Racismo no futebol: dois casos de racismo em dois dias de Copa

racismo

Por Josimar Nunes*, em seu Blog

O Brasil  entra em campo contra a Croácia. Na jogada que definiu o único gol croata no duelo a bola desviada por Jelavic tocou o pé do lateral Marcelo e foi direto para o fundo das redes. Neste momento, instantaneamente se iniciaram os insultos racistas contra o brasileiro no Twitter.

No dia seguinte, foi a vez da então campeã do Mundo, a Espanha, disputar seu primeiro jogo na competição. A mesma foi surpreendida ao sofrer uma expressiva goleada da Laranja Mecânica, a Holanda. De imediato, as críticas e brincadeiras dos brasileiros se proliferam. O que revoltou a torcida espanhola. Nas redes sociais, o primeiro argumento acionado pelos europeus para rebater as críticas foi proferir contra a torcida brasileira comentários racistas. Alguns destes narrados na reportagem do portal UOL, que noticiou o fato. Um exemplo marcante: “Esses macacos brasileiros, como sabem, não tem nada para fazer, se alegram com a derrota da Espanha e fazem ‘ola’. Pobres”.

Estes dois casos de racismo explícito são apenas alguns exemplos do que sempre aconteceu  no futebol mundial. Quem não se lembra dos problemas enfrentados pelo Vasco da Gama devido ao fato de permitir que negros entrassem em campo para defender seu escudo em meados do século passado? Continue lendo “Racismo no futebol: dois casos de racismo em dois dias de Copa”

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MST ocupa terra grilada 29 anos após primeira ocupação em Abelardo Luz

ocupacao em abelardo luz - sc por juliana adriano (2)Por Juliana Adriano
Da Página do MST

Fotos: Juliana Adriano

Vinte e nove anos após a primeira ocupação do MST em Abelardo Luz, no estado de Santa Catarina, o MST realizou mais uma ocupação no município, na manhã desta sexta-feira (13).

Há mais de dez anos, a área em questão foi grilada de pequenos agricultores pelos fazendeiros Kiko Alécio e Guido Neuso, criando a Fazenda Papuã. Segundo a coordenação do Movimento, “mais uma vez os latifundiários se apossaram de terras que não são deles. Enquanto isso, milhares de famílias ainda esperam um pedaço de chão”.  Continue lendo “MST ocupa terra grilada 29 anos após primeira ocupação em Abelardo Luz”

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Com pressão de Kátia Abreu, DNIT pede demolição de acampamento em TO

katia-abreu_0Da Página do MST

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) do estado de Tocantins entrou com uma ação na Justiça Federal pedindo a reintegração de posse e a demolição total do Acampamento Olga Benário, localizado às margens da BR 153, no município de Fortaleza do Tabocão.

O órgão alega que o acampamento causa insegurança às pessoas que trafegam na rodovia. Iniciado em junho de 2013, os Sem Terra também relatam que desde o início a Polícia Rodoviária tem sido um elemento perturbador das famílias.

Entretanto, os Sem Terra acreditam que a real motivação do pedido de reintegração de posse é política, já que há um consenso entre o proprietário da Fazenda Araguarina, de 20 mil hectares – reivindicada pelos camponeses – e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que está concluindo o laudo de vistoria da área para sua desapropriação. Continue lendo “Com pressão de Kátia Abreu, DNIT pede demolição de acampamento em TO”

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Pequenas propriedades dominam menos de 1/4 da terra agrícola mundial

Da Via Campesina

Com frequência, os governos e as agências internacionais alardeiam que os camponeses e povos indígenas controlam a maior fatia da terra agrícola mundial. Quando o diretor geral da Organização para a Agricultura e a Alimentação das Nações Unidas (FAO) inaugurou 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, rendeu louvores aos agricultores familiares, mas não mencionou uma única vez a necessidade de uma reforma agrária. Pelo contrário, anunciou que as propriedades familiares já possuíam a maior parte da terra agrícola mundial, a incrível marca de 70%, de acordo com a sua equipe.

Porém, uma nova revisão dos dados, empreendida pela organização GRAIN, revela que o oposto é o correto. As pequenas propriedades, que produzem a maior parte dos alimentos no mundo, encontram-se apertadas em menos de uma quarta parte da terra agrícola mundial, ou em menos de uma quinta parte, caso fique de fora a China e a Índia.

“Com muita rapidez, estamos perdendo propriedades e camponeses, em razão da concentração de terra nas mãos dos ricos e os poderosos”, disse Henk Hobbelink, coordenador da organização GRAIN. “A grande maioria das famílias camponesas, hoje, tem menos de dois hectares de terra para plantar, e a proporção se encolhe. Se não revertermos esta tendência, o mundo perderá sua capacidade para alimentar a si mesmo”. Continue lendo “Pequenas propriedades dominam menos de 1/4 da terra agrícola mundial”

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Perú: Estado debe respetar derecho a la protesta de indígenas movilizados

Imagen: Puinamudt
Imagen: Puinamudt

Servindi, 14 de junio, 2014.- Un llamado a respetar el derecho a la protesta de los pueblos indígenas movilizados efectuó la Coordinadora Nacional de Derechos Humanos (CNDDHH) al Estado peruano y en especial a las fuerzas del orden, a fin de evitar “nuevas afectaciones a la vida e integridad de las personas”.

