A pertinência de se ler Fanon, hoje – parte 2

por Inocência Mata, em Buala

(…) Composto por cinco capítulos, que continuam as problemáticas de livros anteriores, (especialmente Pele Negra, Máscaras Brancas), Os Condenados da Terra parece ser, de facto, um livro testamentário, sobretudo tendo em conta o seu momento de escrita. Assim, a alienação cultural e seus traumas, a internalização da dominação (hoje falar-se-ia de subalternidade) e suas consequências na fragmentação da cultura nacional (cuja existência Fanon recusa em situação colonial pois considera que esta paralisa na sua totalidade a cultura nacional), a relação entre cultura nacional e lutas de libertação, as ideologias nacionalistas e seus equívocos, os programas (mínimos e máximos) dos movimentos nacionalistas e seus falhanços, o modus operandi monolítico dos poderes pós-coloniais e suas semelhanças com o poder colonial, o papel da burguesia e da «nova» elite, as ideologias dos nacionalistas africanos (que Fanon considera terem sido importadas), as ambiguidades do «intelectual colonizado», as frustrações do ex-colonizado face ao novo país são matéria de Os Condenados da Terra: uma análise multi e transdisciplinar, multidimensional, da violência como realidade inerente à situação colonial que está presente em todas as expressões materiais e simbólicas da sociedade, mesmo depois das independências, detendo-se demoradamente na terapêutica da violência como inevitável, pois «as posições defensivas surgidas do confronto violento do colonizado com o sistema colonial organizam-se numa estrutura que revela então a personalidade colonizada»[1]. Quem ler antes Pele Negra, Máscaras Brancas tenderá a considerar este livro como a síntese da análise da «extensão dos sofrimentos psíquicos causados pelo racismo e pela presença viva da loucura no sistema colonial. Com efeito, em situação colonial, o trabalho do racismo visa, em primeiro lugar, abolir toda a separação entre o eu interior e o olhar exterior.»[2] Continue lendo “A pertinência de se ler Fanon, hoje – parte 2”

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Ocupar imóveis vazios pela especulação imobiliária é legítima defesa, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

O uso da força, desde que não inclua violência a outra pessoa, pode ser um instrumento político poderoso.

É claro que devido à sua natureza, se utilizado, deve ser apenas em circunstâncias extremas, pois tende a ser uma faca de dois gumes. Pode contribuir para alcançar um objetivo, mas também gerar impactos negativos sobre a imagem de determinado grupo junto à sociedade. Continue lendo “Ocupar imóveis vazios pela especulação imobiliária é legítima defesa, por Leonardo Sakamoto”

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Relatório denuncia violação de direitos humanos na crise da água em São Paulo

Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

A Aliança Pela Água, o Coletivo de Luta Pela Água, o Greenpeace e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgaram ontem (13) um relatório em que apontam indícios de violação de direitos humanos na gestão hídrica do estado de São Paulo. O documento foi encaminhado à relatoria da Organização das Nações (ONU) para Diretos Humanos à Água e Saneamento.

Segundo o relatório, houve falta de transparência nas informações sobre os cortes de água, falta de planejamento, superexploração dos mananciais, redução de investimento em tratamento de esgoto, e aumento indevido da tarifa. O documento diz que faltou e ainda falta um plano de emergência para a capital paulista: não há plano destinado a hospitais, escolas, e para órgãos públicos em caso de falta de água e de agravamento da crise. Continue lendo “Relatório denuncia violação de direitos humanos na crise da água em São Paulo”

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Brejo dos Crioulos retoma mais uma área do Território Negro, ante descaso do Governo com a luta Quilombola

Por Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais, CPT

Na noite do dia 10 de outubro de 2015 os Quilombolas de Brejo dos Crioulos retomaram mais uma área do território Negro. A área “pertencia” à família dos “Clementes”. Um dos fazendeiros do processo de des-intrusão do terrritório. Essa área já estava na pauta com o INCRA há mais de um ano. O INCRA deveria fazer a avaliação da área para dar continuidade ao processo de regularização do território.

