Na noite das comunidades, todo mundo usufrui do mesmo cosmos e mesmo espaço. Mas lógica ribeirinha perde-se nas cidades de asfalto e na impessoalidade do dinheiro
Texto e imagem de Bruno Walter Caporrino, na Piseagrama*, parceira editorial de Outras Palavras
É comum as pessoas pensarem que a vida das gentes à margem dos rios, na Amazônia, é uma vida “à margem”. Que a vida nas ilhas que compõem o arquipélago do Marajó, banhado pelo Baixo Rio Amazonas, por exemplo, é uma vida “isolada” da “civilização” e, portanto, repleta de ausências, marcada por privações de todo tipo, como, por exemplo, tablets e internet wi-fi (coisa que existe sim, nas comunidades ribeirinhas mais “distantes”). Continue lendo “As vizinhanças na Amazônia e o risco de perdê-las”