La crisis secuestrada, por Paul Krugman*

Les ha dejado la agitación de los mercados con una sensación de miedo? Bueno, pues debería. Está claro que la crisis económica que empezó en 2008 no ha terminado ni mucho menos.

Pero hay otra emoción que deberían sentir: ira. Porque lo que estamos viendo ahora es lo que pasa cuando la gente influyente se aprovecha de una crisis en vez de tratar de resolverla.

Durante más de un año y medio -desde que el presidente Obama decidió convertir los déficits, y no los puestos de trabajo, en el tema central de su discurso sobre el Estado de la Unión de 2010- hemos mantenido un debate público que ha estado dominado por las preocupaciones presupuestarias, mientras que prácticamente se ha hecho caso omiso del empleo. La supuestamente urgente necesidad de reducir los déficits ha dominado hasta tal punto la retórica que, el lunes, en medio de todo el pánico en las Bolsas, Obama dedicaba la mayoría de sus comentarios al déficit en vez de al peligro claro y presente de una nueva recesión.

Lo que hacía que todo esto resultase tan grotesco era el hecho de que los mercados estaban indicando, tan claramente como cualquiera podría desear, que nuestro mayor problema es el paro y no los déficits. Tengan en cuenta que los halcones del déficit llevan años advirtiendo de que los tipos de interés de la deuda soberana de EE UU se pondrían por las nubes en cualquier momento; se suponía que la amenaza del mercado de los bonos era la razón por la cual debíamos reducir drásticamente el déficit. Pero esa amenaza sigue sin materializarse. Y esta semana, justo después de una rebaja de calificación que se suponía que debía asustar a los inversores en bonos, esos tipos de interés en realidad se han hundido hasta mínimos históricos. Continue lendo “La crisis secuestrada, por Paul Krugman*”

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Minería, Maldesarrollo y Democracia

Maristella Svampa

“No daremos marcha atrás en la Ley de Minería, porque el desarrollo responsable de la minería es fundamental para el progreso del país. No podemos sentarnos como mendigos en el saco de oro”. (Rafael Correa, Presidente de Ecuador, 15.1.2009)

¿Por qué existe una gran oposición y rechazo social a la minería metalífera a gran escala en América Latina? ¿Será que los gobiernos, las grandes transnacionales mineras y su ejército de comunicadores no trasmiten correctamente las “ventajas” y “oportunidades” del nuevo modelo? ¿Será que las poblaciones involucradas están desinformadas y no están en condiciones de comprender el impacto que en términos de trabajo, progreso y desarrollo tendría la industria metalífera a gran escala, sobre todo en aquellas regiones pobres y relegadas de nuestra amplia geografía latinoamericana? Estos parecen ser los principales argumentos que repiten funcionarios, técnicos de las más variadas especies y, por supuesto, las grandes compañías mineras, que hoy buscan legitimar un modelo que genera cada vez más resistencias en gran parte del territorio latinoamericano.

Lejos de los ‘planteos’ implícitos en los discursos gubernamentales, los motivos de la oposición social a este tipo de emprendimientos mineros hay que buscarlos tanto en las características tecnológicas y económicas de los mismos, así como en las consecuencias sociales, ambientales y políticas que éstos generan. El elemento central que explica el pasaje de la minería ‘tradicional’ a la ‘moderna’, está dado por la escala de explotación y ésta obedece en realidad al progresivo agotamiento -a nivel mundial- de los metales en vetas de alta ley. Continue lendo “Minería, Maldesarrollo y Democracia”

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MG: Segurança de fazendeiro esfaqueia Quilombola em Brejo dos Crioulos

Na madrugada de hoje, 20 de agosto de 2011, por volta de uma hora da madrugada, no Território Brejo dos Crioulos, norte de Minas Gerais, local onde a comunidade luta pela conquista da sua Terra, o “segurança” Roberto Carlos Pereira do fazendeiro Raul Ardido Lerário, dono de um dos maiores latifúndios dentro do território, esfaqueou um Quilombola. Foram duas facadas em Edmilson de Lima Dutra (conhecido por Coquinho) que está em grave estado de saúde no hospital da cidade de Brasília de Minas. Roberto, foragido, há mais de 12 anos trabalha (sem registro) para o fazendeiro paulista Raul Ardido Lerário. Informações estas recebidas da Comunidade e do Cabo Ruan, da PM de São João da Ponte – BO número 1122 – REDS 2011-001486740-001.

