“Negrada” e “baianada”: criminalização de “rolezinhos” gera explosão de racismo na internet

Enquanto muita discussão acontece nas redes, milhares de crimes de racismo que estão sendo cometidos na internet sobre os “rolezinhos”

Por Blog da Cidadania

A criminalização de que o movimento desorganizado dito “rolezinhos” foi alvo por ação de textos recriminatórios da grande imprensa e da decisão judicial que permitiu aos shoppings de São Paulo promoverem, sob critérios obscuros, triagem de quem podia ou não ingressar nesses empreendimentos comerciais gerou uma onda de racismo nas redes sociais.

Essa mesma criminalização dos “rolezinhos” foi a senha a estimular jovens a postarem comentários com termos como “Negrada” e “baianada” (forma como classe média paulista se refere a nordestinos) naquelas redes sociais sem demonstrarem qualquer preocupação

Em 1951, foi promulgada a Lei 1390/51, mais conhecida como Lei Afonso Arinos. Proposta por Afonso Arinos de Melo Franco, proibia a discriminação racial e a separação de “raças” diferentes que, até então, era aceita. Continue lendo ““Negrada” e “baianada”: criminalização de “rolezinhos” gera explosão de racismo na internet”

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Campanha tenta reduzir cáries entre indígenas

Agência Estado – Jamile tem 9 anos e o sorriso escurecido por cáries. Os molares e pré-molares também estão esburacados. Ela é uma índia terena da aldeia Limão Verde, em Aquidauana. Nunca tinha ido ao dentista, apesar de uma profissional do Polo de Assistência Indígena atender ali três vezes por semana. Como outros terenas, Jamile sofre com dores de dente desde cedo – a etnia, apesar de ter mais acesso à saúde bucal, tem maior índice de cáries quando comparada a guaranis e caiovás.

A constatação faz parte de pesquisa que a Fundação Oswaldo Cruz está produzindo no Mato Grosso do Sul, segundo Estado do País em número de indígenas (são 73 mil, ante 178 mil no Amazonas), para traçar o perfil das doenças bucais entre índios. Por um ano, dentistas que já atuam com saúde indígena coletaram os dados de 1,7 mil pessoas das três etnias. O estudo pode ajudar a nortear os cuidados de que eles precisam.

“Há grande diversidade de perfis epidemiológicos dos indígenas em relação à cárie. O quadro é muito heterogêneo”, afirma Rui Arantes, pesquisador da Fiocruz-MS que lidera o estudo. “A saúde bucal acaba sendo um pouco mais negligenciada por ser agravo que não impacta na mortalidade infantil ou materna. Mas é um problema sério. E eles perdem dentes ainda jovens, passam bom período da vida sem se alimentar direito.” Continue lendo “Campanha tenta reduzir cáries entre indígenas”

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“Rolezinhos” chamam atenção para falta de espaços para lazer nas cidades brasileiras

Étore Medeiros e Leandro Kleber – Estado de Minas

O fenômeno dos rolezinhos ganhou repercussão nacional em dezembro do ano passado, quando milhares de jovens promoveram encontros em shopping centers de São Paulo para passear, fazer compras e flertar. Rejeitados por lojistas e clientes e tratados como caso de polícia, os adolescentes paulistanos não só despertaram um debate nacional sobre segregação racial e social, mas também chamaram a atenção para a ausência de espaços de convivência, lazer e cultura nas periferias das metrópoles brasileiras.

Um dos principais programas do Ministério da Cultura — o Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) — foi lançado em 2010 como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2). Ao todo, a iniciativa pretende erguer 356 espaços com praça de esportes e lazer, biblioteca, cineteatro, pista de skate, playground, entre outros itens. Mesmo que todos os CEUs sejam entregues até 2014, conforme prometido, seriam contemplados apenas 6,4% dos municípios brasileiros. Mantido o ritmo, o programa só atingiria a totalidade das cidades brasileiras em 60 anos. Continue lendo ““Rolezinhos” chamam atenção para falta de espaços para lazer nas cidades brasileiras”

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Abordagem na cracolândia é a mais humana que conheço, diz médico

Garis recolhem entulho após a retirada de barracos da 'favelinha' da cracolândia, em SP
Garis recolhem entulho após a retirada de barracos da ‘favelinha’ da cracolândia, em SP

Folha de S.Paulo – Elisaldo Carlini, médico especialista em dependência química, diz que o programa da prefeitura tem uma proposta humana na abordagem de usuários.

