STM aponta equívocos e critica relatório da Comissão Nacional da Verdade

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Helena Martins – Repórter da Agência Brasil

O Superior Tribunal Militar (STM) divulgou nota apontando o que considera “inverdades” do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), apresentado na última na quarta-feira (10). Segundo a corte, a comissão errou ao tomar o STM como “retaguarda judicial […] para a repressão […] conivente ou omissa às denúncias de graves violações de direitos humanos”, conforme consta no relatório, que dedica um capítulo à atuação da Justiça Militar na ditadura (1964–1985).

A nota destaca que os conceitos utilizados são “inverídicos, injustos e equivocados” e que, “na realidade, a Justiça Militar da União (JMU) não ‘teve papel fundamental na execução de perseguições e punições políticas’, não ‘institucionalizou punições políticas’ e tampouco ampliou, para si mesma, sua competência para o ‘processamento e julgamento de civis incursos em crimes contra a segurança nacional’.”

O STM também critica parte das recomendações finais do relatório. Uma delas sugere a “exclusão de civis da jurisdição da Justiça Militar Federal”, apontada como “verdadeira anomalia que subsiste da ditadura militar”. Ao contrário disso, o Tribunal Militar afirma se guiar, ao longo da história, por postura independente, transparente e imparcial, com espírito democrático e respeito à dignidade humana, inclusive durante o regime ditatorial. Continue lendo “STM aponta equívocos e critica relatório da Comissão Nacional da Verdade”

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Dilma diz que vai estar mais próxima de Kátia Abreu nos próximos quatro anos

A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante cerimônia de posse da senadora Kátia Abreu para mais um mandato na presidência da CNA. Valter Campanato/Agência Brasil
A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante cerimônia de posse da senadora Kátia Abreu para mais um mandato na presidência da CNA. Valter Campanato/Agência Brasil

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff participou na noite de ontem (15) da posse de Kátia Abreu para mais um mandato na presidência da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Em seu discurso, Dilma disse que ela e Kátia Abreu estarão “mais próximas do que nunca” nos próximos quatro anos. A senadora ouviu ainda da presidenta da República que o diálogo do governo brasileiro com o setor agropecuário, do qual tem “orgulho”, está apenas começando.

“Eu queria primeiro saldar a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA, e que honra e orgulha as mulheres do nosso país pela sua capacidade de trabalho, pelas suas convicções firmes e pelo fato de ser uma lutadora incansável de um segmento que é muito importante para o nosso país, que é a agricultura e a pecuária brasileira”, iniciou Dilma o discurso. Continue lendo “Dilma diz que vai estar mais próxima de Kátia Abreu nos próximos quatro anos”

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Para Chomsky, aqui se articula o terror mundial

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Intelectual dissidente analisa campanhas de sabotagem deflagradas pelos EUA contra Angola, Cuba e Nicarágua. E alerta: Washington continua a desestabilizar adversários

Por Noam Chomsky | Tradução: Mariana Bercht – Outras Palavras

“É oficial: os EUA são o maior Estado terrorista do mundo e se orgulham disso”.

Essa deveria ter sido a manchete da notícia principal do New York Times no dia 15 de outubro, que foi polidamente intitulada “Os Estudos da CIA sobre ajuda secreta alimentam ceticismo sobre a ajuda aos rebeldes sírios”. O artigo relata uma revisão da CIA sobre as operações secretas dos EUA para determinar sua efetividade. A Casa Branca concluiu que infelizmente os sucessos foram tão raros que é necessário repensar essa política.

