BA – CARTA ABERTA EM DEFESA DA ILHA DE CAJAÍBA

Nós, movimentos e entidades presentes no Ato em Defesa da Ilha de Cajaiba, realizado nos dias 12 e 13 de Abril de 2011, na Senzala do Casarão histórico da referida ilha, situada no município de São Francisco do Conde, BA, manifestamos nosso REPÚDIO à empresa italiana MISSONI, que pretende construir, em 2012, um mega empreendimento turístico denominado de HOTEL MISSONI ILHA DE CAJAIBA. Destacamos que a referida empresa recentemente adquiriu do grupo PROPERT LOGIC a concessão para construir o já citado empreendimento, sem considerar que a ilha pertence ao território das comunidades remanescentes de quilombos de São Braz, Acupe, Cambuta e Monte Recôncavo, bem como de outras comunidades pesqueiras tradicionais da região.

A Ilha de Cajaíba garante a segurança alimentar de mais de 10 mil pessoas através do extrativismo de frutas tropicais como cajá, jenipapo, tamarindo, manga, dendê, banana, araçá, saputi, caqui, etc, e da pesca artesanal, já que cerca de 60% da sua vegetação é composta por manguezal.

Com a possibilidade de implantação do empreendimento turístico na ilha, observa-se o aumento da especulação imobiliária na região, com a privatização e invasão criminosa das ilhotas situadas no entorno de Cajaíba, por grupos empresariais estrangeiros. Estes, vem detonando os bancos de corais para utilizar as pedras na construção de muralhas ao redor das ilhotas, impedindo o acesso dos pescadores e quilombolas aos seus espaços tradicionais de uso. Continue lendo “BA – CARTA ABERTA EM DEFESA DA ILHA DE CAJAÍBA”

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Mapa colectivo de América Latina

Una vez más, distintas fuerzas disputan el dominio sobre los imaginarios, cuerpos y territorios de los pueblos de Nuestra América para controlar los bienes comunes con gran valor económico y estratégico en el mundo globalizado. Mientras se expanden las industrias extractivas (la minería, el gas y el petróleo), los agro combustibles y los megaproyectos de infraestructura respaldados por la represión y criminalización de la protesta, también persisten la discriminación racista, patriarcal y homofóbica. A la vez, han surgido nuevos y renovados movimientos sociales en oposición a este modelo capitalista-neoliberal y sus consecuencias destructivas. Dentro de sus luchas no sólo vive la resistencia, también se experimenta con la construcción de otras relaciones sociales, modelos económicos y prácticas de democracia que dan pistas para pensar proyectos alternativos de vida para Nuestra América…

Pequeña crónica sobre la construcción del mapa

Condiciones para una cartografía colectiva a escalas continentales

Haber compartido un espacio de creación colaborativa junto a representantes de movimientos sociales de todo el continente –con quienes se trabajó sobre un mapa de Latinoamérica socializando conocimientos, refrescando memorias y discutiendo hechos- fue una situación maravillosa. Sobre todo por la diversidad de opiniones y prácticas (mérito al buen ojo del Programa Democracia y Transformación Social que organizó la actividad) que implicó el traslado hacia otros horizontes, amplios y en ocasiones disonantes. Campesinos, indígenas, intelectuales, activistas LGTB, feministas, ambientalistas, periodistas y artistas se encontraron para reflexionar sobre su territorio impulsando intercambios con resonancias difíciles de dimensionar. Continue lendo “Mapa colectivo de América Latina”

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Nós e o Planeta Terra

Por Vilmar S. D. Berna

O que nos diferencia dos outros seres da natureza não é a inteligência ou a capacidade de ter emoções, de sentir prazer, dor, medo, de nos comunicar ou criar ferramentas, pois isso várias espécies também fazem em diferentes graus de eficiência. O que nos torna únicos é a consciência de nossa individualidade e, entre as conseqüências disso, está o sentimento de separação do mundo, dos outros, da natureza, pois se somos nós não podemos ser o outro.

Ter consciência nos fez também ter subjetividade, um mundo interior, onde construímos e reconstruímos nossa visão de mundo, do outro, de nós próprios. Assim, embora a realidade seja igual para todos, a maneira de perceber, de encarar e interpretar a realidade muda de pessoa para pessoa.

