Paulina Chiziane: O ato de colonizar está na mente

Paulina Chiziane

Ela é a primeira mulher a lançar um romance em Moçambique; na juventude foi militante do Partido Frelimo, que lutou pela independência do país; é atuante no movimento feminista do país; e possui uma espiritualidade marcante. Ela é Paulina Chiziane

Por Douglas Freitas e Marcelo Hailer, da Bastião, na Fórum

Tambores vibram no palco da maior universidade privada de Moçambique. Sentada entre os sete músicos, Paulina Chiziane entoa um cântico evocando os espíritos dos ex-presidentes Eduardo Mondlane e Samora Machel. A música tem a intenção de convocar o passado para convencer os governantes atuais a firmar a paz no presente.

Em um país extremamente formal, batucar dentro de uma instituição é uma quebra de tabu. Na verdade, lançar o livro “Por que vibram os tambores do além”, que conta a história do curandeiro Rasta Pita, dá sequência a uma série de rompimentos de paradigmas que Paulina acumula.

Ela é a primeira mulher a lançar um romance em Moçambique (Balada de amor ao vento, publicado em 1990); na juventude foi militante do Partido Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique, partido de esquerda que lutou pela independência do país); é atuante no movimento feminista do país; e possui uma espiritualidade marcante. Por alguns, é chamada de radical. “As pessoas não estão habituadas a questionar. Quando alguém questiona, dizem logo que é radical”, rebate ela, sem fazer muito caso. Continue lendo “Paulina Chiziane: O ato de colonizar está na mente”

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Cientistas lançam manifesto em defesa dos rios e apontam descontrole na construção de hidrelétricas

 Salto do Yucumã, no Parque Estadual do Turvo, ameaçado por hidrelétricas no Rio Uruguai. Foto: Instituto Ingá

Salto do Yucumã, no Parque Estadual do Turvo, ameaçado por hidrelétricas no Rio Uruguai. Foto: Instituto Ingá

Documento manifesta preocupação com a possibilidade de que 100 mil pessoas sejam atingidas no País, nos próximos anos, por hidrelétricas.

Por Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior

Porto Alegre – Um grupo de 100 pesquisadores brasileiros da área do meio ambiente, de universidades e instituições de vários Estados do Brasil, encaminhou sexta-feira (14) à Presidência da República e aos ministros do Meio Ambiente e de Minas e Energia, o Manifesto de Cientistas pela Defesa de Nossos Rios. A data foi escolhida pelo fato de 14 de março ser o Dia Internacional de Ação Pelos Rios. O manifesto resgata a Moção sobre Barramentos, aprovada no X Congresso de Ecologia do Brasil, realizado em São Lourenço (MG), em setembro de 2011. Continue lendo “Cientistas lançam manifesto em defesa dos rios e apontam descontrole na construção de hidrelétricas”

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Recuperando áreas degradadas na Amazônia, mais um projeto apoiado pelo Fundo Dema

agroextrativistas fundo dema14 famílias de agroextrativistas iniciam mais um projeto de recuperação de áreas degradadas apoiado pelo Fundo Dema 

Por Vânia Regina de Carvalho, em Portal de Agroecologia

O projeto é coletivo. Através da Associação dos Agricultores Familiares do Batata (ASAFAB), 14 famílias do município do Trairão (oeste paraense) tiveram   acesso a equipamentos de trabalho e iniciam as atividades de recuperação de áreas degradadas na comunidade do Batata. Mais um projeto apoiado pelo Fundo Dema, na parceria entre a FASE e o Fundo Amazônia. Continue lendo “Recuperando áreas degradadas na Amazônia, mais um projeto apoiado pelo Fundo Dema”

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Cacique Babau, na Serra do Padeiro: “temos que revolucionar o nosso querer e conquistar autonomia”

Cacique Babau ouve, atento, as palavras de solidariedade
Cacique Babau ouve, atento, as palavras de solidariedade

Enviada por Ivonete Gonçalves

O segundo dia da Marcha dos Povos da Cabruca e da Mata atlântica foi iniciado ainda na energia da noite anterior, quando o Cacique Babau partilhou a história e a luta do povo Tupinambá de Serra do Padeiro. Alegre, determinado e fortalecido, o cacique afirmou: “temos que revolucionar o nosso querer e conquistar autonomia”. Para isso, ele destacou três pontos fundamentais: a unidade na luta, o foco na conquista da terra e o fortalecimento da espiritualidade ancestral enquanto direcionadora da sabedoria que rege o movimento. E foi nesse contexto que o ritual da noite deu sentido e poder a este encontro.

No início desta manhã, uma pequena assembléia foi realizada em volta da fogueira, onde mais uma vez o Cacique agradecia a presença de todos e todas, valorizando a presença das diversas entidades e chamando a atenção para que a gente “tire os espinhos, as ramas e aumente as picadinhas” para que um grande caminho se abra para nós e para os que virão para a luta, para agregar e aprender a conviver juntos. Em seguida, os grupos foram organizados em torno dos trabalhos do campo: a farinhada, o plantio do milho, cacau e a compostagem. Continue lendo “Cacique Babau, na Serra do Padeiro: “temos que revolucionar o nosso querer e conquistar autonomia””

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Muito além do cidadão Kane: um bom momento para rever ou conhecer

Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres – proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial – que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. “Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane”. Produtor: Simon Hartog.

