Dia do Índio é marcado por manifestações sul da Bahia

Indígenas protestam contra as péssimas condições em que vivem e os problemas e dificuldades em acessar serviços básicos de saúde e educação específica e diferenciada

Estudantes e professores indígenas do povo Tupinambá de Olivença, sul da Bahia, aproveitam as comemorações do Dia do Índio para fazerem protesto sobre as péssimas condições em que se encontram as estradas em suas aldeias, bem como as diversas dificuldades que enfrentam na questão da Educação Escolar Indígena.

A manifestação ocorre no quilômetro 18 da rodovia Ilhéus/Olivença, na entrada de Olivença quase em frente ao Batuba. “Esta situação tem se tornado insuportável para as nossas crianças. Os ônibus nunca conseguem transitar nas estradas e isso vem prejudicando muito o nosso calendário escolar. A educação, que já é precária, se torna ainda pior sem a possibilidade das nossa s crianças chegarem nas escolas”, reclama o cacique e professor Valdenilson, uma das liderança da manifestação. Continue lendo “Dia do Índio é marcado por manifestações sul da Bahia”

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Abril Indígena: Movimento Indígena demonstra unidade e divulga documento com principais demandas junto ao Governo Federal

Reunido em Brasília desde o dia 17 de abril, o Fórum Nacional de Lideranças Indígenas (FNLI), instância máxima de deliberação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), divulgou carta pública onde lista as principais demandas do Movimento Indígena junto ao Governo Federal. O documento será encaminhado às principais instâncias do Poder Público e servirá como diretriz para as lideranças nas reuniões com as autoridades federais.

A carta pública da APIB, elaborada em conjunto com a bancada indígena na Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), com o Fórum de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi) e com os representantes no Conselho Nacional de Saúde, é exemplo claro da união e sincronia das lideranças, que atuam em diversas áreas, na busca pelo bem comum.

O texto, que pode ser lido na íntegra logo abaixo, foi entregue ao Ministro da Justiça em reunião realizada na manhã de hoje (19), na sede do ministério. Na pauta do encontro a demarcação, regularização e desintrusão das Terras Indígenas; a crescente perseguição e criminalização de lideranças e a votação no Congresso Nacional do Estatuto dos Povos Indígenas e do Conselho Nacional de Política Indigenista. Continue lendo “Abril Indígena: Movimento Indígena demonstra unidade e divulga documento com principais demandas junto ao Governo Federal”

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Organizações indígenas redefinem os desafios

Representantes dos povos indígenas usam cada vez mais a consulta por meio do voto para decidir as ações

Da luta pela demarcação das terras à participação em organismos governamentais, indígenas elegem novas frentes de batalha para conquistar renda e dignidade

Manaus, 19 de Abril de 2011, Aristide Furtado

Depois de três décadas de luta, a questão indígena no Amazonas chega em 2011 com lideranças  em cargos públicos, o movimento de representação fragmentado e o desafio de superar problemas em  áreas básicas como saúde e educação,  e avançar na implementação de políticas de geração de renda para assegurar a permanência, com dignidade,  de uma população de  mais de 120 mil habitantes nas 178 terras indígenas do Estado.

Nesse período, a mobilização em defesa dos direitos das populações indígenas levou à criação de órgão de pressão social  como a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), que agrega  750 aldeias, de 22 grupos étnicos diferentes, e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a maior do gênero no Brasil. Levou também à criação da Fundação Estadual dos Povos Indígenas (Fepi), transformada em 2009 em Secretária Estadual (Seind). Continue lendo “Organizações indígenas redefinem os desafios”

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Exposição “Gente de Quilombo” mostra força das comunidades quilombolas baianas

O olhar dos fotógrafos Álvaro Villela, Márcio Lima e Rita Cliff sobre a vida em comunidades quilombolas distantes dos centros urbanos está na exposição Gente de Quilombo, que será aberta novamente ao público no dia 25 de abril (segunda-feira), às 18h, na Casa da Música (Itapuã). Esta é a segunda temporada de exposição, que teve início no Palácio Rio Branco integrando o Encontro com as Culturas Populares e Identitárias, que aconteceu de 23 a 29 de outubro de 2010, evento realizado pela Secretaria de Cultura do Estado -SecultBA com patrocínio do Ministério da Cultura – MINC.