Roberto andava armado e já tinha feito ameaças de morte aos moradores, inclusive a Zé do Mário. A historia dos empregados de Raul Ardido Lerário já é marcada pelo assassinato de Lídio Ferreira Rocha, há pouco mais de um ano, quilombola irmão de Francisco Cordeiro Barbosa – Ticão, vice presidente da Federação quilombola e liderança local. O assassino, João Borges, está com processo na justiça. Continue lendo “MG: Segurança de fazendeiro esfaqueia Quilombola em Brejo dos Crioulos”

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A comida da arte e da ciência, por Silviano Santiago

Leitores atentos de Oswald de Andrade lembram que o Manifesto Antropófago (1928) distingue a alta da baixa antropofagia. A alta antropofagia recobre, por metáfora, o pioneirismo da reflexão sobre a cultura no Brasil e o avanço iminente da nossa arte de vanguarda, contanto que as raízes indígenas sejam preservadas com alegria e assumidas sem preconceito etnocêntrico. Datado de 374, o Manifesto Antropófago não se inscreve no calendário gregoriano nem no eclesiástico. A história do Brasil começa no ano em que o bispo Sardinha é deglutido pelos índios caetés. O bom humor induz a ironia; é corrosivo e demolidor. Ainda abusando da metáfora, o manifesto reza que a baixa antropofagia está “aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados”. Oswald alerta: “É contra ela que estamos agindo”.

A distinção inicial se desdobra. A baixa antropofagia tomou os brasileiros por objeto, transformando-nos em povo culto e cristianizado. A alta nos elevará à condição de sujeito da história nacional, capaz de atualizar a pujança recalcada de povo primitivo e selvagem. Distinções e preferência visam a limpar o porvir brasileiro do entulho civilizatório com que a Europa nos distinguiu durante a colonização. Leiam-se estes dois aforismos tomados do manifesto. “Nunca fomos catequizados. Fizemos foi carnaval.” “O carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça.”

O sentido das distinções possibilita que não se julgue como pecado cristão o canibalismo, prática comum entre os guerreiros tupinambás. A transgressão sanguinária suplementa a regra do convívio pacífico. É o espírito do ritual religioso. Em tempos de guerra, o tupinambá converte o inimigo em alimento. Manifesta a superioridade diante do adversário e se apropria da sua astúcia e força. Continue lendo “A comida da arte e da ciência, por Silviano Santiago”

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Corruptos, os espantalhos úteis do capitalismo

Celso Lungaretti

“Corrupção mata. Entender isso é fundamental para atacar um dos males que mais empacam o desenvolvimento socioeconômico e político do Brasil” – escreve Marina Silva, que saiu do Partido Verde mas continua patinhando nas águas rasas do reformismo.

Morena Marina, você se pintou… Está repetindo como papagaio a cantilena que convém ao sistema e, por isto mesmo, é martelada dia e noite pela indústria cultural.

O capitalismo, ele sim, mata.

Mesmo que um milagre divino dele extirpasse totalmente a corrupção que lhe é inerente, ainda assim continuaria malbaratando o potencial hoje existente para se proporcionar uma existência digna a cada habitante do planeta. E poderá vir até a causar a extinção da espécie humana, ao submeter nosso meio ambiente ao primado da ganância desmedida. Continue lendo “Corruptos, os espantalhos úteis do capitalismo”

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AP – Empresa condenada por crime de racismo

O Juízo da 4ª Vara do Trabalho de Macapá (AP) condenou a rede de farmácias Extrafarma (Imifarma Produtos Farmacêuticos e Cosméticos S/A) a pagar R$ 30 mil por danos morais decorrentes de discriminação racial contra ex-funcionária. Na inicial, ela afirmou que a gerente dizia fazer as escalas de trabalho de acordo com a cor de cada empregado, e que ela, negra, devia trabalhar no turno noturno porque “combinava com a escuridão”.

A funcionária ingressou na Justiça com pedido de reconhecimento da dispensa indireta, verbas rescisórias e a condenação da empresa a indenização por danos morais sob a alegação de que, dois meses depois da contratação, passou a ser discriminada e humilhada em seu local de trabalho, a ponto de sentir-se obrigada a parar de trabalhar. A primeira testemunha confirmou as informações prestadas e acrescentou outras. Segundo seu depoimento, em certa ocasião um cliente confundiu a empregada com a gerente, e esta reagiu com indignação por ser confundida com uma pessoa negra. Segundo esta e outra testemunha, os comentários racistas eram feitos na frente dos clientes e dos demais colegas. Continue lendo “AP – Empresa condenada por crime de racismo”

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I Ciclo Paraibano de Anistia Política: Semana da Anistia – 22 a 26 de agosto

O Centro de Referência em Direitos Humanos e o Centro Acadêmico Manoel Mattos, da Universidade Federal da Paraíba,  a Universidade Estadual da Paraíba e o Centro Universitário de João Pessoa estarão promovendo, a partir de segunda-feira, 22, o I Ciclo Paraibano de Anistia Política. Será uma semana de atividades, aberta e encerrada por dois dias de debates, que ocorrerão em diferentes locais e cidades.

