Escritor Gabriel García Márquez morre aos 87 anos

Gabriel Garcia Márquez

Autor colombiano ficou internado com infecção respiratória e pneumonia. Ele escreveu ‘Cem anos de solidão’ e ‘O amor nos tempos do cólera’ [entre muitos outros…].

Do G1, em São Paulo

Morreu o escritor colombiano Gabriel García Márquez, aos 87 anos, informou o perfil oficial do autor no Facebook nesta quinta-feira (17). A notícia foi confirmada por uma fonte próxima ao escritor, à agência Associated Press. Ele ficou internado com pneumonia e infecção respiratória na Cidade do México, onde morava, entre o fim de março e início de abril. Ele estava em casa e lutava contra um câncer linfático desde 1999.

Em julho de 2012, o mais novo de seus dez irmãos, Jaime García Márquez, revelou que o autor sofria de demência senil “há alguns anos” e que estava lutando contra a perda de memória. O escritor era casado com Mercedes Barcha Pardo desde 1958. Eles tiveram dois filhos: Rodrigo, que nasceu em 1959, e Gonzalo, nascido em 1962.

Considerado um dos mais importantes escritores do século 20 e um dos mais renomados autores latinos da história, Gabriel García Márquez nasceu em 6 de março de 1927, em Aracataca, na Colômbia. Chegou a estudar Direito e Ciências Políticas na Universidade Nacional da Colômbia, mas não concluiu o curso, preferindo iniciar carreira no jornalismo.

Seu primeiro romance, “A revoada (O enterro do diabo)” foi escrito no início da década de 1950, mas publicado apenas em 1955 por iniciativa de amigos enquanto ele estava na Europa. Já tendo como cenário a cidade de Macondo, que apareceria em outras de suas obras, o livro tinha como narradores três personagens, um velho coronel, sua filha e o neto, ainda criança. O sucesso internacional, no entanto, veio principalmente após a publicação de seu romance mais famoso, “Cem anos de solidão”, em 1967. Continue lendo “Escritor Gabriel García Márquez morre aos 87 anos”

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Camponeses exigem o direito às sementes no dia de luta pela terra

Castanheiras queimadas, monumento erguido em memória das vítimas do massacre – Foto: Bia Pasqualino
Castanheiras queimadas, monumento erguido em
memória das vítimas do massacre – Foto: Bia Pasqualino

Por Mateus Ramos, do Adital, na Página do MST

Todo ano, no dia 17 de abril, entidades do movimento social pela reforma agrária em todo o mundo se organizam para realizar ações conjuntas em prol da luta pelos direitos dos camponeses. Em 2014, a mobilização global enfatiza o direito às sementes.

“Há quase 100 anos, nossas sementes têm sido ameaçadas pelo capital daqueles que buscam privatizá-las em prol de uma agricultura industrializada. Nos últimos anos, essa pilhagem foi intensificada através das ‘Leis Monsanto’, que criminalizam os camponeses por utilizarem as próprias sementes, ao invés de usarem as registradas ou patenteadas pela industria transgênica.”, destaca um informe da organização Via Campesina.

Para os camponeses, as sementes encarnam uma posição fundamental na luta pela soberania alimentar. São delas que os adeptos da agricultura familiar retiram seus alimentos, além do que as sementes também têm uma função cultural, pois, com elas, são transmitidas a visão, a sabedoria, as práticas e a cultura das comunidades camponesas. Continue lendo “Camponeses exigem o direito às sementes no dia de luta pela terra”

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No lançamento do filme O Veneno está na Mesa 2, sessão foi dedicada aos Sem Teto despejado no Rio

discurso Veneno está na mesaAntes do início do lançamento do filme O Veneno está na Mesa 2, foi lida uma carta em homenagem às 5000 famílias violentamente despejadas pela Polícia Militar, pela empresa Oi, e pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Até o momento, nenhuma solução foi oferecida às famílias.

