III Encontro Latinoamericano Ciências Sociais e Barragens

Durante muito tempo, barragens foram tema de encontros de engenheiros. Vistas como eventos essencialmente técnicos, o debate a seu respeito desconhecia as dinâmicas sociais e ambientais deflagradas pelos processos de decisão, planejamento, implantação e operação destes grandes projetos de investimento.

Em seguida, também os economistas, sobretudo aqueles dedicados ao planejamento do desenvolvimento regional, debruçaram-se sobre o tema e apostaram que estes grandes empreendimentos, mormente quando associados a complexos mínero-metalúrgicos, poderiam constituir pólos de desenvolvimento que iriam, enfim, levar o progresso às regiões periféricas. Aos poucos, as questões ambientais começaram a ser contempladas, inclusive porque o próprio desempenho técnico-econômico de muitos aproveitamentos hidrelétricos se via ameaçado pela deterioração ecológica dos reservatórios.

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Paraguay: Movimiento Indígena debate y reflexiona sobre su contexto

Indígenas de América Latina se encontraron en diversos espacios del IV FSA para intercambiar acerca del Buen Vivir, de los procesos político organizativos y de los procesos de unidad.
Por Vilma Almendra*

Mujeres, hombres y jóvenes provenientes de pueblos indígenas y mestizos de Ecuador, Colombia, Bolivia, Paraguay, entre otros, intercambiaron acerca de la experiencia boliviana con Evo Morales. “No es suficiente con tener un presidente. El proceso de cambio no es como botar un sombrero viejo y comprar otro nuevo. Evo solo no funciona”, indicó Viviana Lima, coordinadora de Derechos Humanos de la Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas (CAOI).

Aclaración bastante acertada, teniendo en cuenta que los movimientos indígenas en la región, muchas veces se han equivocado no sólo al dejar a sus propios gobernantes solos, sino también al concentrar todas sus fuerzas para posicionar candidatos a cargos electorales, mientras se cierran los espacios de debate y de reflexión colectiva que facilitan la construcción de propuestas y acciones políticas para la transformación. Continue lendo “Paraguay: Movimiento Indígena debate y reflexiona sobre su contexto”

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Líbano – Racismo legitimado por lei

Por Mona Alami, da IPS

Beirute, Líbano – O Líbano tem certa reputação de abertura devido à relativa liberdade que gozam suas mulheres em comparação com outros países do Oriente Médio. Porém, muitas estrangeiras sofrem uma grande discriminação. É comum ver em Beirute mulheres dirigindo caros veículos, acompanhadas de uma asiática ou uma africana no assento de trás. São suas empregadas domésticas, a maioria procedente de lugares como Etiópia, Filipinas, Nepal e Sri Lanka.

Estas não são apenas maltratadas por seus empregadores, que retêm seus passaportes e as obrigam a trabalhar sete dias por semana, como também sofrem discriminação em lugares públicos. Nos balneários podem ser vistas babás estrangeiras completamente vestidas apesar do calor, enquanto as crianças sob seus cuidados brincam felizes na piscina. “Reservei um quarto para a babá da minha filha no ano passado em um dos balneários do norte do Líbano. Fiquei indignada quando soube que ela não poderia ir à piscina conosco”, contou Nayla Saab, que emprega uma filipina. Continue lendo “Líbano – Racismo legitimado por lei”

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Acampamento sulamericano da Via Campesina discute mudanças climáticas

Reunidos no IV Fórum Social das Américas, em Assunção, Paraguai, camponeses e camponesas de vários países das Américas, participantes do Acampamento Sulamericano promovido pela CLOC-Via Campesina, discutiram nesta sexta-feira, o papel dos camponeses e camponesas na luta contra as mudanças climáticas. A reportagem é de Cristiane Passos e publicado pelo portal da CPT, 14-08-2010.

Na tarde desta sexta-feria, 13 de agosto, os acampados e acampadas da Via Campesina discutiram os rumos da agricultura e produção de alimento diante do novo cenário climático que se consolida no mundo. “Se o clima mudar completamente, será muito difícil manter uma agricultura no mundo. Mais do que barrar, precisamos reverter os efeitos das mudanças climáticas”, enfatizou Camila Montecinos, da organização GRAIN, do Chile.

