Empresas disputan el Iberá, el mayor humedal de Argentina

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Servindi, 23 de diciembre, 2013.- Campesinos e indígenas de Corrientes se aprestan a defender el Iberá, el mayor humedal de Argentina y el segundo más grande del mundo, amenazado por el monocultivo forestal y cuatro grandes empresas que ya concentran 370 mil hectáreas en la zona de los Esteros del Iberá.

Un artículo de Darío Aranda publicado en Página12 explica toda la trama en curso.

Reclamos en los esteros

Por Darío Aranda

Campesinos de Corrientes denuncian desalojos y se movilizan por el avance empresario sobre territorios rurales. La zona en disputa es el Iberá, el mayor humedal de Argentina y uno de los espacios de mayor biodiversidad del mundo. Responsabilizan al monocultivo forestal y al turismo de la mano de funcionarios, magnates extranjeros y de la Universidad estadounidense de Harvard. Cuatro empresas concentran 370 mil hectáreas. “No nos vamos a bajar ni un centímetro de la lucha por las tierras y contra las plantaciones forestales”, avisó Antonio Lezcano, de la Asociación de Pequeños Productores de Corrientes.

El Iberá está ubicado en el centro-norte de Corrientes y abarca cinco departamentos. Uno de ellos es San Miguel, a 160 kilómetros de la capital correntina, donde el 44 por ciento de la población vive en el campo (4500 personas) y el 50,2 por ciento tiene “necesidades básicas insatisfechas”, según el Consejo Federal de Inversiones (CFI). Es el epicentro de las disputas por el territorio. Continue lendo “Empresas disputan el Iberá, el mayor humedal de Argentina”

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Subsidiária da Coca-Cola no AM enfrenta ação por dano ambiental

Canavial da empresa Jayoro, no interior do Amazonas. Foto: Alberto César Araújo.
Canavial da empresa Jayoro, no interior do Amazonas. Foto: Alberto César Araújo.

Por Elaíze Farias, em Amazônia Real

Enquanto se discute atualmente um Projeto de Lei no Senado (PL 626/2011) que visa autorizar o plantio de cana em áreas alteradas, cerrado e campos gerais da Amazônia Legal, uma empresa localizada no município amazonense de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus), que já desenvolve esta cultura há quase 20 anos, vem sendo alvo de denúncia na Justiça Federal sob a acusação de causar danos ambientais, à atmosfera, impactar a fauna silvestre e levar prejuízos à saúde pública.

A Agropecuária Jayoro Ltda, que fornece matéria-prima para a empresa Recofarma Indústria do Amazonas Ltda, subsidiária da multinacional Coca-Cola, foi denunciada há três anos pelo Ministério Público Federal do Amazonas. A direção da empresa nega as acusações. Continue lendo “Subsidiária da Coca-Cola no AM enfrenta ação por dano ambiental”

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Água radioativa vaza na Central Nuclear de Fukushima

NÃO RADIOATIVIDADEPor Agência Brasil

Tóquio – A operadora da Central Nuclear de Fukushima, no Japão, informou que 1,8 tonelada de água radioativa vazou por meio de fendas nas barreiras em volta dos tanques de armazenamento do líquido contaminado.

Os vazamentos foram detectados na base das barreiras que fecham a zona dos tanques de armazenamento, explicou a Tokyo Electric Power (Tepco) em comunicado. A Tepco informou que a água contaminada que vazou de uma das zonas afetadas não atingiu o mar. A empresa investiga todos os vazamentos das zonas de contenção para apurar se a água radioativa chegou ao Oceano Pacífico.

As barreiras em volta das 23 zonas destinadas ao armazenamento têm 30 centímetros de altura e foram construídas para evitar que a água saia dos tanques, como ocorreu no verão passado, quando uma das áreas de contenção vazou cerca de 300 toneladas de água altamente radioativa. Continue lendo “Água radioativa vaza na Central Nuclear de Fukushima”

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Eram os Acreanos Astronautas?

