24 anos do massacre Xakriabá

No último sábado (12), o povo Xakriabá se reuniu para relembrar o maior massacre da sua história. Em 12 de fevereiro de 1987 três lideranças xakriabá foram brutalmente assassinadas, entre eles, Rosalino Gomes de Oliveira.

Foi na madrugada do dia 12 de fevereiro de 1987, que quinze homens fortemente armados comandados por Francisco de Assis Amaro, conhecido grileiro de terras do Norte de Minas Gerais, invadiram a aldeia Sapé e atacaram a casa do líder Xakriabá Rosalino Gomes de Oliveira assassinando três pessoas; Rosalino, José Pereira Santana e Manoel Fiúza da Silva.  Anizia Nunes de Oliveira (esposa de Rosalino) ficou gravemente ferida. Esta ação aconteceu quando a família de Rosalino estava dormindo e não tiveram nenhuma chance de se defender.

O motivo da violência contra o povo Xakriabá foi ganância dos grileiros sobre as terras dos Indígenas. A investida sobre o território Xakriabá tinha como base, políticos, empresários e fazendeiros, entre eles o prefeito do município de Itacarambi-MG, José Ferreira de Paula. Naquele período, o então emancipado município de São João das Missões-MG, onde hoje se localiza o território Xakriabá, era distrito de Itacarambi. Continue lendo “24 anos do massacre Xakriabá”

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O sonho de Nabucodonosor, por Frei Betto

Os países ricos do Ocidente, cuja democracia se baseia no poder do dinheiro, não têm princípios, apenas interesses. Acusam Cuba de ser uma ditadura que não respeita os direitos humanos por não admitirem o caráter socialista daquela Revolução que, há mais de 50 anos, resiste às agressões do maior império econômico e bélico da história da humanidade.

No entanto, tecem loas à China. Fazem vista grossa ao regime escravocrata de mão de obra barata, onde se fabrica tudo aquilo que, no Ocidente, exigiria pagar salários mais altos, reduzindo a margem de lucro das empresas ocidentais. Inúmeros produtos em oferta em nossas lojas, embora grifadas por marcas originárias do Ocidente, são “made in China”.

Para governos como o dos EUA, do Reino Unido, da França e da Alemanha, o fato de um ditador como Hosni Mubarak ocupar, por 30 anos, o poder no Egito, não tem a menor importância. Desde que sirva a seus interesses geopolíticos numa região explosiva. Vale para Mubarak o que John Foster Dulles dizia do ditador Anastácio Somoza, da Nicarágua: “É um filho da p., mas é nosso filho da p.”
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Professor da UnB se diz “estarrecido” com manipulação em pesquisa da CNA

A  posição dos ruralistas no Congresso Nacional sobre a preservação de florestas está distante da prática do agronegócio no Brasil, afirmam ambientalistas. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregou nesta segunda-feira (14) ao Ministério da Agricultura um compilado de dados que visa a fomentar o debate sobre o Código Florestal. A intenção é afirmar que o setor está preocupado com a preservação ambiental.

Raul do Valle, coordenador do Programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental, entende que é o momento de o discurso da bancada ruralista se transferir à prática. “Para além do que é falado, não temos notícias concretas de coisas acontecendo por iniciativa da CNA. Se estiver sinceramente querendo dar condições aos produtores rurais para recompor matas ciliares, é muito bem-vindo.”

Intitulada “Revisão do Código Florestal”, a apresentação da CNA contém seis quatros com dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A CNA pinça informações que, em tese, mostram o avanço de preservação de matas em áreas particulares. O centro da apresentação consiste em mostrar que enquanto as áreas produtivas aumentaram 32,1% entre 1960 e 2006, as áreas de mata e floresta dentro de propriedades privadas cresceram 72,5%. Continue lendo “Professor da UnB se diz “estarrecido” com manipulação em pesquisa da CNA”

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Desafios para a democratização da informação ambiental no Brasil

Por Vilmar Sidnei Demamam Berna

Informação ambiental para que, e por quê? Estas parecem ser as primeiras questões a serem respondidas por quem tem interesse no assunto da democratização da informação ambiental no Brasil. Numa sociedade que se diz e se espera democrática e sustentável, o acesso à informação ambiental é fundamental para assegurar o fortalecimento da democracia. Para fazer escolhas no rumo da sustentabilidade, a sociedade precisa de informações para a sustentabilidade, diferentes das atuais. Se a população não recebe informações ambientais em quantidade e qualidade adequadas, tenderá a reproduzir as mesmas escolhas que trouxeram a humanidade à beira de um colapso ambiental.

Então, surge uma segunda questão, afinal, existe ou não falta de democratização da informação ambiental no Brasil? A questão é relevante e a resposta fundamental para se definir o tipo de esforço necessário e a direção deste esforço.  O problema da resposta é que ela não é única, mas diferente em função do observador.
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Moradores Do Morro Do Piolho Sofrem Ameaça De Reintegração De Posse

Construtora Aricanduva ameaça moradores do morro do piolho na Vila Santa Catarina em São Paulo com reintegração de posse, e famílias se organizam para resistir

Em 1993, Dona Izabel, com sua família, ocupou um terreno vazio na Rua Virgílio Lemos, nº 669, Vila Santa Catarina, SP, Capital. Dona Izabel imaginou tratar-se de terreno da municipalidade, já que  caminhões com identificação da Prefeitura de SP despejavam entulho local.

