Segurança alimentar é elo entre lutas do campo e da cidade

Por Eduardo Amorim, do Núcleo de Comunicação do Centro Sabiá, em ASA Brasil

O Ocupe Campo-Cidade foi realizado em abril de 2015 pelo Movimento Ocupe Estelita e por diversos movimentos e organizações do campo e da cidade. O protesto, de forma lúdica, tentou chamar atenção para questões que unem as lutas urbanas e rurais. Mas, afinal, o que une espaços tão diferentes de atuação política? Continue lendo “Segurança alimentar é elo entre lutas do campo e da cidade”

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Mais de 5 mil famílias podem ser despejadas em SP nesta segunda

A área de propriedade da companhia de Habitação de SP tem o dobro de extensão da Ocupação Pinheirinho. Advogada dos moradores teme pela segurança no local.

Por Simone Freire, no Brasil de Fato

Mais de 5 mil famílias, que ocupam uma área de 2,7 milhões de metros quadrados, podem ser obrigadas, por força policial, a deixar suas casas nesta segunda-feira (3). A Justiça autorizou a reintegração de posse do terreno, chamado de Fazenda Albor, que pertence à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O terreno fica ao lado do trecho leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21) e faz limite com os municípios de Itaquaquecetuba, Guarulhos e Arujá, na Grande São Paulo. Continue lendo “Mais de 5 mil famílias podem ser despejadas em SP nesta segunda”

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Rolezinhos e a guerra nos shoppings do interior

por Raquel Rolnik, no Blog Habitat, do Portal Yahoo!

Têm sido frequentes, em cidades do interior de São Paulo e de outros estados, decisões judiciais que proíbem a entrada em shopping centers de adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis, em determinados horários e dias da semana. A justificativa é impedir a realização dos chamados “rolezinhos”, que de acordo com os donos desses estabelecimentos promovem “atos de vandalismo” e “causam terror aos clientes”. Continue lendo “Rolezinhos e a guerra nos shoppings do interior”

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A arte de ignorar a natureza

Engevix, Leme e CNEC-WorleyParsons: conheça as três empresas que se revezam na elaboração de estudos de impacto ambiental das maiores usinas hidrelétricas do país. Para acelerar o início das obras, vale tudo

“A luta nossa, menina, tem sido pesada demais”, descreve o pescador Ademar Leôncio, que em seguida passa a palavra para a lavadeira Jovecília de Jesus continuar a história. Sentados em uma mesa da casa do extrator de pedra e areia Reinaldo Oliveira, o Reinaldão, os três contam como foi a chegada da hidrelétrica de Itapebi, em Salto da Divisa, Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O município, com 7 mil habitantes, está localizado às margens do rio que dá nome à região. Mas o que sobrou dele depois da construção da barragem, em 2003, foi um grande lago sujo, infestado de aguapé, planta que se espalha em águas poluídas. Até mesmo a cachoeira Tombo da Fumaça, um dia tombada como patrimônio histórico estadual e municipal, foi alagada e sumiu. Das promessas feitas pela empreiteira, poucas foram cumpridas. Menos da metade dos extratores e dos pescadores recebeu indenização. A cidade não viu o prometido desenvolvimento. Pelo contrário, a sensação é que Salto da Divisa parou no tempo. Continue lendo “A arte de ignorar a natureza”

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Cacique Aruã Pataxó é criminalizado por defender direitos indígenas na Bahia

Cimi

O cacique da aldeia Pataxó Coroa Vermelha, Aruã Pataxó, que é também vereador pelo município de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, e presidente da Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (Finpat), foi criminalizado pela Justiça Federal e Ministério Público Federal em Eunápolis, por ter participado de um protesto em julho de 2008, quando mais de 200 indígenas ocuparam, pacificamente, a sede do Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) em Porto Seguro. Continue lendo “Cacique Aruã Pataxó é criminalizado por defender direitos indígenas na Bahia”

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Juiz Kaiut determina mais um despejo contra Guarani e Kaiowá: dessa vez, a Retomada das Mães

Por Cimi

Uma ordem de reintegração de posse poderá ser cumprida a qualquer momento contra a Retomada das Mães, tekoha – lugar onde se é – Itaguá, no município de Caarapó, Mato Grosso do Sul. O despejo, expedido pela Justiça Federal de Dourados, será contra 50 famílias Guarani e Kaiowá que vivem em 30 hectares de um território reivindicado como tradicional, na divisa com a Terra Indígena Pindoroky, já delimitada e também sob ordem de reintegração. Continue lendo “Juiz Kaiut determina mais um despejo contra Guarani e Kaiowá: dessa vez, a Retomada das Mães”