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Veja a íntegra da carta lida no Teatro Casa Grande:

“Dedicamos esta sessão a todas as trabalhadoras e trabalhadores Sem Teto que até agora ocupam as redondezas da prefeitura e insistem em não abrir mão de seu direito à moradia. Depois de 11 dias acampados num terreno há 15 anos vazio, 5000 pessoas foram massacradas pela polícia carioca no dia 11 de abril. Nunca a tríade “tiro, porrada e bomba” fez tanto sentido para estas pessoas que foram espancadas, intoxicadas, alvejadas, e sobretudo humilhadas na manhã da última sexta-feira. Continue lendo “No lançamento do filme O Veneno está na Mesa 2, sessão foi dedicada aos Sem Teto despejado no Rio”

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Estudantes Guajajara no Maranhão não têm transporte escolar desde fevereiro

Pernas machucadas da menina indígenaPor Carolina Fasolo, Cimi

Mais de setenta estudantes do povo Guajajara da Terra Indígena (TI) Pindaré, localizada no município de Bom Jardim (MA), estão sem transporte escolar desde fevereiro, começo do ano letivo. A comunidade se articula como pode para transportar os alunos até o Centro de Ensino Indígena Januária, único que tem o Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Quando o caminhão está aqui na aldeia, juntamos dinheiro para colocar óleo diesel e levá-los até a escola, mas ultimamente não estamos mais dando conta de pagar”, diz Flauberth Guajajara, professor na região.

No começo dessa semana, Regiane Santos Guajajara, de doze anos, sofreu um acidente de bicicleta quando ia para a escola Januária, onde cursa a 7ª série. Depois do episódio, os indígenas retiveram um carro da Secretaria de Estado de Educação do Maranhão (Seduc) como forma de chamar atenção do órgão para as deficiências da educação indígena no Estado, que se estendem há anos. Continue lendo “Estudantes Guajajara no Maranhão não têm transporte escolar desde fevereiro”

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Rio Doce, que começa a correr quase morto, tem a bacia mais degradada de Minas

Água do Doce banha a propriedade de Armando Guedes e é mais perigosa que a cascavel achada no quintal
Água do Doce banha a propriedade de Armando Guedes e é mais perigosa que a cascavel achada no quintal

Lançamentos de Esgotos domésticos e detritos industriais são os grandes assassinos dos cursos d’água no estado

Mateus Parreiras (texto) e Leandro Couri (fotos) – Estado de Minas

Rio Doce, Ponte Nova e  Viçosa – A cobra cascavel que mede o comprimento dos braços abertos de um homem, mesmo morta a foiçadas, ainda deixava a roda de lavradores com medo. “Este bicho está aparecendo por toda parte. Se não ficar velhaco, leva dentada e tem de correr para o hospital. Dois compadres já foram mordidos”, conta um dos produtores rurais, Armando Guedes, de 55 anos. A propriedade dele e de seus parentes fica exatamente na confluência dos rios do Carmo e Piranga, onde se forma o Rio Doce, que dá nome ao município. Com o réptil venenoso dependurado num pau, Armando contava sorridente os vários usos dados para a água do manancial que corre atrás de sua plantação de café. “A gente usa para beber, banhar, molhar as plantas, pescar peixes e tem até uma piscina.” Mas a água que ele e muitos outros habitantes das roças da região consomem representa mais perigo do que as serpentes, já que o Rio Doce nasce extremamente poluído. Uma sina que acompanha todo seu curso, até o Espírito Santo, e faz de sua bacia a mais degradada de Minas Gerais.

A cor da água no local não deixa o perigo transparecer, mas análise laboratorial de amostra coletada pela equipe do Estado de Minas atestou que o Doce já nasce com 5.172% de coliformes termotolerantes acima do limite estabelecido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). “Nesse nível de poluição não apenas as águas são impróprias para consumo, como os peixes também devem apresentar contaminação. É uma situação gravíssima, de saúde pública”, considera o biólogo e mestre em recursos hídricos Rafael Resck, especialista que orientou a reportagem do EM na realização de coletas e estudos científicos para mostrar a saúde das nascentes e dos rios. Continue lendo “Rio Doce, que começa a correr quase morto, tem a bacia mais degradada de Minas”

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Rádio ISA apresenta a primeira edição do programa Músicas dos Povos

Índio cantor do ISANa primeira edição do programa Músicas dos Povos”, criado e produzido pelo Instituto Socioambiental (ISA) para a Semana do Índio 2014, serão apresentadas seis músicas adaptadas de diferentes regiões do Brasil.

Música adaptada é um termo criado pelos índios do Alto Rio Negro (AM) para explicar o uso de ritmos não tradicionais indígenas, como forró, brega e o rap, em suas composições.

Nesta página especial do Programa você vai encontrar algumas imagens das gravações dos CDs aqui apresentados, além da playlist com as composições.

Tem sugestões para uma próxima edição do programa Músicas dos Povos? Mande pelo e-mail  [email protected].

Confira a playlist deste programa com edição e apresentação de Marcos Wesley do ISA.

Caxiri na Cuia – O Forró da Maloca

Macuxi | Terra Indígena Raposa-Serra do Sol (RR)
CD lançado pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) em 2004.

