Pescadores têm de largar o ofício: “O Rio São Francisco está morrendo”

Seca da principal nascente do Velho Chico foi descoberta durante incêndio. Situação comprometeu 90% da pesca em Iguatama (MG).
A seca da nascente do Rio São Francisco, em São Roque de Minas, tem afetado de forma drástica uma das principais atividades econômicas da cidade de Iguatama, a 234 quilômetros de Belo Horizonte. Primeiro município a ser banhado pelo Velho Chico no Centro-Oeste do estado, a cidade está com 90% da pesca comprometida, segundo a Colônia de Pescadores Profissionais. De cima da ponte que cruza o rio, a imagem é desoladora. “É dramático olhar para baixo e ver lama e pedaços de madeira. A água acabou e esse rio está morrendo”, lamenta Francisco Romoaldo dos Campos, pescador há mais de 30 anos.
A maioria dos 75 profissionais passa por dificuldades e muitos têm procurado alternativas para sustentar as famílias. Há cinco anos, Pedro Henrique Soares pesca no Rio São Francisco. Porém, com a seca rigorosa deste ano, ele precisou recorrer a outros meios para manter a família. “Trabalho como servente de pedreiro para ganhar dinheiro. Não podemos parar de comer, não é? Da pesca não dá para viver mais, pelo menos por enquanto. Então o caminho é buscar alternativas, e me tornei servente até a chuva encher de novo esse rio.” Continue lendo “Pescadores têm de largar o ofício: “O Rio São Francisco está morrendo””
Hoje, às 19:30h, na TV Brasil: “Do Bugre ao Terena”
Documentário discute o preconceito em relação aos indígenas
Ao som de tambores e flautas um grupo de homens da etnia Terena faz a performance da Dança da Ema na cidade de Campo Grande (MS). Essa dança constitui um mecanismo político de reafirmação cultural e reflexão ante as transformações sócio-históricas.
O termo ‘bugre’, carregado de preconceito e discriminação, é utilizado para referenciar, do ponto de vista dos não-índios, o produto da relação entre o índio e o não-índio: um “civilizado”, mas de segunda categoria. Essa expressão é utilizada simbolicamente no título do documentário “Do Bugre ao Terena”.
O documentário discute a “cultura do terror” em que os indígenas são igualados a coisas e perseguidos com base em um racismo fenotípico da aparência de bugre. Apesar disso, no contexto urbano, ao contrário do que a expressão ‘bugre’ sugere, a identidade étnica do Terena não deixa de existir. Continue lendo “Hoje, às 19:30h, na TV Brasil: “Do Bugre ao Terena””
Comunicado do Movimento Munduruku Ipereg Agu e da Associação Pahyhyp ao governo brasileiro: não irão à reunião do dia 05/11 e dizem o porquê
Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental
O Movimento Munduruku Ipereg Agu, do Alto Tapajós, e a Associação Pahyhyp, do Médio Tapajós, divulgaram Comunicado ao Governo Brasileiro, no qual informam que não comparecerão à reunião marcada para quarta, dia 5 de novembro, na qual deveria ter continuidade o diálogo envolvendo a Convenção 169 da OIT e a demarcação dos seus Territórios.
No documento, os Munduruku denunciam que o Governo não só decidiu hoje, dia 3 – ou seja, dois dias antes -, não mais realizar a reunião na Aldeia Sai Cinza, conforme combinado, como ainda se nega a fornecer combustível para que lideranças de aldeias distantes possam participar.
Segue o Comunicado. Sawe!
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Sertão alagoano recebe mais um assentamento da reforma agrária e famílias já organizam produção
As 25 famílias recém-assentadas em Curral de Fora, no município alagoano de Mata Grande, já se organizam para estruturar sua produção. De posse do imóvel desde o fim do mês passado, quando o Incra/AL recebeu o documento de imissão, os trabalhadores ainda celebram a conquista, depois de seis anos como acampados na propriedade de 442 hectares.
Nos últimos dois meses, além de Curral de Fora, o Incra criou outros três assentamentos. Na mesma cidade, outras 11 famílias já estão assentadas em Arapuá. Em Traipu (AL), 14 famílias foram assentadas no imóvel Angico. E outras 31 famílias já estão na posse de Nova Vida, entre os municípios alagoanos de Porto Calvo e Japaratinga.