A exposição reúne imagens das comunidades de Barra e Bananal (Rio de Contas), Mangal Barro Vermelho (Sítio do Mato) e Rio das Rãs (Bom Jesus da Lapa), que foram os primeiros quilombos baianos a garantir a titulação da terra. As fotografias revelam rostos, lugares, horizontes e gestos transformados em poesia visual, sem perder a força documental, sem deixar de traduzir a história de luta do povo quilombola. Continue lendo “Exposição “Gente de Quilombo” mostra força das comunidades quilombolas baianas”

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AL – Índios reivindicam demarcação de terras, melhora na educação e na saúde

Funai afirma que corte no orçamento atrapalhará trabalhos do órgão

Uma audiência pública na tarde desta segunda-feira (18), véspera do Dia do Índio, no plenário Assembleia Legislativa discutiu a demarcação de terras índígenas e as precárias condições de educação e de saúde nas tribos de Alagoas.

Segundo Frederico Campos, coordenador regional da Funai, o órgão teve um corte de R$ 70 milhões no orçamento, o que dificulta os trabalhos que devem ser feitos, inclusive de fiscalização territorial.

http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=230419

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Educação Sanitária, Estudos de Atitudes Raciais e Psicanálise na Trajetória de Virgínia Leone Bicudo (1910-2003)

A trajetória de vida de Vírginia Leone Bicudo é muito singular. Ela foi educadora sanitária, visitadora psiquiátrica, cientista social, professora universitária, psicanalista. Uma mulher nascida no interior de São Paulo, em 1910, filha de mãe imigrante italiana e pai negro, empregados de uma fazenda de café. Seu Teófilo, o pai de Virgínia Bicudo, estudou o ginásio e ingressou nos Correios e Telégrafos, onde veio a se tornar diretor geral em  São Paulo. Ele sempre incentivou os filhos a ascenderem socialmente por meio dos estudos. Com a morte do pai, Virgínia assumiu o sustento da  família. Já formada em professora primária, e tendo concluído o Curso de Educadores Sanitários do Instituto de Higiene de São Paulo, foi contratada para dar aulas sobre higiene em educandários da cidade de SP.

Em 1938, Bicudo graduou-se em ciênciais sociais pela Escola Livre de Sociologia e Política (ELSP) , e interessou-se pela psicanálise. Ao ser criado o Serviço de Higiene Mental Escolar da Secretaria de Educação do Estado de SP, em 1938, tornou-se visitadora psiquiátrica, função que cuidava da prevenção e tratamento de problemas psíquicos da criança, e passou a lecionar na ELSP. Ela defendeu sua dissertação de mestrado na ELSP, sob a orientação do sociólogo Donald Pierson, intitulada Estudos sobre Atitudes Raciais de Pretos e Mulatos em São Paulo, que versa sobre as relações raciais e o racismo. Nos anos 1950, Bicudo participou  do ciclo de estudos sobre as relações raciais conhecido como “projeto Unesco”. Continue lendo “Educação Sanitária, Estudos de Atitudes Raciais e Psicanálise na Trajetória de Virgínia Leone Bicudo (1910-2003)”

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CE – Patrimônio Imaterial – Manifestações artísticas e culturais indígenas

FOTOS: THIAGO GASPAR
Diário do Nordeste, por Melquíades Jr

As várias etnias

A igreja de Nossa Senhora da Assunção de Almofala dos Tremembé é referência na luta pelas terras do antigo aldeamento indígena. A “igreja dos índios” foi soterrada pelas dunas em 1892 e assim ficou por 50 anos, causando dispersão dos Índios Tremembé para as localidades de Córrego do João Pereira e Camondongo (Itarema), Queimadas (Acaraú), e São José e Buriti (Itapipoca).

Em 1996, o índio Kanindé José Maria Pereira dos Santos, o “cacique Sotero”, incentivou a abertura para visitação pública ao “Museu dos Kanindé”, que traz em seu acervo artesanato, com destaque para os trabalhos de madeira, instrumentos de caça e dança até então mantidos sob sigilo.

Os índios Tapeba têm uma recheada agenda cultural, com participação das outras etnias. Em julho acontecem os jogos indígenas estaduais, com todos os povos; em agosto ocorre a feira cultural do povo tapeba, os jogos indígenas tapeba e o ritual de purificação das crianças. Continue lendo “CE – Patrimônio Imaterial – Manifestações artísticas e culturais indígenas”

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Identidades Culturais – Índios reafirmam cultura com ritual

 

Cacique erê, em revezamento com outros índios, iniciou a caminhada pelo mangue e Morro do Urubu, à margem da lagoa e se emocionou FOTO: MELQUÍADES JÚNIOR
Cacique erê, em revezamento com outros índios, iniciou a caminhada pelo mangue e Morro do Urubu, à margem da lagoa e se emocionou FOTO: MELQUÍADES JÚNIOR

