Desmatamento ameaça cerrado e caatinga em Minas

Fiscalização e monitoramento precários dificultam o combate à devastação dos biomas de Minas, como desmatamentos por motivos diversos, que atingem também a caatinga

Mateus Parreiras, Estado de Minas

O cerrado, com paus-terra de flores amarelas e jacarandás de cascas escuras, dominava o alto do morro, compondo com a mata ciliar do Rio das Velhas um corredor contínuo de vegetação fechada, onde comunidades próximas convivem com lontras, tatus, seriemas e outros animais. Até 2008, esse fragmento de mata nativa de 108 hectares (ha) permaneceu intacto, resistindo ao avanço das fronteiras agrícolas e da especulação imobiliária na região de Lagoa Santa, na Grande BH. Mas, no ano seguinte, uma clareira de 3,86 ha surgiu sem licença para desmatamento. Dois anos depois, uma plantação de hortaliças foi cultivada na floresta, escondida da fiscalização. É a agonia do cerrado, que se estende também para o Norte de Minas, agravada pela seca e pelo desmatamento. Continue lendo “Desmatamento ameaça cerrado e caatinga em Minas”

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Áreas do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha correm risco de desertificação

Luiz Ribeiro, Estado de Minas

A retirada da vegetação nativa para produção de carvão e cultivo de eucalipto pode levar áreas do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha à desertificação. O alerta é do gerente de Monitoramento da Cobertura Vegetal e Biodiversidade do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Waldir Melo. Segundo ele, grande parte da vegetação ainda existente em Minas se concentra nas bacias dos rios Pardo, São Francisco e Jequitinhonha. “São as áreas onde restam mais fragmentos dos três biomas”, afirma Melo, fazendo referência ao cerrado, caatinga e a mata atlântica. Continue lendo “Áreas do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha correm risco de desertificação”

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No RS, liderança Kaingang sofre atentado e é baleada na coluna

Cimi Regional Sul e Conselho de Missão entre Povos Indígenas

Na noite desse sábado (1º), na retomada da Terra Indígena (TI) Re Kuju (Campo do Meio, município de Gentil/Rio Grande do Sul), por volta das 19 horas, o vice-cacique Kaingang Isaías da Rosa Kaigõ e a liderança Deivid C. Kaigo sofreram um atentado a tiros, disparados por dois homens ainda não identificados. O vice-cacique e a liderança trafegavam de carro, do entroncamento da BR-285 em direção à comunidade Campo do Meio, quando foram emboscados e o carro alvejado por diversos tiros. Isaías da Rosa Kaigõ foi atingido na região da coluna e Deivid não foi atingido. A comunidade Kaingang prestou os primeiros socorros e encaminhou o vice-cacique ao hospital, em Passo Fundo/RS. Continue lendo “No RS, liderança Kaingang sofre atentado e é baleada na coluna”

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Mulheres negras expõem como o racismo afeta suas vidas e, especialmente, sua saúde

 Portal Nordeste de Determinantes Sociais em Saúde

Na Década Internacional de Afrodescendentes, em que as Nações Unidas vão focar no desenvolvimento e promoção de ações voltadas para esta população em todo o mundo, uma instituição brasileira quer expor uma visão ainda pouca abordada sobre o racismo: como as mulheres negras percebem a influência deste mal sobre sua rotina e, principalmente, sobre sua saúde? Para dar voz  a ela em primeira pessoa, a ONG Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), sediada no Rio Grande do Sul, realiza a pesquisa Percepção das Mulheres Negras sobre os efeitos do racismo em suas vidas, contemplada no Prêmio Lélia Gonzalez, concedido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. Continue lendo “Mulheres negras expõem como o racismo afeta suas vidas e, especialmente, sua saúde”

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MST ocupa Ministérios da Fazenda por todo país contra cortes na Reforma Agrária

Os Sem Terra denunciam a paralisação da Reforma Agrária no país com a realização de uma segunda Jornada de Lutas contra o ajuste fiscal do Governo Federal.

Da Página do MST

Na madrugada desta segunda feira (3/8), cerca de 2.000 mil trabalhadores trabalhadoras Sem Terra ocuparam o Ministério da Fazenda contra o ajuste fiscal do governo no orçamento da reforma agrária, em Brasília.

Até o momento, os Ministérios da Fazenda de Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Florianópolis, Curitiba, Palmas, Paraíba e Bahia também foram ocupados. No Mato Grosso, cerca de 400 camponeses marcham pela cidade de Jaciara. No Pará, 2 mil trabalhadores rurais ocupam a ferrovia da Vale. Em MG, duas rodovias foram trancadas. No PR, os Sem Terra também estão mobilizados em cinco pedágios nos municípios do interior do estado. Ontem, cerca de 200 Sem Terra ocuparam a Fazenda Santo Henrique, pertencente a empresa Cutrale, em São Paulo. Continue lendo “MST ocupa Ministérios da Fazenda por todo país contra cortes na Reforma Agrária”

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O Gran Circo de Brasília volta a se apresentar

Bons tempos aqueles em que deputados apresentavam bizarrices inofensivas. Afinal, era só dinheiro público jogado fora. Agora, o jogo é bem mais pesado.