Segundo ela, a Via Campesina encara como os protagonistas dessa tarefa de barrar as mudanças climáticas, os camponeses e camponesas de todo o mundo. Eles e elas serão os agentes transformadores e responsáveis, através de sua agricultura, por impedir a continuidade desse processo. Isso porque os grandes responsáveis pela emissão de gases poluentes na atmosfera, responsáveis pela sua poluição e trasnformações nos ventos e chuvas, são as grandes indústrias. Os também responsáveis pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, que envenenam nossos solos e águas, são os latifundiários e grandes empresas. Continue lendo “Acampamento sulamericano da Via Campesina discute mudanças climáticas”

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O latifúndio brasileiro tem origem obscura, muito parecida com a legalização de um roubo”. Entrevista especial com Martinho Lenz

Com que direito alguém chega a uma terra e se declara seu dono? Para os povos originários, é uma insanidade e um absurdo a pretensão dos ‘brancos’ que invadem terras coletivas para se apropriarem delas como se fosse coisa ‘abandonada’, vazia, objeto a ser possuído. Terra é dom de Deus e direito de todos”. O questionamento e a reflexão são de Martinho Lenz, jesuíta e sociólogo, e fazem parte da entrevista exclusiva que concedeu, por e-mail, à IHU On-Line.

De acordo com ele, originariamente, o sentido da propriedade individual “era o de possibilitar a todos o acesso a um mínimo de bens necessários para a vida, um espaço de autonomia e de liberdade – e a garantia que esses bens necessários não fossem usurpados por alguém mais forte”. Mas a lógica capitalista subverteu essa concepção, e possuir terras se tornou sinônimo de poder, além de fonte de miséria e fome. Precisamos lembrar, diz Lenz, que a terra é “um meio para gerar outros bens, necessários para a vida, e não um fim em si”.

Do ponto de vista cristão, acumular bens ociosos é ilegítimo e imoral. “As terras ociosas estão dentro desse conceito”, explica. Por isso, limitar o tamanho da terra por proprietário “aumentaria a disponibilidade de terras para fins de reforma agrária”. Entretanto, destaca, o conceito de Reforma Agrária é muito mais amplo, e implica não apenas em disponibilizar terras, mas criar um projeto agrário e agrícola, que considerasse a agricultura familiar, além de uma política de segurança alimentar e produção de insumos, lembrando-se da sustentabilidade social e ambiental. Nesse sentido, é fundamental que aconteça o Plebiscito do Limite da Propriedade da Terra, nos dias 1 a 7 de setembro, organizado pelos movimentos sociais e pastorais sociais. Continue lendo “O latifúndio brasileiro tem origem obscura, muito parecida com a legalização de um roubo”. Entrevista especial com Martinho Lenz”

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“Os novos escravos do capitalismo”, de Patrick Herman – resenha

Jean-Pierre Leroy

O camponês jornalista francês Patrick Herman, com a experiência adquirida no início dos anos 90, quando trouxe a público o escândalo escondido da contaminação pelo amianto, inicia em 2002 uma investigação que o leva a descobrir e fazer “emergir” “um mundo até então invisível”. Fruto dessa pesquisa, ele publica em 2008 “Les nouveaux esclaves do capitalismo”1, ainda não traduzido para o português. Esse mundo é o da produção intensiva no sul da Europa e, secundariamente, no norte da África, de frutas e legumes, com seus trabalhadores assalariados migrantes: “os novos escravos do capitalismo”. À busca deles, o autor transporta o leitor em ambientes que o turista nunca encontrará, no sudeste da França, na Provença; na Andaluzia, na província de Almeria e em Huelva; e no Rif, no Marrocos, regiões de clima mediterrâneo, propícias à produção agrícola – frutas e legumes – fora de estação.