Diretor do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas), da Unifesp, ele afirma que é importante incluir a realidade dos dependentes de drogas no tratamento. Continue lendo “Abordagem na cracolândia é a mais humana que conheço, diz médico”

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Projeto quer mais rigor para adoções no Brasil

Bebê acolhidos por instituições em Brasília; país tem hoje mais gente à procura de filhos do que crianças aptas a participarem do processo
Bebê acolhidos por instituições em Brasília; país tem hoje mais gente à procura de filhos do que crianças aptas a participarem do processo

Relatório de CPI a ser encaminhado em fevereiro para a Câmara muda a legislação para tentar conter o tráfico de pessoas. Proposta dificulta o processo para casais estrangeiros

Por Maria Clara Prates, em EM

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, que deve ser apresentado no mês que vem, logo depois do fim do recesso na Câmara dos Deputados, vai trazer medidas efetivas para tentar conter o avanço desse tipo de criminalidade organizada no Brasil, como um projeto de lei que muda as regras de adoção no país. A relatora do CPI, a deputada federal Flávia Morais (PDT-GO), disse que o objetivo é desburocratizar o processo e ainda endurecer regras para a adoção de brasileiros por casais estrangeiros, criando assim dificuldades para o tráfico de pessoas. Continue lendo “Projeto quer mais rigor para adoções no Brasil”

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Mulher de 100 anos pede esmolas no Recife

Sentada em uma calçada no Centro do Recife, ela diz que não pede esmolas, mas aceita os trocados
Sentada em uma calçada no Centro do Recife, ela diz que não pede esmolas, mas aceita os trocados

Por Marcionila Teixeira – Diário de Pernambuco/EM

Na face, quase não há mais espaço para rugas. Sem piedade, os “riscos” fazem sulcos profundos por onde passam, dão um ar de cansaço, refletem a quantidade do tempo vivido. Sentada em uma calçada do Centro do Recife, a idosa observa o movimento de pessoas ao mesmo tempo que maneja entre os dedos uma moeda dourada de R$ 0,25. Aos 100 anos, Anunciada Maria da Silva ainda vai para as ruas em busca de um dinheiro a mais para completar o orçamento de aposentada. Diz que não pede esmolas, pois nem estende as mãos. “As pessoas é que querem me dar um trocado, então, aceito”.

Com um caminhar sempre lento, costuma ser vista na frente das igrejas do Centro da capital, acompanhada do bisneto, um menino curioso de 11 anos chamado Micael Fabrício da Conceição. “Acredita não? Se quiser, vou buscar o documento dela em casa para provar que tem 100 anos”, dispara a criança, já se aprontando para partir. A casa, conta o menino, é um imóvel precário na Favela do Papelão, na Ilha Joana Bezerra.

A verdade, diz ela, é que ficar no Papelão o dia inteiro não dá. Por isso, conta que ganha as ruas com Micael. “Onde eu moro tem muito problema, coisa errada. Não dá pra deixar ele em casa sozinho. Por isso trago ele comigo. Venho me distrair também, mas já, já volto pra casa”, afirma. Antes disso, separa R$ 2,00 nas mãos e oferece à Nossa Senhora do Carmo, a padroeira do Recife. “Tá doido não guardar nada pra ela”, diz, depois de colocar o valor na caixa de oferendas da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife. Continue lendo “Mulher de 100 anos pede esmolas no Recife”

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Serra Pelada: garimpeiros acusam mineradora Colossus de contrabando de ouro e outros minérios

Deputado teme conflito social na região.

Por Beth Begonha, em Radiotube

O deputado Domingos Dutra vem acompanhando a tensa relação entre a mineradora canadense Colossus e os garimpeiros da região. A Colossus fez um contrato com a cooperativa dos garimpeiros locais, a Comigasp, para a exploração de ouro e platina que previa 51% do lucro dos minérios retirados para a empresa, e 49% para os garimpeiros. Recentemente o contrato foi subitamente alterado e a parte da Colossus subiu para 75%, o que provocou uma crise no relacionamento entre a empresa e os garimpeiros.