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Nota de solidariedade da RENAP-CE ao vereador João Alfredo de pedido de Justiça ao caso da italiana Gaia

A Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares no Ceará/RENAP-CE vem manifestar solidariedade ao Vereador de Fortaleza-CE João Alfredo. O Vereador sofre investigação por meio de um inquérito policial, por atuar em defesa de direitos humanos fundamentais, no caso da prisão indevida da farmacêutica Mirian França. Continue lendo “Nota de solidariedade da RENAP-CE ao vereador João Alfredo de pedido de Justiça ao caso da italiana Gaia”

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Um olhar sobre a Favela Julio Otoni, guiado pelo líder comunitário Sizenaldo Marinho

Ava Rose Hoffman  – Rio On Watch

Julio Otoni é uma favela situada entre os bairros de Laranjeiras e Santa Teresa, na Zona Sul do Rio. Toda a comunidade está localizada em um único endereço: Rua Doutor Julio Otoni, 298.

Chegando neste endereço, sou recebida por Sizenaldo Marinho, nascido e criado na comunidade e ativo há anos em uma série de iniciativas. Um centro comunitário que Sizenaldo ajudou a estabelecer em 2004 vem oferecendo programas de reciclagem, oficinas de fabricação de papel, aulas de percussão e aulas particulares. Sizenaldo já deu aulas no centro, coordenando projetos com voluntários internacionais. Sizenaldo também representou a comunidade no Conselho de Segurança de Santa Teresa. O centro comunitário é um importante recurso na comunidade, onde falta investimento público. Infelizmente, Sizenaldo diz que, ultimamente, o centro “fica mais fechado do que aberto”. Continue lendo “Um olhar sobre a Favela Julio Otoni, guiado pelo líder comunitário Sizenaldo Marinho”

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Belo Monte: modelo para aniquilar os povos tradicionais

É um método requintado, aprimorado durante a construção da terceira maior hidrelétrica do mundo, que atinge quase 40 mil pessoas em uma população original de 100 mil, caso da cidade de Altamira. São oito mil casas destruídas, sendo que cinco mil já foram abaixo. Parte da população, chamados de beiradeiros, porque vivem na beira do rio e trabalham dentro da floresta, é obrigada a optar: urbano ou rural. Escolhe qual situação vai aderir, ou fica sem nada. Esta a opção da terceirizada da Norte Energia S.A., a sociedade de propósito específico, responsável pela usina. O Instituto Socioambiental (ISA) elaborou um Dossiê sobre Belo Monte

Najar Tubino – Carta Maior / IHU On-Line

Por um motivo fundamental: em fevereiro desse ano, a empresa entrou com o pedido de Licença de Operação, o que praticamente encerra o poder de barganha da população atingida, de conseguir amenizar seu sofrimento. São 202 páginas abordando a questão em várias áreas – educação, saúde, Terras indígenas, Unidades de Conservação, condicionantes não cumpridas-, mas o principal são as Vozes do Xingu, em forma de depoimento de pessoas que participam diretamente da questão, como um defensor público, uma militante do SUS e uma conselheira tutelar. É a vida real em Altamira e região, contada detalhadamente. E não é uma história sobre o desenvolvimento e o progresso. É uma história de assombração, onde uma balsa destruidora percorre o rio Xingu atrás de moradias dos moradores nas ilhas e nos beiradões para derrubar. Continue lendo “Belo Monte: modelo para aniquilar os povos tradicionais”

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A invisibilidade indígena em Amambai

Luiz Peixoto para o Cimi

A gente não quer só comida A gente quer comida, diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída para qualquer parte” (Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)

A música “Comida”, dos Titãs, banda de Rock dos anos 90, hoje mais pop, sempre me inspirou como um hino ao desejo. A ação do humano, como ser pensante, é a busca da satisfação de seus desejos e suas necessidades, de todas, das mais básicas, como alimentação, trabalho, segurança… às mais difusas, como lazer, arte, experimentação… Isso sempre me pareceu intrínseco ao ser humano, visto que, a maioria das pessoas, nunca está satisfeita com o que tem, buscando ir sempre além, na conquista de bens, de valores e de espaços de participação. Continue lendo “A invisibilidade indígena em Amambai”

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