Meninas de 10 a 14 anos de comunidade quilombola Kalunga são vítimas de escravidão sexual em Goiás

Pelo menos oito inquéritos concluídos, só em 2015, pela Polícia Civil goiana denunciam o uso de meninas kalungas como escravas sexuais. As vítimas, entre 10 e 14 anos, têm como algozes homens brancos e poderosos de Cavalcante

Por Renato Alves, em EM

Cavalcante (GO) — Meninas descendentes de escravos nascidas em comunidades kalungas da Chapada dos Veadeiros protagonizam as mesmas histórias de horror e barbárie dos antepassados, levados à força para trabalhar nas fazendas da região nos séculos 18 e 19. Sem o ensino médio e sem qualquer possibilidade de emprego além do trabalho braçal em terras improdutivas nos povoados onde nasceram, elas são entregues pelos pais a moradores de Cavalcante. Na cidade de 10 mil habitantes, no nordeste de Goiás, a 310km de Brasília, a maioria trabalha como empregada doméstica em casa de família de classe média. Em troca, ganha apenas comida, um lugar para dormir e horário livre para frequentar as aulas na rede pública. Para piorar, fica exposta a todo tipo de violência. A mais grave, o estupro, geralmente cometido pelos patrões, homens brancos e com poder econômico e político.

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Contra o marco temporal: a legalização na democracia do genocídio dos povos indígenas durante a ditadura

No Judiciário brasileiro, mais especificamente no Supremo Tribunal Federal, trava-se nova batalha dos povos indígenas: a Constituição da República teria estabelecido um limite, um marco temporal que determinasse que só poderiam ser demarcadas as terras que os índios habitavam quando a Constituição foi aprovada? Manuela Carneiro da Cunha, com toda a clareza, mostrou que não. A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” denunciou essa questão no seu relatório final. Índio é Nós, durante a “X Blogagem Coletiva Desarquivando o Brasil”, em outubro do ano passado, também criticou essa ameaça aos povos indígenas. Se o marco temporal prevalecer no Supremo Tribunal, algumas demarcações poderiam até mesmo ser desfeitas. Continue lendo “Contra o marco temporal: a legalização na democracia do genocídio dos povos indígenas durante a ditadura”

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Jovens cantam em louvor à tortura em escola da FAB, por Leandro Fortes

Leandro Fortes, no Diário do Centro do Mundo

Eu fui aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), entre 1982 e 1984, nos últimos anos da ditadura militar.

A Epcar fica em Barbacena (MG). A escola era, como ainda é, um internato para rapazes e um centro de excelência de ensino médio (na época, segundo grau), por onde se entrava por meio de um vestibular dificílimo, disputado por jovens de todo o Brasil. Continue lendo “Jovens cantam em louvor à tortura em escola da FAB, por Leandro Fortes”

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Nota pública divulgada pelas lideranças de Aty Guasu Guarani e Kaiowa

Diante de ameaça de morte de lideranças anunciada e cerco de pistoleiros das fazendas nós todas as lideranças de Aty Guasu Guarani e Kaiowá, entre os dias 07 e 10 de abril de 2015 estamos reunidas em Grande Assembleia Geral dos povos Guarani e Kaiowa na Aldeia Te’ykue-Caarapo-MS.

Avaliamos que todas as lideranças e comunidades dos tekoha áreas tradicionais indígenas reocupadas sofrem ameaça de morte e cerco de grupo armado dos fazendeiros. Continue lendo “Nota pública divulgada pelas lideranças de Aty Guasu Guarani e Kaiowa”

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O dia em que fugi de um cadeirante, por José Ribamar Bessa Freire

Em Taqui Pra Ti

Contar ou não contar? Hesito. Sei que não é nada honroso tornar público o que aconteceu a mim e ao meu amigo de fé, irmão, camarada, Roberto Luis, quando fomos atacados em plena luz do dia, num parque em Niterói. Verás que um filho teu não foge à luta? Eu, hein! Nem pensar! Fugimos em desabalada carreira, perseguidos de perto por um furioso agressor completamente ensandecido. Pensamos com nossas pernas.