A previsão da área técnica de obtenção da autarquia em Alagoas é de que até o fim do ano já sejam encaminhados para decreto os imóveis Lagoa dos Patos (no município de Piranhas) e Vera Cruz (em Craíbas). Em Girau do Ponciano (AL), o Incra também vai adquirir os imóveis Sussuarana 1 e 2 e Ribeira. Cerca de 70 famílias serão assentadas nessas propriedades.
Em Mata Grande, as famílias vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estavam acampadas desde setembro de 2008. A coordenadora do MST na região, Maria da Costa, lembra que os trabalhadores chegaram a sofrer uma reintegração de posse em 2009. Ao regressarem no mesmo ano, enquanto o Incra trabalhava o processo de desapropriação, eles iniciaram o plantio mesmo como acampados. Continue lendo “Sertão alagoano recebe mais um assentamento da reforma agrária e famílias já organizam produção”
Luta pela terra no PR faz Incra lançar edital para compra de áreas ocupadas
Por Maura Silva , da Página do MST
A ocupação realizada pelo MST nas terras da Araupel deu seu primeiro fruto. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lançou nesta quinta-feira (30/10) um edital para compra de lotes rurais no Paraná.
A medida, que foi discutida em conjunto com Sem Terra e autoridades locais visa, segundo o superintendente estadual do órgão, Nilton Bezerra Guedes, em entrevista dada ao site G1, “colocar fim à invasão da fazenda a Araupel em Quedas do Iguaçu, no sudoeste, e a outros cerca de 100 acampamentos espalhados pelo estado”.
O Incra estabeleceu um prazo de quatro meses para o término do levantamento sobre a situação de domínio (propriedade) dos terrenos invadidos. A ideia é que após as análises seja possível verificar irregularidades que possam ser usadas para deslegitimar a posse da terra por empresas e pessoas físicas e, com isso, determinar se ela será susceptível para arrecadação.
Para Diego Moreira, da coordenação nacional do MST no Paraná, o objetivo desse edital é distensionar a disputa de terras na região que, hoje, conta com seis mil famílias espalhadas em 72 acampamentos.
“O Paraná é um dos estados com o maior número de ocupações do Movimento. Grande parte dessas famílias vive em situação precária, sujeitos a privações de toda espécie. Por isso, esse edital pode ser um meio de fazer com que parte da situação seja resolvia”. Continue lendo “Luta pela terra no PR faz Incra lançar edital para compra de áreas ocupadas”
UFMG recebe acervo com cópias completas de escritos de Carolina Maria de Jesus

Material será doado pelo o historiador José Carlos Sebe Bom Meihy, que pesquisou a obra da autora de ‘Quarto de despejo’
A mineira Carolina Maria de Jesus (1914-1977) tinha tudo para ter uma existência infeliz. Era pobre, foi mãe solteira, morava numa favela miserável de São Paulo e sustentava a família como catadora de detritos na capital paulista. No entanto, registrava sua experiência em cadernos que recolhia nos lixos e, com o tempo, deu a seus escritos a forma de livro, ‘Quarto de despejo’. Assim que foi publicado, o volume teve excelente recepção entre leitores e críticos, tendo sido elogiado por Clarice Lispector e pelo escritor italiano Alberto Moravia. A partir daí, seu caso se tornou conhecido e gerou vário estudos, que destacavam sua condição de mulher, negra e marginalizada.
Um dos maiores pesquisadores da obra de Carolina Maria de Jesus, o historiador José Carlos Sebe Bom Meihy, doa hoje ao Acervo dos Escritores Mineiros, da Faculdade de Letras da UFMG, uma coleção de microfilmes com as cópias completas dos cadernos fornecidos pela família da escritora. O material é precioso. Só existem duas cópias em todo o mundo, uma pertencente à Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e outra sob a guarda da Biblioteca do Congresso dos EUA, em Washington D.C. À doação dos microfilmes soma-se uma cópia do filme alemão ‘Favela – A vida na pobreza’ (1971), de Christa Gottmann-Elter, cedido à instituição mineira pelo professor Sergio Barcellos. Continue lendo “UFMG recebe acervo com cópias completas de escritos de Carolina Maria de Jesus”
Presidente deve ouvir força popular, diz dom Pedro Casaldáliga

“O PT cometeu erros graves, mas é melhor, sem comparação”, disse dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da prelazia de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, ao comentar a vitória de Dilma Rousseff. Veja a reportagem completa:
Flávia Marreiro, da Folha de S. Paulo, na CPT
A frase combinava com a atmosfera de alívio entre religiosos e auxiliares na casa de dom Pedro, um nome proeminente da ala esquerda da Igreja Católica, com laços históricos com o PT, um dia depois da eleição mais acirrada da história recente.