Isso nos obrigou a estabelecer parâmetros do que é aceitável ou não pela sociedade, pois apesar de separados dos outros e das coisas, enquanto seres sociais estamos ligados uns aos outros e tão dependentes quanto todos da natureza. E natureza, aqui, não significa uma visão idealizada de um ser com propósito e intencionalidade, mas o resultado de milhares de anos de evolução sob determinadas condições de clima e calor, distanciamento do sol, inclinação do eixo da Terra, etc. Revela-se então uma outra característica humana que é a tendência de encontrar significado para as questões que não consegue compreender, como se fôssemos incapazes de viver num mundo que não faca sentido. Os gregos antigos, por exemplo, deram à natureza o status de deusa, à qual atribuíram o nome Gaia. Continue lendo “Nós e o Planeta Terra”

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Incra reconhece área de comunidade quilombola na Bahia

As 150 famílias do Território Quilombola Mangal e Barro Vermelho, na Bahia, podem comemorar mais um importante passo no processo de regularização da área onde vivem. O Incra reconheceu e declarou como terras da comunidade nove mil hectares localizados no município de Sítio do Mato (BA), Território da Cidadania Velho Chico. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (12).

O reconhecimento consolida a área como remanescente de quilombo e reconhece o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) do Mangal e Barro Vermelho, de 2009. “A publicação reconhece de fato, para o Estado brasileiro, a área como território quilombola”, reitera o coordenador geral substituto de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra, Flávio Assiz.

Assiz conta que, após o reconhecimento, inicia-se uma segunda etapa, na qual ocorrem os procedimentos para a titulação da comunidade. No caso do Mangal e Barro Vermelho, a situação se mostra mais fácil, porque o território está inserido em dois assentamentos – Talismã e Barro Vermelho – criados entre as décadas de 1980 e 1990. “Nessa época, não existia a política afirmativa do Programa Brasil Quilombola”, menciona. Continue lendo “Incra reconhece área de comunidade quilombola na Bahia”

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A água enlameada das privatizações

Luiz Augusto Rodrigues/Advogado

São quatro as multinacionais que controlam o cartel das privatizações da água no mundo. Elas são associadas a um grupo considerável de grandes trustes que apostam na água como uma mercadoria tão ou mais importante que o petróleo.

O cartel que busca a privatização da distribuição da água no Brasil é composto por empresas conhecidas do grande público: o grupo francês Vivend está associado à Dominó Holdings S.A., que compõe com a Andrade Gutierrez, com o Banco Mundial, o Banco Oportunity (aquele do escândalo do mensalão) – ligado ao City Bank – e a Copel Participações. A Águas do Brasil, subsidiária da Odebrecht, que pretende atuar na nossa região, também participa do cartel das águas.
Quando o leitor ouvir falar em privatização da distribuição em Santa Cruz e Rio Pardo, pode associar esse processo a esse cartel.

Somente Inglaterra e França têm água privatizada na Europa. Em Paris, o prefeito está exigindo a devolução porque as tarifas penalizam a população. Continue lendo “A água enlameada das privatizações”

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Nosso mar de agrotóxicos – e seus efeitos

Baseada em latifúndio e monocultivos, agricultura brasileira já consume 1 bilhão de litros de venenos, que contaminam água, solo e seres humanos.

Por Danilo Augusto, na Radioagência NP

Na última safra, as lavouras brasileiras bateram o recorde de uso de agrotóxicos. De acordo com informações do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola (Sindage), mais de um bilhão de litros de veneno foram usados na agricultura. Se confirmado o volume de vendas estimado em 2010 pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), esse recorde pode ser superado. A entidade estima um crescimento de até 8%, em relação ao período anterior.

O uso excessivo destas substâncias químicas está relacionado com o modelo agrícola brasileiro, que se sustenta no latifúndio, na monocultura, na produção altamente mecanizada para a produção em larga escala. Para sustentar essa lógica, empresas e produtores precisam usar sem qualquer controle os agrotóxicos. Continue lendo “Nosso mar de agrotóxicos – e seus efeitos”

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PB – “Nosso Toré e Lançamento do livro Índios na visão dos índios: Potiguara”

Amigos, parentes, companheiros de luta,

No próximo dia 19 de abril estaremos realizando mais um ritual do toré na aldeia São Francisco. Já é tradição nesta data todas as aldeias se reunirem no terreiro dessa aldeia e receber visitantes para participar das atividades deste dia.

