4 desafios que irão ameaçar a internet na próxima década

Em comemoração ao aniversário de 25 anos da web, o Pew Research Center publicou uma série de pesquisas e relatórios que estudam, em profundidade, as principais tendências da internet na atualidade – a série leva o nome de Future of the Internet (Futuro da Internet). No mais recente dos documentos, foram entrevistados cerca de 1400 analistas de tecnologia, que responderam perguntas e fizeram considerações específicas sobre possíveis riscos à rede em um futuro próximo

André Jorge de Oliveira – Galileu

Net Threats (Ameaças à rede), o relatório explora as perspectivas para o ano de 2025. Apesar de acreditarem que a forma como as pessoas obtém e compartilham conteúdo online não mudará substancialmente, e que a inovação tecnológica continuará impulsionando a conectividade, os analistas identificaram quatro tendências preocupantes que poderiam remodelar (para pior) a internet como a conhecemos.

Confira:

1) Ações estatais para manter o controle político e a segurança levarão a crescentes bloqueios e filtragens de conteúdo

A tendência é global e foi alertada por grande parte dos experts consultados: regimes que enfrentam grandes protestos tendem a regular a internet e vigiar os usuários. A Primavera Árabe talvez seja o melhor exemplo do fenômeno, onde para reprimir a mobilização online que resultava em ondas de manifestações populares, países como Egito, Paquistão e Turquia bloquearam o acesso à rede. Na China, existe um programa nacional de censura, chamado popularmente de Great Firewall of China, em alusão à grande muralha do país.

Não são apenas governos antidemocráticos que aderem a táticas repressivas, como bem mostrou Edward Snowden com suas denúncias à vigilância massiva da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA). Neste caso, o argumento é a preservação dos interesses nacionais e a proteção contra atividades criminosas. Para Paul Saffo, professor da Universidade Stanford, os “governos vão se tornar mais hábeis no bloqueio ao acesso de sites indesejáveis”. Continue lendo “4 desafios que irão ameaçar a internet na próxima década”

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20 anos de transgênicos: há o que comemorar?

Por Flávia Londres*
Da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio

Vinte anos após a aprovação do primeiro alimento geneticamente modificado do mundo – um tomate com maior durabilidade criado na Califórnia -, o mercado de transgênicos atinge a maturidade com números expressivos, ainda que cercado de polêmicas. A cada 100 hectares plantados com soja hoje no planeta, 80 já são de sementes com os genes alterados. No caso do milho, são 30 para cada 100, o que significa que a chance de encontrar essas matérias-primas na dieta alimentar humana e animal cresceu substancialmente.

O jornal Valor Econômico publicou em 16 de junho duas matérias que, em síntese, comemoram os 20 anos da aprovação do primeiro alimento transgênico no mundo. Muitos dados são apresentados sem a citação de fontes de informação, assim como afirmações a respeito de supostos benefícios dos sistemas de produção baseados no uso de sementes transgênicas e até mesmo de vantagens para os consumidores são apresentadas de forma igualmente carente de embasamento. Alguns especialistas no assunto são citados – curiosamente, somente foram ouvidos representantes de empresas de biotecnologia e pesquisadores conhecidos pela defesa incondicional dos produtos geneticamente modificados.

Diante de tamanha parcialidade no tratamento do tema, consideramos relevante apresentar aqui algumas informações no sentido de fomentar a discussão e possibilitar uma análise mais equilibrada sobre a questão.

Para começar, faz-se importante relativizar a ideia de que as lavouras transgênicas estão absolutamente generalizadas na agricultura mundial. Se por um lado é fato que o crescimento da utilização de sementes modificadas nos últimos anos foi vertiginoso, por outro é importante deixar claro que esses cultivos estão fortemente concentrados em apenas 3 países (EUA, Brasil e Argentina), que dominam 76% da produção mundial . Em toda a Europa, por exemplo, a área plantada com transgênicos é irrisória, sendo que vários países proíbem esses cultivos. Continue lendo “20 anos de transgênicos: há o que comemorar?”

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Agroecologia se apresenta como resposta a problemas estruturais

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Por Juliana Dias, editora do site Malagueta
Da AS-PTA

Por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia? Essa foi a pergunta que norteou o terceiro Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), realizado em maio na cidade de Juazeiro, Bahia. A questão foi debatida com trabalhadores do campo, técnicos, professores, pesquisadores, extensionistas, estudantes e gestores públicos.

O encontro resultou numa Carta Política com reflexões e proposições para implementar uma nova maneira de produzir, distribuir, divulgar e consumir alimentos. O atual sistema alimentar, baseado no princípio do alimento como mercadoria, não considera o território, a cultura e as pessoas do lugar, reforçando desigualdades e injustiças, no campo e na cidade. Com isso, as escolhas alimentares ficam restritas à produção agrícola comercial e industrializada. Continue lendo “Agroecologia se apresenta como resposta a problemas estruturais”

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Alistan movilizaciones en varios países por el “Día Mundial Contra la Megaminería”

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Servindi, 9 de julio, 2014.- Con motivo del Día Mundial contra la Megaminería, que se celebra cada 22 de julio, el Movimiento Mesoamericano contra el Modelo Extrativo Minero (M4) lanzó una convocatoria abierta para participar en una jornada de manifestaciones simultáneas en diferentes países.