No Mato Grosso a vitória foi de Aécio Neves. No Vale do rio Araguaia, aposta dos produtores para dobrar a área cultivada de soja no Estado nos próximos anos, o tucano teve folgada vantagem.
Sentado em frente ao ventilador que tentava amenizar o calor denso da cidade, às margens do rio Araguaia, dom Pedro, com 86 anos, falava com bastante dificuldade, debilitado pelo Mal de Parkinson. Seu assistente, frei Paulo Santos, ajudava na compreensão de frases.
O domingo da apuração havia sido longo. O bispo, que em geral se recolhe para dormir no começo da noite, esperou o discurso de Dilma.
Disse ter gostado da menção da presidente à reforma política, mas defendeu que Dilma “deve continuar criando espaços para diálogo com o movimento popular –relativizando os partidos, os sindicatos–” para levar adiante a promessa de mudança. Continue lendo “Presidente deve ouvir força popular, diz dom Pedro Casaldáliga”
I Seminário de Cerâmica Indígena do Museu do Índio
As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas. O evento, promovido pelo Museu do Índio, acontecerá de 04 a 08 de novembro, durante a Semana Nacional da Cultura.
A iniciativa terá como objetivo incentivar o debate e o interesse sobre essa forma de arte. O seminário pretende, também, estimular o saber fazer, por meio de atividades de interação do público, com 10 ceramistas indígenas de diversas etnias. Além disso, os participantes terão a oportunidade de conhecer o rico acervo de objetos cerâmicos do Museu do Índio.
Durante os cinco dias do seminário, serão realizadas oficinas, debates e exibição de filmes, além de uma mostra de peças para venda. O evento contará com a presença de lideranças indígenas e renomados pesquisadores.
Realização Museu do Índio/ FUNAI, em parceria com UNESCO, UNESP, Sociedade dos Amigos do Museu do Índio. Continue lendo “I Seminário de Cerâmica Indígena do Museu do Índio”
Projeto “Dossiê – por uma cartografia crítica da Amazônia”: vale revisitar
O projeto Dossiê – por uma cartografia crítica da Amazônia foi lançado no dia 31 de outubro de 2012. O texto informativo abaixo é da Casa Fora do Eixo Amazônia, que muito oportunamente o resgatou numa postagem. E aproveitamos para, em seguida, publicar a Apresentação do Mapa.
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Processo colaborativo de construção sob a coordenação de Giseli Vasconcelos, que coordena a equipe composta por Mateus Moura, Ícaro Gaya, Romario Alves, Bruna Suellen, Lucas Gouvea e Arthur Leandro, o projeto Dossiê – por uma cartografia crítica da Amazônia se propõe a reunir uma rede de pesquisadores, ativistas, artistas e organizações com o objetivo de ampliar o debates sobre tecnologia e arte sob a perspectiva reflexiva sobre a relação entre poder e espaço geográfico na região amazônica.
Utilizando-se das mais diversas plataformas de mídias, um dos objetivos da construção dessa cartografia é compartilhar soluções para as tecnologias sociais provenientes das região. Por meio de, segundo os coordenadores do projeto, vídeos remix-texturizados, o Dossiê prevê uma leitura ressignificadora da Amazônia.
Esse é um dos mais importantes momentos das artes visuais, da antropologia e história da Amazônia, em que os olhos se voltam para essa região à procura de significados mais profundos. Projetos como o Dossiê mostram-se verdadeiras e genuínas alternativas de ‘auto-leituras’ de um povo sobre si mesmo.
Conheça mais do Dossiê AQUI. Continue lendo “Projeto “Dossiê – por uma cartografia crítica da Amazônia”: vale revisitar”