Recordó al Estado su obligación de proteger y garantizar los derechos humanos e implementar de manera inmediata medidas de remediación ambiental, atención en salud y dotación de agua para las comunidades de las cuencas de los ríos Marañón, Corrientes, Pastaza y Tigre. Continue lendo “Perú: Estado debe respetar derecho a la protesta de indígenas movilizados”

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Mulheres na luta e resistência contra as mazelas de Belo Monte

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Texto e foto: Larissa Saud

Acabou ontem (13), em Altamira, o II Encontro de Mulheres Campo e Cidade. A atividade reuniu mulheres de diferentes municípios em torno de discussões sobre os impactos provocados por Belo Monte nas questões sociais femininas, movimentando durante dois dias os corredores do Instituto de Etnodesenvolvimento da Universidade Federal do Pará, praticamente soturnos devido a abertura da Copa. Foram dois dias de músicas, poesias e debates horizontais.

Elas são artesãs, professoras, donas de casa, cabeleireiras, camponesas, pescadoras, artistas e indígenas da etnia Assurini, Arara e Kayapó. Se reuniram para expor as principais problemáticas que as afligem atualmente e para pensar ações conjuntas visando o fortalecimento da luta das mulheres na região da Transamazônica e Xingu. Continue lendo “Mulheres na luta e resistência contra as mazelas de Belo Monte”

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Inventário lista 100 lugares de memória do tráfico de escravos no Brasil

escravo - unescoPor dentro da África/LABHOI

Rio – O Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil foi produzido na intenção de reunir os 100 lugares mais importantes para o tráfico negreiro.

O trabalho coordenado pelo Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) da Universidade  Federal Fluminense, em parceria com o Comitê Científico Internacional do Projeto da UNESCO “Rota do Escravo: Resistência, Herança e Liberdade”, foi construído a partir da indicação e contribuição de diversos historiadores, antropólogos e geógrafos do país.

A prioridade foi dada às evidências documentais, escritas ou orais, da presença histórica e cultural dos africanos, com o objetivo de centrar o foco na ação e no legado dos recém-chegados. O inventário é sobre os locais onde é possível lembrar a chegada dos africanos ou identificar as marcas de sua presença e intervenção.

Escravizados em seu continente, entre os séculos XVI e XIX, muitas vezes em guerras internas entre os inúmeros reinos que existiam nas diversas regiões da África tocadas pelo tráfico, africanos de diferentes línguas e origens tornaram-se “escravos”, categoria jurídica de época, no Brasil. Aqui reorganizaram suas identidades, criando  novos sentidos para suas referências africanas.

Clique no título para ver e baixar: Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico.

[Enviada para Combate Racismo Ambiental por Ruben Siqueira].

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Ressurge a dúvida, 30 anos depois: Quantos morreram na Vila Socó?

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Comissão da Verdade de SP vai investigar tragédia da Vila Socó. OAB de Cubatão conseguiu desarquivar o caso na justiça e pretende ingressar com ação na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA

Por Lúcia Rodrigues, especial para o Viomundo

Trinta anos depois, o Brasil está prestes a conhecer a verdade sobre o que ocorreu no que pode ter sido a maior tragédia do país em número de mortos. A OAB de Cubatão acaba de conseguir na justiça, o desarquivamento do caso sobre o incêndio da Vila Socó, que matou oficialmente 93 pessoas; segundo a ação movida à época pelo Ministério Público, foram 508 vítimas.

No início da madrugada do dia 25 de fevereiro de 1984 um imenso clarão de fogo se espalhou como rastilho de pólvora pela favela construída sobre palafitas na Vila Socó, em Cubatão, região metropolitana da Baixada Santista, consumindo corpos e barracos em poucos segundos. Continue lendo “Ressurge a dúvida, 30 anos depois: Quantos morreram na Vila Socó?”

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PM abre inquérito para apurar abusos em repressão a protestos em São Paulo

918472-manifestacao.1Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

A Polícia Militar (PM) de São Paulo instaurou ontem (13) um inquérito para investigar possíveis abusos praticados na repressão dos protestos contra a Copa do Mundo anteontem (12). Os manifestantes fizeram atos na zona leste paulistana, próximos à Avenida Radial Leste e às estações Tatuapé e Carrão do metrô. Os locais são parte do caminho para chegar a Arena Corinthians, estádio que recebeu a abertura do Mundial.

O ouvidor das polícias do estado de São Paulo,  Julio Cesar Fernandes Neves, considerou a ação policial “desproporcional, lamentável e inaceitável”. “Principalmente a atitude de um dos policiais militares, que demonstrou sadismo ao lançar spray de pimenta nos olhos de um manifestante que já estava totalmente dominado”, destacou.

A ouvidoria acionou a Corregedoria da PM e o Ministério Público para que investiguem os possíveis abusos. Para Neves, não houve respeito ao direito das pessoas se manifestarem.  “A gente acredita que foi uma atitude deliberada da polícia, desproporcional e brutal contra essa manifestação. A manifestação é um movimento social que é perfeitamente aceitável em qualquer país democrático”, acrescentou.

O secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella, defendeu a operação policial. “Os fatos que se cogitam como possíveis abusos serão tratados em um inquérito policial militar, que o comando já abriu, como faz rotineiramente. Mas os relatos que temos é que não houve abusos. A polícia agiu corretamente, usou a força proporcionalmente aos atos de violência para manter a ordem pública”, disse, em entrevista coletiva. Continue lendo “PM abre inquérito para apurar abusos em repressão a protestos em São Paulo”

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