Por Eduardo Góes Neves do Amazônia Real

Quem tem mais de quarenta anos deve se lembrar do nome de Erich von Däniken, que publicou, no final da década de sessenta, o livro “Eram os Deuses Astronautas?”.

Nessa obra, von Däniken defendeu a ideia de que algumas das estruturas monumentais construídas na antiguidade teriam sido obras de extraterrestres. O fatos de algumas essas estruturas – como as linhas de Nasca, no litoral do Peru, as pirâmides egípcias e os Moais da ilha de Páscoa – terem sido construídas fora da Europa, por indivíduos fisicamente parecidos com atuais polinésios, ameríndios ou habitantes do norte da África, devem ter servido de combustível para a imaginação delirante de von Däniken.

Para muita gente é mesmo difícil conceber que estruturas tão sofisticadas tenham sido produto do engenho e arte de povos que não tenham parentesco biológico com os europeus e seus descendentes que, a partir do século XV DC, se espalharam pelo planeta. É mais fácil, nessa concepção, apelar para extraterrestres que conceder que povos não-europeus tivessem alguma capacidade intelectual qualquer. Parece piada, mas é sério!

Quando digo que sou arqueólogo, a pergunta mais comum que ouço é: “mas tem alguma coisa para um arqueólogo pesquisar no Brasil?”. O que reflete, por um lado, a dificuldade que têm os arqueólogos em divulgar o que fazem e, por outro, a noção de que não há mesmo nada para ser estudado por um arqueólogo que trabalhe no Brasil. Continue lendo “Eram os Acreanos Astronautas?”

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Balanço dos conflitos agrários no Estado do Maranhão em 2013

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O processo de modernização da agricultura brasileira – conservador, parcial, excludente e ecologicamente insustentável – acelerou a exclusão social e a degradação ambiental no campo maranhense. Este processo é caracterizado pela apropriação fraudulenta da terra, êxodo rural e violentos conflitos sociais no campo. A reprimarização da economia, que privilegia a produção de commodities agrícolas e minerais para o mercado externo tem consequências mortais para o campesinato maranhense, que se materializam no aumento exponencial da violência (assassinatos, ameaças de morte, despejos forçados), êxodo rural, desemprego e trabalho escravo.

Por Diogo Cabral da Comissão Pastoral da Terra

Em 2013, o Maranhão se manteve na dianteira nacional em conflitos agrários. O quadro deste drama social pode ser representado pelos 3 assassinatos, ocorridos no P.A Capoema (Bom Jesus das Selvas), P.A Sit ( Santa Luzia) e P.A Santa Maria II ( Satubinha), o crescente número de ameaçados de morte, incluindo vários dirigentes sindicais, prisão ilegal de trabalhador rural, na comunidade Livramento (Codó), forte atuação de milícias armadas em Santa Maria dos Moreiras (Codó), Cipó Cortado (João Lisboa), Arame e Campo do Bandeira (Alto Alegre do Maranhão), Tiúba (Chapadinha) e de pistoleiros, em Baturité (Chapadinha), Vergel (Codó), Quilombo São Pedro (São Luís Gonzaga), Quilombos Salgado e Pontes (Pirapemas), Vilela (Junco do Maranhão).  Continue lendo “Balanço dos conflitos agrários no Estado do Maranhão em 2013”

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Violência cresce no Rio em 2013

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Por Vitor Abdala, Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O número de baleados atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado do Rio de Janeiro cresceu 27% nos dez primeiros meses de 2013, na comparação com o mesmo período de 2012. Segundo dados do Ministério da Saúde, de janeiro a outubro de 2013, foram feitas 1.131 internações de pessoas baleadas no estado, 242 a mais do que no mesmo período de 2012 (889 internações).

Esse é o número mais alto desde 2007, primeiro ano do governo de Sérgio Cabral, quando foram feitas 1.465 internações entre janeiro e outubro. De 2008 a 2012, as internações oscilaram entre 757 (em 2008) e 933 (em 2010).