Com o passar do tempo, mais famílias começaram a ocupar o terreno, como: a família da Gleide, da Renata, Conceição, Jocelino, Gerenice, D.Anete, Maria Real, entre outras…

Por volta do ano de 1997, D. Izabel recebeu visita de um advogado, que se dizia representar os supostos proprietários, e a “convenceu” assinar um papel, dizendo que iria elaborar um termo de comodato.
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Grupo indígena isolado pode sumir por desmatamento no MA, diz ONG

Reserva já teve 31% de área destruída, aponta relatório da Funai. Segundo Survival, entre 60 e 100 isolados são ameaçados por madeireiros.

Mapa Awá Guajá (Foto: Survival/ Funai/ Divulgação)
Mapa mostra desmatamento na reserva entre 1996 e 2010. (Foto: Survival/ Funai/ Divulgação)

Do Globo Natureza, em São Paulo

O povo indígena awá-guajá, que tem parte de sua população vivendo isolada dentro da reserva no oeste do Maranhão, corre o risco de desaparecer por conta do avanço da atividade madeireira e da exploração de seu território. O alerta foi feito nesta segunda-feira (14) pela organização não governamental (ONG) Survival International, que teve acesso a um relatório detalhado sobre a situação dos awá-guajá, elaborado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em agosto de 2010.

Segundo o relatório, 31% da floresta na reserva dos indígenas já foi derrubada de maneira ilegal. A ONG também destaca que o povo vive em três das cinco áreas indígenas que sofreram maior devastação em 2009. “Madeireiros e colonos invadiram o território, mas nada foi feito para removê-los, embora autoridades estivessem cientes”, diz a Survival, em nota. Continue lendo “Grupo indígena isolado pode sumir por desmatamento no MA, diz ONG”

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Índios ocupam sede da Funai em Curitiba

Grupo protesta contra o não cumprimento de itens de termo de compromisso firmado em 2010

Cerca de 30 índios ocuparam a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Curitiba, no fim da manhã desta segunda-feira (14). O grupo ocupou o prédio e interrompeu os trabalhos administrativos que ocorrem no local em protesto contra o não cumprimento de itens de um Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta (TAC), que foi firmado entre os indígenas, o Ministério Público Federal (MPF) e representantes da Funai de Brasília. “A ocupação é pacífica e vamos ficar aqui até que consigamos algumas respostas sobre a nossa situação”, explica o presidente do Conselho dos Caciques da Região de Guarapuava, Sebastião Lucas.

Os indígenas vão passar a noite no prédio e mais 30 pessoas devem integrar o grupo.

Ainda conforme o indígena, a mobilização iniciou nesta segunda em Curitiba e deve ser feita também em cidades do Sudoeste e Norte do estado. “Se a situação não for resolvida ou não houver uma posição que seja favorável para nós, estamos dispostos até a ir até Brasília”, pontua o cacique. Eles planejam manifestações em Londrina e Laranjeiras do Sul para a terça-feira (15).
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Dia 18, grande ato contra privatização de hospitais do município do Rio

A Frente de Luta Contra a Privatização da Saúde no Rio de Janeiro, criada nessa quinta-feira (10/02), no auditório do Sindsprev/RJ, convoca servidores municipais, usuários, conselheiros e todo o movimento popular para um ato público no próximo dia 18, a partir do meio-dia, no Centro Administrativo da Prefeitura do Rio (Piranhão). O objetivo é barrar a licitação prevista para acontecer no mesmo dia e local, para a escolha das Organizações Sociais (OS) às quais o prefeito do Rio, Eduardo Paes, quer entregar as emergências de quatro grandes hospitais municipais.
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Piauí sediará Seminário Nacional de Religiões Afros-Brasileira e Saúde


O 8º Seminário acontecerá nos dias 29 de abril a 1º de maio em Teresina.

O Piauí sediará o VIII Seminário Nacional de Religiões Afros-Brasileira e Saúde, que acontecerá nos dias 29 de abril a 1º de maio em Teresina. O seminário é promovido pela Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras Saúde que é uma instância de articulação da sociedade civil, envolvendo adeptos  da tradição religiosa afro-brasileira, gestores e profissionais de saúde, integrantes de organizações não-governamentais, pesquisadores e lideranças do movimento negro.

Ela foi criada em março de 2003 durante o II Seminário Nacional Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (São Luis – MA). Atualmente a Rede Nacional conta com mais de 36 núcleos espalhados pelo país e representações em 21 estados. Continue lendo “Piauí sediará Seminário Nacional de Religiões Afros-Brasileira e Saúde”

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Via Campesina: Em defesa do Código Florestal e da produção de alimentos

A Via Campesina Brasil reforça sua posição contrária ao projeto do deputado Aldo Rebelo, que só interessa à bancada ruralista e às empresas transnacionais. Os movimentos da Via Campesina conclamam a todos para se manifestarem contra o projeto de revisão do Código, que será votado na segunda quinzena de março.

1.Conhecendo o Código Florestal Brasileiro

O Código Florestal Brasileiro foi criado em 1934 e foi atualizado em 1965. É importante nós entendermos como estava o nosso país naquele período: aumento da população das cidades localizadas na mata atlântica, onde ainda existiam grandes áreas de floresta; desmatamento da mata para expansão das plantações de café nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro; corte de espécies nobres para madeira, como a Araucária nos estado do Paraná e Santa Catarina.

Lembremos também que esse era um período de grandes lutas populares, além de importantes revoluções e expansão do socialismo pelo mundo. Portanto, apesar de ter sido aprovado no primeiro ano da ditadura, o Código Florestal foi concebido em um ambiente progressista. Menos de um ano antes foi lançado o Estatuto da Terra, outra lei importante, que tratava da Reforma Agrária e que possuía caráter progressista. Continue lendo “Via Campesina: Em defesa do Código Florestal e da produção de alimentos”

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