O texto cita o Presidente Barack Obama, dizendo que ele solicitou à CIA que conduzisse a revisão para encontrar casos de “financiamentos e fornecimento de armas para grupos insurgentes em um país que realmente tenham funcionado. E eles não encontraram muitos”. Por isso, Obama reluta em manter tais esforços. Continue lendo “Para Chomsky, aqui se articula o terror mundial”

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Relato da professora Fabiana Carneiro, liderança Tremembé, no MPF-CE em Itapipoca

Observatório Socioambiental

“Eu como professora peguei um grupo de alunos e fomos até a mata olhar como ela se encontrava e lá nós fomos ameaçados, eu e meu grupo de crianças, adolescentes de 12 e 13 anos. E lá o meu braço não ficou de uma foiçada porque eu me afastei, se eu não tivesse me afastado hoje o meu braço não estava mais aqui. E esse cara continuou nos ameaçando, jogando pau no meio do caminho. Então tá um caso seríssimo para nós, lá nós não podemos mais entrar nas nossas matas. E eles ameaçam: se entrar na mata, nós mata”. Fabiana Carneiro

A razão que tem motivado o conflito é o projeto do grupo empresarial Afirma Housing Group, a Nova Atlântida, que pretende construir um complexo turístico formado por vários hotéis e campo de golfe. Os Tremembé lutam por suas terras e por isso sofrem várias ameaças e ataques por parte de não-índios favoráveis ao empreendimento.

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Comissão da PEC da demarcação de terras indígenas cancela reunião

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Câmara Notícias

A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 215/00) que submete ao Congresso Nacional a decisão final sobre a demarcação de terras indígenas no Brasil cancelou a reunião prevista para esta terça-feira (16). Ainda não está marcada nova data para os parlamentares votarem o substitutivo do deputado Osmar Serraglio (PDMB-PR), favorável à PEC.

Na semana passada, a reunião foi marcada por tensão entre parlamentares. PT, PV, PSB, PCdoB e Psol obstruíram, por meio de questões de ordem e pedidos de leitura, a discussão e votação de atas de reuniões passadas. Depois de quase duas horas e meia de reunião, o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), favorável à PEC, pediu vista do relatório para, segundo ele, facilitar a votação da matéria nesta semana.

Íntegra da proposta:

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Vice-PGR Ela Wiecko denuncia Bolsonaro por incitação pública ao crime de estupro

Ela_wieckoPara Ela Wiecko, conduta do deputado abala a sensação coletiva de segurança, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres
MPF PGR

A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, denunciou o deputado federal Jair Bolsonaro por incitar publicamente a prática de crime de estupro em entrevista ao Jornal Zero Hora, publicada no dia 10 de dezembro. A denúncia (Inq 3932) foi protocolada nesta segunda-feira, 15 de dezembro, no Supremo Tribunal Federal (STF) e será analisada pelo ministro Luiz Fux.

Na entrevista, ao ser questionado pelo jornalista sobre a declaração dada na Câmara dos Deputados de que não iria estuprar a deputada federal Maria do Rosário porque ela não mereceria, ele reiterou a afirmação.

De acordo com Ela Wiecko, “ao dizer que não estupraria a deputada porque ela não ‘merece’, o denunciado instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora do estupro”. A vice-procuradora destaca que ao afirmar o estupro como prática possível, o denunciado abalou a sensação coletiva de segurança e tranquilidade, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres, de que não serão vitimas de estupro porque tal prática é coibida pela legislação penal.

A vice-procuradora ainda destaca que, “embora o crime seja de menor potencial ofensivo, deixa de apresentar proposta de transação penal, tendo em vista o disposto no artigo 76, parágrafo 2º, inciso III, parte final, da Lei nº 9.099/95, por ser insuficiente a adoção da medida, considerando os motivos, as circunstâncias e a repercussão do crime”.

Secretaria de Comunicação Social
Procuradoria Geral da República

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Justiça Federal de MT manda para o STF processo contra relator e vice-presidente da ‘comissão da PEC 215’

xavante-11A Justiça Federal do Mato Grosso decidiu enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o processo que investiga possível envolvimento do deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) na compra de um parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215 e de seu colega Nílson Leitão (PSDB-MT) na invasão da Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé, no Mato Grosso.