O debate de abertura será realizado às 9:30h do dia 22, no auditório do Curso de Direito da UEPB, Campus Guarabira. O tema será “Leis de Anistia e a Corte Interamericana de Direitos Humanos. O impacto da Jurisprudência internacional em persecuções internas de violações de Direitos Humanos”. À mesa, Virginius Lianza (Advogado, especialista e mestrando em Direito pela UFPB, professor, Conselheiro da Comissão de Anistia do Ministério da justiça) e  Agassiz de Almeida Filho (Professor e Coordenador do Curso de Direito da Universidade Estadual da Paraíba).

A segunda mesa do dia será às 19:30, no auditório do Centro Universitário de João Pessoa. Virginius Lianza (Advogado, especialista e mestrando em Direito pela UFPB, professor, Conselheiro da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça) e Eduardo Fernandes (Advogado, Mestre em Direito pela UFPB, Professor da UFPB, membro da Comissão de Direitos Humanos e Centro de Referência em Direitos Humanos) falarão sobre “Memórias das juventudes e relações das gerações: subjetivismo e perspectivas da transição ao presente”. Continue lendo “I Ciclo Paraibano de Anistia Política: Semana da Anistia – 22 a 26 de agosto”

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Bloquean la VIII Marcha y cercan a los indígenas en San Ignacio de Moxos

SENA-Fobomade

(La Paz y San Ignacio de Moxos).- Campesinos, activistas del MAS y otros partidarios del oficialismo bloquearon la VIII Marcha Indígena y cercaron a más de un millar de caminantes en San Ignacio de Moxos. Las huestes oficialistas advirtieron que los indígenas no saldrán de esa localidad beniana mientras no dialoguen con autoridades del Poder Ejecutivo.

El 15 de agosto partió desde Trinidad con rumbo a la sede de gobierno la denominada VIII Marcha Indígena por los Territorios, la Vida, la Dignidad y los derechos de los Pueblos Indígenas que habitan el Territorio Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS). Los movilizados rechazan la construcción de la  carretera Villa Tunari-San Ignacio de Moxos que devastará el TIPNIS.

Después de cinco días de caminata, más de mil movilizados arribaron este viernes 19 de agosto a San Ignacio de Moxos, donde tuvieron que enfrentar a grupos de presuntos “antisociales” que intentaron frenar su marcha hacia la ciudad de La Paz, e incluso tomar el vehículo del Defensor del Pueblo. Continue lendo “Bloquean la VIII Marcha y cercan a los indígenas en San Ignacio de Moxos”

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GRANDE ENCONTRO: Sabedoria Ancestral e território garantido vão salvar o planeta do aquecimento global

A Primeira Cumbre Regional Amazônica, o chamado Grande Encontro dos povos indígenas da Bacia Amazônica, realizado pela COICA, em parceira com a COIAB, a resistência indígena foi marcante. O evento que reuniu cerca de 200 participantes, das delegações dos nove países Amazônicos, deixou claro que a garantia dos territórios indígenas, aliado aos ensinamentos tradicionais são as maiores contribuições que podemos dar para combater as mudanças climáticas e o aquecimento global.

No ato de encerramento, Raoni Kayapo, lendário defensor do Xingu, deu um “puxão de orelha” no convidado da mesa, o Sr. Márcio Meira, presidente da FUNAI, e deu a ordem final, mandando ele sair da presidência do órgão indigenista oficial brasileiro.

“Tem que sair, você tá matando os povos indígenas. Tem que colocar outra pessoa que se preocupe com a gente”, afirmou o grande cacique Kayapo, puxando a orelha do Meira. (Fotos – Café Cuxá Filmes).

Na Cumbre Regional Amazônica, foram desenvolvidas discussões em grupos de trabalho e na plenária, sobre questões que afetam os povos e as decisões em seus respectivos países.

Os grupos de trabalho foram: Territórios Indígenas, Planos de Vida e Áreas Protegidas; Crise Climática e Alternativas; Saberes Ancestrais sustentáveis, patrimônio intelectual e vida plena; Comunicação e Educação como resposta a Crise Climática, o último GT que falou das propostas para a RIO + 20. Continue lendo “GRANDE ENCONTRO: Sabedoria Ancestral e território garantido vão salvar o planeta do aquecimento global”

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