Vazamento: ONG encontra mais de 1 tonelada de animais mortos em Paranaguá

incêndio paranaguáOs peixes e crustáceos estavam próximos ao local do vazamento de um líquido azul-esverdeado na região do Rio Emboguaçu, causado pelo incêndio de um armazém

Por Oswaldo Eustáquio, na Gazeta do Povo

A Federação Paranaense de Entidades Ambientalistas do Paraná (Fepam) encontrou mais de uma tonelada de peixes e crustáceos mortos em Paranaguá neste sábado (18). Os animais estavam próximos ao local do vazamento de um líquido azul-esverdeado na região do Rio Emboguaçu, causado pelo incêndio do armazém da empresa APM/Brasmar na madrugada da última quarta-feira.

“Só de caranguejos mortos na região mangue são mais de 500 retirados mortos”, disse o engenheiro ambiental Juliano Bueno de Araújo, presidente da Organização Não Governamental (ONG). A recomendação da Vigilância Sanitária é nenhum pescado da região seja consumido pela população. O laudo técnico de contaminação é que vai determinar o prazo para renovação das espécies marinhas no local afetado e informar o prazo em que os pescadores e catadores de caranguejo poderão voltar as atividades sem risco a saúde. Continue lendo “Vazamento: ONG encontra mais de 1 tonelada de animais mortos em Paranaguá”

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Medo de ‘rolezinho’ é reação de brancos, diz ministra. Governo de SP autoriza “uso progressivo da força”

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), diz que shopping não é lugar de manifestação. “Esse negócio de ‘rolezinho’ é um abuso. Precisamos ter civilidade nas relações, ou a vida fica insuportável. (…)  Levei meus netos ao Morumbi Shopping domingo”, conta o senador. “Imagine como eu e outros avós reagiríamos caso um bando de cavalões cismasse em dar um ‘rolê’ por lá.”

UOL/Raíz Africana

Apartheid no shopping A ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros (PT), acusa a polícia e os frequentadores de shoppings de discriminar jovens negros nos “rolezinhos”. “As manifestações são pacíficas. Os problemas são derivados da reação de pessoas brancas que frequentam esses lugares e se assustam com a presença dos jovens.” Para ela, a liminar que autorizou os shoppings a barrar clientes “consagra a segregação racial” e dá respaldo ao que a PM “faz cotidianamente”: associar negros ao crime.

Incômodo A ministra diz que parte da elite brasileira se incomoda ao encontrar jovens negros no shopping. “Uma parcela da sociedade não quer a presença deles em determinados lugares.”

Conselheira Luiza Bairros integrou o grupo seleto de três ministros convocados para aconselhar Dilma Rousseff sobre os “rolês” na terça-feira. Também participaram José Eduardo Cardozo (Justiça) e Marta Suplicy (Cultura). Continue lendo “Medo de ‘rolezinho’ é reação de brancos, diz ministra. Governo de SP autoriza “uso progressivo da força””

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Militarização do ensino público: PM vai administrar dez escolas do estado de Goiás

uniformes colégio PMA nova administração é uma forma de combater a violência na sala de aula. Os pais dos alunos terão de pagar por essa mudança no ensino.

Por Fred Ferreira, de Brasília, no G1

A Secretaria de Educação de Goiás decidiu colocar a Polícia Militar para administrar dez escolas públicas, como forma de combater a violência na sala de aula. Os pais dos alunos terão de pagar por isso.

A reforma é geral no Colégio Fernando Pessoa, na cidade Goiana de Valparaíso, a 40 quilometros de Brasília. A partir da próxima semana, a escola será administrada pela Polícia Militar de Goiás.

O diretor será um policial com formação em pedagogia. PMs darão aulas de Educação Física e exigir disciplina dos mais de 200 alunos. As demais matérias continuarão a ser dadas por professores da rede estadual. Valparaíso tem altos índices de violência e os alunos já presenciaram até assassinato em sala de aula.

Em nota, a Secretaria de Educação de Goiás diz que a criação dos colégios é uma medida de segurança preventiva da mais alta eficácia. Continue lendo “Militarização do ensino público: PM vai administrar dez escolas do estado de Goiás”

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“Meninos, eu ri”, por José Ribamar Bessa Freire

 
E à noite, nas tabas, se alguém duvidava,
do que ele contava, dizia prudente:
 – “Meninos, eu vi”. (Gonçalves Dias).

