Professores e estudantes denunciam violência contra indígenas

Professores, pesquisadores, acadêmicos e lideranças indígenas do Brasil e de outros países da América Latina fizeram moção de repúdio a ação de fazendeiros contra a comunidade indígena de Pyelito Kue-mbarakay, em Iguatemi, Mato Grosso do Sul. Os participantes do IV Seminário Povos Indígenas e Sustentabilidade foram informados no dia 18 de agosto sobre a situação desesperadora pela qual passam mais de uma centena de indígenas que retornaram, há pouco mais de uma semana, ao seu território tradicional.

Os autores da moção denunciam que homens das fazendas, a cavalo e com cães cercaram o grupo que se encontra com fome, sem roupas e abrigo. Um grupo de crianças, mulheres e homens indígenas foram rendidos no dia 18 e liberados sob a condição de não retornarem ou seriam mortos.

Mais de 80 pessoas que assinaram a moção cobram ações imediatas da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Os manifestantes lembram que a função destes órgãos é “defender vidas e direitos humanos e não propriedades usurpadas”.

Enviado por Neppi Ucdb para a lista da superiorindigena.

 

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Temática indígena nas escolas

Livro para professores do ensino fundamental e médio aborda a questão indígena e suas representações nas escolas brasileiras. Lançamento será no dia 23/8, em Campinas (reprodução livro)

Por Mônica Pileggi

Agência FAPESP – A escola foi, desde o início, o elemento principal na conformação das imagens sobre os indígenas. Somente nos últimos anos é que houve a inclusão da pluralidade como um valor positivo e o consequente reconhecimento dos indígenas como parte importante da sociedade e cultura brasileira. É o que conclui o livro A temática indígena – subsídio para os professores, que será lançado no dia 23 de agosto, em Campinas.

De autoria do arqueólogo e professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Pedro Paulo Funari e da pesquisadora da Universidade Complutense de Madrid (Espanha) Ana Piñón, o livro foi elaborado a partir de uma pesquisa de mestrado, seguido de doutorado, da coautora, além de outros estudos apoiados pela FAPESP.

A obra tem como público-alvo professores dos níveis fundamental e médio. “O livro tem uma apresentação teórica, histórica e cultural, assim como uma pesquisa empírica sobre a percepção dos alunos do ensino fundamental. Isso contribui para um diagnóstico de desafios, o que permite propostas de soluções no âmbito da escola e na formação dos professores”, disse Funari à Agência FAPESP.

De acordo com o autor, o livro surgiu da necessidade, tanto dos professores como dos alunos, de informações mais aprofundadas sobre os índios. Continue lendo “Temática indígena nas escolas”

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Acabar com racismo deve estar entre os Objetivos do Milênio

411 Acabar com racismo deve estar entre os Objetivos do Milênio
Habitantes negras das aldeias do Rio Atrato, na Colômbia. Jesús Abad Colorado/IPS

por Thelma Mejía, da IPS

Tegucigalpa, Honduras, 22/8/2011 – O primeiro encontro mundial da comunidade afrodescendente terminou no dia 20, na cidade de La Ceiba, na costa atlântica de Honduras, com uma declaração propondo incluir a luta contra o racismo nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Na Declaração de La Ceiba, representantes dos povos afrodescendentes afirmam que chegou o momento de a Organização das Nações Unidas (ONU) incorporar não apenas um novo Objetivo aos oito já estabelecidos, como também criar um Índice de Desenvolvimento Humano com “perspectiva de raça e etnia”.

“As Nações Unidas deve adotar a perspectiva de raça e etnia nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para garantir a integração dos desafios das comunidades e populações afrodescendentes”, diz o texto. Também exorta para que “seja adotado um nono Objetivo do Milênio relacionado com a redução substancial de todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e outras formas conexas de intolerância”. A discriminação em todas as suas formas aprofunda as brechas entre suas condições de vida e as de outros grupos sociais, “tornando difícil o cumprimento dos Objetivos do Milênio” por particular situação de pobreza e estigma que enfrentam.