A morosidade deste órgão, as promessas não cumpridas de continuidade do processo e a enrolação do Governo até mesmo para marcar uma reunião com os Negros deixou os Quilombolas sem saída. Continue lendo “Brejo dos Crioulos retoma mais uma área do Território Negro, ante descaso do Governo com a luta Quilombola”

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Venezuela: Acusan incapacidad de gobierno en garantizar bienestar y derechos indígenas

Escenario de profundo desarrollo extractivista amenaza derechos y bienestar de pueblos originarios

Servindi – Organizaciones civiles e indígenas de Venezuela exhortan al gobierno de Nicolás Maduro implementar las recomendaciones de la Organización de Naciones Unidas (ONU) ante el incumplimiento de los derechos y el bienestar de los pueblos originarios del país. Continue lendo “Venezuela: Acusan incapacidad de gobierno en garantizar bienestar y derechos indígenas”

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quilombo

Quilombo Marambaia é titulado e cem famílias quilombolas e caiçaras são beneficiadas

Ministro do Desenvolvimento Agrário assinou seis títulos coletivos de terras que dão mais segurança a cerca de 350 moradores locais. Ao todo, 53 hectares foram titulados

SEPPIR

Cem famílias quilombolas e caiçaras da Ilha da Marambaia, no Rio de Janeiro, conquistaram a posse de suas terras, nesta quinta-feira (08). O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, assinou seis títulos coletivos de terras que dão mais segurança a cerca de 350 moradores locais. Ao todo, 53 hectares foram titulados. Coordenado pela Marinha do Brasil, o processo de titulação iniciou-se em 2002. Continue lendo “Quilombo Marambaia é titulado e cem famílias quilombolas e caiçaras são beneficiadas”

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Mais além da mineração: as pretensões do novo código mineral quanto ao acesso à água e à terra

Por Julianna Malerba, em Brasil em 5

Está prestes a ser votado na Câmara Federal um novo código mineral para o país. O projeto foi enviado ao Congresso pelo Executivo em 2013 e, desde então, a comissão parlamentar responsável pela análise da proposta já elaborou três relatórios substitutivos ao projeto de lei. A cada nova versão tem se ampliado o caráter liberalizante da proposta à custa de direitos sociais e ambientais, atendendo notadamente aos interesses de quem financiou a campanha do relator e de boa parte dos parlamentares que integram a referida comissão. Continue lendo “Mais além da mineração: as pretensões do novo código mineral quanto ao acesso à água e à terra”

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MPF pede fechamento do garimpo ilegal em Pontes e Lacerda, MT

A extração de ouro é ilegal, não há autorização ou licença para lavra emitida pelo Departamento Nacional de Produção Mineral

MPF MT

O Ministério Público Federal pediu a retirada das pessoas que estão no garimpo ilegal em Pontes e Lacerda (MT), na área que em poucos dias ficou conhecida como “Serra Pelada de Mato Grosso”. Na ação protocolada nesta terça-feira (13/10), o MPF também pede que a Justiça Federal determine, com o suporte da Polícia Militar, Exército e Polícia Federal, o fim de toda atividade de extração de ouro. Continue lendo “MPF pede fechamento do garimpo ilegal em Pontes e Lacerda, MT”

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Seminário Águas de Minas III: Os Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade [textos para baixar]

As palestras e documentos da etapa final do Seminário Legislativo Águas de Minas III – Os Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade, realizada entre 29 de setembro e 2 de outubro, foram disponibilizadas pela Assembleia Legislativa mineira.  Lançado em abril de 2015, o seminário foi construído ao longo dos meses subsequentes, com reuniões técnicas interinstitucionais, encontros regionais e consulta pública.  A abertura dessa etapa final teve a participação do relator especial do Direito Humano à Água e ao Esgotamento Sanitário da ONU, Leo Heller.

Abaixo, os títulos das palestras, com os nomes de seus autores e links para lê-las e/ou baixá-las, além de alguns outros documentos. Continue lendo “Seminário Águas de Minas III: Os Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade [textos para baixar]”

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Ex-prefeito, irmão e outros dois serão julgados pela Chacina de Unaí, quase 12 anos depois

Os irmãos Antério e Norberto Mânica, e os cerealistas Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro irão à júri popular na Justiça Federal em BH nos dias 22 e 27 de outubro

Por José Vítor Camilo, em O Tempo

A pouco mais de três meses de completarem 12 anos da Chacina de Unaí, acontecerá nos próximos dias 22 e 27 de outubro, na sede da Justiça Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, o julgamento dos irmãos Antério e Norberto Mânica e de outros dois réus do caso, ocorrido em 2004 na cidade do Noroeste mineiro. Eles são acusados de envolvimento na morte de três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego, assassinados ao fiscalizarem denúncias de trabalho escravo no município. Continue lendo “Ex-prefeito, irmão e outros dois serão julgados pela Chacina de Unaí, quase 12 anos depois”

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