Monsanto coage países africanos e empurra milho para o resto do mundo

monsanto_skeleton-e1376077168268A ONG sul-africana African Centre for Biosafety (ACB) publicou no final de outubro o relatório intitulado “África coagida a produzir milho Bt defeituoso: o fracasso do milho MON810 da Monsanto na África do Sul” (na tradução livre do inglês). O documento mostra como o milho transgênico da Monsanto, que fracassou completamente na África do Sul, está agora sendo impingido no resto do continente.

Por 12ª Jornada de Agroecologia, na CPT

O milho MON810 é do tipo Bt, ou seja, foi modificado geneticamente para produzir toxinas capazes de matar lagartas que atacam as lavouras. Segundo o relatório, pesquisas independentes mostraram que a variedade, que é cultivada na África do Sul há 15 anos, já não “funciona” devido ao desenvolvimento massivo de resistência nas lagartas, o que levou à retirada do produto do mercado sul-africano.

O documento mostra que as estratégias para o manejo do desenvolvimento de resistência nos insetos foram baseadas no falso pressuposto de que a resistência ao MON810 era uma expressão genética recessiva, e não dominante. Em função dessa falsa suposição, a recomendação para evitar o desenvolvimento de resistência é que os agricultores plantem um refúgio de 5% de milho não Bt em suas lavouras, que não deve ser pulverizado com inseticidas, ou então 20% de milho não Bt que pode ser pulverizado. Continue lendo “Monsanto coage países africanos e empurra milho para o resto do mundo”

Ler maisMonsanto coage países africanos e empurra milho para o resto do mundo

Restos mortais de Jango são recebidos em Brasília com honras militares

Os restos mortais do ex-presidente da República João Goulart foram recebidos hoje (14) com honras militares, pela presidenta Dilma Rousseff e a viúva de João Goulart, Maria Teresa Goulart (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Os restos mortais do ex-presidente da República João Goulart foram recebidos hoje (14) com honras militares, pela presidenta Dilma Rousseff e a viúva de João Goulart, Maria Teresa Goulart (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Da Agência Brasil

Brasília – Os restos mortais do ex-presidente da República João Goulart foram recebidos hoje (14) com honras militares, pela presidenta Dilma Rousseff. O corpo de Jango, como era conhecido, começou a ser exumado ontem, em São Borja (RS), e será submetido à perícia da Polícia Federal, na capital. A exumação faz parte de uma investigação para esclarecer se a causa da morte de João Goulart foi mesmo um ataque cardíaco, conforme divulgaram na ocasião as autoridades do regime militar.

Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor também acompanharam a cerimônia. Fernando Henrique Cardoso, que se recupera de uma diverticulite, não pôde participar da homenagem.

A presidenta Dilma Rousseff disse, em sua conta no Twitter, que a solenidade de honra ao ex-presidente João Goulart “é uma afirmação da democracia” no Brasil, que se consolida com este gesto histórico. “Hoje é um dia de encontro do Brasil com a sua história. Como chefe de Estado da República Federativa do Brasil participo da recepção aos restos mortais de João Goulart, único presidente a morrer no exílio, em circunstâncias ainda a serem esclarecidas por exames periciais. Junto comigo estarão ex-presidentes da República, o presidente do Senado e políticos de todas as vertentes. Este é um gesto do Estado brasileiro para homenagear o ex-presidente João Goulart e sua memória”. Continue lendo “Restos mortais de Jango são recebidos em Brasília com honras militares”

Ler maisRestos mortais de Jango são recebidos em Brasília com honras militares

Eu não sou Brasileiro; Eu sou Munduruku!

Munduruku

Maíra Irigaray* – Eco Reserva 

“Uma Jornada ao Coração do Tapajós”

Na esteira das mobilizações que tomaram conta do Brasil neste ano, [a d]os indígenas tem se mostrado essencial no que tange ao ativismo e movimentos sociais. Para os Mundurukus não é diferente.

Os Mundurukus vivem na Bacia do Rio Tapajós no Estado do Pará. O rio Tapajós é um rio do Brasil que nasce no estado de Mato Grosso, banha parte do estado do Pará e deságua no rio Amazonas ainda no estado do Pará. Os Mundurukus habitam as áreas indígenas Cayabi, Munduruku, Munduruku II, Praia do Índio, Praia do Mangue e Sai-Cinza, no sudoeste do estado do Pará. Continue lendo “Eu não sou Brasileiro; Eu sou Munduruku!”

Ler maisEu não sou Brasileiro; Eu sou Munduruku!

Comissão Nacional da Verdade e a prática de “fazer não fazendo”. Entrevista especial com Jair Krischke

images“Tenho uma grande preocupação com o resultado final da Comissão, porque entendo que ela foi criada tardiamente, o que dificulta muito a investigação”, diz o historiador

IHU On-Line – “No ambiente político brasileiro, há uma prática de ‘fazer não fazendo’. Quer dizer, a Comissão da Verdade foi criada, mas na verdade não gera efeitos, não resulta em nada, o que é muito grave”, declara Jair Krischke, em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line. Há um ano, o historiador concedeu um depoimento na Comissão Nacional da Verdade, relatando suas pesquisas acerca do período militar e informando que arquivos secretos da época estão em poder do Comando Militar do Sul e da Polícia Federal, “a qual foi um braço importante do aparelho repressivo brasileiro”. Entretanto, lamenta: “A Comissão não teve coragem de bater à porta do Comando Militar do Sul e recuperar o acervo, que é do povo gaúcho”.