O aumento da procura por hospitais devido a ferimentos causados por armas de fogo é apenas um dos indicadores que ilustram o crescimento da violência no estado do Rio neste ano. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o estado voltou a registrar aumento do número de homicídios em 2013, depois de três anos de queda nos assassinatos. Continue lendo “Violência cresce no Rio em 2013”

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Os novos ‘vândalos’ do Brasil, por Eliane Brum [“Divertir-se na cidade é um ato de insubordinação para jovens pobres e negros?”]

Jovens no chão presos por estarem no shopping em Vitória
Jovens no chão presos por estarem num shopping em Vitória

O rolezinho, a novidade deste Natal, mostra que, quando a juventude pobre e negra das periferias de São Paulo ocupa os shoppings anunciando que quer fazer parte da festa do consumo, a resposta é a de sempre: criminalização. Mas o que estes jovens estão, de fato, “roubando” da classe média brasileira?

Por Eliane Brum, em El Pais

O Natal de 2013 ficará marcado como aquele em que o Brasil tratou garotos pobres, a maioria deles negros, como bandidos, por terem ousado se divertir nos shoppings onde a classe média faz as compras de fim de ano. Pelas redes sociais, centenas, às vezes milhares de jovens, combinavam o que chamam de “rolezinho”, em shopping próximos de suas comunidades, para “zoar, dar uns beijos, rolar umas paqueras” ou “tumultuar, pegar geral, se divertir, sem roubos”. No sábado, 14, dezenas entraram no Shopping Internacional de Guarulhos, cantando refrões de funk da ostentação. Não roubaram não destruíram, não portavam drogas, mas, mesmo assim, 23 deles foram levados até a delegacia, sem que nada justificasse a detenção.

Neste domingo, 22, no Shopping Interlagos, garotos foram revistados na chegada por um forte esquema policial: segundo a imprensa, uma base móvel e quatro camburões para a revista, outras quatro unidades da Polícia Militar, uma do GOE (Grupo de Operações Especiais) e cinco carros de segurança particular para montar guarda. Vários jovens foram “convidados” a se retirar do prédio, por exibirem uma aparência de funkeiros, como dois irmãos que empurravam o pai, amputado, numa cadeira de rodas. De novo, nenhum furto foi registrado. No sábado, 21, a polícia, chamada pela administração do Shopping Campo Limpo, não constatou nenhum “tumulto”, mas viaturas da Força Tática e motos da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) permaneceram no estacionamento para inibir o rolezinho e policiais entraram no shopping com armas de balas de borracha e bombas de gás.

Se não há crime, por que a juventude pobre e negra das periferias da Grande São Paulo está sendo criminalizada? Continue lendo “Os novos ‘vândalos’ do Brasil, por Eliane Brum [“Divertir-se na cidade é um ato de insubordinação para jovens pobres e negros?”]”

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Análise: a política do Governo Dilma para os povos indígenas e quilombolas condicionada a um perigoso pacto nacional com os ruralistas

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Por Roberto Antonio Liebgott, Cimi Regional Sul Equipe Porto Alegre

Conjuntura Indigenista e Quilombola – 2013

Diferentes analistas sociais vêm discutindo as formas como o neoliberalismo se estabelece e se enraíza nas práticas e escolhas de governos, na atualidade. Um destes analistas é Maurizio Lazzarato, um sociólogo interessado em entender como se estabelecem e se naturalizam certas premissas do regime de acumulação capitalista, assumidas por governos, no presente, como se fossem incontestáveis.

