
Por Alana Gandra e Flavia Villela, Repórteres da Agência Brasil
Edição: Carolina Pimentel e Juliana Andrade
A violência que assola as cidades brasileiras tem deixado mais marcas e vítimas do que as registradas nos boletins de ocorrência. Junto com o número cada vez mais alto de crianças e jovens vítimas de assassinatos cresce também, em uma estatística silenciosa, o número de mães que sofrem com a perda, o luto e, em vários momentos, com a sensação de impunidade.
Neste Dia das Mães, a Agência Brasil conta a história dessas mulheres que transformaram a dor e a perda em um motivo a mais para lutar por justiça.
É o caso da advogada Alessandra Soares, mãe de João Roberto Amorim Soares, morto em 2008, com dois tiros. À época com 3 anos, João estava no carro com a mãe e o irmão mais velho, Vinicius. Na noite do dia 6 de junho de 2008, o veículo foi metralhado por policiais militares na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.
Os militares deram 17 tiros no veículo ao confundirem o carro com o de criminosos em fuga. Alessandra estava grávida de Amanda, hoje com 5 anos, quando ocorreu a tragédia, mas ainda não sabia. Ela e Vinícius foram feridos por estilhaços de vidro. Nos quase seis anos sem João, Alessandra luta por justiça, não apenas pela morte do filho, como também dos filhos de vários brasileiros que perderam a vida para a violência.
“Continuamos participando dos movimentos em prol da paz e da justiça, pois o que ocorreu conosco continua ocorrendo. Pouca coisa ou nada mudou”, lamentou, ao ressaltar que os dois policiais militares envolvidos no caso foram absolvidos pelo júri. Continue lendo “Mães contam como transformaram dor da perda de filhos em luta por justiça”