A decisão de enviar a investigação ao STF, tribunal que julga autoridades com foro privilegiado, foi do juiz federal de Barra do Garça (MT), Cesar Augusto Bearsi. Na última quarta-feira, ele atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF) no estado. A Procuradoria Geral da República irá se manifestar pela abertura ou não de processos contra os dois deputados no STF.

A PEC pretende transferir do governo federal para o Congresso a atribuição de demarcar Terras Indígenas e territórios quilombolas e de criar parques e outras Unidades de Conservação. Na prática, se aprovada, vai significar a paralisação definitiva da oficialização dessas áreas protegidas. Leitão é o vice-presidente e Serraglio é o relator da Comissão Especial que analisa o projeto. Ambos são da bancada ruralista no Congresso. A PEC pode ser votada na comissão nesta terça ou quarta. Se aprovada, segue para o plenário da Câmara e precisará passar também pelo do Senado.

Escutas legais do MPF e da Polícia Federal identificaram um possível esquema de produtores rurais do nordeste do Mato Grosso para pagar R$ 30 mil a um lobista da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para elaborar parecer sobre a PEC. A partir das investigações, cinco pessoas chegaram a ser presas, suspeitas de comandar as ações de invasão da TI. Continue lendo “Justiça Federal de MT manda para o STF processo contra relator e vice-presidente da ‘comissão da PEC 215’”

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Ação penal pela morte e desaparecimento de Rubens Paiva deve prosseguir, sustenta PGR junto ao STF

PGR
Janot argumenta que sequestros cujas vítimas não tenham sido localizadas, vivas ou não, constituem crimes de natureza permanente, sendo imprescritíveis e insuscetíveis de anistia

MPF – PGR

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu que a ação penal na qual cinco militares reformados são acusados pelo homicídio e pela ocultação de cadáver do ex-deputado Rubens Paiva deve prosseguir. A manifestação, enviada ao STF nesta segunda-feira, 15 de dezembro, consta de parecer na Reclamação 18.686/RJ ajuizada pelos militares, que sustentam ser indevida continuação da ação por ofensa à decisão da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153/DF, que decidiu pela recepção constitucional da Lei da Anistia (Lei 6683/1979). Janot pede, ainda, urgente apreciação do caso, em razão de haver pendência de produção de provas necessárias à comprovação dos fatos criminosos.

Os réus são acusados dos crimes de homicídio doloso qualificado – cometido por motivo torpe e com emprego de tortura -, ocultação de cadáver, fraude processual e quadrilha armada.“Torturas, mortes e desaparecimentos não eram acontecimentos isolados no quadro da época, mas a parte mais violenta e clandestina do sistema organizado para suprimir a todo custo a oposição ao regime, não raro mediante ações criminosas cometidas e acobertadas por agentes do Estado.” À época de seu cometimento pelo regime autoritário, relembra o parecer, esses delitos já eram qualificados como crimes contra a humanidade, razão pela qual devem sobre eles incidir as consequências jurídicas de imprescritibilidade e insuscetibilidade à concessão de anistia.

Natureza permanente – Na sustentação enviada ao STF, o procurador-geral argumenta que sequestros cujas vítimas não tenham sido localizadas, vivas ou não, constituem crimes de natureza permanente. Essa condição afasta a incidência das regras penais de prescrição e da Lei da Anistia, cujo âmbito temporal de validade compreendia apenas o período de 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979. “Enquanto os acusados não apontarem onde se encontra o corpo de Rubens Paiva, cuja família até hoje, depois de décadas de seu assassinato, não lhe pôde dar funeral adequado, a conduta de ocultar ocorrerá”, argumenta e complementa: “Delitos perpetrados por agentes estatais com grave violação a direitos fundamentais constituem crime de lesa-humanidade.” Continue lendo “Ação penal pela morte e desaparecimento de Rubens Paiva deve prosseguir, sustenta PGR junto ao STF”