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História da África será contada em Belo Horizonte dia 23

250px-Africa_(orthographic_projection).svgBate-papo com Marcos Cardoso no Espaço Cultural Tambor Mineiro irá versar sobre a importância da memória cultural africana na formação do país

Raíz Africana

No próximo dia 22 de março, sábado, às 14h, o historiador e filósofo Marcos Cardoso irá receber o público no Espaço Cultural Tambor Mineiro para o bate-papo “Introdução à História da África e resistência negra”. O objetivo é introduzir os participantes à história do continente africano, com ênfase na resistência do povo negro, da escravidão à contemporaneidade. Eles serão convidados a refletir sobre a presença civilizatória da África no mundo e no país a partir de uma introdução sobre a importância da memória cultural africana na formação das culturas negras na diáspora e no Brasil, no processo de construção da identidade étnico-racial e na identidade nacional.  As inscrições são gratuitas, abertas a todos os interessados e podem ser feitas pelo telefone (31) 3295-4149. O Tambor Mineiro fica à Rua Ituiutaba, 339, Prado.

O bate- papo faz integra a programação da ocupação anual do Espaço Cultural Tambor Mineiro, realizada por Maurício Tizumba, idealizador e coordenador do espaço, em parceria com o grupo percussivo Bloco Saúde. O projeto Bloco Saúde/ Tambor Mineiro prevê, além de cursos de aperfeiçoamento do próprio grupo, sete bate-papos e workshops gratuitos e abertos ao público. “A parceria com o Bloco Saúde existe há quatro anos e é aqui que o grupo se formou. Esse projeto amplia essa parceria e oferece uma programação de qualidade para a cidade e os interessados em conhecer mais sobre a nossa cultura, a cultura do nosso povo”, afirma Tizumba. Continue lendo “História da África será contada em Belo Horizonte dia 23”

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Coapima marca audiência pública na OAB e exige presença de Antônio Alves para discutir indicação para o DSEI/MA

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Uma das entidades mais críticas da situação da saúde indígena, a Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão, COAPIMA, enviou ofício ao responsável pela Secretaria Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves, exigindo sua presenta em audiência pública marcada para as 9 horas do dia 23, na OAB, em São Luís.

No ofício , Sílvio Santana da Silva, coordenador geral da COAPIMA, afirma a importância de o novo gestor do Distrito Sanitário Especial Indígena, DSEI, ser indicado com a participação das principais lideranças e caciques, de modo a “evitar e/ou aprofundar conflitos e discordâncias”  e permitir a construção de uma gestão compartilhada, que “respeite a participação e decisão dos povos indígenas, conforme preconiza a Constituição Federal. Leia abaixo.

Coapima

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Marcha dos povos da Cabruca e da Mata Atlântica à Serra do Padeiro, em apoio aos Tupinambá. Dois minutos de união e beleza!

Postado e enviado por Haroldo Heleno

Caminhada em direção à Aldeia Serra do Padeiro do povo Tupinambá de Olivença. Atividade da Marcha dos povos da Cabruca e da Mata Atlântica ocorrida no período de 14 a 16 de março de 2014. Promovida pela “Teia Agroecológica”.

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Entranhas da ditadura

Lute, obra emblemática de Rubens Gerchman, de 1967: a arte como forma de resistência
Lute, obra emblemática de Rubens Gerchman, de 1967: a arte como forma de resistência

Golpe militar de 1964 foi antecedido de articulação que uniu as Forças Armadas, o empresariado, partidos políticos e setores conservadores da classe média e da Igreja

Por Lucilia de Almeida Neves Delgado, em EM

O golpe político que, em 1964, mudou, com profundidade, a realidade do Brasil foi ensaiado ou anunciado ao menos em duas ocasiões antes de sua efetivação. O primeiro dos episódios aconteceu em 1954, quando do suicídio do presidente Getúlio Vargas, que enfrentou intransigente e cotidiana oposição da grande imprensa, dos políticos da União Democrática Nacional (UDN), do capital internacional e de segmentos das Forças Armadas, em especial os vinculados à Escola Superior de Guerra.

O segundo data de agosto de 1961, após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Os mesmos setores que fizeram oposição visceral a Vargas tentaram impedir a posse do vice-presidente, João Goulart, que, como bom herdeiro do getulismo, também era filiado ao trabalhismo, ao nacionalismo, aos quais agregou forte reformismo social. Nessa ocasião, movimentos sociais e governadores de estado como Leonel Brizola, do Rio Grande do Sul, uniram esforços para garantir a posse constitucional do vice-presidente. Brizola chegou a coordenar a campanha pela legalidade que agregou estações de rádio em diferentes partes do território brasileiro. No plano institucional, alguns políticos democratas também se empenharam para garantir o respeito à Constituição. Negociaram o retorno seguro do vice-presidente e sua posse, embora com poderes reduzidos, pela adoção do sistema de governo parlamentarista. Continue lendo “Entranhas da ditadura”

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