Diário do Nordeste, por Melquíades Jr

Aquiraz. A “mãe natureza” põe o seu filho no colo. Ele se estrebucha todo e faz traquinagem, mas mãe não dá leite e carinho em filho traquino. Não é obedecer, é respeitar. O resto vem. Em cima de morros e dunas, ao redor da Lagoa Encantada, a vida é celebrada com conquistas e um certificado de luta, e tudo tem vida na aldeia dos índios Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz. Um ritual realizado todos os anos, a Festa do Marco Vivo representa a reafirmação das identidades culturais. Uma festa ecológica e sustentável em agradecimento ao pão de cada dia. Em gritos de paz, filhos da mãe natureza e do pai Tupã comemoram a decisão judicial definitiva que dá posse da terra aos “índios da Encantada”. A um só tempo surge a mais nova liderança do povoado: a jovem cacique Erê.

Embaixo das mangueiras do tio Adorico, sob o teto de folhas, índio Bão e Cacique Pequena comemoram mais um ano de ritual. Estão ali como exemplos vivos da história de luta pelos direitos dos índios. A comunidade comemora e se pinta. A 50km da Capital, na direção do mar, vão chegando outros “irmãos de luta” das etnias Tremembé, Tapeba e Pitaguary. Cada um tem sua história de identificação, demarcação e a sonhada delimitação das terras para que daí sejam homologadas em definitivo para os índios. Continue lendo “Identidades Culturais – Índios reafirmam cultura com ritual”

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Fim às mortes nas tribos

Projeto que proíbe o infanticídio nas aldeias indígenas volta à pauta e promete ser um dos mais polêmicos em discussão na Câmara dos Deputados. Primeiro parecer foi favorável

Edson Luiz

Brasília – Tramita na Câmara dos Deputados um projeto que promete se tornar um dos mais polêmicos deste ano: a proibição dos infanticídos nas tribos. Apresentada em 2007, e arquivada no início deste ano, a proposta voltou a tramitar no mês passado, mas ainda terá que passar por várias comissões até chegar ao plenário. Mas os primeiros passos dados a esse rumo mostraram que o tema será um dos mais discutidos e questionados, principalmente entre os parlamentares e as instituições que defendem a manutenção das culturas dos índios, que têm o seu dia comemorado hoje. O infanticídio é uma prática em algumas aldeias, quando uma criança nasce com algum defeito físico.

Depois de ser desarquivado em fevereiro, o projeto foi encaminhado para a Comissão de Direitos Humanos da Casa, onde ainda não foi discutido. A proposta chegou a ser colocada em pauta, mas logo em seguida retirada para evitar polêmicas logo no início de sua tramitação. Os deputados estudam uma forma de manter a proposição, mas dando um texto diferente ao do deputado Henrique Afonso (PT-AC), autor do projeto. A encarregada por isso deverá ser a deputado Janete Pietá (PT-SP), relatora da matéria. Continue lendo “Fim às mortes nas tribos”

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Legislando em causa própria

Proposta do Código Florestal beneficia 15 deputados e três senadores com anistia de multa ambiental. Todos são da bancada ruralista, que defende a votação até o fim do semestre

Vinicius Sassine, Ivan Iunes e Josie Jeronimo

Brasília – Se for aprovado no Congresso com todas as alterações previstas, o novo Código Florestal Brasileiro beneficiará pelo menos 15 deputados federais e três senadores integrantes da bancada ruralista, que faz forte lobby para que a proposta entre em votação no plenário da Câmara ainda neste semestre. Os 18 parlamentares foram multados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em razão de algum crime ambiental.
A maior parte dos autos de infração, cujos processos ainda estão em trâmite no Ibama, refere-se a desmatamentos ilegais e desrespeito à delimitação de reservas legais e áreas de preservação permanente (APPs). As áreas devastadas ou que deixaram de ser restauradas por parlamentares somam 4.070 hectares, área suficiente para abrigar 97 Parques da Cidade.

O novo Código Florestal altera exatamente regras relacionadas a reservas legais e APPs. Os parlamentares multados também seriam diretamente beneficiados com a anistia a desmatadores autuados até julho de 2008, outro ponto previsto na nova legislação ambiental. O perdão de multas é um dos pontos mais controversos e vem atrasando a costura de um acordo entre ruralistas e ambientalistas para que a proposta seja votada em plenário. Continue lendo “Legislando em causa própria”

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