Por Eric Nepomuceno, em Carta Maior

Na verdade, nem era para haver recesso algum. Mas como dessa atual legislatura pode-se esperar qualquer coisa, suas excelências foram descansar. Retomarão as sessões semana que vem. Será a volta do espetáculo que vem sendo apresentado desde o início do ano parlamentar, em fevereiro passado: não há nem houve, desde a retomada da democracia, memória alguma de um Congresso tão, digamos, bizarro. Continue lendo “O Gran Circo de Brasília volta a se apresentar”

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A coragem da desesperança, por Slavoj Zizek*

O que se pede aos gregos é que sofram, para que outros possam continuar seu sono, imperturbáveis.

Em Carta Maior

Giorgio Agamben, filósofo italiano, disse numa entrevista que “o pensamento é a coragem da desesperança”, uma visão que é especialmente pertinente para este nosso momento histórico, quando a regra geral, ainda no mais pessimista dos diagnósticos, termina com uma insinuação otimista de alguma versão da proverbial luz no fim do túnel. A verdadeira coragem não é imaginar uma alternativa, mas sim aceitar as consequências do fato de que não há uma alternativa claramente discernível: o sonho de uma alternativa é um sinal da covardia teórica, suas funções são como um fetiche, que evita que pensemos até o final do nosso predicamento. Em outras palavras, a verdadeira coragem é admitir que a luz no fim do túnel é a luz de outro trem que se aproxima na direção contrária. Continue lendo “A coragem da desesperança, por Slavoj Zizek*”

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Tupã abençoe Francisco, por Egon Dionísio Heck

Na Adital

Naquela noite memorável, no calor úmido da Amazônia, se deu o encontro que marcaria as lutas dos povos indígenas nas próximas décadas. O Papa se encontrou com um grupo de lideranças indígenas de todo o país. Ouviu atentamente as falas, interrompidas por longos aplausos. Ao manifestar seu sentimento diante da dura realidade exposta, o fez reconhecendo os povos indígenas como nações. “Assim se respeitará e favorecerá a dignidade e a liberdade de cada um de vocês como pessoa humana e de todos como como um povo e uma nação”. Era 10 de julho, tempo de verão e esperança na Amazônia. Continue lendo “Tupã abençoe Francisco, por Egon Dionísio Heck”

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MG – Camponeses e irrigantes do Projeto Jaíba lançam manifesto e fazem protesto hoje, 3 de agosto

Grande manifestação no Projeto Jaíba para garantir nossos direitos!

Às famílias camponesas irrigantes do Projeto Jaíba,
Aos pequenos e médios produtores, trabalhadores, moradores, comerciantes, população em geral,

O alto custo da energia elétrica na conta de água para a agricultura irrigada em Minas Gerais está tornando impossível aos pequenos produzirem. Os irrigantes estão vendo a sua terra e o conjunto de irrigação parados sem nenhuma condição de conduzir uma lavoura com recurso próprio, pois com a criação da bandeira de energia o aumento foi mais de 100%.  Por causa da bandeira de energia já tem sido notada a redução da área plantada. Continue lendo “MG – Camponeses e irrigantes do Projeto Jaíba lançam manifesto e fazem protesto hoje, 3 de agosto”

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Bonecas Karajá: a mais bela representação indígena brasileira do homem

Patrimônio brasileiro, as cerâmicas karajá são também matéria-prima de livro recém-lançado

“Quando habitavam no fundo das águas, o ambiente era frio e restrito, mas eles estavam contentes e eram gordos. Certo dia, um jovem karajá encontrou uma passagem na Ilha do Bananal, saiu e ficou encantado com o espaço para correr, com as praias e riquezas do Rio Araguaia. Ele voltou, reuniu outros jovens, e tentou voltar para a superfície, mas a passagem tinha sido fechada por ordem de Koboi, chefe do povo das águas, e estava guardada por uma co­bra. Então os Karajá resolveram se es­palhar pelo Araguaia. Kynyxiwe, o herói mitológico que se encontrava entre eles, ensinou tudo o que os Karajá sabem.” (Manuel Ferreira Lima Filho, In: Os Filhos do Araguaia)

Por Yago Rodrigues Alvim, no Jornal Opção

No dialeto feminino iny (acento til no “y”), Ri­txoko significa “bonecas cerâmica”. São as mulheres do povo Karajá que as mo­delam, queimam, pintam e comercializam. Do século XIX para cá, as bonecas tem despertado a curiosidade e fascínio de pesquisadores e estudiosos, colecionadores e comerciantes. Em 2012, graças à iniciativa do Museu Antropo­lógico da Universidade Federal de Goiás (UFG), as cerâmicas karajá foram reconhecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial brasileiro. Continue lendo “Bonecas Karajá: a mais bela representação indígena brasileira do homem”

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