Algumas décadas atrás, o consumidor europeu, situado majoritariamente em países temperados ou frios, caracterizados por estações bem definidas, contentava-se com os legumes e frutas produzidos cada um na sua hora, que começava com a primavera. O saber do produtor e sua localização, que o beneficiava com micro-climas ou com facilidades de transportes, faziam com que conseguisse se antecipar a produção. Ervilhas, morangos ou batatas chegavam ao mercado e ao consumidor endinheirado com dias ou semanas de antecedência ao mercado. Fruto de um conjunto de fatores analisados ao longo do livro, essa tendência explodiu. O consumidor espera agora encontrar a sua disposição nas gôndolas do seu supermercado frutas e legumes na maior parte do ano e, até mesmo, no inverno. Continue lendo ““Os novos escravos do capitalismo”, de Patrick Herman – resenha”

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Mundo: Unesco pide invertir más en las culturas indígenas como mecanismo de desarrollo social

Servindi, 14 de agosto, 2010.- La Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco) pidió esta semana en Guatemala que los gobiernos inviertan más recursos en las culturas indígenas para el desarrollo de los pueblos originarios.

“Invertir en la cultura es rentable porque produce riqueza” y contribuye a disminuirla pobreza en que vive la mayoría de los habitantes de los pueblos originarios, sostuvo Edgar Montiel, representante de la Unesco en Guatemala.

Tales declaraciones se efectuaron durante la presentación del informe mundial “Invertir en la diversidad cultural y el diálogo intercultural“. Continue lendo “Mundo: Unesco pide invertir más en las culturas indígenas como mecanismo de desarrollo social”

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”Reforma Agrária Popular depende de novo modelo de desenvolvimento”

“Na luta institucional, compreendemos a visão gramsciana na qual os interesses da classe trabalhadora precisam disputar e ter hegemonia na disputa de governos nos três níveis: municipal, estadual e federal. Nos espaços do conhecimento, universidade, meios de comunicação. Nos sindicatos, igrejas e outras instituições da sociedade de classes”.
A candidatura de José Serra (PSDB) representa o núcleo central dos interesses da burguesia e a volta do neoliberalismo. Esta é a avaliação João Pedro Stedile. Em sua primeira entrevista ao Brasil de Fato, o dirigente nacional do MST e da Via Campesina constata que, no atual cenário eleitoral, as candidaturas não estão debatendo programas, projetos para a sociedade. A entrevista é de Nilton Viana e publicada pelo jornal Brasil de Fato, 13-08-2010.

Mas, segundo ele, elas representam claramente interesses diversos de forças sociais organizadas. Nesse sentido, Stedile afirma que Serra representa os interesses da burguesia internacional, da burguesia financeira, dos industriais de São Paulo, do latifúndio atrasado, com Katia Abreu de coordenadora de finanças e setores do agronegócio do etanol. E, frente a esse cenário, defende que, “como militantes sociais, e como movimentos sociais, temos a obrigação política de derrotar a candidatura Serra”. Eis a entrevista. Continue lendo “”Reforma Agrária Popular depende de novo modelo de desenvolvimento””

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Líder camponesa é encontrada morta com sinais de torturas no corpo

Karol Assunção *

Adital – Após quatro dias desaparecida, María Teresa Flores, dirigente camponesa, foi encontrada morta nessa quarta-feira (11) a 35 km da cidade de Siguatepeque, em Honduras. María Teresa, quem integrava o Conselho Coordenador de Organizações Camponesas de Honduras (COCOCH), estava sumida desde o último sábado (7). O corpo da dirigente foi encontrado já em estado de putrefação e com sinais de tiros e de torturas. María Teresa desapareceu no sábado, quando voltava de Tegucigalpa – capital hondurenha – para casa, no departamento de Comayagua. De acordo com relatos de jornalistas, a última notícia que a família teve da líder camponesa foi que ela estava em Siguatepeque aguardando um ônibus para voltar para casa. Continue lendo “Líder camponesa é encontrada morta com sinais de torturas no corpo”

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Perú: Ronderos de Huancabamba alistan paro en contra de minera Río Blanco

Servindi – Las rondas campesinas de Huancabamba en Piura acatarán el 1 de setiembre un paro en protesta por la presencia de la empresa minera Río Blanco Copper S.A.

Según informó, Pedro Velazco García, presidente de la Central única de Rondas Campesinas, falta  aún que las bases, decidan si la paralización será indefinida o solo se efectuará los días 1 y 2 de setiembre.

El dirigente rondero dijo que la medida expresará el rechazo de la población por la presencia de la minera Río Blanco, que continúa instalada ilegalmente en los territorios de las comunidades campesinas de Segunda y Cajas (Huancabamba) y Yanta (Ayabaca).
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