Somália – uma média de 300 por dia, quase 15 por hora. Continue lendo ““Situação era previsível mas mundo ignorou” – veja como ajudar”

Ler mais“Situação era previsível mas mundo ignorou” – veja como ajudar

Mulheres lideram retirada de refugiados na Somália

Garotos somalis no campo de Dagahaley, ao norte de Dadaab: mulheres, crianças e idosos são maioria. Jerome Delay/AP

80% dos refugiados em Dadaab são mulheres, crianças e idosos; elas não dizem onde estão filhos e maridos

Jamil Chade, enviado especial a Dadaab, no Quênia

DADAAB, FRONTEIRA ENTRE QUÊNIA E SOMÁLIA – No comando do êxodo de milhares de pessoas que fogem da fome, nenhum militar, político local ou ativista. Nos últimos meses, a retirada de famílias inteiras da Somália, cruzando um deserto, tem sido comandada por mulheres, na tentativa desesperada de salvar suas famílias. Os homens ficaram para trás, seja porque foram capturados para lutar na guerra ou porque ainda acreditam que precisam proteger suas propriedades e animais.

Dos 440 mil refugiados no campo de Dadaab, 80% são mulheres, crianças e idosos. Caminhar pelas ruas do acampamento é constatar a pouca quantidade de homens e o fato de que são as mulheres as responsáveis por garantir a sobrevivência de suas famílias.

Muitas rejeitam dizer onde estão seus filhos homens e seus maridos. Elas temem que, se contarem que estão lutando, serão alvo de retaliações por grupos dentro do próprio acampamento. Continue lendo “Mulheres lideram retirada de refugiados na Somália”

Ler maisMulheres lideram retirada de refugiados na Somália

Moradores de campo de refugiados tentam recriar Mogadíscio

Jamil Chade/AEMesmo o lugar mais miserável do mundo tem um centro e uma periferia, ainda mais pobre

Jamil Chade, enviado especial a Dadaab

DADAAB, FRONTEIRA ENTRE QUÊNIA E SOMÁLIA – Mesmo no lugar mais miserável do mundo, existe um centro e uma periferia, ainda mais pobre. Oficialmente, o acampamento está lotado e desde 2008 o governo do Quênia garantiu que não abriria mais vagas. Mas isso não reduziu o número de refugiados chegando a Dadaab. Os que não encontram lugar lá – cerca de 70 mil pessoas – acabam montando suas próprias barracas em locais próximos ao acampamento.

Para obter água ou alimentos, precisam fazer longas caminhadas e, ao chegar nos locais de distribuição, sofrem a concorrência dos refugiados que legalmente são recebidos pela ONU.

Na periferia, a violência também é uma ameaça. As mulheres, sem nenhuma proteção e sem a presença de homens, são alvos constantes de agressões sexuais. Não existem escolas e os dois postos de saúde não conseguem atender a demanda. Continue lendo “Moradores de campo de refugiados tentam recriar Mogadíscio”

Ler maisMoradores de campo de refugiados tentam recriar Mogadíscio

Expulsos pela fome, somalis lotam campo

Jamil Chade, enviado especial a Dadaab

“Essa cidade não deveria existir”, diz Maira. A refugiada da Somália refere-se ao Campo de Dadaab, um verdadeiro testamento vivo da tragédia de toda uma região da África e, hoje, um certificado da falência da estratégia de combate à fome.

A reportagem do Estado está convivendo com os 440 mil refugiados que se amontoam no acampamento mantido pela ONU entre a fronteira da Somália e do Quênia. Considerado o maior campo de refugiados do mundo, Dadaab é resultado de guerras, miséria e agora da fome que atinge o Chifre da África.

Há alguns anos, a esperança da ONU era a de que uma solução começasse a ser dada aos refugiados que chegaram 20 anos atrás ao local. Mas a eclosão nos últimos meses de uma das piores ondas de fome em 60 anos na África enterrou esse plano. Desde o início do ano, 170 mil novos refugiados foram para Dadaab. Por dia, 1,5 mil pessoas chegam ao campo. Continue lendo “Expulsos pela fome, somalis lotam campo”

Ler maisExpulsos pela fome, somalis lotam campo

Líderes do MST são condenados em SP

Image
A celeridade com que a Justiça de Presidente Bernardes (SP) condenou, em primeira instância, quatro líderes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) impressiona. E contrasta com a tradicional lentidão dos processos contra empresários e empresas rurais.

Ontem, José Aparecido Gomes Maia, Valmir Ulisses Sebastião, Valmir Rodrigues Chaves e Aparecida de Jesus Pereira foram condenados a três anos de prisão em regime semiaberto por formação de quadrilha. A ação penal foi ajuizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

Na sentença, o juiz Gabriel Medeiros afirmou que a luta pela terra é legítima, mas repudiou a forma com que o MST levou adiante as suas ações.

Foto: MST. http://www.zedirceu.com.br. Enviada por José Carlos.

 

Ler maisLíderes do MST são condenados em SP