De forma incompreensívell para os cooperados, de repente, a Colossus colocou na conta de alguns diretores da cooperativa 54 milhões de reais, porém, nenhum garimpeiro recebeu nenhum centavo deste dinheiro. Logo após o depósito houve a mudança de percentual sem o consenso, sem mesmo o conhecimento, dos cooperados, passando a Colossus a ser detentora de 75% do minério de Serra Pelada, enquanto os garimpeiros ficariam com apenas 25%. Continue lendo “Serra Pelada: garimpeiros acusam mineradora Colossus de contrabando de ouro e outros minérios”

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Guatemala: Consternación y dolor provoca asesinato de dirigente indígena Juan Tuyuc

Mujer llorando

Servindi, 18 de enero, 2014.- El asesinato del dirigente indígena Juan Tuyuc ha provocado una profunda consternación en Guatemala. Su cadáver fue hallado el miércoles 15 en la carretera del departamento occidental de Sololá con golpes y heridas de arma de fuego.

La activista y exdiputada Rosalina Tuyuc pidió a las autoridades una investigación exhaustiva de la muerte de su hermano quien, según informes policiales, murió atropellado aunque su familia cree que podría tratarse de un crimen.

“Tenemos la certeza de que él fue tomado en algún lugar y un carro lo lanzaron en el lugar donde lo encontraron. No nos cabe la menor duda porque la familia observó el grado de golpes que tenía” manifestó Rosalina. Continue lendo “Guatemala: Consternación y dolor provoca asesinato de dirigente indígena Juan Tuyuc”

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Haiti – Quatro anos depois do terremoto: a miragem da reconstrução

Haiti - homens runidosEnquanto mais de 170 mil pessoas continuam morando debaixo das tendas, as conquistas da reconstrução focaram no turismo de luxo, na mineração e em zonas industriais

Por Iolanda Fresnillo, de Porto Príncipe para o El Diario/Revista Forum*

Há quatro anos a terra tremeu durante 35 segundos no Haiti. Com o epicentro situado a 25 quilômetros de Porto Príncipe, o sismo de 7,3 pontos na escala Richter tomou mais de 220 mil vidas. O mundo se comoveu. Passado o tempo, enquanto mais de 80% da população segue vivendo abaixo do nível da pobreza e 170 mil continuam dormindo debaixo de tendas, as conquistas da reconstrução têm focado no turismo de luxo, na mineração e na criação de zonas industriais.

No Haiti, 100 mil casas foram totalmente destruídas e mais de 200 mil gravemente danificadas, o que deixou mais de um milhão e meio de pessoas sem lar. A reconstrução de moradias, então, parecia uma prioridade urgente. Apesar da existência de avanços, a tarefa não foi completada com sucesso. Continue lendo “Haiti – Quatro anos depois do terremoto: a miragem da reconstrução”

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Com recesso na creche, catadora carrega as crianças pelas ruas de SP

Durante recesso da creche, Fabiana Silva, 35, puxa carroça com filho e sobrinhos em SP. Foto: Marcelo Justo/Folhapress
Durante recesso da creche, Fabiana Silva, 35, puxa carroça com filho e sobrinhos em SP. Foto: Marcelo Justo/Folhapress

Por Marina Gama Cubas, na Folha/Uol

Moradora da favela do Moinho (na região central de São Paulo) e mãe de três meninos, Fabiana da Silva, 35, é conhecida como a “catadora do som”. Carregando uma carroça com o filho caçula e sobrinhos, ela procura o sustento da família no lixo dos “ricos”. Ex-usuária de crack, passou pela antiga Febem quatro vezes e teve o primeiro filho na cadeia. Hoje, escreve o livro da sua vida e espera, com a venda, sair da favela.

*

Depoimento:

Estou escrevendo o livro da história da minha vida. Meu sonho é ganhar um dinheirinho com ele para dar entrada em uma casinha e conseguir sair da favela do Moinho. Continue lendo “Com recesso na creche, catadora carrega as crianças pelas ruas de SP”

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