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À deriva nas cidades

Foto de Marcelo Min
Foto de Marcelo Min

Grupos populacionais são tragados pela força econômica do cimento e lutam para se manter vivos nos grandes centros

Por Mauricio Duarte na Revista da Cultura

Mas essa gente aí, hein, como é que faz? O compositor Adoniran Barbosa (1910-1982) fez essa pergunta no samba Despejo na favela, que narra a história da desapropriação de uma comunidade por força de uma “ordem superior”. Ainda hoje, muitos anos depois da indagação do sambista, a especulação imobiliária é um terror com o qual as cidades e seus habitantes precisam conviver constantemente.

Segundo cálculos do Ministério das Cidades, o Brasil tem um déficit de 5 milhões de habitações. De acordo com os especialistas, o número é alarmante e somente a construção de moradias populares já não é suficiente. É necessário barrar o avanço indiscriminado da especulação imobiliária e preservar comunidades tradicionais em seus locais de origem. Somente em São Paulo, a valorização imobiliária passou dos 130% nos últimos cinco anos. No Rio de Janeiro, chegou aos 200%, e as demais grandes cidades do país seguem na mesma toada. Dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o país tem 6,1 milhões de imóveis vagos. Por isso, chega a parecer ilógico que comunidades sofram pressão para sair de suas regiões e dar lugar ao ávido interesse de empreiteiras. No entanto, essa é a evidência mais elementar de que a política pública de moradias ainda está submetida ao mercado. Continue lendo “À deriva nas cidades”

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Repetindo pela importância e atualidade: MPF MT e PF interceptam legalmente telefonema acertando propina de ruralistas para relatório da PEC 215

logo mpfRepetimos a notícia abaixo, do MPF no Mato Grosso, porque é sempre bom recordar determinados fatos. Quando a publicamos, no dia 21/08/2014, destacamos um trecho da decisão judicial que mantemos agora: acrescentou o magistrado federal que “o fato de o relatório da PEC 215/2000 ter sido, supostamente, ‘terceirizado’ para a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), representa, a princípio, um desvirtuamento da conduta do parlamentar responsável pela elaboração da PEC, eis que a CNA é parte política diretamente interessada no resultado da mencionada PEC”. (TP).   

MPF MT

Conversa telefônica legalmente interceptada, revela que o líder ruralista Sebastião Ferreira Prado planejava o pagamento de R$ 30 mil a advogado ligado à Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que seria o responsável pelo relatório da PEC 215, na Comissão Especial que aprecia a matéria na Câmara dos Deputados. No diálogo interceptado, Sebastião afirma que “o cara que é relator, o deputado federal que é o relator da PEC 215, quem tá fazendo pra ele a relatoria é o Rudy, advogado da CNA, que é amigo e companheiro nosso”.

O diálogo que revelou a interferência indevida de ruralistas na tramitação do Projeto de Emenda Constitucional 215 (PEC 215) foi interceptado, com autorização judicial, durante as investigações da organização criminosa envolvida com as reiteradas invasões à Terra Indígena Marãiwatsédé, da etnia Xavante, no nordeste de Mato Grosso.

Sebastião Prado, líder da Associação de Produtores Rurais de Suiá-Missu (Aprossum), está preso desde o dia 7 de agosto quando o Ministério Público Federal e a Polícia Federal deflagraram a operação para desarticular a atuação do grupo que coordenava e aliciava pessoas para resistirem à desocupação do território indígena. O grupo recebia recursos de apoiadores de outros Estados para financiar suas atividades, inviabilizando a efetiva ocupação do território pelos índios.

A influência do movimento de resistência extrapolava os limites de Mato Grosso e influenciava, também, conflitos na Bahia, Paraná, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Continue lendo “Repetindo pela importância e atualidade: MPF MT e PF interceptam legalmente telefonema acertando propina de ruralistas para relatório da PEC 215”

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