Lazzarato afirma que o neoliberalismo provoca profundas transformações na maneira de compreender e de gerir os direitos coletivos e as garantias individuais. O foco de governo recai sobre as finanças, e estas são, para o sociólogo, “máquinas de guerra” que transformam os direitos sociais em dívidas a serem contraídas pelo cidadão, convertido em consumidor e em usuário de serviços privados. O custo tem sido a redução do salário, a precarização das condições de vida, a responsabilização dos governados pelo provimento de saúde, educação, moradia, segurança (em âmbito privado). O governo estimula a expansão do crédito ao consumo, para a inclusão no mundo dos consumidores de serviços e de produtos. “Ou seja, antes de se garantir o direito à moradia, asseguram-se ?nanciamentos imobiliários; antes de se efetivar a mutualização dos riscos sociais (riscos por desemprego, adoecimento, aposentadoria etc.), investem-se nos seguros individuais”. Continue lendo “Análise: a política do Governo Dilma para os povos indígenas e quilombolas condicionada a um perigoso pacto nacional com os ruralistas”

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Eventos extremos do clima: Decisões urgentes que nos faltam, artigo de Washington Novaes

Enchente em Manaus, 16/05/2012. Foto ABr
Enchente em Manaus, 16/05/2012. Foto ABr

Na semana passada, grande parte da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, Baixada Fluminense e região serrana voltou a ser atingida pelas chuvas muito intensas, que desalojaram milhares de pessoas e mataram algumas. E, depois de dois anos de seca, há uns dez dias a água de uma chuva de 130 milímetros – volume usual na região para um mês e meio – acumulou-se nos pontos mais altos do município de Lajedinho (4 mil habitantes), no interior da Bahia, e correu toda para a cidade, que foi destruída em 70%. Mais de dez pessoas morreram. É um fenômenos cada vez mais frequente no Brasil, onde não temos políticas capazes de remover mais de 5 milhões de pessoas de áreas de risco nem de impedir que prossiga o desmatamento sem controle e se criem condições para problemas como o de Lajedinho: a água escorre para as cidades e aumenta ali as inundações cada vez mais frequentes com os volumes de chuva muito intensificados com as mudanças climáticas em curso.

Por Washington Novaes. Artigo originalmente publicado em O Estado de S.Paulo e reproduzido pelo EcoDebate  Continue lendo “Eventos extremos do clima: Decisões urgentes que nos faltam, artigo de Washington Novaes”

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Menos-valia

Caso de Mita Diran (foto) chamou atenção para as jornadas excessivas de trabalho
Caso de Mita Diran (foto) chamou atenção para as jornadas excessivas de trabalho

Sociólogo vê ‘regressão à barbárie’ e analisa o acúmulo de funções, a falta de segurança e a ausência de lazer

Por Mônica Manir, do Estadão

Elísio Estanque não vai estar dando respostas prontas nesta entrevista. Vindo do Alentejo, ele obviamente não prima pelos gerúndios característicos do infoproletariado, a massa de trabalhadores dos call centers. Mas a questão é mais que gramatical. Esse sociólogo de 61 anos se diz contra seguidismos e alinhamentos cegos. Tem estilo próprio. E vai direto ao ponto: “O que vemos nas duas últimas décadas é uma regressão à autêntica barbárie no mundo do trabalho”.

Professor da Universidade de Coimbra, Elísio sentiu a feia crise em seu país. No entanto, quando fala de barbárie, não trata apenas do desemprego brutal entre os jovens portugueses. Quer discutir por que trabalhadores em geral – e não só os infoproletários – se distanciaram dos sindicatos e se trancafiaram num “individualismo negativo”, sem direitos sociais básicos. “Ninguém imaginava que, mesmo nas democracias avançadas, iriam surgir fenômenos de degradação humana nesse nível”, afirma.

Ele fala de acúmulo de funções, de falta de segurança, de alta rotatividade, de vigilância escamoteada, de ausência de lazer, de exaustão. Opina sobre o paradigma desenvolvimentista do Brasil, onde a taxa de desemprego de novembro, 4,6%, é mínima histórica. Também tem interesse em comparar a classe média portuguesa com a nossa “nova classe média”, de que ele desconfia, e faz isso tudo a partir de Campinas, onde está desde janeiro como professor visitante da Unicamp, em companhia da mulher ucraniana.

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