Ao exigir que a ONU declare em 2012 a Década dos Povos Afrodescendentes, os representantes pediram a criação de um Fundo de Desenvolvimento para esse setor da população, bem como estruturas e orçamentos claramente definidos. A mesma proposta foi estendida à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à União Europeia. Continue lendo “Acabar com racismo deve estar entre os Objetivos do Milênio”

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Mundo: Por qué importa la muerte de las lenguas indígenas

 

Por María Victoria Eraso*

 

22 de agosto, 2011.- No puedes recuperarlo con una búsqueda en Google. “Tú dices digo y yo digo diego”, dice el refrán. La diferencia es sutil. Y sin embargo, en todo el mundo, de la Amazonía al Ártico, los pueblos indígenas dicen las cosas de 4.000 maneras distintas.

Tristemente, ya nadie dice “digo” en eyak, una lengua del Golfo de Alaska, ya que la última persona que la hablaba con fluidez murió en 2008. Tampoco en bo, una lengua de las islas Andamán, tras la muerte de su última hablante, Boa Sr, en 2010. Casi 55.000 años de pensamientos e ideas, la memoria colectiva de un pueblo entero, murieron con ella.

La mayoría de lenguas indígenas están desapareciendo a un ritmo mucho mayor del que pueden ser registradas. Los lingüistas del Living Tongues Institute for Endangered Languages creen que, de media, desaparece una lengua cada dos semanas.

Para el año 2100 podrían haber desaparecido más de la mitad de las 7.000 lenguas que se hablan en el planeta, de las cuales la mayoría aún no han sido registradas. Su ritmo de desaparición es mayor incluso que el de la extinción de especies. Continue lendo “Mundo: Por qué importa la muerte de las lenguas indígenas”

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MST ocupa área grilada da Cutrale em Iaras e cobra criação de assentamento pelo Incra

Da Página do MST

Cerca de 400 integrantes do MST ocupam, desde as 6h desta segunda-feira (22/8), a Fazenda Santo Henrique, de 2,6 mil hectares, no município de Iaras, na região de Bauru.

A ocupação realizada no município de Iaras reivindica a arrecadação da área para fins de Reforma Agrária e denuncia a indevida e criminosa utilização da área pela empresa Cutrale.

A área utilizada pela Cutrale tem origem pública e, de acordo com a lei, deve ser destinada à Reforma Agrária.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem estudos que comprovam que a área é devoluta e disputa na Justiça a posse da Fazenda Santo Henrique. Continue lendo “MST ocupa área grilada da Cutrale em Iaras e cobra criação de assentamento pelo Incra”

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Pelas costas: “Estadão” crava a espada em Dilma

por Rodrigo Vianna

A foto está na página A-7, na edição impressa do Estadão [de ontem, 21]. Dilma surge levemente arqueada, e a espada de um cadete parece trespassar o corpo da presidenta. Abaixo da foto, o título “Honras Militares” – e um texto anódino, sobre a participação de Dilma numa cerimônia militar.

Faço a descrição minuciosa da foto porque a princípio só contava com uma reprodução de má qualidade (tive que fotografar a página do jornal com uma máquina amadora). Mas um amigo acaba de me mandar a imagem por email – e essa está um pouco mais nítida. Estranhamente, não encontro a foto no site do Estadão. Talvez apareça naquela versão digital para assinantes…

O editor deve ter achado genial mostrar a presidenta como se estivese sendo golpeada pelas costas. É a chamada metáfora de imagem. Mas, expliquem-me: qual a metáfora nesse caso? O que a foto tinha a ver com a solenidade de que fala o jornal? Há, no meio militar, quem queira golpear Dilma pelas costas? O jornal sabe e não vai dizer? Continue lendo “Pelas costas: “Estadão” crava a espada em Dilma”

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Ecuador: Nueva política petrolera amenaza a pueblos amazónicos

Pozo petrolero en medio de la selva en Sucumbíos. (Foto: Luis Ángel Saavedra)

Gobierno impulsa concesiones sin tomar en cuenta a comunidades indígenas.

Por Luis Ángel Saavedra

Comunicaciones Aliadas, 22 de agosto, 2011.- Las decisiones que toma el presidente Rafael Correa en relación a los yacimientos de petróleo ubicados en territorio indígena demuestran cada vez más la poca voluntad del gobierno ecuatoriano para respetar los lineamientos constitucionales que protegen los derechos de los pueblos y de la naturaleza.