Bajo la consigna de “la defensa del agua y la vida” la jornada ciudadana busca atraer la atención sobre el impacto que tienen los grandes proyectos mineros en el medio ambiente y las poblaciones en su área de influencia.

Apunta también a mostrar solidaridad con los ambientalistas “que arriesgan sus vidas por un deseo común y de manera benévola”, así como a las “víctimas de la mega minería, aquí y allá”, señala la convocatoria. Continue lendo “Alistan movilizaciones en varios países por el “Día Mundial Contra la Megaminería””

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Mujer, territorialidad y cambio climático, en foro internacional el próximo miércoles 16

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El Hotel Carrera está ubicado en el Jr. Velarde 123, Lince. El ingreso es libre previa inscripción

Servindi – Todo va quedando listo para que el miércoles 16 de julio se lleve a cabo el Foro Internacional “Mujeres indígenas, territorio y cambio climático: retos y oportunidades hacia la COP 20”, que tendrá lugar en el Salón Jorge Basadre del Hotel Carrera, en Lince, desde las 2:00 p.m.

El evento es impulsado por la Organización Nacional de Mujeres Indígenas Andinas y Amazónicas del Perú (ONAMIAP), en coordinación con la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP) y la Iniciativa para los Derechos y Recursos (RRI). Continue lendo “Mujer, territorialidad y cambio climático, en foro internacional el próximo miércoles 16”

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Presentarán convenio que garantiza Pabellón Indígena en COP 20

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Amazónicos presentarán propuestas que llevarán a nuevo espacio. Conferencia de prensa es a las 10 de la mañana, en el Salón Ausangate del Hotel Hilton de Miraflores

Servindi –  El miércoles 9 de julio se presentará en conferencia de prensa el convenio suscrito entre el Perú y Noruega que garantiza la participación de los pueblos indígenas del mundo en la próxima Conferencia de las Partes (COP 20) de la Convención Marco de Naciones Unidas sobre Cambio Climático, que se celebrará del 1 al 12 de diciembre en Lima. 

El convenio binacional firmado el pasado 4 de julio, entre el Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD) y el Gobierno de Noruega, se desprende de un convenio rubricado entre el Ministerio del Ambiente de Perú y la Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA).

Justamente, de esta última, forma parte la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP), la misma que está a cargo de la organización de la conferencia de mañana junto a la Alianza Mesoamericana de Pueblos y Bosques (AMPB). Continue lendo “Presentarán convenio que garantiza Pabellón Indígena en COP 20”

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Caso Angelelli: após 38 anos, justiça condena militares à prisão perpétua

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Natasha Pitts – Adital

Quase 38 anos depois de seu assassinato, a justiça prevaleceu no caso de Enrique Angelelli, bispo da província argentina de La Rioja. Durante o julgamento, realizado na última-sexta-feira, 04 de julho, a morte do religioso foi considerada um delito de lesa humanidade. Os militares Luciano Benjamín Menéndez e Luis Estrella, principais acusados de ordenar a execução do religioso durante a última ditadura cívico-militar na Argentina foram punidos com prisão perpétua.

O Tribunal Oral Federal (TOF) de La Rioja revogou a prisão domiciliar dos repressores e determinou que eles fossem detidos na prisão de Bower, em Córdoba. A sentença ditada também considerou a tentativa de assassinato do ex-sacerdote Arturo Pinto, amigo e colaborador de Angelelli. Arturo acompanhou o julgamento.

O bispo Angelelli morreu no dia 04 de agosto de 1976 quando o veículo em que viaja junto com Arturo capotou após colidir com outro. Durante muito tempo, os militares quiseram explicar o assassinato como sendo um acidente automobilístico. Outros militares tiveram envolvimento, mas morreram antes do início do julgamento. Continue lendo “Caso Angelelli: após 38 anos, justiça condena militares à prisão perpétua”

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Morre Plínio de Arruda Sampaio

logo cptA Diretoria e Coordenação Nacional da CPT, bem como seus agentes de Pastoral espalhados nos 21 regionais existentes no país, prestam sua solidariedade à família e ao amigos do lutador Plínio de Arruda Sampaio. Em Nota divulgada agora, a CPT destaca, “A dedicação de Plínio à causa dos homens e mulheres do campo, seu empenho na busca de alternativas para superar a situação injusta  de concentração da propriedade da terra, são um exemplo e um estímulo a todos quantos hoje ainda lutam pela reforma agrária e por condições melhores para os que vivem do trabalho na terra”. Confira o documento na íntegra: 

A Diretoria e a Coordenação Executiva Nacional da CPT, junto com todos  os seus agentes nos 21 regionais, espalhados por todo o território nacional, soma-se a todos os homens e mulheres do campo brasileiro para  lamentar a morte de Plinio de Arruda Sampaio,  no dia de hoje. Plinio é uma das maiores figuras na defesa da Reforma Agrária e na luta por uma superação da estrutura agrária que privilegia uma elite, sobretudo de latifundiários, deixando a maior parte dos trabalhadores da terra, na situação de sem-terras. Plínio contribuiu para a história e para a política nacional.