Esses são os últimos versos do poema I-Juca Pirama – aquele que deve morrer – escrito por Gonçalves Dias em 1851. O narrador é um velho Timbira que, em dez cantos, rememora as dramáticas peripécias de um guerreiro tupi que cai prisioneiro e é condenado à morte. Os 484 versos que compõem essa história foram cantados, nesta semana, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por alunos Guarani, Kaingang e Laklãnõ do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena, nas aulas de literatura ministradas por este locutor que vos fala.

– Meninos, eu vi! – concluiu o velho Timbira para eliminar qualquer dúvida.

– Meninos, eu também vi – digo eu, embora o que vi seja difícil de acreditar. Depois da aula, na quarta-feira à noite, na telinha da taba, eu vi, meninos, o Jornal da Noite da Band Bad News. Vi e ouvi. Lá estava Boris Casoy – aquele jornalista que tratou os garis com desprezo – falando merda outra vez. Anunciou que, agora, basta qualquer um se autodeclarar índio para que tenha terra concedida por laudos antropológicos feitos com critérios duvidosos. Achincalhou e desqualificou garis e, agora, índios e antropólogos, fazendo biquinho de chaleira. Isso-é-u-ma-ver-go-nha! Continue lendo ““Meninos, eu ri”, por José Ribamar Bessa Freire”

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TV Fórum: Marco Civil e sociedade informacional

Leia alguns dos trechos mais importantes do debate entre Marilena Chauí e Sergio Amadeu, na última edição do programa online. O vídeo completo do debate pode ser conferido acima. 

Revista Fórum

A importância do Marco Civil da Internet e o contexto da sociedade informacional foram os temas do último programa da TV Fórum de 2013, que teve como convidados Marilena Chauí, filósofa e professora da Universidade de São Paulo (USP), e Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Com mediação de Renato Rovai, editor da Fórum, a conversa abordou aspectos do projeto de lei 2.126/11, que institui o Marco Civil e que deve ser votado na Câmara dos Deputados em fevereiro. De acordo com Amadeu, há três problemas não abordados no Marco Civil. O primeiro diz respeito à vontade das operadoras de telefonia de cobrar seus clientes de acordo com o conteúdo consumido; o segundo, a obtenção de informações privadas pelas empresas de telecomunicação e companhias que têm interesse em manipular tais dados, e o terceiro é a remoção de conteúdo sem ordem judicial, que pode ser utilizado para retirar páginas do ar instantaneamente. Continue lendo “TV Fórum: Marco Civil e sociedade informacional”

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PR – Documentário retrata ameaça de despejo por obra da Copa

Terra de Direitos

Cerca de 340 famílias estão ameaçadas de despejo em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, por conta da construção da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena. A obra faz parte das adequações previstas à capital paranaense para que possa sediar os jogos do Mundial.

O Poder Público e as entidades responsáveis pela construção afirmam que a pista não tem relação direta com a Copa do Mundo 2014. No entanto,  o projeto está vinculado ao PAC 2 e é resultado da mobilização do Poder Público em torno do megaevento. Fica claro que a Copa do Mundo 2014 é um fator acelerador das obras de infraestrutura do aeroporto e, consequentemente, das remoções. Continue lendo “PR – Documentário retrata ameaça de despejo por obra da Copa”

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Brigada de Solidariedade aos povos Guarani Kaiowá

gk brigada

A Brigada de Solidariedade aos povos indígenas Guarani Kaiowá aconteceu nos dia 6 a 16 de janeiro percorrendo várias aldeias do Mato Grosso do Sul, conhecendo a realidade de diversas etnias como Guarani, Kaiowá, Guató, Kadiwéu e Terena. O objetivo é somar na luta em defesa das comunidades indígenas, mas pra isso era necessário esse primeiro momento de contato onde entenderíamos melhor o que passam esses povos na luta por suas terras de origem, seus direitos básicos e suas vidas.

A realidade que vivem hoje os indígenas do Mato Grosso do Sul é cruel e desumana. As famílias estão em situação de extrema miséria, sofrendo ameaças cotidianamente dos fazendeiros, lideranças sendo assassinadas, aviões fumigando agrotóxicos por cima das aldeias, dos rios, da floresta, causando a morte de crianças e idosos e colocando em risco a vida de todos. Continue lendo “Brigada de Solidariedade aos povos Guarani Kaiowá”

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‘A sociedade em seu conjunto terá de mudar, porque é ela quem autoriza, hoje, a barbárie policial’, entrevista com Luiz Eduardo Soares

Luiz_Eduardo_Soares.chamadaPor Viviane Tavares, Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz

A desmilitarização da polícia, uma das bandeiras das jornadas de junho, sempre foi uma das principais de Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, professor da UERJ e antropólogo. Nesta entrevista, o autor de mais de 20 livros, entre eles Tudo ou Nada, Elite da Tropa e Cabeça de Porco, explica o motivo de sua defesa, e aponta que este é apenas o primeiro passo para o caminho árduo de construção de uma sociedade “efetivamente democrática e comprometida com o respeito aos direitos humanos”. Luiz Eduardo foi um dos principais elaboradores da PEC-51 – recentemente apresentada pelo senador Lindbergh Farias (PT/RJ) – que visa, segundo ele, reformar o modelo policial.

Eis a entrevista.

Nós temos uma polícia e um corpo de bombeiros que é militar. Você há muito tempo defende a desmilitarização. Por quê?

Considero a desmilitarização das polícias indispensável e a dos bombeiros absolutamente conveniente, ainda que essa mudança não seja suficiente. Mesmo porque nossas polícias civis não têm menos problemas do que as militares. Em primeiro lugar, é preciso saber o que significa, para uma polícia, ser militar. No artigo 144 da Constituição, significa obrigá-la a copiar a organização do exército, do qual ela é considerada força reserva. O melhor formato organizacional é aquele que melhor permite à instituição cumprir suas finalidades. Finalidades diferentes requerem estruturas organizacionais distintas. Portanto, só faria sentido reproduzir na polícia o formato do exército se as finalidades de ambas as instituições fossem as mesmas. Não é o que diz a Constituição. O objetivo do exército é defender o território e a soberania nacionais. Continue lendo “‘A sociedade em seu conjunto terá de mudar, porque é ela quem autoriza, hoje, a barbárie policial’, entrevista com Luiz Eduardo Soares”

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Entidades lançam manifesto de apoio aos rolezinhos e diversos atos pelo país estão previstos

Reprodução/Youtube
Reprodução/Youtube

“Com a liminar que garantiu o direito ao JK Iguatemi e a outros diversos Shoppings de impedir a entrada de jovens negros, pobres e funkeiros, percebe-se a reafirmação da missão da policia, da justiça e do Estado: a proteção à iniciativa privada”, diz o documento

Da Redação Brasil de Fato

A forma como instituições públicas e privadas responderam aos chamados “rolezinhos” na capital paulista expôs a maneira racista e segregatória com que as mesmas vêem determinada parcela da sociedade. A fim de denunciar esta realidade, entidades e movimentos estão divulgando um manifesto de apoio aos jovens que promovem os ‘rolezinhos’ e de ‘repúdio’ às reações dos Shoppings e da Justiça.

“Com a liminar que garantiu o direito ao JK Iguatemi e a outros diversos Shoppings de impedir a entrada de jovens negros, pobres e funkeiros, percebe-se a reafirmação da missão da polícia, da justiça e do Estado: a proteção à iniciativa privada e aos seus valores civilizatórios tendo, como sempre, um alvo bem definido: negros e pobres. Trata-se, sobretudo de um precedente legal perigoso a medida que promove e formaliza uma prática análoga ao aparthaid”, diz o documento. Continue lendo “Entidades lançam manifesto de apoio aos rolezinhos e diversos atos pelo país estão previstos”

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CNJ terá em fevereiro novo relatório sobre o sistema carcerário do Maranhão

Paulo Victor Chagas, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Um novo relatório sobre as condições do sistema penitenciário do Maranhão deverá ser divulgado no início de fevereiro.  O novo retrato está sendo feito pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do estado. Ligado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o grupo é responsável por acompanhar as condições dos presídios, coordenar os mutirões carcerários e desenvolver projetos de ressocialização dos detentos.

De acordo com o juiz auxiliar da presidência do CNJ, Luiz Carlos Rezende e Santos, após os últimos acontecimentos no Maranhão, é necessária uma apuração das medidas que têm sido tomadas para resolver problemas como superlotação e violência. Segundo Luiz Carlos, os juízes que compõem o grupo maranhense foram notificados para que acompanhem as atividades promovidas na resolução dos problemas carcerários.

“Estou aguardando a movimentação do grupo para o início de fevereiro. Precisamos saber o que está acontecendo para que possamos desenvolver um projeto de acompanhamento daqui para adiante, já que é uma situação diferenciada do resto do Brasil”, disse, em entrevista à Agência Brasil. Continue lendo “CNJ terá em fevereiro novo relatório sobre o sistema carcerário do Maranhão”

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