Segundo ele, as Comissões Estaduais da Verdade, a exemplo da Comissão do Rio Grande do Sul, pouco avançam em suas investigações, visto que foram criadas a partir de Decretos e “encontram dificuldades em atuar, porque, quem tem a prerrogativa de intimar alguém para dar um parecer e está respaldada por lei, é a Comissão Nacional da Verdade, a qual não tem dado aquele exemplo fundamental às Comissões Estaduais”, assinala. Continue lendo “Comissão Nacional da Verdade e a prática de “fazer não fazendo”. Entrevista especial com Jair Krischke”

Ler maisComissão Nacional da Verdade e a prática de “fazer não fazendo”. Entrevista especial com Jair Krischke

Problemas para o ouro de Belo Monte

Um dos maiores projetos de extração de ouro do Brasil corre risco de ser inviabilizado por problemas atrelados a licenciamento ambiental. O projeto bilionário da canadense Belo Sun, que pretende extrair ouro nas margens do rio Xingu, bem ao lado da área onde é construída a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, esbarrou em avaliações negativas feitas por membros do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema). A aprovação pelo Coema é decisiva para que o empreendimento consiga sua licença prévia ambiental

André Borges – Valor

O Valor teve acesso a um ofício elaborado pelos promotores de justiça Eliane Moreira e Nilton Gurjão das Chagas, na condição de conselheiros do Coema. No documento que foi encaminhado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), eles afirmam que há uma série de irregularidades graves no processo de licenciamento do projeto.

A Belo Sun, que pertence ao grupo Forbes&Manhattan, um banco de capital fechado que desenvolve projetos de mineração, quer investir US$ 1,1 bilhão na extração e beneficiamento de ouro na região. A produção prevista, segundo o relatório de impacto ambiental da empresa, é de 4.684 quilos de ouro por ano, o que significa um faturamento anual superior a R$ 500 milhões. Uma das polêmicas é que o projeto está localizado a apenas 17 km da barragem de Belo Monte. Continue lendo “Problemas para o ouro de Belo Monte”

Ler maisProblemas para o ouro de Belo Monte

Proposta de Código da Mineração do relator Leonardo Quintão é um enorme retrocesso

IHU On-LineComitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, veiculou nessa quarta-feira uma nota onde avalia o relatório preliminar apresentado pelo deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) sobre o novo Código da Mineração para o Brasil.

No texto, fica claro que Quintão impôs uma série de retrocessos à proposta e não incorporou questões socioambientais sugeridas pelo Comitê para melhoria da qualidade de vida de populações afetadas, redução de passivos ambientais, diminuição das ameaças sobre comunidades e áreas protegidas e melhoria do regime de concessões, por exemplo. No geral, o relatório beneficia exageradamente o mercado.

Eis a nota do Comitê publicada pelo sítio do Instituto Socioambiental – Isa.

O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração vem a público apresentar os motivos que nos levaram a repudiar tal proposta.

1- A proposta tornou o projeto ainda mais desequilibrado, colocando a mineração como uma prioridade absoluta, acima de todos os outros usos do território. Chega ao absurdo de propor que a criação de unidade de conservação ambiental, demarcação de terra indígena, assentamentos rurais e definição de comunidades quilombolas dependerão de anuência prévia da Agência Nacional de Mineração – ANM. Ou seja, subjuga a proteção de nossa biodiversidade, belezas cênicas e dos territórios de uso tradicional de povos indígenas e quilombolas aos interesses das empresas mineradoras. Justamente o contrário do que propõe o Comitê Nacional, que defende a exclusão dessas áreas para a atividade mineral, por conservarem valores tão ou mais importantes que a mineração. Como consequência disso, a mineração não garante as comunidades impactadas – que a proposta reconhece existir – qualquer direito de opinar sobre a instalação dos empreendimentos. Continue lendo “Proposta de Código da Mineração do relator Leonardo Quintão é um enorme retrocesso”

Ler maisProposta de Código da Mineração do relator Leonardo Quintão é um enorme retrocesso

Cumbres indígenas y el equilibrio global

20070617132659-biodiversidad-21

Por Jorge Pérez Rubio* – Servindi

En la última década los pueblos indígenas de américa lograron situarse, con perseverancia y milenaria personalidad, dentro del sistema de negocios del mercantilismo global y pusieron en órbita el mundo holístico y animista que recibieron del padre creador, con la divina instrucción de cómo cuidar su belleza, fertilidad, prodigalidad y fragilidad.En el camino hollaron signos de legendaria vitalidad relacionados con la reciprocidad y unidad, transición y adaptabilidad organizativa, vigencia de la espiritualidad saludable y productiva –recientemente tuve un inesperado pero aleccionador coloquio con el apu Alberto Pizango (Presidente de AIDESEP) donde logré reconfirmar la eficacia de la medicina propia que se logra a partir de una catarsis consumada, abstinencia prohibido de incumplir y con la permisión vigilada de los espíritus de las plantas curativas. Continue lendo “Cumbres indígenas y el equilibrio global”

Ler maisCumbres indígenas y el equilibrio global