Alcides da Silva Alves

Cacique da aldeia São Francisco

POVO INDÍGENA POTIGUARA/PB

As festividades do Dia do Índio na aldeia São Francisco, Baia da Traição/PB, começarão às 9 horas, com a Apresentação dos etnomapas das Terras Indígenas Potiguara/PB. Às 9:30h, será lançado o livro Índios na visão dos índios: Potiguara. E às 10 horas será iniciado o ritual do Toré.

Enviada por Eduardo Fernandes.

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Sobre uma estratégia anti-nuclear na America Latina, artigo de Norbert Suchanek

[EcoDebate] É lamentável combater os mesmos combates cada ano ou cada 4 anos de novo. Já depois de Chernobyl foi claro o desejo do maioria dos europeus: Nós não queremos Energia Nuclear! Ponto.

Mas, por exemplo na Alemanha, o final da luta não foi para fechar as usinas na hora. E o resultado é que temos ainda usinas nucleares na Alemanha e a luta continua e os ambientalistas precisam combater os mesmos combates dos anos 1980 novamente! Na Áustria a luta contra Energia Nuclear foi diferente, foi bem definida e “radical”! Eles disseram que NÃO queriam Energia Nuclear, não queriam que o governo colocasse em funcionamento a primeira usina nuclear da Áustria. Todo mundo ficou firme e a Austria é hoje um dos países do mundo claramente contra Energia Nuclear (e também contra Transgênicos) e também o único pais do mundo com uma usina nuclear completa, mas sem combustível nuclear e com exposições e eventos culturais todo ano! A usina virou um centro cultural espetacular!

O que eu quero falar é isso: Lutas para moratória por algum tempo, coisas como “Pare Angra 3!” mas não falar no mesmo momento “Pare Angra 1, 2 e pare a programma de submarino nuclear”, na realidade não vale. Porque nós não podemos deixar portas abertas para novas discussões. É importante ter uma posição FIRME e CLARA! Nós não queremos nenhuma industria nuclear! Porque é perigoso, poluente e não necessária! Já esquecemos que já lutamos (eu também) nos anos 1980 e 1990 contra Angra 1, 2 e Angra 3. Agora tudo de novo? Continue lendo “Sobre uma estratégia anti-nuclear na America Latina, artigo de Norbert Suchanek”

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Grávida diz que foi vítima de racismo no mercado em que trabalha no RS

Jovem grávida que foi vítima de racismo (Foto: Reprodução/ RBS TV)
Jovem grávida que diz ter sido vítima de racismo em Caxias do Sul (Foto: Reprodução/ RBS TV)

Parente do dono do estabelecimento teria contato piada racista para jovem. Empresa diz que racismo foi cometido por pessoa na condição de cliente.

Luciana Rossetto, do G1, em São Paulo

Uma mulher negra, de 23 anos, disse ter sido vítima de racismo no supermercado em que trabalha como operadora de caixa em Caxias do Sul (RS), na terça-feira (12). A jovem, que está grávida de 7 meses de um menino, registrou um boletim de ocorrência contra o autor dos atos de racismo, que seria parente do dono do supermercado.

Queren Hapuque explicou ao G1 que limpava o caixa antes do expediente com outras funcionárias, quando o parente do dono do supermercado apareceu. Ele começou a conversar com as jovens e, em determinado momento, abordou Queren para contar uma piada com sentido racista. Continue lendo “Grávida diz que foi vítima de racismo no mercado em que trabalha no RS”

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Manifestação contra a privatização da medicina e em defesa do SUS no Dia Mundial da Saúde

Manifestantes de diversas áreas da sociedade exigem o fim das OSs, OSCIPs e FDPs, além da valorização dos profissionais da saúde

A última quinta-feira, 7 abril, foi marcada pela comemoração do Dia Mundial da Saúde. No Brasil, em muitos estados, os sindicatos e movimentos sociais ligados à saúde foram às ruas protestar contra a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Para os milhares de manifestantes que saíram às ruas nos quatro cantos do Brasil, o direito à saúde está ameaçado pelas diversas investidas dos governos com o objetivo de privatizar e fechar hospitais.

No Rio de Janeiro a situação é ainda mais alarmante. Após o fechamento de diversos hospitais e da instalação de cada vez mais Fundações Estatais de Direito Privado (FDPs), Organizações Sociais (OSs) e Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) no comando da saúde no estado. Continue lendo “Manifestação contra a privatização da medicina e em defesa do SUS no Dia Mundial da Saúde”

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