Os mais afoitos argumentam que isso é motivo para se envergonhar. Mas há controvérsias. Afinal, “apanhar do Governo não é desfeita” como ensinou Fabiano, personagem de Vidas Secas, depois de levar surra de facão de um soldado. O próprio escritor Graciliano Ramos apanhou muito nos cárceres da ditadura Vargas e ostentou as feridas como medalha, não como desonra. Continue lendo “O dia em que fugi de um cadeirante, por José Ribamar Bessa Freire”

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A universidade foi conquistada pelos Guarani, Kaingang e Xokleng Laklãnõ, por Clóvis Brighenti

Por Clóvis Brighenti, do Cimi Regional Sul

Na memória da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), este 8 de abril entra para a história como o dia em que os Guarani, Kaingang e Xokleng Laklãnõ a conquistaram. O diploma de graduado foi entregue para 78 alunos, sendo 23 Guarani, 21 Xokleng Laklãnõ e 34 Kaingang, que concluíram o curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica. O sentido da conquista não é o de apropriação, mas de modificação dessa importante instituição como lugar de todos, para todos, um lugar onde os povos indígenas podem frequentar a sua maneira; lugar onde suas línguas são valorizadas e os conhecimentos tradicionais são tratados de maneira igualitária ante os conhecimentos ditos científicos. A cor da UFSC também mudou. Os rostos brancos ficaram misturados com peles escuras, aproximando-se do cotidiano brasileiro. A UFSC nunca mais será a mesma. Continue lendo “A universidade foi conquistada pelos Guarani, Kaingang e Xokleng Laklãnõ, por Clóvis Brighenti”

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Buen vivir, una alternativa posible

Por Jesús Gonzalez Pazos*, em Servindi

Hubo hace unos años una serie televisiva de ciencia ficción, misterio y fenómenos paranormales que alcanzó un gran éxito. Sus capítulos siempre finalizaban con la frase “la verdad está ahí fuera”. Sirva indirectamente esta frase para referirnos ahora al sistema dominante y las posibilidades de transformación del mismo.

Parafraseando la mencionada serie de televisión podríamos decir que «la alternativa está ahí fuera». Aunque también podemos recurrir al lema de Margaret Thatcher, «No hay alternativa», que se convirtió en divisa del neoliberalismo; pues bien, la desmentimos una vez más y afirmamos entonces que sí la hay. Continue lendo “Buen vivir, una alternativa posible”

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Peru – Presentan demanda de inconstitucionalidad contra Ley 30230

Servindi, 11 de abril, 2015

En un hecho sin precedentes y con el respaldo de más de 10 mil firmas, organizaciones indígenas y de derechos humanos presentaron ante el Tribunal Constitucional (TC) una demanda de inconstitucionalidad contra la Ley 30230, conocida también como la ley del “paquetazo antiambiental”.

De esta manera, organizaciones indígenas de alcance nacional agrupadas en el Pacto de Unidad, así como la organización amazónica AIDESEP y la Coordinadora Nacional de Derechos Humanos (CNDDHH) acudieron al máximo tribunal del país para cautelar sus derechos constitucionales. Continue lendo “Peru – Presentan demanda de inconstitucionalidad contra Ley 30230”

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Por que “Cuba” virou xingamento e “China” não?, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Barack Obama e Raúl Castro conversaram por telefone antes de embarcarem para o Panamá, onde participam da Cúpula das Américas. Ao mesmo tempo, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se reuniu com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez – coisa que não acontecia há quase seis décadas. Enquanto os Estados Unidos e Cuba se preparam para fazer negócios e ganhar dinheiro, por aqui o nome da ilha caribenha continua sendo usado como xingamento. Continue lendo “Por que “Cuba” virou xingamento e “China” não?, por Leonardo Sakamoto”

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Conselho Nacional LGBT visita cidade cearense após denúncias de agressão

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

A visita da comitiva do Conselho Nacional LGBT – que representa lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros – ao município de Itatira (CE) terminou omtem (10) após uma série de encontros. O Conselho Nacional LGBT é vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), e sua visita foi motivada por denúncias de violência de cunho homofóbico. Continue lendo “Conselho Nacional LGBT visita cidade cearense após denúncias de agressão”

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