Para adquirir este CD entre em contato com o CIR em http://www.cir.org.br. Continue lendo “Rádio ISA apresenta a primeira edição do programa Músicas dos Povos”

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Águas baixam, mas estrago das hidrelétricas permanece

rondônia alagaad
Foto: Ésio Mendes

Rio Madeira começa a baixar da maior cheia de sua história, mas os rumos da política energética brasileira ainda precisam mudar, segundo ativista.

Por Christian Poirier, da AmazonWatch*, em Carta Capital

Albert Einstein disse que “não podemos resolver problemas pensando da mesma maneira que quando os criamos.” É evidente que as autoridades do governo brasileiro responsáveis pelo planejamento energético não levam em consideração tal sabedoria ao continuar promovendo o uso de usinas hidrelétricas em resposta à última crise energética no país, pondo em risco os povos da Amazônia, rios e florestas. Mas os ventos das mudanças climáticas continuam a soprar, trazendo o período de secas e inundações catastróficas que poderiam levar esse castelo de cartas por água abaixo.

Durante dois anos seguidos, as secas têm atingido o Sudeste do Brasil e o governo vem maximizando o uso de energia suja e cara produzidas pelas termelétricas para atender a demanda energética do país. Historicamente, a falta de água nos rios e reservatórios paralisam o uso das turbinas nas usinas em um país altamente dependente da energia hídrica. Na verdade, quase 80% da energia do Brasil é produzida em barragens, construídas com base no pressuposto de que os padrões de precipitação permanecerão regulares e constantes. O estragos criados pelas imprevisíveis mudanças climáticas contrariam esse modelo energético. Continue lendo “Águas baixam, mas estrago das hidrelétricas permanece”

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Reforma Agrária é tema de debate em TV na Bahia. Com Ruben Siqueira

ruben siqueiraSFVivo

O assessor da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Ruben Siqueira, é um dos convidados do programa TVE Debate deste sábado (19), às 21h30, sobre Reforma Agrária. A transmissão ocorrerá também no domingo (20) às 7 horas e na quarta-feira (23), às 23h30.

O TVE Debate é interativo. Assista e participe do Debate. Produzido e veiculado pela TV Educativa da Bahia, o programa traz sempre temas polêmicos e de interesse público.

Organismo social da Igreja Católica, a CPT é entidade-membro da Articulação São Francisco Vivo (SFVivo). Proposto pela CPT Regional Bahia junto ao Conselho Pastoral dos Pescadores, o projeto São Francisco Vivo tem como uma das prioridades a defesa e promoção do direito a terra e ao território, ocupado e degradado cada vez mais pelos grandes empreendimentos, a exemplo do agronegócio no norte e oeste baiano.

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Concedida anistia política a líder sindical assassinado em 1985

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Justiça publicou na edição de hoje (17) do Diário Oficial da União portaria que declara anistiado político post mortem o líder sindical Nativo da Natividade de Oliveira. A anistia foi concedida em razão de sua militância política e luta pelos direitos dos trabalhadores do campo.

A portaria determina pagamento de prestação mensal permanente e continuada de R$ 1.356,00 a Maria de Fátima Marinelli, viúva de Nativo. Prevê também o pagamento de R$ 273 mil referente à soma do valor mensal retroativo da data do julgamento, em setembro de 2013, a março de 1998.

A militância de Nativo da Natividade de Oliveira começou na década de 70 quando realizou trabalhos de conscientização política junto aos camponeses em Carmo do Rio Verde (GO).  Ele foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Carmo do Rio Verde, secretário rural da  Central Única dos Trabalhadores (CUT) e atuou nas Comunidades Eclesiais de Base, ligadas à Igreja Católica.

Em função da militância política, foi demitido de vários empregos e vigiado por órgãos de repressão. Chegou a ser preso por defender um lavrador e foi liberado 24 horas depois. Nativo foi assassinado a tiros por pistoleiros em 1985, em frente ao sindicato que presidia.

Em 2004, o relator do processo de Nativo na Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, reconheceu sua militância política, mas considerou que as circunstâncias da morte não eram suficientes para afastar a hipótese de que o líder sindical poderia ter sido vítima da ação de pistoleiros. Com base nesse argumento, o relator optou pelo indeferimento do caso. Em 2010, com o envio de novos documentos pela família, a comissão reanalisou o caso e Nativo Natividade ganhou o status de morto político. Em setembro de 2013 foi concedida a anistia política a Nativo.

Edição: Valéria Aguiar.

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