Em 1964, quando o golpe militar derrubou o  governo João Goulart, Plinio, deputado federal, era o relator da Comissão Especial da Reforma Agraria. Já no governo Lula, Plinio coordenou o grupo de trabalho que elaborou o II Plano Nacional de Reforma Agrária, que poderia ter mudado a estrutura agrária do país em definitivo.

A CNBB, em 2009, o escolheu para ser um dos assessores dos bispos  para elaborar uma leitura atualizada da realidade agrária brasileira. Essa leitura se consolidou no documento “Igreja e a Questão Agrára no Início do século XXI” , aprovado pela Assembleia Nacional da CNBB, neste ano.

A CPT se considera privilegiada por ter contado com a assessoria de Plínio em muitos momentos dos seus quase 40 anos de existência. Ele também foi apoiador e incentivador  de todos movimentos sociais do campo. Continue lendo “Morre Plínio de Arruda Sampaio”

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Sobre o Manifesto: “El crecimiento es ya un genocidio a cámara lenta”

Algunos de los firmantes del manifiesto Última Llamada
Algunos de los firmantes del manifiesto Última Llamada

Cerca de 250 científicos, académicos, intelectuales, activistas y políticos, entre ellos Ada Colau, Pablo Iglesias o Alberto Garzón, firman un manifiesto para reclamar un “cambio radical” de modelo ante la crisis ecológica y civilizatoria por la que camina el siglo XXI

Por L. Villa, em Publico.es

Alrededor de 250 autores, entre ellos Ada Colau, Pablo Iglesias,Alberto Garzón, Cayo Lara, Joan Herrera, Florent Marcellesi,Juantxo López de Uralde,Teresa Forcades, Juan Diego Botto o Yayo Herrero, han hecho público un manifiesto en el que se reclama de manera urgente un cambio de modelo de consumo ante el probable “colapso civilizatorio” que traerá el siglo XXI.

“Hoy se acumulan las noticias que indican que la vía del crecimiento es ya un genocidio a cámara lenta. El declive en la disponibilidad de energía barata, los escenarios catastróficos del cambio climático y las tensiones geopolíticas por los recursos muestran que las tendencias de progreso del pasado se están quebrando”, señala el texto titulado ‘Última llamada’ y que está abierto a nuevas firmas a través de su página web.

El escrito, promovido por varios grupos sociales, es un llamamiento a los nuevos partidos y formaciones organizativas surgidas a raíz del “despertar de dignidad y democracia que supuso el 15M” ante la necesidad de asumir “cambios radicales en los modos de vida”. Continue lendo “Sobre o Manifesto: “El crecimiento es ya un genocidio a cámara lenta””

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Manifesto “Chamada derradeira” – Isto é mais do que uma crise económica e de regimem: é uma crise da civilização (para assinar)

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La solución a la crisis. Ilustração: El Roto

As cidadãs europeias, na sua maior parte, assumem a ideia da sociedade de consumo actual poder melhorar de cara ao futuro (e mesmo deveria fazer). Ao tempo, boa parte das habitantes do planeta aguardam se achegar aos nossos níveis de bem-estar material. Porém, o nível de produção e consumo foi alcançado a costa de esgotar os recursos naturais e energéticos, e de rachar com os equilíbrios ecológicos da Terra.

Nada de tudo isto é novo. As investigadoras e cientistas mais lúcidas levam indicando sinais de alarma desde começos dos anos 70 do século XX: de continuarmos com as tendências de crescimento vigorantes (económico, demográfico, utilização de recursos, produção de contaminação e incremento de desigualdades) o resultado mais provável para o século XXI é o colapso civilizacional.

Hoje há montes de notícias que indicam que a via do crescimento é já um genocídio em câmara lenta. A decadência na disponibilidade de energia barata, os cenários catastróficos da mudança climática e as tensões geopolíticas pelos recursos mostram que as tendências de progresso do passado estão a se quebrar.

Frente a este desafio não basta com os mantras cosméticos do desenvolvimento sustentável, nem as apostas tecnológicas eco-eficientes, nem uma “economia verde” que encobre a mercantilização generalizada de bens naturais e serviços eco-sistémicos. As soluções tecnológicas, tanto à crise ambiental como ao declinar energético, são insuficientes. Ademais, a crise ecológica não é um tema parcial mais determinante de todos os aspectos da sociedade: alimentação, transporte, industria, urbanização, conflitos bélicos… Do que se trata, é, em definitiva, da base da nossa economia e nossas vidas. Continue lendo “Manifesto “Chamada derradeira” – Isto é mais do que uma crise económica e de regimem: é uma crise da civilização (para assinar)”

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