Las decisiones de Correa incluso han generado una agria polémica dentro del propio equipo de gobierno. Por un lado, funcionarios de los ministerios de Justicia y de Ambiente que adelantaban gestiones desde el año 2008 para cumplir con las medidas cautelares dictadas por la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) para la protección de los pueblos Tagaeri, Taromenane y Kichwa de Sarayaku, y funcionarios de la Presidencia y del Ministerio de Recursos No Renovables, que daban a conocer, a finales de junio, los nuevos planes de licitación petrolera, echando por tierra el trabajo adelantado por Justicia y Ambiente. Continue lendo “Ecuador: Nueva política petrolera amenaza a pueblos amazónicos”

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Onde o Paraná é diferente

Fotos: Josue Teixeira/Gazeta do Povo / Benedito Gonçalves, agricultor e Kátia Moraes, da Sutil
Benedito Gonçalves, agricultor e Kátia Moraes, da Sutil

Como destacou Fernando Prioste, da Terra de Direitos, que a enviou para a lista adin-quilombola, uma reportagem estranha, tipo “morde e assopra”, que nos deixa em dúvida quanto às suas reais intenções. Publicamos, e que cada um/a leia e conclua. TP.

Colônia Sutil – pequeno núcleo quilombola na região de Ponta Grossa – guarda marcas, memórias e destino de paranaenses dos tempos da escravidão

Diego Antonelli, especial para Gazeta do Povo

As marcas do tempo não deram trégua às 31 famílias de descendentes de escravos que vivem isoladamente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Se no início do século passado dialetos e cantigas afros e danças típicas ainda faziam parte da rotina dos moradores, hoje essa realidade ficou apenas na lembrança dos mais velhos. Distante a 20 quilômetros do centro do município, a Colônia Sutil viu desaparecerem gradativamente as raízes culturais que ligavam as novas gerações aos seus antepassados. “O povo de antigamente era muito fechado. Ninguém ensinava nada sobre os costumes. A gente via o pessoal dançando e fazendo cantigas, mas não foi ensinado nada disso para a gente. A nossa cultura só fica na lembrança mesmo”, afirma Nilce Terezinha Ferreira, de 73 anos – todos vividos dentro da comunidade. Continue lendo “Onde o Paraná é diferente”

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Governados por cegos e irresponsáveis

Somos governados por cegos e irresponsáveis, incapazes de dar-se conta das consequências do sistema econômico-político-cultural que defendem. Criou-se uma cultura do consumismo propalada por toda a mídia. Há que consumir o último tipo de celular, de tênis, de computador. 66% do PIB norteamericano não vem da produção mas do consumo generalizado.

Leonardo Boff*

Afunilando as muitas análises feitas acerca do complexo de crises que nos assolam, chegamos a algo que nos parece central e que cabe refletir seriamente. As sociedades, a globalização, o processo produtivo, o sistema econômico-financeiro, os sonhos predominantes e o objeto explícito do desejo das grandes maiorias é: consumir e consumir sem limites. Criou-se uma cultura do consumismo propalada por toda a midia. Há que consumir o último tipo de celular, de tênis, de computador. 66% do PIB norteamericano não vem da produção mas do consumo generalizado.

As autoridades inglesas se surpreenderam ao constatar que entre os milhares que faziam turbulências nas várias cidades não estavam apenas os habituais estrangeiros em conflito entre si, mas muitos universitários, ingleses desempregados, professores e até recrutas. Era gente enfurecida porque não tinha acesso ao tão propalado consumo. Não questionavam o paradigma do consumo mas as formas de exclusão dele.  Continue lendo “Governados por cegos e irresponsáveis”

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Mirabela, no Norte de Minas, é a cidade do santo latifundiário

Doação de terras a São Sebastião obriga moradores a pagar à Igreja Católica para ter posse legal do imóvel onde vivem

mirabela

Fernando Zuba, do Hoje em Dia

“MIRABELA – A aposentada Maria José dos Santos, de 68 anos, mora em uma casa que herdou dos pais. De origem humilde, chama a atenção pela vaidade. Usa vestido de cetim amarelo e brincos prateados. Os cabelos, mantém bem arrumados. Mas com poucos recursos financeiros, não consegue reformar a própria casa, onde não há nem vaso sanitário. “A gente acaba improvisando, usando o quintal”, lamenta a mulher.

O dinheiro curto e a precariedade do casebre não são os únicos e nem o maior dos problemas da aposentada. Maria José tem medo de perder a posse do imóvel em que vive desde que nasceu. O motivo: não tem como quitar a dívida com São Sebastião, o verdadeiro dono do terreno onde a moradia foi erguida. Continue lendo “Mirabela, no Norte de Minas, é a cidade do santo latifundiário”

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